Texto de Reflexão de Amor
Mariana, Brumadinho, Barão de Cocais, Nova Lima, Macacos, Itabirito, Rio Acima, Itatiaiuçu, Ouro Preto...
Em Minas, horizonte
era a curva protetora
das serras e montanhas
serenas, quietas
emoldurando o azul do céu
em Minas,horizonte
agora é castelo de areia
que desmorona
a cada sirene que toca
no meio da noite
ou que não toca
e no meio do dia
destrói sonhos e vidas
levados por ondas de lama
em Minas, horizonte
agora é banhado
por rios de lágrima e água suja
em Minas, horizonte
agora é medo...
Sou mineira de “antigamente”.
Como boa mineira não perco o trem. Nem o tempo. O tempo, porém, me faz perder algumas coisas. Às vezes perco a razão, que logo encontro. Curtir o frio do inverno ao lado de um fogão a lenha, comida em panelas de ferro, ou no tacho mexido com colher de madeira, água esquentando e me aquecendo com o calor que sobe, aroma do café feito na hora, a cozinha puro aconchego, iluminada apenas pela luz da lamparina … Ah! Só na lembrança. São coisas perdidas no tempo. O tempo não permite que eu as encontre mais.
Da série quase sessenta
Vou desvestindo tudo que pesa, aperta ou incomoda
pressa, ansiedade, falsas esperanças, jeans colados,
sapatos muito altos e meias( principalmente meias verdades)...
Com a teimosia continuo, ainda!
Quero teimar em acreditar que fico poderosa vestida com um batom vermelho.
Devagar vou longe.
Divagar me leva onde.
De vagar, devagar, divagando
Percebi...
Minha imaginação
é muita areia pro meu caminharzinho!
Envelhecer
A verdade é que não podemos fazer retornar a areia que cai pela ampulheta do tempo, nem somos carrapichos para grudarmos nas bordas desta enxurrada que se chama vida. É preciso deixar-se levar...
Cheguei à conclusão que saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria. É um dos capítulos mais difíceis da arte de viver se não aceitarmos o deixar-se levar...
Então, já estou aceitando e amando minhas limitações, são partes de mim, componentes da minha história.
E procurando descobrir todos os prazeres que este período da vida pode me reservar – e olha, já vi que são muitos. Surpresas? Que venham…
Da série quase sessenta
Escaneando fotos antigas...
Percebo que à medida que vivemos também morremos aos poucos a cada dia. Primeiro morre em nós a infância, depois a juventude. Na idade adulta as preocupações diárias nos envolvem. Falta tempo. Ou não nos damos o tempo que precisamos, para viver plenamente. O tempo vai passando, se desfazendo dia após dia e não percebemos o que deixamos de fazer, ou de dizer.
E nosso livro da vida vai sendo apenas folheado.E não lido...
O circo
Estamos no picadeiro e não existe ensaio.
Palhaços contando as mesmas piadas sem graça.
Trapezistas sem rede para aparar.
Malabaristas tentamos não deixar a peteca cair.
Mágicos sem cartola multiplicando o pouco da dignidade que nos sobra.
Domadores de toda a violência explícita, ou não.
Sem receber aplausos por nossa atuação.
É! Nossa vida parece um circo...
SOU POETA (SIDNEY)
Sou poeta.
Sou alegre sou triste.
Vivo das contingências,
Que transformo em fatos.
Não tenho momentos.
Sou do acontece.
Se triste, lamento,
E me encasulo.
Alegre?
Rejubilo!
Igual natureza.
Transpiro beleza,
Procuro flores, papel lápis.
Mas sou poeta.
E como tal não sei meu momento.
Chorarei quando precisar.
Sorrirei quando apetecer.
Extasiarei com lástimas.
Ou exultações.
Acima de tudo sou poeta.
Poeta da dor
Do encantamento
Das ilusões
Poeta do amor
Poeta da vida.
Deus, por favor, me ajude! Clamo por Ti ó Senhor. Sou tua(teu) filha(o) e já sofri tanto, não tenho forças ó Pai, o meu coração dói e o desânimo assola os meus dias. Já não sinto as minhas pernas, já não quero comer ou olhar para as Tuas maravilhas, meu Pai. O vazio me atormenta e os diálogos e sorrisos já não suporto mais. Meu Deus, olha por mim! Por essa(esse) tua(teu) filha(o) que te ama tanto e que só busca ser feliz. Bota nos meus caminhos, Senhor, pessoas de bom coração que queiram me ver feliz e não pelas costas, que vejam as maravilhas da minha alma ao invés da escuridão da minha sombra. Ajuda-me ó Pai, a vencer as tormentas desse deserto, a ter forças para levantar e lutar, a conseguir vencer e sorrir, mas não sorrir com os lábios e sim com o coração. Dá-me conforto ó meu Pai, porque a dor que sinto no meu peito é tamanha que já não consigo mais disfarçar. Ajuda-me a com o sono dormir e então acordar com um pouco de paz e com a certeza que toda essa dor vai passar, porque no fundo sei que tudo passa.
