Texto de Amizade de Mulher para Homem
A carta de Félix:
SUPER
Eu queria ser um super homem
única e exclusivamente para uma coisa; te superar
minha saudade já está em superávit
eu super voltaria contigo
mas você já não suporta essa ideia
Eu sou super, hiper, mega apaixonado por ti, meu amor
trocaria toda realidade por um pequeno beijo seu
Namoral, não me vejo longe de ti
me namora de novo, por favor
Mônica, meu peito bate por ti em velocidade supersônica
Eu sou um super otário.
A resposta de Mônica:
Recomeço
Eu li suas palavras, Félix, reli suas dores e revivi o brilho de todos nossos sabores. Você quer recomeçar, reconstruir o que quebrou, como se o tempo fosse um filme que a gente rebobinou.
Mas minha mente reclama, meu corpo resiste, lembrar da gente às vezes me deixa triste. Você se diz refém desse amor platônico, enquanto eu tento reformar meu eu supersônico.
Eu reconheço o esforço, reconheço o valor, reconheço até o gosto desse seu novo amor. Queria retribuir esse beijo, seria realmente demais...
Mas eu já resolvi: não volto atrás.
O homem pode transformar suas condições ao transformar suas palavras.
A forma como você nomeia a sua realidade molda a forma como você a vive. Palavras não são apenas sons, são direções internas. Elas definem o que você acredita ser possível, o que você aceita como limite e o que você enxerga como caminho.
Quando você muda o discurso que repete para si mesmo, você muda também a qualidade dos seus pensamentos. E pensamentos, repetidos com constância, se tornam escolhas. Escolhas constroem hábitos. E hábitos constroem destinos.
Não se trata de negar o que é difícil, mas de não se aprisionar na linguagem da limitação. Porque aquilo que você insiste em dizer, você começa a viver como verdade.
O homem amadurece quando entende que a vida exige três forças diferentes:
a coragem de fazer o que quer,
a disciplina de fazer o que é necessário,
e a sabedoria de fazer o que é preciso.
Fazer o que quer revela seus desejos, seus sonhos, sua essência. É o impulso da alma, aquilo que dá cor aos dias e sentido aos caminhos. Mas um homem que vive apenas de vontades torna-se refém dos próprios impulsos.
Fazer o que é necessário já exige responsabilidade. É acordar cansado e ainda assim cumprir a palavra. É suportar o peso do dever mesmo quando ninguém aplaude. O necessário constrói caráter, sustenta famílias, ergue histórias e mantém o homem de pé diante das dificuldades.
Mas acima dessas duas forças existe algo ainda mais profundo: fazer o que é preciso. Porque nem tudo o que queremos nos faz bem, e nem tudo o que é necessário é suficiente. O que é preciso nasce do discernimento. Às vezes significa renunciar, silenciar, partir, recomeçar ou permanecer firme quando todos desistiriam. O que é preciso raramente é confortável, mas quase sempre é transformador.
Um homem verdadeiro não é aquele que vive apenas de desejos, nem o que carrega somente obrigações. É aquele que aprende a equilibrar vontade, dever e consciência. Porque a grandeza de um homem não está no que ele sente vontade de fazer, mas naquilo que escolhe fazer quando a vida exige maturidade.
Errei.
Como errei.
Há um marco na vida de todos homem.
Um marco onde descobrimos que há decisões impossíveis de se alterar.
Quando percebemos o impacto das decisões.
Quando percebemos o que causamos.
Quando vemos lágrimas irreparáveis.
Quando sabemos que ferimos pessoas as quais já não podemos mais nos desculpar.
Quando percebemos que abandonamos alguém quando essa pessoa mais precisava de nós.
Quando falhamos.
Quando não soubemos cuidar.
No dia em que tomamos a pior decisão.
Eu passei por isso.
E feri alguém que esperava meu cuidado.
Feri alguém a quem prometi cuidar.
Como miserável homem que sou, falhei.
E nunca mais a vi.
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Capítulo I: A Esperança do Homem
Olá, senhores. Sejam bem-vindos ao Baile de Máscaras.
