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Texto a Traga dia Paulo Coelho

Cerca de 38922 frases e pensamentos: Texto a Traga dia Paulo Coelho

Eu descobri uma coisa simples que parece pequena, mas muda o rumo do meu dia inteiro, como quem muda a direção de um barco só girando levemente o leme. Eu acordo, ainda meio sonolenta, com aquele pensamento automático de já pegar o celular, ver o mundo, ver a vida dos outros, ver o que nem é meu… mas aí eu me lembro de mim. E paro. Só paro.

Fecho os olhos. E pronto, o espetáculo começa sem precisar de tela.

Tem o passarinho que canta como se estivesse anunciando alguma novidade urgente, que na verdade nunca chega, mas ele insiste. Tem o vento que bate nas folhas como se estivesse fofocando segredos antigos da terra. Tem um cachorro lá longe que resolve participar da orquestra sem ser convidado. Tem até o silêncio, que não é ausência de som, é um som mais profundo, mais honesto, quase tímido.

E eu fico ali, quieta, como se estivesse assistindo a vida sem interferir nela. Sem pressa, sem cobrança, sem aquela lista mental que vive me perseguindo. Só ouvindo. Só existindo. Só sendo.

É engraçado como a gente passa tanto tempo procurando paz em coisas grandes, caras, distantes… quando ela mora ali, encostada na manhã, esperando só que alguém feche os olhos e escute. Não é sobre ter tempo, é sobre escolher parar. Nem que seja um pouquinho. Nem que seja um minuto roubado da correria.

E quando eu abro os olhos de novo, o mundo continua o mesmo. Mas eu não. Eu volto mais leve, mais inteira, como se tivesse lembrado quem eu sou antes de virar obrigação.

Se eu pudesse dar um conselho, daqueles simples e teimosos, eu diria: faz isso também. Fecha os olhos de manhã e escuta. A vida fala baixo, mas fala o tempo todo. E quem aprende a ouvir… nunca mais se sente tão perdido.

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ALINNY DE MELLO

Nunca foi segredo. E olha que, nesse mundo onde até o “bom dia” às vezes vem ensaiado, eu escolhi viver sem esconderijo. Meu primeiro amor sempre teve nome, lembrança, capítulos que nem sempre fecharam direito. E a pessoa que hoje divide a vida comigo sabe de tudo. Não porque foi confortável contar, mas porque esconder sempre me pareceu mais pesado do que encarar.


Eu aprendi, meio na marra, que omitir é só uma mentira bem vestida. E eu nunca fui boa em sustentar personagem. Uma hora a verdade escapa pelo olhar, pela pausa estranha no meio da conversa, pelo silêncio que diz mais do que qualquer frase. Então eu prefiro ser direta. Entrego tudo, às vezes até bagunçado, mas real. Porque amor que precisa de versão editada já começa cansado.


E no meio disso tudo, aconteceu uma coisa bonita, dessas que não fazem barulho, mas mudam tudo: nós escolhemos ficar. Não por falta de opção, não por medo de recomeçar, mas por decisão. Daquelas conscientes, quase teimosas. E foi aí que, sem perceber, a gente deixou de ser apenas duas histórias que se cruzaram… e virou o melhor amor um do outro.


Não porque somos perfeitos, longe disso. Mas porque decidimos cuidar. Cuidar das feridas que não fomos nós que causamos. Cuidar das inseguranças que vieram de outras histórias. Cuidar até dos silêncios, que às vezes dizem mais do que qualquer declaração bonita. A gente escolheu fazer feliz a vida que o outro não quis fazer. E isso tem uma profundidade que não cabe em frase pronta de rede social.


Teve dor? Teve. Teve momentos em que eu pensei que talvez a sinceridade fosse demais. Mas aí eu percebia que o que a gente estava construindo não cabia em metade de verdade. Era tudo ou nada. E a gente escolheu o tudo, mesmo sabendo que o “tudo” vem com passado, com marcas, com lembranças que às vezes ainda respiram baixinho dentro da gente.


E olha que curioso: quando você encontra alguém disposto a ficar de verdade, o passado perde o peso de ameaça e vira só contexto. Não é mais competição, não é mais sombra. É só parte da história que me trouxe até aqui. Até nós.