Olha por mim, Paizinho, pois só tenho a Ti!
Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo, Amém.
É, surpreendentemente, como as pessoas estão desinibidas e sem emoção. Ultimamente Isso seria um processo de distanciamento?
Complicado? Sem noção? Com comoção? Sem culpa? Com cultura? Com dor? Sem detalhes? Com retalhos? Com tempo? Sem tempero? Etcétera. Até quando? As experiências daqueles não deram a oportunidade de sentir coisas boas e positivas. Ainda é tempo de recomeçar, quiçá passam os dias, pensando e pensando. És manhã na natureza das flores e jasmins. Tudo é amarelo, elo. Elo das cores vivas. Experiências boas, límpidas e vívidas, digo amadas e florecidas. Com certeza, mecanismo de um amor puro.
Não vejo como um problema a demora do tempo, para mim, esta é mais uma como característica. Ainda é tempo. Amar alguém pode ser qualquer pessoa, não só amar no sentido de relacionamento, amizade também. Afinal de contas, a distância não significa nada quando alguém significa tudo e nada é fácil quando a recompensa é muito grande. Enfim, abuse do poder da juventude e use-a em teus propósitos e planejamentos.
A trajetória do ser humano tem seu início ao nascer, mas o fim pode ser um recomeço.
O meio é como enfrentamos tal situação hoje, mas sempre caminhando ao fim do teu ciclo.
Muitos se arrependem dos erros do passado, mas será que, hoje, dependendo da situação, não faria novamente ou vice versa.
Um pensamento e um plano são um desejo e uma felicidade d'alma.
Olho pro celular, mas não tenho ninguém pra conversar.
À noite, bate até um desânimo, o celular nem tem graça mais.
Paz ou solidão?
Não gosto tanto dessa paz, pois o ser humano não foi feito pra ser sozinho.
Não é possível viver sozinho.
Resta-me, a partir de hoje, desistir do amor, abandonar a alma, perder os sentimentos, perecer os desejos, renunciar à esperança de apaixonar e alienar o amor?
No entanto, a Cinderela, dos contos de fada, no momento em que ela perde a fé e deixa de acreditar nos seus sonhos, eles finalmente se realizam.
Será que estamos nos prendendo?
Limitando nossos sonhos e ideias?
Será que estes sonhos estão nos criando prisões e impedindo de se manifestarem?
Sua sensibilidade deve nos remeter ao valor do amor que está na qualidade de seu empirismo, mas não em sua durabilidade.
Deveras, transitoriamente, a beleza do amor residir genuinamente em sua potencialidade de ser infinito nos detalhes em que é vivido.
Quiçás, é explorar a ideia de um amor mais vivido plenamente em cada oportunidade, seja na alegria ou na tristeza.
Enfim, vamos refletir mais sobre a natureza do amor, de maneira intensa e constante, e a dedicação apaixonada de ser um amado.
O universo é grande demais para os nossos parcos pensamentos.
Um dia você encontrará alguém melhor do que eu e você me abandonará.
Depois, eu não estarei mais aqui.
O para "sempre" não foi mais o mesmo.
Deveras, sob a luz da escuridão, buscar um novo motivo para apaixonar.
Aquele desejo não urge mais no âmago do ser, aclarar.
Continuar-me-ei de excitar meus sentimentos aos textos.
Sonhos e conquistas, oh
Sem precipícios e sem desestímulo, ah
Esquecer-se de se apaixonar.
Na vida real, o amor não estará à altura da nossa mente, mente
A vida dar-te-á a oportunidade de amar e ser amado.
Nós estamos na terra por algum motivo, divino ou comédia.
É um momento raro que me faz progredir e evoluir.
Adaptar, ainda é tempo de amar.
Como inspirar os sentimentos que estão perto de nós?
Ter perenidade e serenidade.
Faça por ti, o amor próprio deve prevalecer.
Seu valor é conforme seu caráter e personalidade, abster-se de não obstar aquilo que agrega ou soma, enraizado.
A falta de um recomeço não criar-se-á um fim propriamente dito, excetuando-nos a uma nova maneira de nascer.