Saibam... eu também possuo opiniões: irrelevantes para aqueles que as desprezam, relevantes para os que as examinam; como, aliás, sucede com todas as opiniões humanas.
Ninguém, nem mesmo o mais ilustre dos heróis, pode impedir que o ódio ou a mágoa habitem o íntimo humano, pois são, em última instância, as respostas mais autênticas que o mundo oferece. Vivemos sob a lógica da devassidão: um palco miserável onde nenhum desejo encontra plena satisfação, onde toda tentativa de agradar culmina em mais desgosto do que harmonia.
Fui convidado para uma festa de aniversário e, logo em seguida, para um baile de máscaras inadiável: este último, vindo de alguém com quem mantenho um vínculo profundo. Na tentativa de ser justo, e temendo ferir ambos, aceitei os dois convites, ingenuamente crendo que a vontade de agradar pudesse suplantar a impossibilidade lógica de estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Inevitavelmente, falhei. E falhei como todos, em algum momento, falham.
A consequência?
Alguém se magoa. Outro se frustra.
Mesmo imbuído das melhores intenções, tornei-me alvo de ressentimento por parte de quem aguardava a minha presença e não a teve. Eis a essência do convívio humano:
rancor e exigência, jamais compreensão.
Assim caminha o homem: uma criatura incapaz de perdoar a ausência, mas igualmente incapaz de se fazer plenamente presente.
O ser humano é, por natureza, indiferente.
Mesmo quando julga praticar o bem, invariavelmente fere alguém. Toda boa ação encerra, em si, uma traição involuntária. Não há graça, felicidade ou paz; apenas a ilusão intermitente de que um dia possam existir.
Afinal, até o mais ínfimo gesto de bondade pode ferir.
Fere aquele que não foi agraciado da mesma forma.
Para que houvesse igualdade real, todos precisaríamos ser igualmente reconhecidos, igualmente saciados: não era essa a promessa do comunismo? Ainda assim, fracassou.
E por que fracassou?
Porque o homem anseia distinguir-se do outro.
Afinal... não pode o servo equiparar-se ao seu senhor.
O mundo não é justo. Nunca foi. Jamais será.
Para cada vencedor, há um vencido. Para cada glória, uma vergonha correspondente.
Eis a engrenagem invisível que move a espécie: a miséria de uns sustenta a alegria de outros. Na penúria de alguns, outros prosperam. É nesse ponto que emerge a verdadeira revolta — não a política, mas a ontológica.
O homem, frustrado por não receber aquilo que julga devido, recolhe-se em si mesmo. Isola-se no ressentimento e escolhe desaparecer.
Tornar-se areia. Poeira. Esquecimento.
Melhor ser ninguém do que um fracassado lembrado.
Afinal, quanto mais se busca agradar à maioria, mais se violenta a minoria que permanece à margem dos favores.
Eis a máxima: só haveria paz se todos sofressem na mesma medida ou desfrutassem, indistintamente, das mesmas regalias; sem distinção de classe, gênero, raça ou função. Ainda assim, tal hipótese revela-se uma utopia repugnante até mesmo em sua concepção.
A igualdade absoluta só pode erguer-se sobre os escombros da individualidade.
E a própria natureza — essa mãe implacável que nos impôs a existência — encontra-se em guerra consigo mesma.
Tudo colapsa. Tudo degenera. A vida, em si, é uma contradição:
ansiamos pela verdade, mas somos incapazes de suportá-la. Por isso, preferimos a confortável mentira da harmonia.
Todos somos falsos. Não há amor que escape à máscara; não há amizade que sobreviva incólume ao afastamento.
A verdade é insuportável.
É mais fácil consolar alguém com mentiras, sustentá-lo com ilusões, do que curá-lo com o real e conduzi-lo à lucidez. Eu mesmo minto. Todos mentimos.
A mentira é o código genético da convivência.
Não sei se ainda resta em mim alguma lucidez substancial; mas, do pouco que persiste, extraio esta súmula: o mundo é um teatro ilusório, decadente, sustentado por sonhos risíveis e promessas vazias. Aqui, ninguém vive segundo a própria convicção.