Hoje, eu não amo menos por ter amado antes. Eu amo diferente. Mais consciente, mais presente, mais inteira. Porque agora não é só sentimento. É escolha diária. É compromisso silencioso. É aquele tipo de amor que não precisa provar nada pra ninguém, só continuar existindo com verdade.


No fim, a sinceridade não garante perfeição, mas constrói algo muito mais raro: um amor que aguenta a realidade. E nós somos isso. Imperfeitos, verdadeiros… e, ainda assim, o melhor amor que poderíamos ser um para o outro.


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A BUSCA

Busco o sol para iluminar o meu dia escuro;Busco brisa suave em deserto de sol escaldante;
Quero ar, pois, na caverna onde me encontro, falta oxigênio;
Quero paz em meu coração, pois já estou cansada de guerra;
Quero sem delongas arrancar a máscara que vesti e que colou em mim, em razão do tempo de uso;
Almejo o voo da liberdade que este corpo impede de acontecer;
Quero sair de mim, e alçar voo alto para o cume da montanha, onde o sol brilha, a brisa sopra, o oxigênio é puro, a paz não seja breve, o uso da máscara desnecessário.
Ser apenas “EU”, em ressonância com minha natureza perfeita…

Dia dos Medicos

M entes que brilham nos desÍgnios de Deus
E ncontros com a sabedoria e vontade do ser
D edicação e abnegação superando o ter
I mplica em nossas vidas, os seus estudos
C omo cura, seus conhecimentos suavizam
O nde a dor se transforma em alivio, bem estar
S em ter horas, boas novas, sejam seus dons

Amizade também e familia


Desde o dia em que nossas vidas cruzaram, ganhei uma irmzinha que a vida não deu por sangue,
mas por alma, por presença, por verdade.
E nessa caminhada, descobri que amizade também é família.


Quando o peso do mundo cair sobre teus ombros, estarei ao teu lado, firme, sem hesitar.
Porque quem a gente escolhe como irmã ou irmão, a gente protege, apoia e aprende a cuidar.


Nos teus dias bons, celebrarei contigo, nos difíceis, te darei força mesmo em silêncio.
E se a vida tentar te derrubar,
serei a mão estendida antes de você cair.


E assim seguimos, lado a lado,
não por obrigação, mas por coração.
Pois irmão que nasce da consideração
é laço que o tempo não desfaz.

E se sentirem minha falta


Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.


Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.


Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.


E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.

O tempo é vento traiçoeiro.



Eu te encontrei quando o mundo falava baixo,
quando meus dias cabiam em silêncio e rotina.
Teu nome surgiu como quem não pede licença,
e o coração, distraído, abriu a porta sem defesa.


Tuas mãos não prometeram eternidade,
mas ensinaram o agora a respirar melhor.
Nos teus olhos aprendi que o amor não grita:
ele fica, mesmo quando o medo chama mais alto.


Pintei futuros no contorno do teu riso,
mesmo sabendo que o tempo é vento traiçoeiro.
Ainda assim, escolhi te amar inteiro,
porque metade de amor também é solidão.


Se um dia fores ausência, não te culpo:
há encontros que existem só para salvar.
Ficas em mim como luz depois do pôr do sol —
não ilumina o caminho, mas prova que valeu brilhar.

Se não fosse ex


Se não fosse ex,
seria ainda atual, seria mensagem debom-dia sem medo,
seria o costume bonito de te ter por perto como quem nunca aprendeu a dizer adeus.


Se não fosse ex,
Teu nome ainda moraria
no lado mais calmo do meu peito,
onde o tempo passa devagar
e o amor não precisa se explicar.


Se não fosse ex,
Seríamos presente, não lembrança que dói e aquece ao mesmo tempo, seríamos planos simples, risos soltos, uma vida acontecendo
Sem pressa.


Se não fosse ex,
talvez eu ainda fosse casa,
e você, vontade de ficar.

30 de janeiro



No dia trinta, o tempo resolveu parar,
Janeiro se despediu com gosto de promessa.
Não foi o mês que nos uniu,
Foi o instante em que teu nome passou a morar em mim.


Os dias correram leves, quase tímidos,
Aprendendo o ritmo do teu riso, do teu silêncio.
Cada amanhecer somou saudade,
Cada noite confirmou que era real.


