Texto de Amor com Músicas
ADMINISTRAR O TEMPO COMO EXERCÍCIO DE CONSCIÊNCIA.
Administrar o tempo, sob a ótica espírita, não é apenas organizar horas e compromissos. É, sobretudo, educar a própria consciência diante da finitude da existência corporal e da continuidade da vida espiritual. O tempo deixa de ser um recurso externo e passa a ser um campo íntimo de responsabilidade, fio condutor para a vida cotidiana.
Na visão espírita, o tempo é concessão auxiliadora. Cada encarnação dispõe de um intervalo preciso para o aperfeiçoamento do espírito. Não se trata de urgência ansiosa, mas de vigilância consciente. O desperdício do tempo não se mede apenas pela inatividade, mas pelo uso reiterado em ações que não promovem crescimento moral, reparação de faltas ou desenvolvimento do amor. Administrar o tempo, aqui, significa perguntar diariamente se as escolhas realizadas aproximam o ser de sua finalidade espiritual.
Sob o prisma filosófico clássico, o tempo sempre foi compreendido como bem irrecuperável. A tradição antiga já advertia que viver sem examinar o uso do tempo equivale a viver sem direção. O tempo revela valores. Aquilo a que se dedica a maior parte da vida denuncia o que se ama, o que se teme e o que se considera essencial. Administrar o tempo, portanto, é ordenar prioridades conforme uma hierarquia de bens que não se dissolve com a morte.
Na psicologia, o modo como o indivíduo lida com o tempo reflete seu estado interno. A dispersão constante, a procrastinação crônica ou a obsessão produtivista não são meros problemas de agenda. São expressões de conflitos psíquicos, angústias não elaboradas e fugas do encontro consigo mesmo. Uma administração saudável do tempo pressupõe autoconhecimento, limites claros e a capacidade de permanecer presente em cada tarefa, sem fragmentar-se.
No campo moral, o tempo assume caráter de dever. Cada minuto desperdiçado em prejuízo do bem possível é oportunidade recusada de servir, compreender, perdoar ou reparar. A ética do tempo não exige perfeccionismo, mas coerência. Exige que as ações diárias estejam alinhadas aos princípios que se professam. Não há moralidade autêntica onde o discurso é elevado e o tempo é consumido em vaidades estéreis.
Integrar essas quatro dimensões conduz a uma administração desse recurso que é, em essência, uma administração da própria vida. Planejar sem rigidez, agir sem pressa, refletir sem paralisia e servir sem adiamento. O tempo que sempre age, quando bem vivido não é o mais cheio, mas o mais significativo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O ÚLTIMO SONHO E O CÂNTICO DO INFINITO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Foste tu quem me ensinou a coragem das estrelas antes da partida. Mostraste-me que a luz não se extingue com a ausência e que ela prossegue silenciosa mesmo quando a matéria silencia. Assim compreendi que a morte não interrompe o sentido. Apenas desloca o olhar para regiões mais profundas da consciência."
"No último sonho essa lição retorna com solenidade. A respiração torna-se curta não por medo mas pela vastidão do que se revela. O infinito não se impõe como mistério opressor mas como verdade acessível à alma desperta. Existir revela-se raro. Existir revela-se belo. Existir torna-se um privilégio ético e metafísico."
"Tentei pedir que tudo fosse dito novamente. Não por esquecimento mas porque certas verdades exigem repetição para serem inscritas no espírito. Quis escrevê-las mas não encontrei instrumento que comportasse tal grandeza. Há ensinamentos que não cabem na linguagem. Apenas na interioridade."
"O último sonho então se amplia. Ele une memória e cosmos. O universo deixa de ser vastidão impessoal e assume finalidade íntima. Tudo parece ter sido tecido para ser contemplado por um olhar consciente. Não por vaidade humana mas por correspondência tão íntima entre o ser e o todo."
"Nesse estado a psicologia encontra repouso. O eu já não se fragmenta em expectativas. Ele aceita sua raridade e sua responsabilidade. Filosoficamente o sentido não está em durar indefinidamente mas em ter sido capaz de perceber. Perceber a beleza. Perceber o outro. Perceber o infinito no instante."
"E se ainda fosse possível ouvir uma última vez essa verdade ela diria com voz serena que o existir é improvável e por isso mesmo sagrado. Que a consciência não é acaso mas chamado. Que o último sonho não encerra a jornada mas a coroa com lucidez reverente."
"Assim o espírito compreende que viver foi aprender a ver. E que ter visto com coragem ternura e verdade já constitui um feito épico diante do silêncio eterno do universo."
O ÚLTIMO SONHO E O CÂNTICO DO INFINITO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Foste tu quem me ensinou a coragem das estrelas antes da partida. Mostraste-me que a luz não se extingue com a ausência e que ela prossegue silenciosa mesmo quando a matéria silencia. Assim compreendi que a morte não interrompe o sentido. Apenas desloca o olhar para regiões mais profundas da consciência."
"No último sonho essa lição retorna com solenidade. A respiração torna-se curta não por medo mas pela vastidão do que se revela. O infinito não se impõe como mistério opressor mas como verdade acessível à alma desperta. Existir revela-se raro. Existir revela-se belo. Existir torna-se um privilégio ético e metafísico."
"Tentei pedir que tudo fosse dito novamente. Não por esquecimento mas porque certas verdades exigem repetição para serem inscritas no espírito. Quis escrevê-las mas não encontrei instrumento que comportasse tal grandeza. Há ensinamentos que não cabem na linguagem. Apenas na interioridade."
"O último sonho então se amplia. Ele une memória e cosmos. O universo deixa de ser vastidão impessoal e assume finalidade íntima. Tudo parece ter sido tecido para ser contemplado por um olhar consciente. Não por vaidade humana mas por correspondência tão íntima entre o ser e o todo."
"Nesse estado a psicologia encontra repouso. O eu já não se fragmenta em expectativas. Ele aceita sua raridade e sua responsabilidade. Filosoficamente o sentido não está em durar indefinidamente mas em ter sido capaz de perceber. Perceber a beleza. Perceber o outro. Perceber o infinito no instante."
"E se ainda fosse possível ouvir uma última vez essa verdade ela diria com voz serena que o existir é improvável e por isso mesmo sagrado. Que a consciência não é acaso mas chamado. Que o último sonho não encerra a jornada mas a coroa com lucidez reverente."
"Assim o espírito compreende que viver foi aprender a ver. E que ter visto com coragem ternura e verdade já constitui um feito épico diante do silêncio eterno do universo."
Mateus 13:14 - INVERSÃO DE VALORES.
A CEGUEIRA MORAL COMO SINTOMA DE UMA ERA DESORIENTADA.
A mensagem contida em Mateus 13:14, expressa uma diagnose espiritual de elevada gravidade ética. Ela descreve não um desvio episódico de costumes mas uma erosão profunda dos critérios que sustentam o juízo moral coletivo. A chamada inversão de valores constitui um processo de entorpecimento da consciência no qual o discernimento é gradualmente substituído pela conveniência e pela complacência afetiva.
Quando o texto evangélico afirma que muitos escutam sem assimilar e observam sem compreender ele aponta para um fenômeno de opacidade interior. A inteligência permanece ativa. A sensibilidade espiritual porém encontra-se embotada. O indivíduo passa a filtrar a realidade não segundo a verdade mas segundo o que lhe é confortável. Essa disposição gera uma anestesia ética na qual o erro deixa de provocar inquietação e o bem passa a ser percebido como incômodo.
A passagem de Mateus 13:14 descreve um fechamento voluntário da percepção moral. Não se trata de incapacidade cognitiva mas de recusa deliberada ao chamado interior. O sujeito preserva os sentidos físicos mas abdica da escuta profunda e da visão penetrante. Forma-se assim uma consciência seletiva que legitima desejos e invalida princípios. Nesse estado o certo parece excessivo e o errado parece justificável.
Em Mateus 18:7 a advertência assume uma dimensão estrutural. Os escândalos emergem como subprodutos de ambientes morais degradados. Eles não surgem por acaso. Eles florescem onde há permissividade normativa e diluição da responsabilidade pessoal. O texto não absolve o contexto. Ele responsabiliza o agente. O escândalo não é apenas um fato social. Ele é uma falha ética personificada.
Sob uma ótica tradicional essa degeneração revela o abandono de parâmetros objetivos de verdade. Quando a retidão passa a ser relativizada e a transgressão passa a ser celebrada instala-se uma confusão axiológica que compromete a formação do caráter. A pedagogia perde autoridade. A disciplina é confundida com opressão. E a liberdade é reduzida a impulso.
Essa desordem não permanece restrita ao plano individual. Ela infiltra-se nas instituições. Contamina o discurso público. E normaliza práticas que antes seriam moralmente reprováveis. O escândalo deixa de causar repulsa. Ele passa a ser assimilado como expressão cultural. O alerta ético passa a ser tratado como intolerância. E a tradição passa a ser caricaturada como atraso.
A mensagem portanto atua como um espelho severo aos desatentos. Ela recorda que toda sociedade que rompe com sua herança moral perde progressivamente a capacidade de orientar seus membros. A tradição não é um apego nostálgico ao passado. Ela é a sedimentação de experiências humanas que preservaram a ordem interior e a dignidade ao longo do tempo. Quando essa memória é descartada o homem permanece entregue às próprias pulsões sem norte e sem medida.
Uma civilização que confunde indulgência com virtude e rigor com maldade não caminha para o progresso mas para a dissolução silenciosa de sua própria base de diretriz.
CAPÍTULO I
APRENDER A FECHAR AS PORTAS DA ALMA.
Filtrar os acontecimentos não é negar o mundo. É restabelecer hierarquia interior. O que tudo invade é porque tudo recebeu o mesmo peso. A alma, quando não seleciona, adoece por excesso de realidade.
O primeiro filtro é o discernimento do que merece permanência. Nem tudo que acontece fora exige hospedagem interior. Há fatos que devem ser reconhecidos e depois deixados seguir. A tradição sempre ensinou que a sabedoria começa quando se aprende a distinguir o essencial do ruidoso.
O segundo filtro é o ritmo. A vida moderna impõe simultaneidade. Antigamente, as dores vinham uma a uma. Hoje chegam em bloco. Recuperar o ritmo humano é reduzir a exposição. Escolher quando ouvir. Quando ler. Quando silenciar. O excesso de informação desorganiza a sensibilidade e dissolve as defesas naturais do espírito.
O terceiro filtro é o recolhimento consciente. Não se trata de fugir do mundo, mas de retornar a si. Momentos de solidão escolhida restauram limites internos. A interioridade sempre foi o lugar onde o ser humano reorganiza o sentido antes de voltar ao convívio.