A liberdade de pensamento cobra um preço: a rejeição.
Ser verdadeiro é ser excluído.
As pessoas são amigas apenas enquanto lhes convém. Afaste-se — e tornar-se-á um vestígio, um eco que só ressurge quando a memória alheia é instigada.
Ninguém é lembrado por afeto, mas por utilidade. Persistimos na lembrança apenas enquanto ainda temos algo a oferecer, enquanto servimos aos interesses de outrem.
Este mundo é um baile de máscaras.
E quem triunfa... é quem melhor sabe mentir.
Arthur Schopenhauer estava certo: o homem só é autêntico na solidão. Todo o resto é encenação, ruído e teatro.
A grandeza de um homem não se pesa em ouro ou títulos, nem se mede em centímetros ou reconhecimento.
Ela floresce na integridade de suas escolhas, na fidelidade silenciosa aos princípios que carrega.
Não somos lembrados apenas pelo que falamos, mas pelo rastro que deixamos na vida alheia, pelas ações que tocam sem alarde o cotidiano dos que nos cercam.
Ser grande é agir com honestidade quando ninguém observa, é defender o justo mesmo quando isso desafia o consenso, é oferecer respeito a todos sem esperar retorno.
O espelho do mundo não reflete palavras, mas gestos; não avalia intenções, mas revela o caráter. E é nesse reflexo silencioso que se mede a verdadeira estatura de uma alma.
ELE TINHA CORAÇÃO.
"O Ferro que Aprendeu a Ser Homem"
O mundo, tantas vezes, mede a força de um pai pelo peso que ele suporta, pelo silêncio que mantém e pelas batalhas que trava sozinho. Muitos o chamam de “homem de ferro” — aquele que não chora, que não treme, que não se deixa abalar. Mas, por trás da armadura invisível que o tempo e a sociedade lhe impuseram, há um coração vivo, pulsando, sangrando e amando.
A infância de um pai morre lentamente para dar lugar a um vigilante eterno. Ele não pode se dar ao luxo da fraqueza porque acreditou, desde cedo, que o amor verdadeiro se prova na resistência. E no entanto, é justamente essa dureza aparente que esconde o maior dos segredos: a sensibilidade. Ele talvez não fale das noites em que ficou acordado ouvindo a respiração do filho doente, nem confesse o medo que sentiu ao ver a vida colocar nas mãos da família o peso das incertezas. Mas ele estava lá — como um farol em mar revolto, calado, mas firme.
A sociedade raramente autoriza o homem a demonstrar ternura sem antes cobri-lo de rótulos. Ainda assim, todo pai carrega no íntimo uma luta silenciosa contra essa sentença cultural. Porque ser pai é ser ferro por fora e carne viva por dentro; é entender que a fortaleza não é a ausência de fragilidade, mas a coragem de mantê-la em segredo para proteger quem ama.
Chega um dia em que os filhos crescem e começam a enxergar não o herói, mas o homem. E nesse instante entendem: não era o ferro que nos sustentava, era o coração que batia dentro dele. Um coração que, mesmo pesado de responsabilidades, escolheu amar sem pedir nada em troca. E talvez esse seja o maior legado que um pai pode deixar — ensinar, pelo exemplo, que a verdadeira força não está na rigidez, mas na capacidade de continuar amando, mesmo quando tudo ao redor pede endurecimento.
"Ele Tinha Coração – O Ferro que Partiu Vitorioso"
Em cada esquina da vida, há um pai que a sociedade não quis ver. Não estampou seu rosto nas manchetes, não lhe ofereceu medalhas nem reconhecimento. Chamaram-no de “homem de ferro” — não por ser frio, mas por aguentar calado o peso de mundos que só ele sabia carregar. Um pai assim veste, sem pedir, a armadura que o tempo e a cultura lhe impõem: “não chore, não reclame, não mostre medo”. Mas, sob essa couraça, pulsa um coração real, vibrante, que arde de amor.