Fevereiro chegou sem pressa de explicar,
E no vigésimo oitavo dia, o amor completou trinta.
Não precisou de outro dia trinta no calendário,
Porque o que conta se mede no sentir, não no número.


Se em poucos dias já somos tanto,
Imagina o que o tempo ainda quer escrever.
Que venham meses, anos, infinitos,
Eu sigo escolhendo você, dia após dia.

Ainda é de manhã


Ainda é de manhã,
um céu azul por dentro,
mesmo com o dia nublado,
o tempo respira devagar pela janela aberta, e o sol, tímido,
ensaia tocar meu rosto
como se soubesse que penso
em você antes do mundo acordar.


O café esfria enquanto
teu nome aquece o silêncio,
há promessas escondidas
no canto da luz,
e mesmo com o passado
pesando nos ombros,
meu peito insiste em florescer quando imagina teu sorriso.


Ainda é de manhã,
e isso basta para acreditar:


O dia pode errar,
tropeçar,se perder —
mas enquanto houver esse começo claro, meu amor por você sempre saberá recomeçar.

Insubstituível


Você chegou como quem não promete ficar, mas ficou em cada detalhe do meu dia.
No silêncio do meu quarto, no café ainda quente, no jeito que meu nome ganhou outro significado
quando saiu da sua boca.


Não foi escolha do coração —
foi reconhecimento.
Entre bilhões de rostos no mundo,
foi no seu que o meu descanso encontrou morada, como se amor fosse destino cumprido.


E se um dia me perguntarem por que você, não saberei explicar com lógica
— só direi que certas almas não se repetem.
Você não é opção, comparação ou acaso:


é aquilo que não tem cópia…
é simplesmente insubstituível.

Um Novo Dia


Hoje é um novo dia,
mas a verdade é que nem
tudo recomeça bonito.
Ainda tem resto de você
espalhado em mim —
no jeito que eu acordo,
no silêncio que fica depois
que tudo passa.
Eu levanto, sigo…
mas não finjo que não doeu.


Eu pensei que já tinha
aprendido a esquecer,
mas tem coisas que não saem
— só mudam de lugar.
Você ainda aparece nos detalhes pequenos,
e é ali que aperta mais.
Amar você foi real, sem enfeite,
sem exagero…
e talvez por isso seja tão difícil deixar ir.


Hoje é um novo dia, sim,
mas eu não sou mais
o mesmo de antes.
Tem mais cuidado no meu sentir,
mais verdade no que eu não digo.
E mesmo seguindo em frente…
uma parte de mim ainda olha pra trás — só pra ver se você vem.

E se o mundo um dia silenciar todas as palavras, ainda assim teu amor vai ecoar em mim, como um segredo que o tempo não ousa tocar.
Porque te amar não foi instante
— foi destino,
não foi passagem
— foi morada.
E no fim de tudo,
quando só restar o que é verdadeiro,
será teu nome que o meu coração ainda saberá dizer…
como quem nunca deixou de amar.

⁠ADEUS 2023💫(Ana.santos.escritora)

Em 2024 quero conquistar
Tudo de bom é sonhos que
Um dia eu sempre sonhei
Viver em paz é feliz

Desejo que cada suor derramado
venha uma conquista é um sonho
Esse final de 2023 serve de gratidão
Gratidão por ter chegado até aqui

Derramei lágrimas, chorei é tive
Alguns momentos tristes é felizes
Mais vivo sonhando que o melhor
Estar por vim é felicidade imensa.

⁠⁠A gente só para de flertar com a m0rte todos os dias quando descobre que o melhor dia para se viver é hoje.


Há uma espécie de suicídi0 muito silencioso que pouca gente se atreve a nomear como tal.


Ele não acontece apenas nos gestos extremos, nas decisões finais ou nas manchetes trágicas.


Às vezes, ele se instala gradualmente, no adiamento crônico da vida, na rotina de empurrar para amanhã aquilo que já pede coragem no agora, na mania de sobreviver sem realmente habitar a própria existência.


Muita gente não quer m0rrer — quer apenas descansar da exaustão de existir sem sentido.


E é justamente aí que mora o flerte cotidiano com a m0rte: quando se abandona a urgência de viver.


Viver, porém, não é apenas respirar, cumprir tarefas, pagar contas e colecionar ausências disfarçadas de compromissos.


Viver é reconhecer que o tempo não faz promessas.


