Terra
Será na terra como no céu, o céu há de estar na mente, o todo é mente, o universo é mental; a mente é universal, a universalidade transcorre no sangue. O multiverso é real, a realidade é multiversal.
Existem criaturas, tanto na terra quanto no espírito, que só se revelam sob o fulgor de uma lua cheia, quando a escuridão não pode mais esconder o que antes estava oculto.
Diário de Expedição
Equipe 3 PASSOS
Explorador: Felipe
Região: Sul
Nome da Região: Terra Efêmera
Dia: 1
Nível de Perigo: 4/5
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Registro nº 001
Após dias atravessando biomas diversos e enfrentando criaturas hostis, deparei-me com uma região até então desconhecida e absolutamente singular. À distância, percebi uma terra que parecia mudar de cor a cada olhar. As tonalidades vibravam e se transformavam de forma constante, provocando tontura e desorientação. Mesmo assim, mantive meu curso em sua direção.
Ao me aproximar, observei a presença de animais nas redondezas. Alguns se afastavam com visível receio, enquanto outros permaneciam imóveis, fitando o interior da área. Notei que, ao tentarem adentrar a região, começavam a tossir, apresentavam sinais de enfermidade e logo recuavam assustados. A atmosfera era estranha, quase hostil.
Sentei-me sobre a grama ainda verde e, enquanto registrava minhas observações, percebi que meu nariz começara a escorrer e que espirrava com frequência. Suspeito de um início de gripe leve. Mais preocupante, porém, foi notar que a terra colorida parecia estar se expandindo, como uma infecção. A grama ao meu redor, antes saudável, agora exibia manchas marrons.
Realizei um teste simples: posicionei uma pedra longa sobre o solo anômalo. Após alguns minutos, ao recolhê-la, notei que apresentava rachaduras e se partia com facilidade. Este solo parece possuir propriedades que adoecem seres vivos e fragilizam matéria inanimada.
Em conformidade com os princípios da Equipe 3 PASSOS, preparei-me para entrar na região. Antes disso, escondi meus equipamentos fora da área para evitar furtos. Nomeei este território de Terra Efêmera — um local onde tudo parece se desintegrar ou desaparecer, mas ainda preserva algum tipo de “vida”.
Adentrei a Terra Efêmera levando apenas meu caderno de campo. Ao pisar no solo, a tosse e os espirros se intensificaram. O clima revelou-se tão peculiar quanto o solo: o céu apresentava formações espirais e as nuvens giravam lentamente. O ar era seco, mas alternava entre zonas de frio e calor de maneira aleatória.
Ao avançar pela área, avistei a primeira forma de flora local: uma árvore com tronco oco no centro e folhas manchadas de marrom. Tentei extrair uma amostra do tronco, mas sua rigidez surpreendeu — era como se camuflasse sua verdadeira natureza. Mesmo após vários golpes, não consegui quebrar um fragmento.
Continuei meu caminho. A paisagem tornou-se mais densa, com o surgimento de outras árvores semelhantes, mas ainda sem sinais de vida animal. Após longa observação, encontrei uma nova espécie vegetal: uma flor que lembrava uma margarida, mas parecia fundida com um fungo do tipo Dama Velada, formando um “vestido” com as pétalas.
Pude concluir que esta terra abriga um ecossistema autônomo, possivelmente tóxico, que misturas estruturas vegetais e fúngicas para originar espécies únicas. Ao lado dessa flor híbrida, localizei um curso d’água. Aparentemente limpa, a água era transparente, porém possuía uma coloração escura sutil, quase imperceptível.
Observações Finais do Dia 1:
A Terra Efêmera possui propriedades mutáveis e potencialmente infecciosas.
Espécies animais evitam contato direto com a região.
Plantas e fungos parecem fundidos, formando novas espécies.
O solo compromete tanto organismos vivos quanto matéria inerte.
O clima é instável, com anomalias térmicas e visuais.
A expansão da terra contaminada sugere comportamento viral.
Ação seguinte: estabelecer acampamento seguro fora da zona afetada e planejar retorno com equipamentos de análise.
Status de saúde: sintomas gripais leves.
Equipamentos: deixados em segurança fora da área.
Caderno de bordo: mantido comigo durante toda a exploração.
"Pai, se não for de Ti, não permitas que me toque. Que caia por terra todo presente envenenado, toda aliança disfarçada de bênção. Porque eu sei: até o diabo sabe se vestir de promessa."
Pois está escrito: “Ainda que mil caiam ao teu lado, e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.”
Mas também sei o que disse Maquiavel: “O homem esquece mais rápido a morte do pai do que a perda do poder.”
E é por isso que não me iludo com sorrisos.