Pare de perder tempo com migalhas da vida e voe alto.
Sementes do amanhã que não param de sonhar, o som do silêncio.
Dentro de cada sementinha (vida) está uma árvore adormecida.
É preciso partir para continuar a viver.
E, assim, se foi o homem com sorriso de menino na dimensão das estrelas.
Bem longe, numa longa viagem, flutuando.
Mas, um dia, a sementinha se reproduziu, cresceu e se transformou numa grande árvore, no horizonte, forte e cheio de luz.
Fim?
A vida é uma corrente alternada, entre terra e exterior, este um mundo ainda não conhecido, quiçá desvendado, modelo em que as energias espirituais têm o sentido invertido periodicamente, via láctea e matéria orgânica, permitindo a transmissão de virtudes e de costumes.
Existir-se-á uma eficiência de corrente, na qual tem uma variação no sentido nascer até morrer.
Comumente chamado de vida, o campo orgânico, matéria em si, quantifica uma massa ocupada em um ponto no espaço em um determinado momento.
Esta massa, absolutamente, tem seu fim: a morte.
A maldade e a mentira são erros violentamente opostas aos ensinamentos éticos e morais dos grandes homens e até do senso comum.
Empiricamente, eu não creio que exista uma emoção mais intensa para um homem do que ver suas emoções, forças, energia, desejos, felicidades e paixões funcionando harmonicamente.
Essas emoções fazem você esquecer de comer, de dormir, de grana, de buscar poder, fama, luxo e de tudo.
Expansivamente, as coisas materiais não definem o que os seres são por dentro, este ente é uma coisa imaterial, não é visível e nem palpável.
Se você quiser descobrir os segredos da "vida", pense em termos de conexão, impulsividade e emoções.
Nossas virtudes e nossos defeitos são inseparáveis, assim como a vida aos nascer (matéria) e a morte do indivíduo de modo que não se tem mais pensamento, sentido e modo de agir, a energia cerebral, frequência das sinapses e vibração dos órgãos param de funcionar em harmonia e atinge o coeficiente de racionalidade (campo natural, (in)orgânico, saturado, volátil, etérea).
O poder mental (racionalidade) vem de uma fusão sobrenatural e genética, no dogma pela Ordem Divina, no senso comum pela crença de uma "invenção" ainda não desvendada, no empirismo pelos estímulos da lógica e observação, mas se concentrarmos nossas mentes na real verdade, ficamos em sintonia com este grande poder de pensar, intrinsecamente ligada a ela o fator humano de propriamente existir.
A limitação disso tudo é o termo de quanto mais um ser deter de uma cognição sofisticada, menos certeza e concretude terá na sua premissa, excetuando-se a lógica do tempo e espaço atrelada a cultura.
Enfim, o termo "fim" não significa término ou acabar, mas pode ser um novo recomeço e um novo ciclo de energia, força e vida (matéria inorgânica).
A principal importância da amizade verdadeira.
A felicidade, eu posso revivê-la novamente.
Não há como fazer um manual, meros paradigmas.
Com a sua ausência, hei de cobrar com juros, juro.
No tecido da existência, tu és a peça que dá sentido ao meu ser.
Seu paradoxo tão desigual.
Momentos inesquecíveis para se aventurar,
Uh, Poema divino, um desejo cheio de esplendor.
Voz reflexiva e melodia cativante.
No horizonte do teu olhar, encontro o azul do céu.
E em cada gesto teu, floresce a minha mais bela inspiração.
És o sol que ilumina meus dias mais sombrios,
E a lua que acalenta minhas noites de desvarios.
Juntos, somos poesia em movimento,
Um verso lírico, eternizado no tempo.
É uma sinfonia eterna, um poema sem fim.
Porque contigo, descobri o verdadeiro significado do amor, digo felicidade.
Nossos momentos são como diálogos entre almas,
Em que exploramos os mistérios do universo em nossas palmas.
No abismo do pensamento, mergulhamos sem medo,
Explorando as profundezas do ser em nosso enredo.
E em tua sabedoria, encontro a mais pura razão.
Em cada sonata, encontro a luta e a vitória,
E em cada acorde, ressoa a minha paixão.
Em busca da essência que nos faz sentir vivida.
Transformação, em cada verso meu, uma expressão da alma em sua canção.
No jogo da vida, um dia quis te conquistar,
Mas o destino tramou, e decidi desistir de te alcançar.
Por mais que te desejasse, a proximidade não bastava,
E a cruel maldade do tempo fez nossa conexão se desfazer, tão grave.
Por caminhos distintos, nossos passos seguiram,
E a saudade, como uma sombra, em meu peito persistiu.
