Termino de um Amor Proibido
Kurt Cobain emerge das cinzas grunge, voz partida: "Eu sou o grito primordial contra o nada, alma selvagem engolida pelo ruído urbano, buscando salvação no caos da pele ferida". Noé responde da sua arca espectral: "Eu guardei as sementes vivas do apocalipse, navegando dilúvios de lagrimas, para que raízes antigas brotem novamente em terras esquecidas". Mahatma Gandhi, com mãos calejadas de marchas infindas, declara: "A resistência pacífica é o sal da terra; nela, povos originários florescem invictos, dissolvendo correntes com a força do espírito desperto". Renato Russo, legionário das noites brasilianas, confessa: "Nas veias urbanas pulsa um pulsar proibido, herança de guerreiros das matas, clamando por um país que ouça o coração silenciado". Maria Quitéria, visionária das profundezas temporais, irrompe: "Na quarta dimensão, o tempo se dobra como lâmina invisível; ali, lutadores ancestrais transcendem o plano, libertando-nos em espelhos da eternidade rebelde". Suas vozes se entrelaçam num manifesto etéreo: a humanidade resiste, primordial e multidimensional, contra o vazio que nos cerca.
A história não é feita apenas de grandes batalhas ou tratados — é escrita por pessoas que ousaram existir de forma intransigente. Hammurabi, há quatro mil anos, compreendeu que a justiça precisava ser escrita para ser real, mesmo que imperfeita. Aristóteles, séculos depois, desafiou o mundo a pensar, a questionar, a não aceitar verdades prontas. Joana d'Arc, com dezenove anos, provou que a coragem não pede permissão — ela simplesmente age, mesmo quando a fogueira a espera. Rosa Parks, cansada, recusou-se a ceder o assento e desencadeou uma revolução sentada. Angela Davis, presa e perseguida, transformou a cela em púlpito e o silêncio em denúncia. Miriam Makeba, exilada, cantou a África para o mundo e fez do palco um ato político. O que une essas vidas tão distantes? A recusa em ser invisível. Cada um, à sua maneira, disse "eu existo" em voz alta — e o eco ainda ressoa
A vida não se entrega de bandeja, ela se revela aos poucos, entre o que sabemos e o que tememos. As verdades que carregamos hoje, amanhã podem ruir. E não por fraqueza nossa, mas porque viver é, essencialmente, revisar o que pensávamos certo. Incertezas não são ausências; são convites. O medo do desconhecido muitas vezes nos paralisa, mas é nele que crescemos — não no conforto do já sabido, mas na fricção do ainda não compreendido. Amamos, perdemos, recomeçamos, sem garantia alguma de que dessa vez será diferente. E mesmo assim, recomeçamos. Porque a verdade mais honesta da existência é justamente essa: não há certeza, apenas escolha. Escolher acreditar, escolher permanecer, escolher esperar. A melancolia do futuro incerto convive com a ternura do presente vivido. E no fim, talvez a única verdade inquestionável seja que estamos aqui, respirando, tentando, errando, recomeçando e isso, por si só, já é suficiente.
A porta fechada nunca existiu — era apenas a chave sonhando com liberdade. O espelho engoliu meu rosto e cuspiu um rio que eu não sabia que carregava. As horas fugiram do relógio e foram morar no vazio entre duas respirações. Eu procurei minha sombra e encontrei luz demais, procurei luz e encontrei a noite me esperando de braços abertos. O silêncio falou tudo o que minha voz tinha medo de dizer, e minha voz, então, virou silêncio por gratidão. Não há caminho — apenas pés que insistem em andar mesmo quando o chão se desfez em perguntas. Não há destino — apenas olhos que enxergam sentido onde o acaso dormia. Eu sou o que nunca fui, sou o que ainda não cheguei, sou o intervalo entre dois batimentos onde a vida inteira acontece. E nesse nada que tudo é, finalmente, me encontro inteiro.
O vento não sabe para onde sopra, e as nuvens, essas viajantes indecisas, vagueiam sobre montanhas que já nasceram velhas. Gigantes caminham por um mundo pequeno demais para seus passos, deixando marcas que se confundem com vales. Os moinhos giram, mas quem move a pedra? A ampulheta de areia farinha mede tempo que não existe, enquanto um girassol, tolo e fiel, dança para um sol que nem sempre comparece. Sobre tudo isso paira um corvo de asas coloridas, único espectador que entende a piada: vivemos presos a rodas que inventamos, a contadores que esvaziamos, a gigantescas ilusões de grandeza dentro de horizontes que cabem na palma da mão.