O quarto filtro é a linguagem interior. Aquilo que não se consegue nomear tende a invadir de forma difusa. Dar nome ao que afeta é conter. Pensar é organizar. Escrever é delimitar. O que ganha forma perde poder invasivo.
Por fim, há o filtro ético. Nem toda dor alheia é incumbência pessoal. A compaixão verdadeira não se confunde com absorção. Ajudar não é carregar. É sustentar sem se perder.
Filtrar os acontecimentos é um exercício antigo. Sempre foi assim. O mundo nunca foi leve. Leve precisa ser o olhar que aprende a escolher o que entra. Porque quem não fecha as portas da alma acaba transformando a própria sensibilidade em campo de batalha.
Eis exemplos claros, ancorados na experiência humana tradicional, sem romantização do excesso moderno.
ANTIGAMENTE, AS DORES VINHAM UMA A UMA. HOJE CHEGAM EM BLOCO.
Antigamente, a dor tinha rosto e tempo. Um luto era vivido até o fim antes que outro começasse. A escassez de notícias fazia com que o sofrimento fosse localizado. Morria alguém da aldeia. Havia o velório. O silêncio. O luto compartilhado. Depois, a vida retomava seu compasso. A dor era profunda, mas circunscrita.
Hoje, em um único dia, o indivíduo é exposto a uma tragédia distante pela manhã, a uma violência simbólica ao meio dia, a um conflito social à tarde, a uma crise econômica à noite e a uma dor íntima antes de dormir. Nada se encerra. Tudo permanece aberto. O espírito não encontra fechamento.
Antes, o sofrimento vinha pela experiência direta. Hoje vem pela exposição contínua. Não é vivido. É absorvido.
RECUPERAR O RITMO HUMANO É REDUZIR A EXPOSIÇÃO.
Escolher quando ouvir. Antigamente, escutava se quando alguém batia à porta ou quando a comunidade se reunia. Hoje, escuta se o tempo todo, mesmo sem consentimento. Recuperar o ritmo é desligar o fluxo. Não atender a todas as vozes. Não se sentir moralmente obrigado a reagir a tudo.
Escolher quando ler. A leitura era um ato deliberado. Um livro. Um texto. Um tempo reservado. Hoje, lê se fragmentos incessantes. Manchetes. Opiniões. Julgamentos. Reduzir a exposição é resgatar a leitura lenta e profunda e recusar o consumo contínuo de conteúdo que apenas excita a angústia.
Escolher quando silenciar. O silêncio era parte da vida cotidiana. Caminhadas. Noites sem estímulo. Trabalho manual. Hoje, o silêncio causa desconforto porque revela o cansaço oculto. Recuperar o ritmo humano é reaprender a ficar sem ruído, sem resposta imediata, sem explicação.
O TERCEIRO FILTRO. O RECOLHIMENTO CONSCIENTE.
Antigamente, o recolhimento era natural. A noite encerrava o dia. O inverno recolhia a vida. A velhice diminuía o ritmo. Hoje, recolher se é visto como fraqueza ou improdutividade.
O recolhimento consciente é escolher sair de circulação por um tempo. Não responder imediatamente. Não opinar sobre tudo. Não se expor quando o interior pede abrigo. É a pausa deliberada que impede o colapso silencioso.
Exemplo concreto. A pessoa que sente o mundo invadir não precisa explicar se. Ela precisa se recolher. Caminhar sem destino. Escrever sem publicar. Pensar sem compartilhar. Orar sem espetáculo. Esse recolhimento não é fuga. É higiene da alma.
Porque o espírito humano nunca foi feito para carregar o mundo inteiro ao mesmo tempo. Ele precisa de intervalo. De fronteira. De retorno ao seu ritmo ancestral. E quando esse ritmo é respeitado, as defesas naturais voltam a existir.
O Filho Pródigo é talvez a mais conhecida das parábolas de Jesus, apesar de aparecer apenas em um dos evangelhos canônicos. De acordo com Lucas 15:11–32, a um filho mais novo é dada a sua herança. Depois de perder sua fortuna (a palavra "pródigo" significa "desperdiçador", "extravagante"), o filho volta para casa e se arrepende. Esta parábola é a terceira e a última de uma trilogia sobre a redenção, vindo após a Parábola da Ovelha Perdida e a Parábola da Moeda Perdida.
Esta é a última das três parábolas sobre perda e redenção, na sequência da Parábola da Ovelha Perdida e da Parábola da Moeda Perdida, que Jesus conta após os fariseus e líderes religiosos o terem acusado de receber e compartilhar as suas refeições com "pecadores".[1] A alegria do pai descrita na parábola reflete o amor divino,[1] a "misericórdia infinita de Deus"[2] e "recusa de Deus em limitar a sua graça".[1]
O pedido do filho mais novo de sua parte da herança é "ousado e insolente"[3] e "equivale a querer que o pai estivesse morto".[3] Suas ações não levam ao sucesso e ele finalmente se torna um trabalhador por contrato, com a degradante tarefa (para um judeu) de cuidar de porcos, chegando ao ponto de invejá-los por comerem vagens de alfarroba.[3] Em seu retorno, o pai trata-o com uma generosidade muito maior do que ele teria o direito de esperar.[3]
O filho mais velho, ao contrário, parece pensar em termos de "direito, mérito e recompensa"[3] ao invés de "amor e benevolência".[3] Ele pode representar os fariseus que estavam criticando Jesus.
TÍTULO
A JUSTIÇA DIVINA E A LIBERDADE DO ESPÍRITO
ARTIGO
O Espiritismo, em sua expressão mais depurada, não se apresenta como sistema de temor, mas como pedagogia moral da consciência. A Doutrina não constrói um Deus punitivo, arbitrário ou vingativo. Revela um princípio soberanamente justo e bom, cuja ação se manifesta pelo respeito absoluto à liberdade espiritual e pela finalidade educativa das experiências humanas.
Deus não condena suas criaturas a castigos perpétuos por erros transitórios. Tal concepção violaria a própria ideia de justiça, pois nenhuma falta limitada no tempo poderia justificar uma pena infinita. O erro, no entendimento espírita, é sempre circunstancial e próprio de um Espírito ainda imperfeito, jamais definitivo ou essencial à sua natureza. Por isso, a Lei Divina oferece, a qualquer tempo, meios de progresso, reparação e reequilíbrio moral.
O arrependimento não surge como mero sentimento de culpa, mas como lucidez ética. Reparar não é sofrer por sofrer, mas agir em favor do bem, restabelecendo a harmonia rompida. A justiça divina não se impõe de fora para dentro. Ela opera no íntimo da consciência, onde cada Espírito experimenta as consequências naturais de suas escolhas. Persistir voluntariamente no caminho do mal converte-se, por si mesmo, em sofrimento, pois ninguém viola a ordem moral sem ferir a própria estrutura psíquica e espiritual.
A chamada pena eterna, à luz do Espiritismo, não é um decreto imutável, mas uma permanência voluntária no erro. Se o Espírito ali permanecesse indefinidamente, a dor também se prolongaria. Contudo, a mínima disposição ao arrependimento basta para que a misericórdia divina se manifeste, oferecendo novas oportunidades de aprendizado e reabilitação. Eis a relatividade das penas e da própria noção de eternidade, compreendida não como duração infinita do sofrimento, mas como continuidade da vida orientada ao aperfeiçoamento.
A liberdade concedida aos Espíritos é condição indispensável para o mérito moral. Se não houvesse possibilidade de escolha, não haveria responsabilidade, nem virtude autêntica. Deus permite que o Espírito experimente o bem e o mal para que aprenda, pela razão e pela vivência, a distinguir o que eleva daquilo que degrada. A sabedoria divina não se impõe pela coerção, mas pela educação gradual da consciência.
O primeiro ensinamento é o amor. O segundo é a instrução. Amar sem compreender conduz ao fanatismo. Instruir sem amar conduz à aridez moral. O Espiritismo une ambos, chamando o ser humano a uma ética da responsabilidade, da lucidez e da esperança ativa.
Assim, a mensagem espírita não promete atalhos, nem absolvições automáticas. Ela convoca o Espírito à dignidade de construir-se, passo a passo, na liberdade, assumindo o peso de seus atos e a grandeza de sua capacidade de transformação, pois toda consciência que se esclarece encontra no bem não uma imposição, mas um destino escolhido com maturidade e verdade.
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
"DESEJO DE SUMIR. ESSA VONTADE CANSADA DE TODOS OS DIAS."
"Eles não verão nem ouvirão meus segredos bobos."
Ninguém acorda para mais um dia. Apenas se põe de pé dentro dele, como quem aceita um fardo antigo sem discutir. Não sabemos quem passa por quem. Se somos nós que cruzamos as vidas ou se são elas que nos atravessam, deixando resíduos invisíveis que se acumulam até o cansaço.
O desejo de sumir não nasce do espetáculo. Nasce da repetição. Da fadiga de existir todos os dias sem interrupção. Não é morte o que se quer. É intervalo. É silêncio prolongado. É não precisar sustentar o peso de si mesmo por algumas horas que nunca vêm.
No silêncio inaugural o deserto não boceja. Ele estremece. As notas de piano não caem. Elas sangram num tempo lento, espesso, difícil de atravessar. O contrabaixo pesa como um peito saturado de dias iguais, marcando o passo de quem caminha não porque acredita, mas porque ainda não caiu. O sol não nasce. Ele apenas tolera o mundo. A esperança não é linha no horizonte. É cicatriz que insiste em não fechar.
A melodia cresce como cresce o trauma cotidiano que ninguém percebe. As teclas pretas e brancas não dançam. Elas se enfrentam. O drama não se costura. Ele se rasga em acordes de tensão contínua. Não há repouso nas pausas. A pausa ameaça revelar o vazio. A poeira guarda a história como quem guarda um segredo vergonhoso. O herói e o vilão dividem o mesmo corpo cansado. Ambos querem sumir. Um chama isso de covardia. O outro chama de descanso.
Seguimos de pé por entre o dia. Não o dominamos. O dia nos atravessa com suas exigências mudas. Cada encontro é um choque entre cansaços que não se confessam. Cada rosto esconde um pedido de trégua. Não sabemos quem carrega quem. Apenas seguimos, tropeçando em nós mesmos.
A cadência final não consola. Ela esgota. O último grave não vibra. Ele cai. O movimento não se transforma em silêncio. Transforma-se em suspensão. Não é morte. Não é alívio pleno. É a permanência de uma vontade que não se resolve. A música termina onde a dor aprende a morar sem escândalo. O Oeste adormece porque até o vento se cansa de insistir.