Não me encanto com elogios.
Não aceito coroas que venham com coleiras.
Eu não quero tudo.
Eu quero o que vem limpo.
O que vem com a mão de Deus — e não com a mão de um traidor.
Porque aprendi com a Bíblia a esperar o tempo de Deus.
Aprendi com Shakespeare que até reis morrem pelas mãos dos que beijam seus anéis.
Aprendi com a vida que bênção fora de hora é armadilha disfarçada.
Então, Pai...
Se for plano Teu, confirma.
Se for cilada, confunde.
Se for bênção, aproxima.
Se for engano, afasta.
E se for pra me derrubar... que seja só de joelhos, na Tua presença.
Que nenhum homem, por mais poderoso que pareça, ouse disputar com Teu propósito em mim. Porque quem se levantar contra mim, estará se levantando contra Aquele que me levantou do chão.
E nisso eu descanso. Porque quem anda com Deus... não precisa correr atrás de nada. O que é Dele, me alcança.
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Purificação
Cabra Sem Frescura
Sou da terra do sol quente,
Onde o povo é valente,
Aqui não tem paciência
Pra frescura de mais gente.
Se vier com lero-lero,
Já dou logo um "vá-se embora!"
Comigo é tudo na raça,
Sem mimimi, sem demora!
Se tropeçar, eu dou risada,
Depois ajudo, é claro,
Mas drama só presta em novela,
No meu terreiro é raro.
Sou do tipo desenrolado,
Não dou volta, não enrolo,
Falo mesmo na lata,
Se gostou, dê logo um colo!
Tem gente que vive de chiado,
De cara feia e fofoca,
Mas eu vivo é de risada,
De cuscuz, forró e tapioca.
Não sou de fazer arrodeio,
Sou direto igual rojão,
E se quiser paz comigo,
Deixe a frescura no chão!
A estrada é um livro aberto de terra,
onde a alma escreve passos,
sem título, sem ponto final,
só versos
entre curvas e silêncios.
Esperança Calculada
Não é semente lançada ao vento cego,
Nem flor que busca o sol em terra árida.
É algo mais profundo, um movimento interno,
Uma aposta fria, quase absurda.
Surge quando o eco de um olhar perdido
Ressoa nas paredes do já vivido,
Quando o toque, um dia, foi porto e não viagem,
E deixou cicatriz de doce passagem.
É a sombra de um porto que se crê verdadeiro
Num oceano vasto de talvez e talvez não.
É sustentar, com mãos trêmulas, o castelo
De um "sempre" que o tempo pode desmanchar.
É a memória viva de um instante
Que se recusa a ser só lembrança.
É o fio invisível que persiste em costurar
Os rasgões que o desencontro veio a fazer.
É crer que aquele abraço, denso e raro,
Não foi acidente no caminho vazio,
Mas um ponto fixo, um norte descoberto
Numa cartografia de afeto puro.
É a chama que se alimenta não de lenha,
Mas do próprio ardor que a sustenta,
Sabendo que o combustível é finito,
E ainda assim, arder com gosto infinito.
É apostar no humano, frágil e complexo,
No amor que é escolha, dia após dia,
Mesmo quando a lógica fria desmonta
A arquitetura frágil dessa ponte.
É a coragem nua, despojada,
De crer no fundo que o encontro foi real,
E que, apesar do risco e da incerteza,
Vale a pena manter a chama acesa.
É a esperança que não espera milagres,
Mas tece, no silêncio, sua própria teia:
A de que o amor mais puro, quando chega,
Não se dissolve, mesmo quando parte.
Pois sua essência fica, marca indelével,
Um cálice vazio que ainda guarda o mel.
Essa terra é dura com as pessoas. Não dá pra impedir as mudanças. O mundo não lhe dá esse privilégio. É vaidade.
Palestina
De acordo com a Teologia bíblica, não pode haver dois estados na terra de Canaã! Tem que haver só um estado! Ou seja o Estado de Israel! Quem vai resolver o assunto, não é ONU, União Europeia, França ou Portugal! Quem vai resolver o assunto é Jesus Cristo no Vale de Megido. Sim naquele dia!
Lá em casa, eu não me encaixava. Achei que o problema fosse a Terra, mas... e se o problema for eu?
Terra, terceiro planeta do sistema solar. No sétimo dia depois de aterrisar, a minha verdadeira história, sem mais chances de voltar atrás, começa agora.
(Takopi)
O buraco é grande, e ainda assim cada dia é tirado um pouco mais de terra.
Os pulmões estão cheios de fumaça, mas vc não consegue sair daquele quarto em chamas.