Chovia devagar, como se o céu quisesse tocar a memória sem machucá-la. Sobre a mesa da varanda, uma flor de plástico enfrentava a chuva com sua beleza imóvel: perfeita por fora, incapaz de sentir por dentro. Ao lado dela, havia uma ampulheta de sal, derramando grãos úmidos como se o tempo, naquela tarde, tivesse aprendido a se dissolver.
Dentro de casa, o espelho como um portal devolvia mais do que um reflexo. Quem o olhasse com calma via passagens para versões antigas de si mesmo, para ausências ainda acesas, para afetos que nunca souberam ir embora. E, acima do telhado, a estrela parecia vigiar tudo em silêncio, como uma testemunha paciente das coisas que só o coração entende.
Então veio a compreensão: viver é isso. Ser, ao mesmo tempo, chuva e permanência, delicadeza e artifício. Somos também um mar em que a água é doce, vasto e contraditório, onde a dor e a ternura se misturam sem pedir explicação, e mesmo assim fazem sentido. Porque a alma humana floresce quando aceita o impossível e aprende, com humildade, a morar no mistério.
Cada caco carrega uma versão nossa: o adolescente cheio de sonhos, o adulto que errou feio, a pessoa que amamos demais e estar longe, mesmo assim não desistiu no meio do caminho. Eles não são bonitos. São irregulares, rachados, com bordas cortantes. Mas, mesmo quebrados, ainda refletem.
É estranho como um pedacinho de espelho consegue mostrar uma verdade inteira. Nele vemos o medo que tentamos esconder, a força que não sabíamos que tínhamos, a cicatriz que virou marca registrada. Não importa o quanto a gente tente varrer esses cacos para baixo do tapete, eles continuam ali, brilhando quando bate a luz certa.
Talvez o segredo não seja colar o espelho de volta para ficar perfeito. Talvez seja aprender a conviver com os pedaços. Reconhecer que cada fragmento faz parte de quem somos hoje. Porque, no fim das contas, os cacos de espelhos que ainda refletem não mostram só o que fomos ou o que perdemos. Eles mostram que, mesmo quebrados, ainda estamos vivos, ainda brilhamos e ainda conseguimos ver beleza no que sobrou.
"A moldura muda, o quadro permanece: 500 anos de reconfiguração da desigualdade"
Há uma velha parábola sobre um rio que muda de curso, mas nunca de natureza: ora inunda, ora seca, mas continua sendo água que escraviza quem depende dela. Assim é a desigualdade humana. Cinco séculos atrás, correntes de ferro prendiam pulsos nos navios. Hoje, prendem currículos, códigos postais, sobrenomes. A moldura ganhou verniz de progresso, discursos bonitos de igualdade, leis elegantes no papel. Mas o quadro permanece intocado: poucos decidem o destino, muitos apenas obedecem em silêncio.
Imagine uma casa antiga, reformada por fora, pintada de cores vivas, mas com as mesmas paredes internas, o mesmo alicerce torto. É isso que fizemos com a exclusão ao longo dos séculos: trocamos os nomes, nunca as fundações. O senhor de engenho virou patrão, o cativeiro virou informalidade, o chicote virou juros.
Existe algo abstrato nisso tudo: a desigualdade não é um evento isolado, é uma sombra que aprendeu a se camuflar com a luz do seu próprio tempo. Ela nunca desaparece, apenas troca de roupa e discurso.
Enquanto isso, seguimos acreditando que a história caminhou, quando na verdade apenas girou em círculos. Acordar é reconhecer, enfim, que a moldura bonita jamais redime o quadro podre lá dentro.
**"Lutar sem saber por quê: a alienação como projeto, não como acidente"**
Conta-se uma antiga história de um cavalo de circo que gira em torno de um poste a vida inteira, mesmo depois de removida a corda que um dia o prendeu. Ele continua girando porque aprendeu que aquilo era o mundo. Muitos de nós somos esse cavalo: lutamos, corremos, competimos, sem perguntar quem amarrou a corda primeiro.
A alienação não nasceu por acaso. Ela foi desenhada, testada, refinada ao longo de séculos, como um projeto de engenharia social. Ensinam-nos a competir pelo pão antes de nos ensinarem a perguntar por que o pão é escasso. Ensinam-nos a admirar o dono da fábrica antes de nos ensinarem a questionar quem construiu os muros dela.
É como uma peça de teatro em que decoramos o papel sem nunca ler o roteiro inteiro. Aplaudimos o enredo, choramos no final combinado, sem saber quem escreveu o script nem por que ele sempre termina do mesmo jeito.
