Termino de um Amor Proibido
Existe uma beleza que só acontece quando saímos do caminho habitual. O mundo continua sendo o mesmo, mas alguma coisa em nós ganha outra janela.
Tenho a impressão de que os olhos também colecionam memórias. Cada paisagem bonita amplia o repertório da alma. Depois de contemplar certos reflexos, certas luzes e certos horizontes, voltamos diferentes, não porque o mundo mudou, mas porque carregamos dentro de nós mais maneiras de enxergá-lo.
Passamos tempo demais tentando salvar versões de nós que já cumpriram seu papel. Continuamos repetindo gestos, sustentando personagens e defendendo identidades que um dia nos protegeram, mas que hoje apenas nos apertam por dentro.
Nem toda mudança começa quando a vida muda. Às vezes, ela começa quando finalmente paramos de insistir em caber onde a nossa verdade já não respira.
O espelho não devolve apenas feições. Devolve escolhas. Cansaços. Contradições. Devolve a distância entre quem acreditávamos ser e quem estamos nos tornando enquanto ninguém está olhando.
A análise é o lugar onde a fala deixa de servir apenas para explicar a vida e começa, finalmente, a transformá-la.
Passei anos tentando descobrir quem eu era. Hoje desconfio que a pergunta mais honesta nunca foi essa. A verdadeira pergunta é: o que em mim ainda espera a coragem de ser vivido?
A falsidade tem uma estranha capacidade de tranquilizar. Ela preserva versões, protege personagens e adia encontros inevitáveis. A sinceridade faz o contrário. Ela abre as janelas, deixa o ar entrar e revela a poeira que aprendemos a chamar de normalidade. Talvez seja por isso que ela assuste tanto. Não porque seja dura, mas porque, depois que a verdade ilumina um cômodo da alma, continuar vivendo no escuro deixa de ser destino e passa a ser escolha.
Não confunda paciência com submissão.
Paciência não é permanecer onde você desaparece. Não é aceitar o desrespeito em nome da esperança, nem chamar de maturidade o hábito de engolir o que machuca.
A paciência continua de mãos dadas com a dignidade. Ela sabe esperar sem se abandonar. Sabe que algumas coisas amadurecem devagar, mas também reconhece quando o tempo deixou de cultivar e começou apenas a adiar o inevitável.
A submissão é mais silenciosa. Ela costuma vestir a roupa da compreensão enquanto vai apagando a própria voz. Um dia você percebe que não está mais esperando o outro mudar. Está esperando voltar a existir dentro da própria vida.
Existe uma diferença enorme entre dar tempo a alguém e entregar o próprio tempo a uma ferida que já decidiu não cicatrizar.
A primeira é um gesto de amor. A segunda costuma ser o jeito mais lento de desaparecer.
Alguns meses atrás, me peguei te olhando estranho.
Pensei: “o que é isso? No que estou pensando?”
Com o passar dos dias, me vi te admirando.
Admiração é algo tão normal, não é?
Depois de algum tempo, nos imaginei juntos
e me perguntei por que a nossa criatividade vai tão longe.
Que coisa ridícula.
E quando me dei conta, estava querendo te ver.
Estava reparando no que você fazia,
em como cortou o cabelo,
no livro que estava lendo,
até nas músicas que costuma ouvir.
Percebi que não tinha como voltar atrás.
Já estava eu submersa nas minhas emoções,
querendo sair correndo,
talvez gritando: um “eu te amo”.
Aí me veio a pergunta:
grito bem alto
ou abafo essa voz no fundo do peito?
Mas, mesmo que eu tente esquecê-lo,
meus pensamento colidem com meu coração e a minha alma.
E, quando vejo, estou refém de um alguém
por quem anseio a todo momento.
Uma pessoa com quem me preocupo.
Olho e pergunto:
“está tudo bem?”
E esse alguém responde:
“sim, tudo ok.”
Quando sei que não está.
Mas o que eu queria mesmo
era estar ali ao seu lado, oferecendo-lhe um abraço.
Só não sei se tenho esse direito,
até porque somos meros amigos
ou, melhor dizendo, conhecidos.
E logo depois me repreendo
e digo:
“pense em você, somente em você.”
E por esse motivo me engano,
dizendo que isso vai passar,
que é algo tão supérfluo,pra que se preocupar? por que se importar.
Mas, quando penso que deixei pra lá,
meus olhos se encontram com os seus
e esse sentimento tão avassalador e imprudente
me lembra que menti para todos…
inclusive para mim.
"Não podemos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com eficiência e grande amor, por isso, não reclame das dificuldades, siga em frente" Ademar de Borba
Hipócritas
Quando você já experimentou os dois lados da moeda,
você percebe o quão hipócrita é.
Em um dia sendo oprimido, no outro, opressor.
Em um dia te olham torto, no outro, quem olha é você.
De um lado da moeda,
te deixam de lado, formam suas panelas, e o intrometido é você.
Quando senti esse sentimento tão vazio,
parecia o fim do mundo.
Só torcia para que alguém olhasse, sorrisse e puxasse algum assunto.
Pensei comigo mesmo: “Será que estou tão errada em tentar interagir?”
Mas daí nós vemos, de repente, do outro lado da moeda,
e percebemos que o que mais temi, cometi,
e vi tarde demais que excluí uma das várias pessoas
que passaram por mim.
Algumas mudanças chegam sem pedir licença e mexem com o que parecia estar no lugar.
Nem sempre é fácil acolher o novo.
Mas talvez a fé também seja isso: seguir sem conhecer todos os detalhes, confiando que Deus continuará conosco em cada mudança de caminho.
O céu muda.
A vida também.
E Deus permanece.
Edna de Andrade
Que você realmente se encontre antes de encontrar alguém...
E que esse alguém transborde o que você já carrega consigo.
Eu gosto do mar e da brisa que bagunça meus cabelos...
Eu contemplo aquela imensidão de azul e ali mergulho feridas, emoções, desejos...
É como se o mar silenciosamente me escutasse e respondesse:
"Vai ficar tudo bem" 🌊⭐
“Durante uma sessão de Reiki, ocorre uma interação entre duas pessoas, que se reúnem para criar experiências individuais para si mesmas, cabendo a uma o papel de facilitador do processo de cura e à outra, o papel de ser curada.”
“A energia Reiki não se destina exclusivamente aos seres vivos. O mundo em que vivemos é constituído inteiramente de energia, estamos sempre imersos nela, a própria vida é uma manifestação de energia.”