A filosofia nos lembra que a verdadeira grandeza não se mede pelo poder de dominar, mas pela capacidade de servir. E no papel de pai, esse servir é silencioso, quase invisível. Ele não conta as vezes em que deixou de lado o próprio sonho para alimentar o sonho dos filhos; não revela o medo que o acompanhou nas madrugadas de incerteza; não espera retorno, apenas se coloca no caminho como muralha contra o inevitável.
Do ponto de vista sociológico, esses homens são frequentemente engolidos por uma narrativa injusta: a de que afeto e masculinidade caminham separados. E assim, escondem suas lágrimas, oferecendo apenas o lado forte, acreditando que proteger é também poupar o outro do peso de suas dores. No íntimo, porém, guardam lembranças de abraços breves, conversas apressadas, olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Psicologicamente, o pai que ama incondicionalmente constrói, sem alarde, o alicerce emocional da família. Mesmo ignorado — por orgulho juvenil, por ingratidão momentânea ou pela pressa do mundo — ele permanece. Porque para ele, amar não é negociar: é escolha diária, gratuita, inabalável.
E chega o momento inevitável da partida vitoriosa. Não vitoriosa pela ausência de derrotas, mas pela dignidade de ter amado até o último instante. É quando o silêncio da casa revela o som de sua presença na memória, e os que um dia não o perceberam como deviam descobrem, com atraso doloroso, que todo aquele “ferro” era apenas a casca de um coração que sempre bateu por eles. Nesse dia, o mundo perde um homem, mas ganha a lição eterna de que a grandeza não precisa de testemunhas para existir.
"Como o homem, o animal tem aquilo a que chamais consciência, e que não é outra coisa senão a sensação da alma quando fez o bem ou o mal? Observai e vede se o animal não dá prova de consciência, sempre, relativamente ao homem. Credes que o cão não saiba quando fez o bem ou o mal? Se não o sentisse, não viveria."
Charles, Espírito.
- Revista Espírita,julho,1860 -
Prioridade é você.
Seu nome está em cada parte do meu olhar.
Você é todo o homem que eu não quero compartilhar.
Limpe os seus pensamentos, encha-me de beijos; tudo parece puro e completo.
Não entenda errado: não sou seu estepe, mas sim sua escolha.
Sinta-se feliz — somos história, não hiato.
A Face Oculta do “Amor”
Um grande homem… ou talvez apenas um grande ser?
Ou um grande líder? Tipão ou tirano?
Talvez — e com certeza — um grande lixo.
Quando alguém diz que ama uma criança, mas por trás de suas palavras existem pensamentos libidinosos e cruéis, então não é um ser humano falando — é o próprio demônio agindo.
O Pequeno Grande Homem
Pequenas mãos que agora crescem,
Um coração que transborda amor.
Um rapazinho que me engrandece,
E me faz uma mãe melhor.
Amoroso, carinhoso, educado,
Você é luz.
Que o seu caminho seja abençoado,
E que a vida te conduza à paz.
Você é o meu amor, a minha alegria,
O meu filho, a minha razão de ser.
Estarei sempre ao seu lado, dia após dia,
Te vendo crescer e te fazendo feliz.
---------------- Eliana Angel Wolf
O Gigante de Argila
No ímpeto do encontro, o tremor me invadiu,
Diante do homem-muro, a fala se partiu.
Eu, que das palavras faço ponte e morada,
Fui silenciada pelo nada, na alma intimidada.
Vi em seu olhar a poeira da indiferença,
Onde a dor do outro é sentença ou ausência.
Eu levava o cansaço e o peso da agonia,
Ele, o título frio que de humano nada trazia.
Especialista em normas, mas analfabeto do ser,
Usa a praxe do descaso para não se comprometer.
Dono de um mundo pequeno, cercado de poder,
Não vê que a própria vaidade o impede de crescer.
Na despedida, o gelo tentou me contagiar,Pensei em ser fria, pensei em também me fechar.
Mas me diminuir? Nunca.
É no lutar que me refaço,
Recolho meus dados e ocupo o meu espaço.
Basta da opressão dos que se acham gigantes,
Medíocres que ignoram os corações pulsantes.
Lamentável é o cargo que não conhece a empatia,
Pois quem não sabe cuidar, na verdade, se esvazia.