E ainda assim alguém se levanta amanhã. Não por esperança exuberante. Mas porque permanecer, mesmo desejando sumir, é um gesto severo de lucidez. E seguir, cansado e consciente, é a forma mais silenciosa e profunda de coragem.
O SILÊNCIO QUE VIGIA.
O teu silêncio não se limita a calar. Ele age. Instala-se como uma presença meticulosa destinada unicamente ao meu coração. Não vem para ensinar nem para esclarecer. Vem para despertar antigos medos que eu julgava sepultados. Ele percorre minhas veias com a frieza de uma água que não purifica. Apenas paralisa. Congela lentamente cada parte de mim até que o gesto mais simples se torne impossível e eu me descubra imóvel dentro de uma armadilha sem grades visíveis.
Esse silêncio não grita. Mas ressoa. E o que ressoa não é som. É pressão. É o peso de tudo o que não foi dito escorrendo para dentro da consciência. Quando transborda pelos olhos já não é choro. É rito. Cada lágrima amplia um rio íntimo onde a memória se afoga. Um Estige particular que me conduz não à morte do corpo mas à suspensão da esperança.
No íntimo da psique ele não se anuncia como violência aberta. Chega como frio constante. Um frio que rouba do corpo a coragem do movimento e da mente a ilusão de defesa. Tento compreender. Construo explicações. Mas o silêncio não dialoga. Ele observa. Espera. E nessa espera molda o medo até que o medo se torne morada permanente.
O castigo não está em sofrer. Está em saber que tudo poderia ter sido diferente por uma única conversa. Porque o que sempre desejei não foi vencer nem acusar. Foi falar. Falar para libertar. Falar para romper o feitiço da mudez que transforma o amor em sepulcro. E então compreendo. O silêncio não aprisiona quem se cala. Aprisiona quem espera. E é nessa espera que a alma aprende tarde demais que a misericórdia recusada pesa mais do que qualquer palavra dita.
ESTOICISMO - VIGILÂNCIA INTERIOR NA MARCHA DA VIDA.
Há uma dignidade silenciosa naquele que sabe esperar. Esperar não por fraqueza, mas por ética. Esperar não por medo, mas por consciência. Contudo, a vida não caminha no mesmo compasso da cortesia humana. Ela avança. Galopa. Ultrapassa. Não porque desconsidere, mas porque exige atenção. Quem vive precisa estar desperto. Quem deseja permanecer íntegro precisa estar vigilante.
O que almejas não repousa no que ficou. O passado não é morada, é alicerce. Respeita-se. Honra-se. Aprende-se com ele. Mas não se habita ali. O que verdadeiramente te aguarda encontra-se no que ainda não se revelou. No que pode vir. No que exige maturidade crescente e uma consciência cada vez mais lapidada. A sabedoria não se oferece pronta. Ela se constrói na marcha, no tropeço contido, no passo firme retomado.
A vida não é egoísta. Ela é exigente. Cobra presença. Cobra coragem sem covardia. Cobra que não terceirizes a vigília da própria alma. Ninguém guarda teus passos. Ninguém sustenta teu fôlego quando a solidão se impõe. E é justamente nesse desamparo aparente que se forma o caráter. É aí que a existência te molda para um dom supremo que ainda não compreendes por inteiro, mas que já se move em tua direção.
Descansar é permitido. Parar definitivamente não. O repouso deve ser consciente, jamais distraído. Mesmo quando o corpo pede pausa, o espírito deve permanecer atento. Não para temer, mas para reconhecer o instante certo de seguir. A caminhada é solitária, sim, mas não é vazia. Ela é plena de sentido para quem não se entrega à lamentação.
Não lastimes o que passou. Respeita-o. Não te angusties excessivamente pelo que virá. Espera-o com esperança lúcida. Sê grato antes do resultado, pois a gratidão é sinal de quem compreendeu que o processo é tão valioso quanto o desfecho. Tudo aguarda aquele que não abandona o próprio passo. Absolutamente tudo se inclina diante de quem segue adiante com coragem, sobriedade e vigilância interior.
A VOZ DO PASTOR E O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL.
Sob a ótica espírita, a afirmação de que a ovelha conhece a voz do seu pastor adquire um alcance que ultrapassa a imagem literal e penetra o campo da consciência moral e do discernimento espiritual. A passagem evangélica em João 10:3-4, 14, 27-30 não descreve apenas um vínculo afetivo, mas revela uma lei íntima da vida espiritual. O Espírito amadurecido aprende a reconhecer a verdade não pelo ruído exterior, mas pela consonância interior que ela produz em sua consciência.
O reconhecimento da voz do pastor simboliza a afinidade vibratória entre o ensinamento do Cristo e o grau evolutivo do Espírito. A ovelha não segue o estranho porque a voz que não procede do amor, da justiça e da caridade não encontra eco em seu foro íntimo. No Espiritismo, essa capacidade de reconhecimento nasce do progresso moral. Quanto mais o Espírito se educa no bem, mais facilmente distingue a orientação legítima das sugestões enganosas, sejam elas oriundas do orgulho humano ou de influências espirituais inferiores.
Seguir o pastor, nessa leitura, não significa submissão cega, mas adesão consciente. O Cristo vai à frente porque ensina pelo exemplo, e protege porque suas leis são leis de equilíbrio. Aquele que escuta e segue essa voz encontra direção segura mesmo em meio às provas, pois não caminha ao acaso. A proteção não é a ausência de dificuldades, mas a certeza de que nenhuma experiência é inútil quando vivida à luz do bem.
O conhecimento íntimo do pastor, que chama cada ovelha pelo nome, revela a individualidade espiritual. Para o seu amor, Deus não vê massas anônimas, mas Espíritos singulares, cada qual com sua história, suas quedas e suas possibilidades de ascensão. Ser conhecido pelo nome significa ser reconhecido em sua identidade espiritual, com responsabilidades próprias e tarefas intransferíveis no processo evolutivo.
Quanto à vida e à segurança prometidas, o Espiritismo esclarece que não se trata de privilégio ou garantia arbitrária, mas de consequência natural. Ninguém pode arrebatar a ovelha da mão do Pai porque a lei divina é soberana e justa. O Espírito que se harmoniza com essa lei encontra estabilidade interior, mesmo quando atravessa a dor, pois compreende o sentido das experiências e não se perde no desespero.
Assim, conhecer a voz do pastor é aprender a ouvir a própria consciência iluminada pelo Evangelho vivido. É distinguir, no tumulto do mundo, aquilo que conduz à elevação moral daquilo que apenas seduz os sentidos. Quando essa escuta se torna hábito da alma, o Espírito caminha com segurança, mesmo nas noites mais densas, porque já não segue vozes estranhas, mas a verdade que reconhece como sua.
ENTRE O PASTOREIO E A VIGILÂNCIA SOMBRIA. SERÁ A OVELHA UM LOBO?
A pergunta levantada não é simples nem confortável, e justamente por isso é necessária. Conhecer pelo nome, no sentido evangélico e espírita, não é reconhecer o rosto, a presença física ou a frequência nos bancos. Conhecer pelo nome é conhecer a alma em sua dignidade, em sua fragilidade, em seu tempo próprio de amadurecimento. É saber quem é o outro sem desejar possuí lo, moldá lo ou utilizá lo.
Quando os olhos se tornam felinos, atentos não ao cuidado, mas ao controle, já não há pastoreio, há vigília predatória. O lobo não chama pelo nome, ele identifica pela utilidade, pela fraqueza, pela conveniência. Onde há cálculo, expectativa de retorno, vaidade espiritual ou desejo de domínio, ali o olhar já não é o do Cristo. É apenas o instinto revestido de linguagem piedosa.
Sob a ótica espírita, toda confiança recebida é prova e tarefa. As ovelhas que nos são confiadas não nos pertencem. São Espíritos em jornada, com dores que não nos cabem julgar e ritmos que não nos compete acelerar. O verdadeiro pastor caminha à frente não para ser visto, mas para servir de referência silenciosa. Ele protege sem vigiar excessivamente, orienta sem invadir, corrige sem humilhar.
Quando deixamos de conhecer pelo nome, passamos a conhecer por rótulos. O fraco, o rebelde, o difícil, o que não colabora. Nesse instante, o vínculo se rompe, porque a relação deixa de ser espiritual e passa a ser funcional. O Evangelho, porém, não se sustenta sobre funções, mas sobre consciências.
A questão central não é se falamos em nome do pastor, mas se ainda ouvimos a sua voz. Porque quem realmente escuta o Cristo não aprende a olhar sem cobiça, a conduzir sem violência e a amar sem necessidade de posse. Onde isso ocorre, mesmo que haja discurso correto, já não há rebanho, há apenas sombras em disputa.
E talvez o maior exame moral seja este. Antes de perguntar se somos seguidos, perguntar se ainda somos capazes de chamar alguém pelo nome sem segundas intenções, pois somente quem abandona os olhos do lobo pode reaprender a caminhar com o coração do pastor.
DE MAIOR GRANDEZA SOB A ÓTICA ESPÍRITA.
João 15:15 não é apenas uma declaração afetiva de Jesus aos seus discípulos. Trata-se de uma mudança íntima na relação entre o ser humano e o divino. Ao abandonar o termo servo e elevar o homem à condição de amigo, Jesus inaugura uma ensinamento espiritual fundada na consciência, na liberdade moral e na responsabilidade do espírito que já não obedece por temor, mas por entendimento.
No entendimento espírita, essa passagem revela um marco evolutivo. O servo age por submissão exterior. Cumpre ordens sem compreender o sentido profundo do que executa. Já o amigo participa do propósito. Ele conhece a causa, o fim e o caminho. Quando Jesus afirma que revelou tudo o que ouviu do Pai, não fala de segredos místicos reservados a poucos, mas das leis morais que regem a vida, acessíveis à razão e ao sentimento amadurecido.
Ser amigo de Jesus, portanto, não é um título honorífico concedido por devoção verbal, mas uma condição interior conquistada pelo esforço ético e pelo progresso espiritual. A amizade pressupõe afinidade. E afinidade, no campo espiritual, significa sintonia com os valores que Jesus viveu. Misericórdia. Justiça. Verdade. Amor ativo.
Sob a base espírita, essa transição de servo para amigo indica o fim da fé cega e o início da fé raciocinada. O espírito já não caminha guiado apenas por dogmas ou por obediência passiva, mas pela compreensão das leis divinas inscritas na própria consciência. O servo teme errar. O amigo compreende, erra, aprende e recomeça.
