Terra
A terra é um lugar mágico
Com muitas cores
Abençoada com as chuvas das lágrimas dos anjos
E a sinfonia dos bichos e pássaros
O sol arde imenso como um coração suspenso
Noites e dias são os olhos siderais quando piscam
Pra regenerar o cansaço
E reciclar o céu com os forças
Da natureza
Só temos que agrader
Só podemos contemplar
De joelhos
O universo, um corpo vivo
Criado com o poder criativo
De Deus.
A pior pessoa que pode existir na face da terra! É aquela que finge o que não é! Pra manter uma falsa sociabilidade! Mas a máscara cai!
Plante sonhos, como sementes, deixe germinar, enriqueça a terra, afinal tudo que existe no mundo, seja qualquer prédio emergido do chão, foi um sonho!
Somos estrelas do céu que veio parar na terra pra abrilhantar este planeta, saiba usar sua luz, antes que se apague!
Quando você faz algo com amor a inspiração divina intervem na terra. Como milagres, como talentos e curas. Nada se compra ou força o amor, ou se tem ou não, ou se é feito ou não. O amor é a voz de Deus na terra.
Cada pessoa ganha do céu sua semente para plantar na terra da oportunidade seus sonhos e esperanças.
A natureza foi generosa com a gente, nos deu o sol, a terra, a chuva, e o ar. A perfeita ferramenta pra viver, criar, plantar e amar.
O poeta diz o que sente! O poeta escreve o que pensa! O poeta é água e fogo, terra e ar! Tudo numa enxurrada! Num turbilhão de sentimentos!
Havia uma suspeita:
O mundo não terminava onde os céus e a terra se encontravam.
A extensão não poderia terminar com a exata dimensão das coisas.
Havia o depois.
Costumava haver um lugar para o sol se pôr à noite.
Havia um abrigo para a lua durante o dia.
Meu coração jovem estava desesperado.
Eu não era um marinheiro ou um pássaro sem barco ou asa.
Um dia aprendi com a vida a decifrar letras e suas somas.
A palavra se manifestou como eu suspeitava, para permitir silêncio e diálogo.
Com as palavras, cruzei o horizonte.
O meu coração se afagava em esperança.
Ao virar a página de um livro, eu dobrava uma esquina, escalava uma montanha, transpunha uma maré. Ao passar uma folha eu frequentava o fundo dos oceanos.
Suei nos desertos e depois tornei-me hóspede em outros corações.
Pela leitura temperei minha pátria, bebi de minha cidade, enquanto, pacientemente, degustei de meus desejos e limites.
Portanto o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais e aminha rota.
Pelo livro soube da história e criei os avessos.
Soube do homem e seus disfarces e suas várias faces e, de tantos lugares para se olhar.
O mundo busca vida inteligente no espaço, uma vez que aqui na Terra está em escassez... e os estoques de bom senso já foram esgotados.
Aquele que segue o caminho do Ninpo deve estar disposto a viver entre o seu e a terra, sem tocar e sem ser tocado.
UMA ILHA DE AMOR
By: Harley Kernner
Sob o céu de pensamentos, onde o amor é terra sólida, Harley Kernner, ergue uma, arquiteturas de poesia, escritos que se entregam, no colo de um romance fora do coliseu, porque na alma da paixão, não existe lugar para brigas, porque sempre depois dos abraços, vem os beijos, que une as respirações de olhos fechados.
Em ilha fechada, onde os corações se encontram, deitados em pétalas de rosas, a sós, às doces palavras são como vigas, que sustentam sonhos.
Entre linhas e colunas, as emoções dele se entrelaçam, nas suas lágrimas, formando muralhas e construindo um novo coração.
Na paisagem da alma, Kernner desenha o horizonte de uma face feminina, um rosto perfeito como o mar, e o pôr do sol, desenho esse que fluem, conectando às fontes de águas pluviais, às suas poesias escritas às vezes em lágrimas.
Assim, na arquitetura da poesia, Harley Kernner se revela, um construtor de castelos sólidos, sem rimas, onde a alma voa sobre uma ilha privada, e escreve textos, formado uma história de um coração que se abre, na magia das palavras, onde a poesia, e o amor nunca se perde.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escrito particular
PALAVRAS DE ÍNDIO, EM TERRA DE BRNCO.
By : Harley Kernner
Eu queria tanto estar dentro desse amigo coração, senti bem de perto suas batidas, perguntar como foi o seu dia, e acariciar suas palavras com versículos bíblicos, quando você estiver, cansada, ou mesmo irritada, brava, por motivos sérios, ou banais, porque te ver feliz, meu rosto fica formoso.
Queria muito, ser o mordomo do seu coração, te servir uma xícara de chocolate quente, antes de você ir dormir, e ao amanhecer, eu seria privilegiado por estar dentro seu coração, e ter passado a noite bem, e sentir a sua pele bem de perto, e me emocionando ao ver seus olhos brilhantes, aos poucos se abrindo, seus lábios sorrindo de emoção por ter a companhia de um amigo, ainda que, distante, e te conheceu nos seus dias difíceis, após suas decepções conjugal, às quais não te destruíram, antes você adquiriu em Deus, vigor para vencer.
Queria ser um hóspede amigo, mesmo sem aparência, de pele morena, que a única riqueza que tem, é a graça de Deus, no seu nobre coração, um amigo de olhos castanhos, que por muitas vezes mergulhado em lágrimas, horas orando por sua felicidade eterna, e horas de emoções por você ser uma mulher tão especial para Deus, ter aberto o seu coração incrível e singular de lindo, para um forasteiro viajante, que nunca te machucou, porém, sente suas dores nos seus silêncios, e também os seus momentos de alegria proporcionados por Deus.
Ser seu amigo, é coisa prazerosa, não há valor específico para o adquirir, não tenho palavras para agradecer, essa imerecida graça, esse carinho que me tornou um amigo melhor.
"Obrigado Deus, por mais um dia, acordar e saber, que em algum lugar no mundo tem um grande e nobre coração, que me acolheu como amigo e indígena"
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Poeta sem livros
Pelos desfiladeiros do devaneio andei, o chão secou, havia rachaduras sobre ele, a terra lembrava quando os ribeiros de águas cristalinas molhava os seios de suas correntezas pluviais, e tudo de ruim que tinha, não pairava sobre ele. Agora é abtar de roedores de esperança, vi uvas murchas e jogadas ao chão, galhos de oliveira secos, sabendo que na próxima estação não vão alegra a casa dos afortunados, por mais que eu andasse havia benevolência.
Em um monólogo vivi, fui me guiando pela estrela do norte encontrei uma vila por nome de equilíbrio, ali fiquei até que tudo se renovasse, quando vi os pingos de chuva tocando minha face, percebi que o rio tinha túmido, e voltando a ser como era.
A estrada é um livro aberto de terra,
onde a alma escreve passos,
sem título, sem ponto final,
só versos
entre curvas e silêncios.