Poesia de Islene Souza
Frederico Figner foi um homem de biografia singular e incomum. Dotado de espírito empreendedor, venceu com dignidade a escorregadiça e perigosa prova da riqueza, sem perder a candura do crente nem a fé que transporta montanhas, mantendo-se distante de qualquer fanatismo religioso. Instruído em letras e línguas, jamais abandonou a humildade e a simplicidade no trato humano. Cultivava elevadas relações sociais ao mesmo tempo em que dedicava convivência amorosa aos infelizes e sofredores. Sua contribuição histórica ao Brasil foi notável, trazendo ao país o fonógrafo, o gramofone e o disco, tornando-se um dos grandes pioneiros da difusão sonora e cultural brasileira.
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"O Julgo Invisível”
Vivemos num tempo em que o valor de um homem se mede pela pressa com que ele produz.
Se ele para, chamam-no de preguiçoso; se cansa, de fraco; se pensa, de inútil.
Mas ninguém pergunta o que o silêncio dele carrega, nem o peso invisível que sustenta quando o mundo o chama de vagabundo.
Talvez o que eles chamam de inércia seja apenas o intervalo entre o que ele foi e o que ainda vai se tornar.
Nem todo repouso é desistência — às vezes é apenas o respiro antes do próximo passo.
E quem julga de fora nunca vai entender a batalha que se trava por dentro,
onde cada dia sem trabalho é também uma luta para não perder a fé em si mesmo.
O homem vive sob um pacto silencioso: suportar tudo e não reclamar de nada. Desde cedo, aprende que sua dor não importa, que fraqueza é vergonha e que pedir ajuda é quase um crime. Cobram dele força, estabilidade, solução — mas ignoram completamente o que ele sente.
Quando cai, é julgado. Quando falha, é descartado. Quando sofre, é mandado engolir seco. Seu valor não está em quem ele é, mas no que consegue entregar.
No fim, o homem não é visto como humano, mas como ferramenta. E quando quebra, simplesmente substituem.
"A grandeza de um homem não se mede pelo que ele acumula entre o nascer e o pôr do sol, mas pela audácia de erguer monumentos que o tempo não consegue corroer, sejam eles feitos de concreto, de palavras ou de luz. Vivemos em um mundo de ecos passageiros, onde muitos se contentam com o rastro deixado por outros, mas o verdadeiro criador entende que a existência é um canteiro de obras interminável, onde cada decisão é um tijolo e cada sonho é o projeto de uma realidade que ainda não ousaram imaginar. É preciso ter a precisão de um engenheiro para calcular os riscos e a alma de um artista para enxergar o invisível; é necessário compreender que o silêncio de uma página em branco ou o vazio de um terreno não são ausências, mas sim o convite sagrado para a manifestação do espírito humano. Não se trata apenas de construir paredes que protegem contra o vento, ou de contar histórias que distraem o olhar; trata-se de edificar legados que servem de bússola para aqueles que virão depois de nós. Quando as luzes da ribalta se apagam e a poeira das máquinas assenta, o que permanece é a integridade da obra e a verdade que colocamos em cada detalhe, em cada frame de um filme, em cada linha de um livro ou em cada fundação que sustenta o peso da esperança. Ser Anderson Del Duque é compreender que o tempo é o nosso recurso mais escasso e a nossa ferramenta mais poderosa, e que a única forma de vencê-lo é através da excelência que não aceita o 'bom o suficiente' como resposta. É caminhar entre o cálculo exato e a emoção pura, sabendo que a vida é uma narrativa em constante evolução, onde somos, ao mesmo tempo, os autores, os diretores e os construtores de um destino que exige coragem, suor e uma fé inabalável no poder de transformar a matéria bruta em significado eterno. Que hoje cada passo dado seja uma declaração de intenções ao universo, lembrando que o sucesso é apenas o reflexo de uma alma que se recusou a ser pequena e que escolheu, contra todas as probabilidades, deixar uma marca indelével na história da humanidade, pois quem constrói com propósito não escreve apenas para o agora, mas projeta sua voz para a eternidade, onde o som da sua criação ressoará como um lembrete de que um homem determinado é a força mais poderosa da natureza."