Há ainda um aspecto profundamente consolador nessa afirmação. O amigo é aquele que é chamado a participar da obra. Jesus não centraliza em si o plano do Pai. Ele o compartilha. Ele confia. Ele responsabiliza. Isso significa que o ser humano não é um mero espectador da criação, mas cooperador ativo no aperfeiçoamento do mundo e de si mesmo.
Assim, João 15:15 consagra o mais elevado título que se pode rogar de Jesus. Não o de soberano distante, nem o de juiz implacável, mas o de amigo espiritual. Amigo que ensina. Amigo que confia. Amigo que espera. E essa amizade não se mede por palavras, mas pela disposição íntima de viver aquilo que Ele viveu, até que o conhecimento se transforme em consciência e a consciência em amor vivido.
Essa pergunta toca o ponto mais delicado e mais verdadeiro do cristianismo vivido, não apenas professado. E a resposta, se honesta, exige silêncio interior antes de qualquer afirmação.
Se temos sido amigos de Jesus na pessoa uns dos outros, isso se revela não no discurso, mas na prática cotidiana. A amizade que Ele propôs não é abstrata, nem restrita ao plano da devoção íntima. Ela se encarna no modo como olhamos, tratamos, acolhemos e suportamos o outro, sobretudo quando o outro falha, diverge ou nos fere.
Ser amigo de Jesus no próximo é reconhecer que o outro não é um obstáculo à minha fé, mas o campo onde ela é provada. Quando julgamos com dureza, negamos essa amizade. Quando excluímos, rompemos com ela. Quando usamos o nome de Jesus para afirmar superioridade moral, transformamo-nos novamente em servos do ego, mas em amigos do Cristo.
A amizade verdadeira supõe igualdade moral diante da lei divina. Não há amigo que se coloque acima do outro. Jesus lavou os pés dos discípulos exatamente para destruir qualquer ilusão de hierarquia espiritual baseada no orgulho. Assim, toda vez que nos colocamos como donos da verdade, como fiscais da conduta alheia, deixamos de agir como amigos e retornamos à postura do servo que obedece sem compreender o espírito da lei.
No convívio humano, a amizade com Jesus se manifesta na capacidade de ouvir antes de corrigir, de compreender antes de condenar, de amar mesmo quando não há reciprocidade imediata. Não é conivência com o erro, mas caridade com o erro alheio, sem esquecer a vigilância sobre o próprio.
À luz espírita, essa pergunta nos confronta com a coerência evolutiva. Somos amigos de Jesus quando reconhecemos que todos estamos em processo, em diferentes graus de amadurecimento espiritual. A impaciência com o outro denuncia impaciência conosco mesmos. A intolerância revela desconhecimento das próprias sombras.
Portanto, se ainda falhamos em ser amigos uns dos outros, não significa que Jesus nos tenha retirado essa possibilidade. Significa apenas que ainda estamos aprendendo o que Ele quis dizer quando nos chamou de amigos. E esse aprendizado não se dá em templos apenas, mas no atrito diário das relações humanas, onde o amor deixa de ser ideia e passa a ser escolha consciente, reiterada e silenciosa
OVELHAS, AMIGOS E SERVOS.
Ao interpelar Simão pela terceira vez e confiar-lhe as ovelhas, o Cristo sela definitivamente a diferença entre servir por obrigação e amar por consciência. A pergunta repetida não visa constranger. Visa amadurecer. Jesus não procura declarações inflamadas, mas confirmação interior. Quem ama assume cuidado. Quem ama aceita responsabilidade. Quem ama compreende que a amizade com o Cristo se traduz em serviço lúcido e silencioso.
O Divino Pastor não solicita prodígios. Não exige espetáculos espirituais. Não pede que se altere a natureza das ovelhas, nem que se violentem os ritmos da vida. Seu apelo é simples e, exatamente por isso, profundo. Alimentar. Sustentar. Cuidar. Permitir que cada qual cresça segundo as leis que o regem, sem atalhos ilusórios e sem privilégios artificiais.
Nessa recomendação está implícita uma advertência moral. Alimentar não é envenenar. Conduzir não é dominar. Ensinar não é impor. Quem se diz amigo do Cristo, mas contamina a fonte do pensamento com orgulho, vaidade ou intolerância, trai a confiança recebida. O alimento espiritual, para ser válido, precisa ser limpo. E a limpeza começa nas atitudes de quem o oferece.
Assim também ocorre com todos aqueles chamados a lidar com ideias, consciências e sentimentos. O Cristo não espera que transformemos pessoas comuns em santos imediatos. Ele espera fidelidade ao bem. Espera coerência. Espera que a mesa do exemplo não desminta o discurso e que a palavra não contradiga a vida.
Entre o servo que obedece sem entender e o amigo que ama porque compreende, há o caminho do pastor fiel. Aquele que não se coloca acima das ovelhas, nem as abandona. Apenas caminha com elas, alimenta quando necessário, corrige com mansidão e confia no tempo. E é nesse cuidado diário, humilde e responsável, que se revela a verdadeira amizade com Jesus.
Repousou a tarde,
e se erigiu a noite
vestida de estrelas;
o riacho desceu
cantante o morro,
e a Lua sorridente.
Pensar em você
me faz contente
neste mundo
que para o amor
se faz resistente.
Descansou o Sol
e a Lua no apogeu
se encontra,
tu nem imagina
que o meu coração
é teu para tomares
além da conta.
Pensar em você
me prepara a ser
tua neste mundo
que para o amor
vou para onde for.
Querer ter você
ao meu lado
não só apenas
neste bendito dia
de São Valentim,
porque bem sei
que nasci para ti,
e nasceste para mim.
Doce inclinação como a leveza de um beijo, Desejo que não me esqueça, Que venhas em breve com a tua sedução - e me aqueça.
...
O amor é nosso olimpo, abrigo inviolável, Secretos em nosso éden seremos perfeitos, Amor leve, paradisíaco e mais do que amável...
...
Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, Não existe delícia de amor mais feliz...
...
Ele me contou que os meus versos o deixam apaixonado, A voz dele é um doce encanto - é manifestação de amor reverberado.
...
As estrelas no céu lembram o brilho do teu olhar, Te desejo com desejos de pantera macia, Como é bom te amar...
...
Na cadência de meus versos, Registro a batida do meu coração, Assim vou dando ritmo a nossa paixão - nós somos pura sedução.
...
Vem, me dê a tua mão, Não me deixe aqui sozinha, Sou a tua alegria, E você é o meu coração.
...
A rosa caprichosa faz de tudo para chamar a tua atenção, Fará tudo bem direitinho só para ganhar o teu coração.
...
O nosso bem querer fará nos encontrar, E terna irei dizer o quanto é bom te amar...
...
Não tenho mais vontade de falar com ninguém, Só tenho vontade de escrever versos para você, Só para te trazer - e me endoidecer...
...
A cada véu despido há um carinho para ser encontrado, Te amando a cada dia um cadinho, Vamos ser magicamente um do outro bem devagarinho...
...
Carinho doce ao me perguntar se eu sei namorar, Respondo com este versinho que eu desejo mais do que te namorar, Eu quero te amar.
...
A noite surge fria sem a tua presença, A saudade faz companhia, Até a volta da tua presença - doce alegria.O amor é nosso olimpo, abrigo inviolável, Secretos em nosso éden seremos perfeitos, Amor leve, paradisíaco e mais do que amável...
...
Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, Não existe delícia de amor mais feliz...
...
Ele me contou que os meus versos o deixam apaixonado, A voz dele é um doce encanto - é manifestação de amor reverberado.
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As estrelas no céu lembram o brilho do teu olhar, Te desejo com desejos de pantera macia, Como é bom te amar...
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Na cadência de meus versos, Registro a batida do meu coração, Assim vou dando ritmo a nossa paixão - nós somos pura sedução.
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Vem, me dê a tua mão, Não me deixe aqui sozinha, Sou a tua alegria, E você é o meu coração.
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A rosa caprichosa faz de tudo para chamar a tua atenção, Fará tudo bem direitinho só para ganhar o teu coração.
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O nosso bem querer fará nos encontrar, E terna irei dizer o quanto é bom te amar...
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Não tenho mais vontade de falar com ninguém, Só tenho vontade de escrever versos para você, Só para te trazer - e me endoidecer...
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A cada véu despido há um carinho para ser encontrado, Te amando a cada dia um cadinho, Vamos ser magicamente um do outro bem devagarinho...
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Carinho doce ao me perguntar se eu sei namorar, Respondo com este versinho que eu desejo mais do que te namorar, Eu quero te amar.
...
A noite surge fria sem a tua presença, A saudade faz companhia, Até a volta da tua presença - doce alegria
Algodoado de suspiros, Perfumado como um poema, O amor vai surgindo estalando até as estrelas...
...
Os meus versos estão escondidinhos no coração, Para quando voltares a perguntar, Eles voltarem mais aquecidinhos de paixão.
...
A obediência santa que só o amor pode nos dar, Você será meu, E eu serei tua, Divinamente atraídos ainda juntos conheceremos o quê é amar...
...
O mistério poético se curva pleno por tua adoração, Quero que você saiba que a inteligência verdadeira só existe na vida de quem tem coração.
...
Sem temer a reprovação dos olhares, Podem julgar os teus versos vulgares - por pura inveja dos corações que compõem poesias estelares...
...
Somos sincronicidade, Assim é o nosso amor, Versos, doçuras e cumplicidade - um pedaço de céu e outro de felicidade.
...
O amor é primavera em todas as estações ,Floresce a qualquer tempo em todos os corações, Transcende o tempo e pode surgir a qualquer momento.
...
Não quero nunca te roubar o sossego, Para que voltes sempre com o teu amor cheio de paz em busca do meu aconchego.
...
Os versos jamais se perderão, Eles ficarão para sempre no seu coração, Além do porvir da divina flutuação,Versos acesos por uma grande paixão.
...
O amor move o mundo para a poesia que virá, Um dia ela chegará, E consigo o meu coração levará, O coração não se nega, ele se dá.
...
E como um anjo que brinca por detrás das nuvens, Vou te deixando levado, Juntos ainda vamos celebrar esse amor apaixonado...
...
O amor se espalha no cosmos, Somos sinestesia poética, Pego na mão da tua poesia, Nós dois vamos nos escrevendo com alegria...
...
A doçura escrita em verso, Vai semeando no universo, Até brotar no ponto, O dia que há de surgir o magnífico encontro...
...
Teu nome verso carícia, Sonho com teus suspiros repletos de malícia santa, Amor quando é amor não cansa - eterniza-se num poema.
...