A garganta dói e parece que vai fechar, mas vc puxa até a última molécula de oxigênio porque vc tem que continuar.
Sua voz ecoa em minha mente, seu cheiro me faz dar tudo pra voltar no tempo.
Seu beijo e seu abraço despertam um solidão jamais sentida antes.
O que sempre foi o maior amor, se tornou a maior dor. Isso não é normal, não é natural, não é certo.
Existem pessoas que vão por inteira, outras vão por partes. Imagina só como é viver pela metade.
Historicamente, os homens mais perigosos da Terra eram homens de Deus… em especial quando seus deuses eram ameaçados.
O Mar das Ilusões
Dizem que existe um lugar além do tempo, onde não há terra firme nem horizonte. Um lugar que não se encontra em mapas, mas na essência da alma. Chamam-no carinhosamente de Mar das Ilusões.
É nesse mar que muitos despertam após o último sopro de vida. Não há barulho de ondas, não há vento forte, apenas um fluxo suave que conduz cada ser sem pressa, como se o próprio mar guardasse um segredo que ninguém ousa revelar.
O despertar
Você se encontra ali, deitado sobre a água, incapaz de mover-se. Não há esforço que faça sentido, não há direção a seguir. Apenas o flutuar... e o silêncio.
Ao redor, dezenas — talvez centenas — de pessoas também deslizam, algumas serenas, outras inquietas, mas todas com o mesmo olhar perdido: “O que estou fazendo aqui?”
A primeira coisa que descobre é simples, mas pesada:
a cada lembrança amarga de sua vida, você afunda um pouco.
Não há juízes, nem vozes condenando. Apenas sua própria memória, sussurrando o que foi deixado para trás.
O mergulho
E então, você começa a descer. O azul da superfície torna-se turvo, depois escuro, e o escuro transforma-se em silêncio profundo. Cada erro, cada palavra dura, cada arrependimento não resolvido... tudo pesa. O mar não castiga — apenas devolve.
Mas, ainda que o fundo o chame, seus olhos insistem em olhar para cima.
E lá, entre a claridade distante, algo se move: pássaros.
Eles sobrevoam o mar, pairando com asas que não se cansam, levando consigo alguns daqueles que conseguiram permanecer na superfície. Ninguém sabe para onde vão. Ninguém jamais voltou para contar.
A revelação
Uma voz suave, não de fora, mas de dentro, ecoa na sua consciência:
"Você gostaria de ir com os pássaros? Então não afunde."
Mas como não afundar, se o peso já o arrasta? A resposta não vem de fora.
Logo, você percebe: o mar não é feito apenas de água, mas de sua própria consciência. Ele não o engole; ele apenas reflete quem você foi.
Não lhe falta tempo. Ali, o tempo é eterno, elástico, feito para que percorra os corredores de sua mente quantas vezes forem necessárias. Pode subir, pode descer, pode revisitar cada lembrança, como se andasse em uma casa sem portas.
E então, a verdade se revela com clareza:
se sobe ou desce, já não é escolha sua.
São apenas as consequências da vida que levou.
O destino
No Mar das Ilusões, não há punição, nem recompensa. Há apenas reflexo.
A aceitação torna-se, portanto, o último aprendizado.
Você respira fundo, mesmo debaixo da água, e finalmente entende:
o que prende não é o mar, mas as correntes invisíveis que você mesmo construiu em vida.
E, quando esse pensamento se instala, você percebe algo diferente.
O peso começa a diminuir.
A luz acima torna-se mais próxima.
E, pela primeira vez, você sente que talvez... só talvez... as asas dos pássaros também possam vir buscá-lo.
Porque, no fim, o Mar das Ilusões não é uma condenação, mas um espelho.
E quem aprende a se olhar de frente, descobre o caminho da leveza.
Sinto que sonhei com uma jornada. Como se eu tivesse ido a uma terra distante.
Estrelas na terra
Próximo a um riacho, em uma folha a libélula pousou,
a sua volta um painel em forma de teia vibrante se apresentou,
no berço do brejo um monumento perfeccionista saia do conto de fadas com o brilho e a transformação do chumbo em ouro visto pela primeira vez pelos olhos grandes da libélula,
um arranha-céu de vagalumes iluminava a noite no pântano com o seu manto em forma de estrelas de uma grandiosa constelação sem pedir licença,
ao decolar, a libélula foi tomada pelo fenômeno da desmemoria, deixando preservada a imagem da pintura dos sonhos segura.
Com a mesma certeza que acredito que a Terra não seja plana, acredito que Satanás, por exemplo, seja personagem da mitologia.
"A pobreza no berço ensina a dureza da terra, mas o espírito que nela floresce sabe que seu destino é alcançar o céu."
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