Lutar sem saber por quê não é ingenuidade pura, é resultado direto de um sistema que lucra silenciosamente com nossa distração. Acordar, aqui, significa parar de girar em torno do poste e, enfim, perguntar com coragem quem prendia a corda desde o começo.
Liberdade como máscara: o psicopata social.
A liberdade que muitos celebram às vezes é só um disfarce. Há quem use autonomia como licença para moldar-se ao gosto alheio, manipulando sorrisos e histórias para escapar de responsabilidades. Esse é o “psicopata social”: não o monstro das manchetes, mas a pessoa que vê relações como tabuleiro, onde empatia é peça descartável. Sua liberdade parece arrojada — viver sem amarras, seguir só o próprio desejo — mas é uma liberdade vazia, construída sobre a negação do outro.
Ao transformar escolhas em espetáculo, confunde-se autonomia com impunidade. Quem observa sente o perigo: a confiança se rompe, e a comunidade perde terreno. A verdadeira liberdade não é ato solitário; é contrato silencioso de cuidado. Reivindicar espaço não autoriza ferir; ser livre implica reconhecer que minha liberdade encontra limite no corpo e na alma do outro. Só assim a autonomia deixa de ser máscara e vira compromisso: viver plenamente sem destruir, criar sem manipular, respeitar sem desculpas.
Direitos humanos, dizem os cartazes bonitos, são para todos. Que engraçado, porque na prática parecem um clube fechado, com lista de convidados e segurança na porta.
Tem uma parábola antiga sobre um rei que criava leis para proteger o reino, mas esquecia sempre de mencionar os mendigos nos portões. Séculos depois, mudamos o cenário, trocamos a coroa por terno, mas o mendigo continua do lado de fora, agora pedindo apenas para ser visto, ouvido, notado como gente.
E que engraçado como certas piadas nunca saem de moda. Pessoas com nanismo ainda viram atração de circo em pleno século vinte e um, como se existência fosse motivo de riso.
Ah, e não podemos esquecer os outros "convidados especiais" dessa festa tão exclusiva: pessoas em situação de rua tratadas como sujeira urbana, o negro retinto ainda hoje seguido dentro de lojas como suspeito, idosos ignorados como se já tivessem validade vencida, pessoas com deficiência esquecidas em calçadas sem rampa.
Direitos humanos parecem menu de restaurante caro: bonito no papel, mas a maioria nem consegue sentar à mesa. Talvez a piada maior não seja o corpo do outro, seja a nossa capacidade infinita de fingir que não vemos quem mais precisa ser enxergado.
Talvez ninguém te falou, mas eu irei te falar: ninguém pensa exatamente igual a você, e está tudo bem. Cada pessoa carrega uma história diferente, criações diferentes, dores diferentes, e por isso enxerga o mundo através de lentes únicas.
A diversidade de pensamento não é ameaça, é riqueza. Duas pessoas podem olhar para o mesmo problema e chegar a conclusões opostas, sem que nenhuma delas esteja completamente errada. O erro está em achar que só existe um jeito certo de enxergar a vida.
O mesmo vale para a fé. Existem pessoas que rezam olhando para o céu, outras que meditam em silêncio, outras que acendem velas, outras que simplesmente não acreditam em nada além do que os olhos veem. Nenhuma dessas formas de existir merece deboche ou julgamento.
Respeitar todas as religiões não significa concordar com todas elas, significa reconhecer que cada ser humano tem o direito de buscar sentido do jeito que faz mais paz para si mesmo.
No fim, o mundo não precisa de pessoas pensando exatamente igual, precisa de pessoas capazes de conviver mesmo pensando completamente diferente. Talvez ninguém tenha te ensinado isso na escola, mas fica aqui o convite: aprenda a respeitar o que você não entende.
Nossa primeira preciosidade é a vida. Sem ela, nada existe: nem sonhos, nem conquistas, nem a chance de recomeçar. Mas logo depois dela vem a segunda preciosidade, que é o nosso tempo. E o tempo, diferente do dinheiro, não volta. Cada hora que passa é uma hora que nunca mais teremos de novo.
Por isso, precisamos olhar com mais cuidado para o modo como usamos os nossos dias. Muita gente diz que não deve “vender” o próprio tempo, mas a verdade é que vendemos, sim. Quando alguém vai a uma entrevista de emprego, está oferecendo as suas horas, o seu esforço e a sua dedicação em troca de um salário. Isso não é errado, é a realidade de quem trabalha. O problema não está em vender o tempo, mas em vendê-lo barato.