O amanhã é uma hipótese muito elegante, mas continua sendo hipótese.


O hoje, com todas as suas imperfeições, é a única matéria concreta que temos nas mãos.


E talvez amadurecer seja justamente isso: perceber que a vida não começa “quando tudo se ajeitar”, “quando a dor passar”, “quando houver mais dinheiro”, “quando a paz finalmente chegar”.


A vida está acontecendo agora — inclusive no caos, inclusive nas faltas, inclusive enquanto ainda estamos tentando entender quem somos.


Há quem flerte com a m0rte não por desejar o fim, mas por tratar a vida com permanente negligência.


Negligencia os afetos, as pausas, a própria saúde, os pedidos de socorro da alma, os sinais do corpo, os vínculos que importam, as palavras que deveriam ser ditas enquanto ainda há quem possa ouvi-las.


Age como se viver fosse um ensaio infinito, como se sempre houvesse tempo para recomeçar, pedir perdão, recalcular a rota, amar melhor, ou simplesmente descansar.


Mas nem todo adiamento é prudência; às vezes, é desistência parcelada.


Descobrir que o melhor dia para viver é hoje não é um clichê otimista — é uma revelação muito dura.


Porque obriga a gente a encarar a própria covardia, os próprios álibis e a confortável ilusão de controle.


Nos obriga a admitir que há muita m0rte disfarçada de rotina eficiente, muita apatia travestida de maturidade, muito medo chamado de prudência.


E, ao mesmo tempo, essa descoberta também liberta: porque devolve ao presente a dignidade que o imediatismo e a ansiedade roubaram.


Faz a gente entender que viver bem não é ter a vida perfeita, mas parar de oferecer o próprio tempo em sacrifício a tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.


Talvez a grande virada aconteça quando deixamos de esperar uma razão extraordinária para viver e passamos a reconhecer a grandeza escondida no ordinário: no abraço ainda possível, na conversa adiada que enfim acontece, no descanso sem medo e sem culpa, na lágrima que finalmente se deixa rolar, no riso que interrompe o peso do mundo — ainda que por alguns segundos.


O hoje não precisa ser grandioso para ser valioso.


Ele só precisa ser vivido com presença — e não desperdiçado como se fosse descartável.


No fim, flertar com a m0rte todos os dias talvez tenha menos a ver com desejar partir e mais com não se permitir ficar por inteiro.


E viver, em sua forma mais honesta, começa quando a gente decide parar de se ausentar da própria história.


Porque o melhor dia para viver não é o dia ideal, nem o dia fácil ou o prometido.


É este.


O único que realmente chegou — o agora.

Bendito seja Deus, que teve o cuidado de escolher o 28.º dia de outubro — ou nada — para me favorecer com a graça de confiar-me àquele que veio para laurear meus dias e, por vezes, salvar-me até de mim mesmo: o Homem da minha vida!


A ti rogo toda sorte de bênçãos, em nome de Deus Pai, de Deus Filho e do Espírito Santo.


Sei bem que tu sabes, mas a minha eterna gratidão pela tua existência — e a certeza da finitude da vida — obrigam-me a repetir: te amo, filhão!


Feliz aniversário!


Ao meu filho amado, Alessandro Teodoro Jr.!

⁠⁠Hoje a Sorte me abraçou tão apertado, que quase cansei!
Gratidão por mais um dia vencido, meu Pai Amado!


Há dias em que a Sorte não chega como visita discreta: ela entra sem pedir licença, aperta, envolve e até pesa.


Não pelo fardo, mas pela intensidade.


É um abraço tão cheio que o corpo quase cansa, e a alma, surpresa, precisa parar um instante para respirar e entender.


Talvez a Sorte não seja apenas o que dá certo, mas a força para atravessar o que poderia ter nos derrubado.


Ela se manifesta no fôlego que não faltou, no passo que continuou mesmo trêmulo, na coragem silenciosa de permanecer.


Vencer o dia, às vezes, é só não desistir dele.


E quando o cansaço vem depois do abraço, ele não é sinal de fraqueza, mas de travessia.


Só se cansa quem caminha, quem enfrenta, quem carrega o que precisa ser carregado sem largar a fé no meio do caminho.


Gratidão, Pai Amado, por mais um dia vencido…


Por mais um ano vencido.


Não porque foi leve, mas porque foi sustentado.