No delírio intenso de nossos sentidos, Não há pecado, Por amor tudo é remido, Abraçados seremos bem mais do que amigos...
...
Esse amor canção que há de me escrever um verso, Estou aqui a esperar, Vou te amando em poesia, Como é bom sonhar...
...
Ninguém há de me furtar o direito de te amar, Passo a passo, Toque a toque, E a cada dia mais um pouco, Amar esse amor que ainda virá...
...
Mais do que falar de nós dois, Quero viver nós dois, Não deixarei nada para depois.
...
Tenho que te confessar que a paixão chegou para ficar, Não vejo a hora de te abraçar, E ao pé do teu ouvido sussurrar que ainda vamos nos amar.
...
A tardinha fria, A chuvinha cai, A voz do meu amor só bem me faz, Aquecidinha por meiguice açucarada, Coisa boa que ninguém desfaz...
...
O coração está miudinho feito um botão de rosa, A liberdade que te levou, A mesma liberdade te trará de volta - e sem demora.
...
Te recebo sem medida, Te oferto a minha conduta comedida, Quero que voltes e encontre aconchego nessa minha forma de ser feminina.
...
Desejo que teus olhos brilhem olhando para dentro, Quero que o teu sorriso fique à minha procura, Pode ser amor com uma pitada de doce loucura.
...
A rosa sem espinhos, Reclama a falta de você, Reclama a falta que você faz, Reclama ser regada por tuas saudades, Gesto infindo de quero mais.
...
Ler que você sente a minha falta estala no céu da boca tal qual uma borbulha de champagne. Saudades não me faltam - sobram...
...
Procuro por teus lábios tintos de paixão, Ainda não apareceram, Farei de tudo só para chamar a tua atenção...
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O meu olhar procura por você entre as parreiras, O coração bate acelerado, Só de imaginar que você também está apaixonado...
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Os teus pensamentos são como as águas do rio que correm para o mar, Os corações se reconheceram, Vou trazê-lo para mim, Nós vamos nos encontrar
...
A felicidade vem na hora certa,Tudo acontecerá na medida correta,Acontecerá na medida sem medida,Virá cheia com a paz que só o amor desperta.
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Aconchegada por pensamentos que são pura flutuação, Nem toco os pés no chão, Versos, carícias e mimos - a tarde também tem a sua sedução.
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O sol acaricia as roseiras, Beija as rosas enfim, A alegria da passarada inunda o jardim - doçura serenada, faceira e querubim.
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A liberdade à beira do regato, Perfumada da relva, Enfrenta a vida com ousadia, mesmo sabendo que ela é uma selva - confia.
...
Liberdade celeste que poucos sabem aproveitar, É feliz nessa vida todo aquele que a sabe apreciar a simplicidade - felicidade particular.
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A noite traz o amparo poético que me conforta a espera do teu amor divino, supremo e que provoca flutuação. O teu nome é sedução.
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Esse vínculo místico de confiança que me prende, Aprecio esse desassossego menino me encanta - e me rende.
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O teu cartesianismo desenha a nossa paixão, Vem, segura a minha mão, Quero te dizer baixinho que vou te entregar o meu coração...
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O contorno dos teus lábios me provocam, Estou embevecida dos teus carinhos que me tocam, O mistério desses olhos castanhos que me contagiam.
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O brilho dos teus olhos rompeu o véu da noite, O céu do coração se magnetiza com a tua delicadeza, É o teu amor chegando com infinita grandeza.
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Os amores em festa alegres como anjos, Nós dois trazemos venturas nos olhos, Temos flores em nossos peitos, Corações, doçuras e sentimentos.
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O coração está batendo forte, É doce porvir do amor, A minh'alma te reconhece, Sei que irei contigo para onde você for...
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É uma provocação nesse teu silêncio que não silencia, Eu me calo, A poesia denuncia - é assim que começa o amor e sua magia.
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A tarde acaricia a relva, Enfeita os olhos de beleza, A nossa paixão não é para poucos - ela para nós que somos fortaleza.
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Como que me brincas, vou até a ti, Saboreando a cada risada, Enternecida e repleta de desejos de viver alimentada por esse amor maior.
...
A noite se aproxima carinhosa, vagarosa, vigorosa, Ditosa ela vem surgindo sobre a aurora - ansiosa espera saborosa.
...
Pelo éden da nossa história, Nada é éter, Tudo é glória, Fruição que nos chama, Somos um único coração que ama...
...
Flutuo cetim porque sinto que se aproximas, De forma segredável, somos um segredo de estado-sinal carmim de um coração só que bate apaixonado.
...
A vida pede que diante de ti eu entardeça, Como sou insistente, escuto os anjos só para aproximar-me mais de ti - peço delicada que anoiteça.
...
Do que o amor é capaz, sempre se descobre um pouco mais, É enorme o bem que você me faz, É assim o nosso gostinho de quero mais...
...
Os versos na cadência dos teus carinhos, Delineiam o nosso poema-canção sussurrado ao pé do ouvido, Delicadeza poética que também é abrigo.
...
Você que é um cavalheiro à moda antiga, Trago em mim um recato de menina, E um encanto que me mostro com poesia que me encontro tua cativa.
...
O amor se reconhece com alma, Versos íntimos percorridos com imaginação, Sagra-se com primavera o início de uma grande paixão...
...
Amar na dimensão do mar, Sou eu teu porto de fé, Sou o teu porto seguro, O destino abrirá a rota para vivermos o nosso amor maduro.
...
A ninfa envolve com delícias e travessuras, Só para te enternecer, cativar e seduzir - e te completar com doçuras...
...
Trago-te perto para que ouça os meus versos de moça, Versos de uma pomba que atreve, Versos floridos, sedutores e desmedidos...
...
Invadindo-me com essa fascinante discrição, Sinto que pertenço ao teu jardim secreto, O destino nos trará um para o outro, enfim...
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O meu coração sempre te aconchega em meus abraços, Olhei para o teu rosto iluminado de amor, Senti um sabor que só a poesia é capaz de crer.
...
Os beijos carregados ao vento chegarão até você, O meu coração é teu, O tempo se encarregará de atiçar ainda mais esse nosso sentimento...
...
A poesia surge para fazer companhia, Já que a noite ainda não te trouxe, Assim é a maravilha de te amar, Amar é como preparar um doce.
...
O teu sorriso que me sorri é confirmação que não há um só coração que não viva sem paixão - eis a graça do coração.
...
Espalho os meus versos ao vento, Só para te tirar do teu canto, É um capricho de amor só para dizer ao mundo que estás me encantando...
...
A poesia é o nosso espaço, Versos em sideração, O coração se ilumina com a tua irial paixão - versos nossos embevecidos em pura provocação.
...
Os teus olhos que me apreciam trazem emoção a toda hora, Um elogio teu é divina inspiração que nunca vai embora...
...
Nesse tempo de espera, a paixão não encontra desagravo, A paixão é loucura boa - é sonho cultivado.
...
Na companhia dos meus versos de moça, O teu dia sempre ficará mais belo, Os versos são pequenas gotas de paixão para dizer o quanto te quero.
...
No delírio intenso dos nossos sentidos, A tua presença atiça tal qual palha na fogueira, No fundo nós sabemos que somos bem mais do que amigos.
...
A pantera faz de tudo para chamar a sua atenção, Provoca para que a sua volta venha macia, adocicada e repleta de sedução.
...
A tua admiração sacode, É desassossego doce, Você é um presente que o céu me trouxe.
...
O amor é uma constelação íntima, É uma certeza infinita, É vontade que não cessa, É o tempero que enfeita, É brilho interior que tilinta...
...
O teu coração é como a terra cultivada, Entregue-o somente para a mulher amada, A mulher que ama o teu amor, E se sente por ele presenteada.
...
O amor é grão de fino trigo que só deve cair em mãos preparadas, Eis o destino de suas almas apaixonadas...
...
A harpa dedilhada música o tempo, É tempo de amar, é momento de amor, É tempo de cantar o bem que só o amor traz,O teu gostinho de quero mais.
...
Os meus olhos percorrem a lembrança, O meu coração reclama a tua ausência, É uma saudade doída, e repleta de esperança.
...
Embevecida só de apreciar a sedução do teu rosto, Enternecida te eternizo neste poema, A espera é sempre um dilema,mas te amar me dá coragem.
...
A cada véu retirado, Por cada mistério que ainda há de ser, Quero experimentar o sabor desse amor - e por ele me render...
De verso e poesia presente, A nossa história vai se desenhando, As cores dos nossos desejos aos poucos se misturando-estamos nos apaixonando.
...
Só pelo teu olhar castanho, Faço questão de deslindar o que há de oculto, Como presa no transe do caçador, Entrego-me sem medida ao teu amor.
...
Mergulhada na magnitude desse mistério, Sei que o amor nos conduz bem alto, E que te amar é cultivar o jardim da cumplicidade...
...
Trago uma rosa na mão, Você está tatuado no meu coração, A tua liberdade é mágica, Só de pensar em você, Viro verso - fruição...
...
Faço da minha rebeldia, um desafio sutil. É uma forma colorida para fazer-te diligente e que me tomes por tua, e me faça obediente.
...
Sei que o teu coração fica a embalar, E quando fechas os olhos a pele fica a faiscar - destino de alguém que irá se apaixonar...
...
Não abro mão dessa sublime loucura de te provocar, Vou te amando vagarosamente até você 'não aguentar'...
...
Dessa tentação - quero esse doce penar. Na cadência desses versos fortes, escritos por esse amor cigano para sempre te amar.
...
É nesse verso malícia que te provoco o teu despertar, Este é um dos primeiros passos do encanto para fazer o teu corpo iluminar...
...
O teu corpo tem o poder do transe perfeito, Lábios que me rendem, Olhos que me seduzem e mãos que me prendem.
...
No mel desse amor, Quero flutuar nesse céu de carícias - te amando assimetricamente - sei que chegará a hora de nos amarmos perdidamente.
...
Com a tua mão que desliza, Vou escrevendo versos sobre nós, E sem dó de ser provocativa, Exalto a tua pele macia...
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O teu irial sorriso fascina, alucina e cativa, Apreciar rendida é uma dádiva que confirma que te amar tem o signo celestial - é especial.
...
Apreciar o teu corpo é uma êxtase que não se esvai, A cada eco da tua respiração, Não me canso de dizer: - Você me atrai...
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A cada véu revelado, O mistério reverberado ao pé do ouvido, É nesse profundo dos castanhos dos teus olhos - o amor será a cada dia revelado
...
No melhor do amor-fruição. Ouso com generosa provocação fazê-lo que não consiga tocar os pés no chão. Eis o amor que cumpre a levitação.