Vender barato é aceitar qualquer coisa, em qualquer lugar, sem pensar no valor do que se entrega. É gastar anos em um trabalho que adoece, em relações que cansam ou em hábitos que não levam a lugar nenhum. Quem entende o valor do próprio tempo escolhe com consciência: negocia melhor, busca crescer e protege os seus momentos de descanso e de família.
Afinal, a vida é um presente, e o tempo é a moeda com que a vivemos. Gastá-lo bem é a forma mais bonita de agradecer por estar aqui.
Eu devo isso a voce ? foi voce que me fez mudar foi voce que me fez ver que tudo era uma grande mentira que tudo não passava de um jogo uma brincadeira não sei! e eu amei mesmo assim eu não tive raiva, eu entendi voce, e muitas vezs sofro quando te vejo triste, eu sei quando voce esta triste e sinto não poder fazer nada, eu quero ir embora mas sempre volto eu estou sempre querendo saber como voce esta, eu sei que um dia eu vou ter que partir tudo estar contribuindo para isso a minha converssão na igreja o meu voto com Deus a minha fidelidade com a palavra do senhor tudo está se caminhando para isso e eu não posso voltar atraz porque é um amor diferente com mas sinceridade com mas força é mas real é verdadeiro eu quero isso pra mim é muito tempo ligada nos céus só penso que o que o mundo me oferece é passageiro mas o que Deus me oferece é eterno e eu quero esse amor ?
Voce mudou muito, melhorou o ego, sua alto estima, você é uma nova criatura quem serar o altor desse milagre, é a pergunta que todos faz e sabe qual é a resposta foi jesus, foi jesus, foi jesus?
Eu estou sempre fugindo
Eu gosto disso
É bem melhor assim
Eu sei que te perturbo
Mas é melhor assim
Eu venho te olho, tu vem me olha.
Depois eu fujo
Você tem sonhos e desejos
Que me da medo
Medo de cair nos teus braços
Voce me enlouquece
Me deicha sem graça
Mas me traz uma paz
É amor amor de verdade
Mas mesmo assim tenho medo
Até o har fica inebriado com sua presencia
Eu sinto o seu cheiro
Eu me imagino uma adolescente
Cheia de dedos
Me olho no espelho
coloco baton um pouco de ruger
Eu fico horas olhando para mim
Vendo se ainda posso olhar para ti frente a frente
As vezes imagino assim
Serar que ele vai gostar de mim
Serar que ele vai me achar bonita
Serar que ele ainda me quer
Serar que ele pensa em mim
Não tem como saber eu fujo dele
Eu não vou resistir eu tenho medo
O que é que me faz pensar desse jeito
Ele me chamou, eu fiquei tremendo
E o meu coração quase sai pela bouca
Eu fiquei ali caladinha, eu não respondi
Eu tive medo eu o amo tanto
Acho que vou amar pra sempre
Talvez um dia eu cri coragem
De lhe responder e diser assim
Meu amor como eu te amo
Eu sempre te amei
E vou te amar pra sempre
Uma linda tarde com benças e muitas vitorias
É isso mesmo vamos pedir o que é bom vamos engrandecer nossa alma porque achar que não podemos, porque se sentir menor, porque achar que não vai conseguir,porque achar que não vai da certo, vai da certo sim!, os seus sonhos já deixaram de ser sonho e passa a ser realidade desne do momento em que voce toma posse tome posse do que voce quer e acredite, diz que quando voce pede uma coisa pra Deus e voce pensa em receber daqui um mês e sua fé vai acabando esquecendo do que pedi-o aquilo que voce pedi-o já estava pronto no nosso mundo espiritual acontece antes de voce pedir não é amanhã e nem daqui um mês e nem daqui um ano é hoje tenha convicção do que voce quer e e saiba pedir nunca diga não vai acontecer não vou consegui isso são coisas que o inimigo de nossas almas quer que acredite-ms e vamos a luta ter fé em Deus e o resto é nada ?
Liberdade de expressão não é liberdade de agressão.
"AINDA QUE NÃO ME VENHA OS FRUTOS QUE COM MINHA NATURAL COMPREENSÃO PROCURO, NEM POR ISSO FICO MENOS CONTENTE, PORQUE PERSEGUINDO-O SOU FELIZ E PASSO MEUS DIAS NA SERENIDADE E NA ALEGRIA AO INVÉS DE SOFRER NA TRISTEZA" Baruch Spinosa
É um texto lindo para fazer parte de nossas vidas, para finalmente dizer: "POR TANTO AMOR, TÃO CURTA A VIDA" Ademar de Borba