Não porque tudo sorriu, mas porque, apesar de tudo, seguimos de pé — sempre abraçados pela Tua misericórdia.


Que no próximo ano toda Sorte de Bençãos e Misericórdia continue nos encontrando, nos fortalecendo e, acima de tudo, nos mantendo de pé.


Amém por cada dia vivido e vencido!

⁠Para ajudar a manter o aluguel das nossas cabeças em dia, só consumimos conteúdos sugeridos pelos inquilinos.


E para arrotar seletividade, demonizamos todas as mídias e tudo que eles demonizam.


Porque, para receber o aluguel da própria cabeça rigorosamente em dia, é preciso aceitarmos, sem constrangimento algum, a curadoria alheia do que vemos, lemos e ouvimos.


Consumir apenas o que nos é sugerido — não por confiança, mas por conveniência.


Assim, o pensamento não precisa se arriscar, a dúvida não incomoda e o esforço de confrontar ideias é cuidadosamente evitado.


Nesse arranjo confortável, o viés de confirmação vira feno diário: tudo que chega afirma e reafirma, e nada nos desafia.


A consciência, então, deixa de ser morada e passa a ser imóvel alugado, decorado conforme o gosto do inquilino.


O silêncio ensurdecedor da criticidade é celebrado como paz, e a repetição das mesmas narrativas é confundida com coerência.


O preço desse contrato raramente aparece na fatura mensal.


Ele se revela, pouco a pouco, na incapacidade de pensar fora do script, no medo do contraditório e na estranha aversão a qualquer verdade que exija revisão de crenças.


Afinal, quem terceiriza o que consome, cedo ou tarde, terceiriza também o que pensa — e ainda chama isso, ingênua ou descaradamente, de opinião própria.


Mas a pergunta que ainda não aprendeu a se calar é: o que será de nós quando o contrato de aluguel das nossas cabeças acabar e o inquilino levar toda a mobília embora?

⁠Não me é concebível que o Dia de Luta por Direitos das Mulheres seja edulcorado para virar
Dias de Glórias
— nem Política nem Comercial.


Quando uma data nascida da dor e na dor, da resistência e da coragem coletiva é transformada em vitrine de marketing ou palanque de conveniências, algo essencial se perde no meio do caminho.


A Memória das Mulheres que enfrentaram jornadas desumanas, violência, silenciamento e invisibilidade não foi construída para decorar discursos, mas para provocar mudanças reais na estrutura da sociedade.


Há um certo conforto em celebrar conquistas com flores, campanhas publicitárias e hashtags bem elaboradas.


O problema é quando essa estética da homenagem passa a substituir o compromisso com a transformação.


A luta, então, vira cerimônia; a denúncia vira slogan; e a história vira produto.


Direitos não nasceram de gentilezas institucionais nem de estratégias de branding.


Foram arrancados à força da persistência de Mulheres que se recusaram a aceitar o lugar que lhes foi imposto.


Cada avanço carrega o peso de muitas que pagaram caro demais para que hoje se fale ou se sonhe em igualdade.


Por isso, quando o dia que deveria ser de memória crítica se transforma apenas em ocasião para discursos oportunos e promoções temáticas, corremos o risco de anestesiar aquilo que ainda precisa incomodar.


Porque enquanto houver violência, desigualdade e silenciamento, essa data não pode ser apenas comemorativa — ela precisa continuar sendo inquietante.


O verdadeiro respeito a essa luta não está na doçura das homenagens, mas na honestidade de reconhecer que ainda há muito a ser enfrentado.


Afinal, datas históricas não existem para nos confortar; existem para nos lembrar de que a história ainda está sendo escrita — e de que a Responsabilidade por ela também é nossa.


Feliz Dia de Lutas — Feliz Futuro de Glórias, Mulheres!

Hoje... um dia,
outro dia e o dia anterior.
Hoje será ontem amanhã,
outro dia..
e ontem será o dia anterior
outro dia..
um dos tantos dias passados -
dias em que eu costumava ser alguém -
passei,
passarei um dia, e outro dia, e outro dia
ainda alguém serei?

- Quem? Morreu...
- Morreu? Quando?
- Outro dia...
Um dia, outro dia e o dia anterior...
e eu , eu não serei ninguém.

Inserida por RosangelaCalza