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É nesse cio poético que faço questão de me perder em verso, Para que me voltes, sem reverso, Para que eu me perca só com você, Eu me entrego.
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Quero me perder nessa travessura amante, E me encontrar nessa doçura radiante, E nos teus braços ter sempre a coragem para seguir adiante.
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A cobiça elegante de escutar esses teus ais semitonados, Acariciam poeticamente os meus desejos ocultados, Sei que estamos apaixonados.
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A noite surge de mãos dadas com a poesia, Sob a regência das estrelas, Ela vem com graça me presentear com a sua companhia.
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A noite embala o coração, O teu nome soa como uma canção, Te trago tatuado no peito, Você é meu, não tem mais jeito.
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Esse amor que não se encerra nas PALAVRAS, Carregamos no pensamento, O amor vai valsando e contagiando os mais discretos sentidos-secretos.
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É chegado o tempo do amor, Do amor assimétrico, Do amor florido, Do amor que compõe verso, Que vai além das linhas e do que é estético.
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O amor é infinito, sublime e incansável. Ele enxerga na escuridão e se alimenta de devoção.
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E quando reparares que eu existo em teu peito, Será chegada a sagração da primavera, E a quimera derrotada.
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Quem vive de amor infinito, Traz no peito uma constelação, Sorri para as dificuldades, Faz dos pequenos momentos uma grande celebração...
...
O amor que carrego protegido na fortaleza do coração - está bem protegido pelas flores de mim. De todos os amores que tive, o teu é sem fim...
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O teu coração reconhecerá que o amor quando for amor de verdade, virá acompanhado de paz plena e de singelo contentamento - felicidade.
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A alma poética é feliz com todos os amores... Ela vive de contentamento com os amores que embelezam o mundo - plenitude.
...
Doce aparição amorosa, A minh'alma serena o teu nome, O amor brota no jardim na forma de um poema cor-de-rosa._doce reverberação.
...
O destino te trouxe para mim, O meu coração se derrama por teus mistérios, Viver sem teu amor é lira sem fim, Mas um dia você virá para mim.
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A saudade é para o poeta um convite repleto de sutileza, Ela surge sempre para dizer ao poeta que é preciso viver a tua ausência com beleza.
Revelo-me a ti nestes versos cadenciados, Teus suspiros são os meus desejos, Nas asas do destino estão agarrados os nossos corações enamorados.
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Sei que você sabe que te vejo multiplicado em mim, Te vejo em cada verso, Te vejo em cada canto, Te vejo poema - és minha respiração.
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Sabemos com intimista certeza o que nos agrada, E que no voo do amor a devoção infinita, o muito nunca será o suficiente...
...
Você chega junto com o meu canto, Desejo que os meus beijos não te bastem, E que essa paz que só vem de nós - permaneça com encanto.
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Que o orvalho da minha boca não te sacie, E o meu abraço seja o teu porto - o teu aconchego.
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Existem vestígios na alma desse amor que não se acaba, e que ninguém apaga. O tempo não nos basta, o amor é primavera que não passa.
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Descobriremos a cada dia que amar é o salto da liberdade em plena companhia, e que só o amor traz essa alegria.
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O amor é argila nas mãos de corações oleiros - ele só surge com as carícias de dois. O amor é a valente ousadia de corações aventureiros.
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O amor é um instrumento que depende dos acordes de dois corações.
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Sei que buscas pelo meu amor que é repleto de paz, Estar ao meu lado sempre deixa um gostinho bom e de quero mais...
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O amor de devoção é guiado pelos olhos da loucura doce, A mulher quando ama com obediência, entrega plena e ternura.
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Enlaçada entre os teus dedos, Encontrarei nos teus olhos a chama da liberdade, A liberdade de quem ama.
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Serei perfeitamente grande para ser tua, E me renderes do teu jeito, viveremos essa loucura boa, essa loucura que não terá jeito...
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Sou o teu poema em flor, Anoitecido em verso, Amanhecido em prosa, Um poema verdadeiramente de amor...
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O meu coração está em festa, Bons ventos te trouxeram, E versos nasceram, Carícias em flor te esperam...
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Com a força e a graça da natureza feminina te farei meu, Você é a minha outra polaridade, serei tua, Os olhos não mentem,amar é liberdade...
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A minha educação de fina dama não me permite certos passos, O meu coração reclama a tua ausência, Ouse e serei tua com devoção...
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Neste teu rosto cigano, Encontro a certeza de um amor bruxo que abrirá trilhas da paixão, Sinestesia entre alma, corpo e todo o coração...
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Coloque a tua mão sobre a minha, E juntos coloriremos um futuro com o fervor do amor, O amor é entrega, e também é liberdade...
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Aqueço a tua presença ainda que espiritual com os meus versos de moça, O teu olhar é lindo, e a tua voz é sedutora...
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Como discípula obediente vou tateando o teu pensamento, e tateando o nosso conhecimento, Amar é delicado, um sentimento simples e requintado.
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O meu coração guarda a tua voz como uma caixinha guarda uma joia - a lembrança a mantém protegida em cada tom e até os teus suspiros...
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Os teus lábios são fascinantes e me fisgam todas as vezes que aprecio, Eles são um belo par - emanam um feitiço apaixonante...
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Quero ouvir a sua voz sedenta, delicada e diligente oferecendo o teu colo, Estenda os teu braços e me ofereça abrigo, Serei tua com encanto.
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No silêncio do teu olhar castanho misterioso, Vamos nos desvendando um ao outro, Estamos endoidecidos com o amor e seu feitiço delicioso...
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Guarda-me no teu jardim interior, O teu coração delicada fonte da qual bebo, Lábios que me devoram e fascinam...
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Derramada nos teus braços, Somos habitantes do país chamado amor, O teu jeito me leva e me puxa para onde você for...
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Amar verdadeiramente é como deixar a sua casa com as portas e as janelas completamente abertas para o sol entrar. Amar é liberdade!
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Os teus olhos não me notam, O teu coração está comigo, Sempre voltarás para mim, Você sabe como ninguém que o meu coração é o teu abrigo.
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O amor em plenitude é a mão que te segura,te apoia e que te acompanha até o espaço sideral, se preciso for. É infinito o itinerário do amor.
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O sonho de amor aquecido pela poesia é chama acesa, A poesia distrai a paciência enquanto o amor infinito não vem...
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Escolha a cor do amor que eu vestirei, Cante no seu tom que eu dançarei, Basta um toque que eu me entregarei...
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Com a tua mão sobre a minha vamos desenhando e dando cor ao amor, Vamos romanceando cada significado, O nosso coração é um só e está apaixonado.
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Estou hipnotizada pelo delírio silencioso de me derreter olhando nos teus olhos, Amar é estar agarrada nas asas da liberdade...
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O mistério poético se curva pleno por tua adoração, Quero que você saiba que a inteligência verdadeira só existe na vida de quem tem coração.
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Sem temer a reprovação dos olhares, Podem julgar os teus versos vulgares - por pura inveja dos corações que compõem poesias estelares...
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Somos sincronicidade, Assim é o nosso amor, Versos, doçuras e cumplicidade - um pedaço de céu e outro de felicidade.
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O amor é primavera em todas as estações, Floresce a qualquer tempo em todos os corações, Transcende o tempo e pode surgir a qualquer momento.
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Não quero nunca te roubar o sossego, Para que voltes sempre com o teu amor cheio de paz em busca do meu aconchego.
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Os versos jamais se perderão, Eles ficarão para sempre no seu coração, Além do porvir da divina flutuação,Versos acesos por uma grande paixão.
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O amor move o mundo para a poesia que virá, Um dia ela chegará, E consigo o meu coração levará, O coração não se nega, ele se dá.
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E como um anjo que brinca por detrás das nuvens, Vou te deixando levado, Juntos ainda vamos celebrar esse amor apaixonado...
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O amor se espalha no cosmos, Somos sinestesia poética, Pego na mão da tua poesia, Nós dois vamos nos escrevendo com alegria...
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A doçura escrita em verso, Vai semeando no universo, Até brotar no ponto, O dia que há de surgir o magnífico encontro...
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Teu nome verso carícia, Sonho com teus suspiros repletos de malícia santa, Amor quando é amor não cansa - eterniza-se num poema.
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No delírio intensos de nossos sentidos, Não há pecado, Por amor tudo é remido, Abraçados seremos bem mais do que amigos...
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Esse amor canção que há de me escrever um verso, Estou aqui a esperar, Vou te amando em poesia, Como é bom sonhar...
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Ninguém há de me furtar o direito de te amar, Passo a passo, Toque a toque, E a cada dia mais um pouco, Amar esse amor que ainda virá...
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Mais do que falar de nós dois, Quero viver nós dois, Não deixarei nada para depois.
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Tenho que te confessar que a paixão chegou para ficar, Não vejo a hora de te abraçar, E ao pé do teu ouvido sussurrar que ainda vamos nos amar.
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A tardinha fria, A chuvinha cai, A voz do meu amor só bem me faz, Aquecidinha por meiguice açucarada, Coisa boa que ninguém desfaz...
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O coração está miudinho feito um botão de rosa, A liberdade que te levou, A mesma liberdade te trará de volta - e sem demora.
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Te recebo sem medida, Te oferto a minha conduta comedida, Quero que voltes e encontre aconchego nessa minha forma de ser feminina.
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Desejo que teus olhos brilhem olhando para dentro, Quero que o teu sorriso fique à minha procura, Pode ser amor com uma pitada de doce loucura.
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A rosa sem espinhos, Reclama a falta de você, Reclama a falta que você faz, Reclama ser regada por tuas saudades, Gesto infindo de quero mais.
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Ler que você sente a minha falta estala no céu da boca tal qual uma borbulha de champagne. Saudades não me faltam - sobram...
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Procuro por teus lábios tintos de paixão, Ainda não apareceram, Farei de tudo só para chamar a tua atenção...
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O meu olhar procura por você entre as parreiras, O coração bate acelerado, Só de imaginar que você também está apaixonado...
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Os teus pensamentos são como as águas do rio que correm para o mar, Os corações se reconheceram,Vou trazê-lo para mim, Nós vamos nos encontrar.
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A felicidade vem na hora certa, Tudo acontecerá na medida correta, Acontecerá na medida sem medida,Virá cheia com a paz que só o amor desperta.
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Aconchegada por pensamentos que são pura flutuação, Nem toco os pés no chão, Versos, carícias e mimos - a tarde também tem a sua sedução.
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O sol acaricia as roseiras, Beija as rosas enfim, A alegria da passarada inunda o jardim - doçura serenada, faceira e querubim.
