Termino de um Amor Proibido
A ociosidade de meu ser me leva a escrever, as palavras fluem e a alma frui o pensamento, meu anseio meu alento.
Deveras pois considerar o tempo, preciosidade que não temos condição de mensurar valor, ainda mais quanto aos que pouco vivem.
O que eu fui já não sou mais, o que sou estou deixando de ser, sina da vida que nos leva a envelhecer.
A alma chora, sem saber o porquê, a vida implora o poder viver. Vida que te quer bem, prostrado em seu desdem.
Já farto de dias, plenamente saciado, ciente de que a vaidade do homem é tentar viver o pequeno lapso temporal com toda intensidade, ante uma eternidade existencial.
Em algum momento da eternidade, haveremos de saber, se conseguimos deixar legado por algo que viemos aqui fazer.
É certo que uns nem chegam a viver, outros nascem e nem vivem, e os demais, ainda que vivam, certamente hão de encarar a morte. Tudo se desdobra em diferentes lapsos temporais, uns vivem pouco, outros vivem mais, de certo que insta existir a diferença do logos, tamanha diferença é insignificante perante a eternidade. Viver ou não viver, haverá o tão chegado infinito, além do entendimento humano, surpresas nos esperam.
Para viver bem nesta dimensão, necessário faz se ater a ilusão. A realidade é fatal, morreremos, bem ou mal, para este mundo carnal.
Bons conselhos no advém, dos verdadeiros amigos que nos quer bem. Mas urge lábios sagaz, que depreza o teu ser e maldades lhe apraz, vislunbra sua dor e desdenha seu bem, esperando o mal sobre ti advém.
Que amigo real possas o desprezar, sem alento a sua vida ao menos tentar, em palavras sublimes boas novas desejar?