Mas aceitei que nem tudo pode ser como sonhei,
E no silêncio das desistências, minha alma se aquietou e acalmei.
Talvez um dia, em um destino distante,
Nossos olhares se cruzem novamente, vibrantes.
Por agora, guardo a lembrança do que poderia ter sido,
E deixo o amor, como uma canção, em meu coração, adormecido.
Somos poeira de estrelas,
Nossos átomos formados nas entranhas do cosmo,
Ainda bem que em nossa jornada terrena, nós nos revelas,
Pois somos fragmentos de um mesmo macrocosmo.
No vasto universo, estamos ligados pelo espaço-tempo,
Em órbitas que se cruzam, em danças siderais,
Ainda bem que nossos destinos se encontraram neste tempo,
Pois somos constelações de histórias ancestrais.
Em galáxias distantes, em nebulosas de luz,
Nossos destinos foram traçados, em intricada dança,
Ainda bem que neste planeta, encontramos a conduz,
Para compartilhar essa jornada cósmica e sua bonança.
Nas estrelas, encontramos o reflexo do nosso ser,
Somos poeira de estrelas, conectados pelo universo,
E ainda bem que neste vasto espaço, conseguimos perceber,
Que somos parte de algo maior, num encontro tão diverso.
Eu já não acredito mais
Eu já não acredito mais,
Na promessa de eternos dias,
Nas palavras lançadas ao vento,
Nos sussurros que a noite desfia.
A esperança me deixou à deriva,
Às margens da profunda solidão,
Sorvendo a dor em um cálice amargo,
Onde antes brindava-se paixão.
Teu corpo é feixe de luz no crepúsculo,
Sedução que desfila sem pudor,
Um poema divino, irradiando esplendor,
Mas é miragem que o coração já não quer decor.
Teu sorriso, armadilha luminosa,
Prende, inebria e, cruel, entontece,
É a arte mais pura da sedução,
Mas é pintura que a alma já não conhece.
De fascinação se vestia o amor,
Em teus braços um falso abrigo,
Deixaste-me só, no limiar da dor,
Entre versos, me perco e comigo sigo.
Porque já não acredito mais,
Nas juras evaporadas ao amanhecer,
No amor que se faz de paz,
Mas é apenas poesia que não se pode viver.
Entre o tempo que vem e o que se faz,
Jaz uma escolha, sutil traço de paz.
Não é o relógio que mede afeição,
Mas quem faz da hora sagrado chão.
Quem se entrega no limite do escasso,
Guarda no peito o peso do cansaço.
A troca justa, balança do sentir,
É arte rara, é dom de equilibrar.
Sabedoria não é só acumular,
Mas entre erros e acertos navegar.
A boa vida é tecida em comunhão,
De saberes, sentimentos, coração.
Inteligência é o leme neste mar,
Administrar emoção, não naufragar.
Mas quem ao passado só olha, sem perdoar,
Esquece que à frente está o lugar de amar.
Assim caminho, assim procuro estar,
No dar e receber, no eterno ensinar.
E nessa dança que é viver e priorizar,
Há quem faça do seu tempo um lugar.
0Num reino esquecido de palavras não ditas,
caminham dois viajantes em sendas infinitas.
A busca por amor, tão cheia de mitos,
mas o amor, ah, o amor acaba em gritos.
Não é o amor que prende ou que sustém;
ele é, em sua essência, passageiro também.
Surge qual estrela, brilhante, ao léu,
mas desvanece na ausência de um céu.
"Amor acaba," sussurra o vento frio,
"quando esperar nada mais é que um vazio."
Assim fala o tempo com sua voz calma,
não na tempestade, mas na resignada alma.
E então, o que resta? O que realmente importa?
Se não for a felicidade que a própria vida comporta?
Felicidade, esse sim, é um fogo que arde sem ver,
não nasce do outro, mas dentro do próprio ser.
"Vou embora," diz aquele que ao espelho confessa,
"pois sem ti, encontro em minha solidão, a fortaleza."
Relacionamentos não se firmam em laços de amor,
mas na felicidade solitária, não no calor.
Assim, se pensas que sem o outro estarias melhor,
o amor já não é mais abrigo, nem tem seu valor.
É na felicidade própria que um coração deve ancorar,
pois mesmo no amor, é preciso primeiro se amar.
Despedem-se então, não em guerra ou com dor,
mas em silêncio, sabendo que o melhor ainda está por vir.
Amor e felicidade, dois dançarinos ao som do destino,
Um ensaio sobre como viver, amar, e por fim, partir.