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A liberdade à beira do regato, Perfumada da relva, Enfrenta a vida com ousadia, mesmo sabendo que ela é uma selva - confia.
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Liberdade celeste que poucos sabem aproveitar, É feliz nessa vida todo aquele que a sabe apreciar a simplicidade - felicidade particular.
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A noite traz o amparo poético que me conforta a espera do teu amor divino, supremo e que provoca flutuação. O teu nome é sedução.
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Esse vínculo místico de confiança que me prende, Aprecio esse desassossego menino que me encanta - e me rende.
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O teu cartesianismo desenha a nossa paixão, Vem, segura a minha mão, Quero te dizer baixinho que vou te entregar o meu coração...
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O contorno dos teus lábios me provocam, Estou embevecida dos teus carinhos que me tocam, O mistério desses olhos castanhos que me contagiam.
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O brilho dos teus olhos rompeu o véu da noite, O céu do coração se magnetiza com a tua delicadeza, É o teu amor chegando com infinita grandeza.
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Os amores em festa alegres como anjos, Nós dois trazemos venturas nos olhos, Temos flores em nossos peitos, Corações, doçuras e sentimentos.
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O coração está batendo forte, É doce porvir do amor, A minh'alma te reconhece, Sei que irei contigo para onde você for...
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É uma provocação nesse teu silêncio que não silencia, Eu me calo, A poesia denuncia - é assim que começa o amor e sua magia.
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A tarde acaricia a relva, Enfeita os olhos de beleza, A nossa paixão não é para poucos - ela para nós que somos fortaleza.
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Como que me brincas, vou até a ti, Saboreando a cada risada, Enternecida e repleta de desejos de viver alimentada por esse amor maior.
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A noite se aproxima carinhosa, vagarosa, vigorosa, Ditosa ela vem surgindo sobre a aurora - ansiosa espera saborosa.
Pelo éden da nossa história, Nada é éter, Tudo é glória, Fruição que nos chama, Somos um único coração que ama...
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Flutuo cetim porque sinto que se aproximas, De forma segredável, somos um segredo de estado-sinal carmim de um coração só que bate apaixonado.
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A vida pede que diante de ti eu entardeça, Como sou insistente, escuto os anjos só para aproximar-me mais de ti - peço delicada que anoiteça.
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Do que o amor é capaz, sempre se descobre um pouco mais, É enorme o bem que você me faz, É assim o nosso gostinho de quero mais...
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Os versos na cadência dos teus carinhos, Delineiam o nosso poema-canção sussurrado ao pé do ouvido, Delicadeza poética que também é abrigo.
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Você que é um cavalheiro à moda antiga, Trago em mim um recato de menina, É um encanto que me mostrou com poesia que me encontro tua cativa.
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O amor se reconhece com alma, Versos íntimos percorridos com imaginação, Sagra-se com primavera o início de uma grande paixão...
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Amar na dimensão do mar, Sou eu teu porto de fé, Sou o teu porto seguro, O destino abrirá a rota para vivermos o nosso amor maduro.
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A ninfa envolve com delícias e travessuras, Só para te enternecer, cativar e seduzir - e te completar com doçuras...
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Trago-te perto para que ouça os meus versos de moça, Versos de uma pomba que atreve, Versos floridos, sedutores e desmedidos...
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Invadindo-me com essa fascinante discrição, Sinto que pertenço ao teu jardim secreto, O destino nos nos trará um para o outro, enfim...
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O meu coração sempre te aconchega em meus abraços, Olhei para o teu rosto iluminado de amor, Senti um sabor que só a poesia é capaz de crer.
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Os beijos carregados ao vento chegarão até você, O meu coração é teu, O tempo se encarregará de atiçar ainda mais esse nosso sentimento...
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A poesia surge para fazer companhia, Já que a noite ainda não te trouxe, Assim é a maravilha de te amar, Amar é como preparar um doce.
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O teu sorriso que me sorri é confirmação que não há um só coração que não viva sem paixão - eis a graça do coração.
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Espalho os meus versos ao vento, Só para te tirar do teu canto, É um capricho de amor só para dizer ao mundo que estás me encantando...
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A poesia é o nosso espaço, Versos em sideração, O coração se ilumina com a tua irial paixão - versos nossos embevecidos em pura provocação.
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Os teus olhos que me apreciam trazem emoção a toda hora, Um elogio teu é divina inspiração que nunca vai embora...
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Nesse tempo de espera, a paixão não encontra desagravo, A paixão é loucura boa - é sonho cultivado.
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Na companhia dos meus versos de moça, O teu dia sempre ficará mais belo, Os versos são pequenas gotas de paixão para dizer o quanto te quero.
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No delírio intenso dos nossos sentidos, A tua presença atiça tal qual palha na fogueira, No fundo nós sabemos que somos bem mais do que amigos.
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A pantera faz de tudo para chamar a sua atenção, Provoca para que a sua volta venha macia, adocicada e repleta de sedução.
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A tua admiração sacode, É desassossego doce, Você é um presente que o céu me trouxe.
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O amor é uma constelação íntima, É uma certeza infinita, É vontade que não cessa, É o tempero que enfeita, É brilho interior que tilinta...
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O teu coração é como a terra cultivada, Entregue-o somente para a mulher amada, A mulher que ama o teu amor, E se sente por ele presenteada.
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O amor é grão de fino trigo que só deve cair em mãos preparadas, Eis o destino de suas almas apaixonadas...
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A harpa dedilhada musica o tempo, É tempo de amar, é momento de amor, É tempo de cantar o bem que só o amor traz, O teu gostinho de quero mais.
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Os meus olhos percorrem a lembrança, O meu coração reclama a tua ausência, É uma saudade doída, e repleta de esperança.
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Embevecida só de apreciar a sedução do teu rosto, Enternecida te eternizo neste poema, A espera é sempre um dilema, mas te amar me dá coragem.
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A cada véu retirado, Por cada mistério que ainda há de ser, Quero experimentar o sabor desse amor - e por ele me render...
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De verso e poesia presente, A nossa história vai se desenhando, As cores dos nossos desejos aos poucos se misturando-estamos nos apaixonando.
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Só pelo teu olhar castanho, Faço questão de deslindar o que há de oculto, Como presa no transe do caçador, Entrego-me sem medida ao teu amor.
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Mergulhada na magnitude desse mistério, Sei que o amor nos conduz bem alto, E que te amar é cultivar o jardim da cumplicidade...
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Trago uma rosa na mão, Você está tatuado no meu coração, A tua liberdade é mágica, Só de pensar em você, Viro verso - fruição...
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Faço da minha rebeldia, um desafio sutil. É uma forma colorida para fazer-te diligente e que me tomes por tua, e me faça obediente.
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Sei que o teu coração fica a embalar, E quando fechas os olhos a pele fica a faiscar - destino de alguém que irá se apaixonar...
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Não abro mão dessa sublime loucura de te provocar, Vou te amando vagarosamente até você 'não aguentar'...
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Dessa tentação - quero esse doce penar. Na cadência desses versos fortes, escritos por esse amor cigano para sempre te amar.
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É nesse verso malícia que te provoco o teu despertar, Este é um dos primeiros passos do encanto para fazer o teu corpo iluminar...
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O teu corpo tem o poder do transe perfeito, Lábios que me rendem, Olhos que me seduzem e mãos que me prendem.
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No mel desse amor, Quero flutuar nesse céu de carícias - te amando assimetricamente - sei que chegará a hora de nos amarmos perdidamente.
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Com a tua mão que desliza, Vou escrevendo versos sobre nós, E sem dó de ser provocativa, Exalto a tua pele macia...
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O teu irial sorriso fascina, alucina e cativa, Apreciar rendida é uma dádiva que confirma que te amar tem o signo celestial - é especial.
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Apreciar o teu corpo é uma êxtase que não se esvai, A cada eco da tua respiração, Não me canso de dizer: - Você me atrai...
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A cada véu revelado, O mistério reverberado ao pé do ouvido, É nesse profundo dos castanhos dos teus olhos - o amor será a cada dia revelado.
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No melhor do amor-fruição. Ouso com generosa provocação fazê-lo que não consiga tocar os pés no chão. Eis o amor que cumpre a levitação.
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É nesse cio poético que faço questão de me perder em verso, Para que me voltes, sem reverso, Para que eu me perca só com você, Eu me entrego.
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Quero me perder nessa travessura amante, E me encontrar nessa doçura radiante, E nos teus braços ter sempre a coragem para seguir adiante.
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A cobiça elegante de escutar esses teus ais semitonados, Acariciam poeticamente os meus desejos ocultados, Sei que estamos apaixonados.
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A noite surge de mãos dadas com a poesia, Sob a regência das estrelas, Ela vem com graça me presentear com a sua companhia.
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A noite embala o coração, O teu nome soa como uma canção, Te trago tatuado no peito, Você é meu, não tem mais jeito.
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O amor virá com a sua doce inquietude, Pleno de querência, despido das vergonhas, repleto de travessuras e infinito.
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Para ser mulher é preciso ter um quê de doçura, e também um quê de loucura. Espalhar com o seu coração carinho e muita ternura...
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O coração é como um barco que procura um porto, O coração é como um barco que um dia irá aportar, A certeza é que um dia iremos nos iremos amar.
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Quero tomá-lo por meu tal qual a chuva alimenta a terra, E sob o teu domínio, serei pura entrega...
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Desejosa de abrigá-lo no meu colo sereno, Quero alimentá-lo com o meu doce aconchego, E celebrar com você esse amor que não é nada pequeno.
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Os corações já encontraram o fio dos nossos destinos, Quando nos encontrarmos de fato e nossos direitos, seremos bem mais do que amigos...
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Se eu não for doçura, Se eu não espalhar ternura, Se eu não sempre estiver a tua procura, São esses os sinais de que nunca fui tua...
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Trago você eternamente florido em meu peito, Ainda guardo palavras para a minha boca ousar, Quero viver dessa primavera que não tem jeito...
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Quero o teu amor pleno, sereno e derradeiro. Que seja um amor desejoso, terno, carinhoso, provocante e verdadeiro - inteiro.
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A distância entre o céu e o amor não existe, O amor é o céu, O teu corpo a minh'alma não resiste.
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Nas curvas do nosso amor vamos nos descobrindo, Os nossos olhares serpenteiam deliciosamente, Êxtase plena, amor surgindo...
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Sou a tua grande fascinação, Te faço meu, Somos mais do que amigos, Entrego-me inteira, Somos muito mais do que versos, a poesia verdadeira.