— Anderson Del Duque
Feliz Dia das Mães pro meu pai, pro homem que sempre foi mãe e pai na minha vida ao mesmo tempo. 🤍
Pai, eu nunca vou esquecer de tudo que você fez e ainda faz por mim. Você nunca me deixou desamparada, nunca deixou eu andar “suja”, sempre cuidou de mim, da minha aparência, da minha autoestima, sempre quis me ver bonita, bem e feliz. Em cada detalhe da minha vida existe um pedacinho do seu cuidado.
Mesmo quando eu fui difícil, mesmo quando me afastei da sua vida e errei com você, em nenhum momento você fechou as portas pra mim. Pelo contrário… você sempre deixou claro que eu sempre teria um colo pra voltar, um abraço seguro e alguém disposto a me acolher independente de qualquer coisa.
Você sempre me mostrou que eu nunca precisei carregar o mundo sozinha, porque se eu não souber fazer, se eu cair, se eu me perder, é só segurar sua mão que você resolve comigo. Porque além de pai, você é meu melhor amigo.
Hoje e pra sempre você vai ser o amor da minha vida, meu primeiro amor, meu porto seguro. E eu digo sem pensar duas vezes: se precisasse, eu daria minha própria vida por você. Porque o tamanho do meu amor e da minha gratidão por tudo que você representa nunca vai caber em palavras.
Eu te amo infinitamente, pai. 🤍
A Arte da Necrofagia
O homem já não caça.
Habita corredores de luz artificial,
onde cadáveres repousam
sob o brilho estéril das vitrines.
Não há grito.
Não há perseguição.
Não há olhos fitando olhos
antes do fim.
A morte lhe chega limpa.
Lavada em conservantes,
selada a vácuo,
temperada com ervas
para que a consciência
não reconheça o odor da ruína.
E então mastiga.
Mastiga distraído,
enquanto conversa sobre o tempo,
sobre dinheiro,
sobre a próxima manhã.
Como se não houvesse um corpo
silenciosamente desfeito
entre seus dentes.
Há um necrófago refinado
sentado à mesa da civilização.
Usa perfume,
traja linho,
ergue taças em celebração
sobre túmulos invisíveis.
Especializou-se na arte
de consumir a morte
sem precisar contemplá-la.
Porque o homem moderno
não suporta o peso daquilo que devora.
Por isso cobre o cadáver com molhos,
renomeia músculos como iguarias,
transforma vísceras em tradição
e sangue em mercado.
O abutre, ao menos,
desce faminto sobre a carne exposta
e não profana a verdade do apodrecimento.
Mas o homem…
o homem embalsama a própria cegueira
e, com requinte, a serve quente no jantar.
Vida Eterna
Jesus morreu como homem! E como Deus! Não se pode separar uma natureza da outra! Agora quem morreu, por momentos, não foi o Pai, mas o verbo " o Filho"! E porque não nos podia salvar doutro modo! Ou seja, que adiantava termos o perdão dos pecados ( se morresse como homem), mas não tivéssemos a vida eterna ( se não morresse como Deus)?
Sendo assim temos Vida Eterna, pois Jesus morreu como homem e como Deus! Se ele morresse como homem somente, não teria vida eterna! Mas eis que foi Deus que morreu por nós! Ele é eterno e nós dá a vida eterna! Ressuscitou para nossa justificação e nossa Vida Eterna!
O homem inseguro raramente se reconhece como tal.
Ele descobre mecanismos.
Um dos mais comuns é simples:
rebaixar o outro para sentir-se elevado.
Funciona, como toda ilusão bem construída.
Mas há um custo silencioso:
quem torna o outro invisível perde, aos poucos, a própria capacidade de ver.
E existe uma pobreza que não é material, sim de espírito.
Nenhum sucesso a disfarça por muito tempo.
Grandeza não está no que se conquista,
mas no rastro que se deixa.
E há quem acumule vitórias…
e ainda assim caminhe cercado de cicatrizes que causou.