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Repousa a noite sobre o nosso tempo, No faiscar de nossos beijos, Cintila a estrela do nosso amor - a nossa primavera sentimento.
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Suave é a noite que me permite olhar para dentro,e te encontrar..., As horas são companheiras que versam sobre o meu jeito de te amar...
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Suave é a noite que permite me fazer tua, E quando você está longe, ela me faz lira, Você é doce cantiga que não cala e me amacia...
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Suave é a noite que me faz procurar nas estrelas o brilho dos teus olhos, Vivo esse nosso amor que é um duplo mergulho sideral - sonhos.
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Suave é noite que me permite ter a poesia como companheira, Ela traz essa forma de eu não me perder da tua companhia, É a nossa magia...
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Suave é a noite que me rende ao nosso universo particular, Enquanto este coração estiver batendo, eu não deixarei de sonhar...
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Suave é a noite que me permite procurar pelo teu sorriso, É nesse embalo melódico que a paixão te faz incontido, E o meu coração rendido...
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Virás ainda e sempre bem melhor quando quiseres, Esse seu sorriso me faz sentir a mais especial de todas as mulheres...
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Marruá virá como o vento, Virá sincero como o beija-flor, Virá ao encontro do destino laço do passarinheiro, E se entregará ao nosso amor.
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Gosto dessa serenidade de me ter presa em você, Sou cativa desse jeito dourado, Amante da tua palavra macia, Estou entregue ao nosso pecado.
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A doce ventura que nos une sinalizará o melhor de nós dois, Bastarão os olhares para sabermos que somos bem mais do que uma simples aventura.
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Imaginando a nossa dança, Íntima flutuação, Estou completamente entregue ao destino capaz de faíscar a pele, E incendiar o coração...
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A tua força é de dobrar os meus sentidos, Respiro a tua respiração, Até as estrelas acham graça dos nossos gemidos...
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Na palma da tua mão sou o teu pequeno grão, Oculta vou florescendo no teu coração...
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A constelação está condensada nos teus olhos, O teu aroma é inebriante, Faço juras poéticas de ser para sempre mais do que tua amante...
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O teu pensamento atiça feito palha na fogueira, O meu pensamento vagueia, O coração vai ao teu encontro...
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Eu sou mansa, poética e delicada, Tenha zelo por minh'alma, você sabe que sou apaixonada.
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Mais do que a menina dos teus sonhos, Eu sou a menina dos teus olhos, Sou a tua namorada verdadeiramente esperada...
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Tenho alma de namorada, Respiro na intensidade que respira o amor, Vivo da vontade poética de fazer do teu coração a minha habitação.
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Conjugando beijos, carícias e malícias, Assim construíremos a nossa cumplicidade, Nos amando intensamente, seremos sempre novidade...
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Não há labirintos que me distraiam dos teus passos, O destino será nosso aliado, Viveremos só de encantamento, beijos e nossos abraços...
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Sempre estarei aspergindo a minha essência perfumada no teu caminho, Sou feminina, apaixonada e feita só de carinho.
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Quando o teu olhar se perder é uma forma de tentar me encontrar, O tempo passa, só não passa essa vontade de te amar...
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Sou o teu anjo que habita o teu paraíso de provocações, Esse macio caminho já está sendo escrito repleto de sutilezas e nossas seduções...
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Os meus olhos viram que você me admira, A pele faiscou, A minh'alma agradeceu, O coração se enterneceu...
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Sem medo de olhar fundo nos olhos da sedução, Mergulho de braços abertos nesse amor que é mais do que entrega total, ele é a nossa sideração.
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A saudade é o sentimento singular e mais plural que tive notícias até hoje.
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Trazer consigo um punhado de saudade,é trazer consigo um cadinho da eternidade.Quem ama ou amou um dia,jamais estará livre de sentir saudade.
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A saudade é cúmplice do poeta, A saudade faz verso,prosa e poesia, A saudade produz sinestesia, semeia e melhor do que ninguém - sintetiza.
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A saudade talha o pensamento, Ela só dá forma à você, A saudade é um sentimento outonal que não cessa o poético tormento, Compõe até soneto.
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Os labirintos do destino nos farão morar um no outro, O amor um dia vem, Juntos cuidaremos como o mais fino tesouro.
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A palavra silencia o que o teu coração proclama, A tua alma me abriga, Sou a tua loucura sã, Sou a tua alegria menina, O teu coração me ama.
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Olhar para você é me encontrar em ti, Os teus olhos denunciam que o teu coração é o meu abrigo, Venhas livre, e completamente macio...
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A alma feminina se faz mulher para que se ame, A alma feminina se faz menina para que se cuide, A alma feminina se faz fêmea para que se domine.
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Nos prados de ternuras eu hei de encontrá-lo, Fascinados pela flutuação do sabor, Celebraremos as doces loucuras de corações apaixonados...
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Surge o cio poético em meio ao véu das estrelas, assim se faz bela a noite, O brilho da tua alma tomou conta, Sonho com o teu beijo, belo açoite.
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A saudade é companheira determinada a reencontrar o teu olhar, A poesia é alimento para que eu viva a sonhar, E jamais desista de te amar...
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Sou semente na tua mão, Plante-me em teu coração, Quando o amor chega, Ele sempre chega sem aviso e guiado pelos olhos da paixão.
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O encantamento de amor surge com o seu toque de simplicidade, Bate na porta trazendo ternura e o vigor da mocidade...
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A tua voz é sopro divino ao pé do ouvido, Te guardo no coração como ouro, Cuide desse teu amor como quem cuida de um tesouro.
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A sua sensualidade esbanja intensidade tal qual a sagração da primavera - o teu conjunto faz música para os meus sentidos...
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As sutilezas nos atraem a cada dia mais, A tua calma já encontra amparo na minha, Tudo é motivo para a gente se querer um pouco mais...
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O amor sempre virá sem aviso, Ele não rouba o juízo, É força da natureza, É certeza do abrigo.
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Você se apaixonou por minh'alma porque o teu coração tem a certeza de que agora encontrou a liberdade - o teu amor derradeiro.
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Sabemos que estamos amando quando acordamos com a certeza de que tudo daqui para frente será diferente...
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O pensamento vagueia, mas o teu coração um dia virá ao meu encontro. Confio.
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É com alegria angelical, Alegria poema, Que a vida prova, E minh'alma reverbera que amar ainda vale a pena.
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O primeiro passo para a superação é sorrir diante do obstáculo, quando o sorriso brota no rosto, a alma se inunda de coragem.
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Você cresce no peito com o tamanho da espera, Virás até o meu coração,tenho certeza, Virás com a vontade de morar em nós...
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Sou o frescor das primaveras, A mocidade que te espera, A mais doce pantera, hipnotizada aos pés do dono...
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Fortaleza desarmada por cheiro de mato, Sou fera rendida, E inteiramente atrevida, faço do teu corpo o meu território.
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Lábios cor-de -macieira, Sorriso cintilante, Fazem de mim vacilante, voltei a pensar em ter um romance...
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Sou a lágrima da estrela adoçando o teu coração, Vives o impacto da nossa sideração, Virás livre para mim, para vivermos só de paixão...
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A tua vida nunca mais será a mesma, Você está apaixonado pela minha alma que é vereda, candura e liberdade...
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Passeio nas tuas curiosidades, O teu pensamento faz com que você me veja em ti, Sou a tua verdade, doçura e tua lira.
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Os melhores são os versos floridos, maliciosos, delicados, e de preferência os sussurrados para serem pouco compreendidos...
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Os melhores versos sempre serão os declamados semitonados e trepidantes ao pé do ouvido.
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Sem rigor métrico a poesia encurta as distâncias sendo flecheira no coração, Sou tua doce seiva, Sou tua faceira fascinação...
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Sou o seu sorriso sem motivo, Sou o teu pedaço de céu - o teu paraíso.
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A presença feminina nasceu para espalhar amor, Nasceu também para ser um carinhoso raio de sol durante o mais vigoroso inverno...
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O amor dá forma a vários milagres, ele age no mais impossível dos milagres - o milagre da alma.
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A tua voz embeleza a manhã, Lábios cor-de- maçã, Sedução nada vã, O sonho flui de uma forma que já até sinto o teu aroma de hortelã.
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Esse sorriso é tão lindo que nem a espera infinita há de apagá-lo, Como uma pomba macia irei esperá-lo, E com o meu coração acariciá-lo...
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Sim, eu hei ter você, Chegarei num rodopio, Sim, terei você de uma forma tão inteligente que até o estúpido cupido há de ficar sabido...
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Venha e me dê a sua mão, Vamos juntos a valsar contra o vento, Desenhando versos para consagrar na eternidade o nosso sentimento...
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A liberdade vai abrindo as asas, A estrada vai surgindo, Avise para o teu coração que o amor já está surgindo...
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Vontades, poesias, carícias - quero flutuar nesse jardim repleto de ternuras e de todas as malícias...
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Sagrou-se uma nova vida no Universo, As estrelas cortejam o amor que pede passagem, Amor que é amor não passa, É lusíada - e compõe sonata.
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No amor verdadeiramente amado, Não há espaço para a prisão, No amor verdadeiramente amado, Quanto mais se ama, mais se deseja a redenção.
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A tua boca taça carmim, A minha tem sede, Quero carícia, loucura e doçuras, E muito balanço porque sou o peixe da tua rede.
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Dedilha-me como harpa angelical, Estou em tuas mãos, Escreva-me na tua história, O amor é profecia anunciada, é presente celestial.
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Não há verso, Não há metrificação poética, Sem reverso para o encantamento pleno que ao apreciar a tua tez mais do que estética, - êxtase.
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Eu posso tudo com você, Eu posso tudo no limite que só a poesia de amor pode fazer, Estando sempre na tua companhia...
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Ao fechar os teus olhos entregue os teus delírios de amor em mim, Sou a tua doce aventura, Você é a minha doce ventura que nasceu para mim.
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A estrela cadente ontem no céu anunciou que irei viver uma doce ternura, doce sideração, À ti dedico a poesia íntima, Estou plena de paixão.
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Os ventos sertanejos estão soprando no corpo e na alma, Esses ventos são desejos que elevam o coração, Que divina flutuação...
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Os olhos e as almas se entrecruzaram, Os sonhos aumentaram, E os corações loucos para o mergulho de amor sideral...
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As almas se atraem pela chama e com a força da natureza, O pensamento flutua na estrada da sutilez
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O encantamento é tão profundo que a divergência passa a vira
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Encontrar alguém que se combina se dá mesma forma quando se contempla a sua própria imagem no espelho de uma fonte cristalina.
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