Termino de um Amor Proibido

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Tenho passado por alguns daqueles dias em que você reflete sobre cada ação... O rumo que nossa vida toma depende apenas de nos mesmos. Eu escolhi me conhecer, eu escolhi ser eu mesmo, escolhi não ter medo, escolhi muito e errei varias vezes, mas acertei em ter tentado em cada um desses dias, ser feliz.

Ramé

"Levo de você
O jeito calmo,
O olhar sereno,
A atenção.
As vezes que
Me deu colo,
Que me abraçou,
Que me deu carinho
E estendeu as mãos.
Eu tinha que aprender,
Algo em mim
Precisava se equilibrar,
Me mostrar que
As vezes é bom
Frear o desespero
E viver mais calmo.
Mas eu falhei,
Falhei por orgulho,
Falhei por não compreender,
Por não ter feito
Aquela canção,
Por não escrever-te
Cartas e poemas,
Falhei por falar demais,
Por deixar pra trás,
Por ter saído
Por aquela porta,
Por não saber
Te amar...
Mas no fundo
Eu sempre me cobrei,
Achei que o tempo
Me me moldaria
E que eu seguiria
Cada vez mais firme,
Ao teu lado.
Enfim, eu te amei.
Do meu jeito estranho,
Chatão, insuportável,
As vezes brincalhão,
Mas eu te quis
A cada Beijo,
A cada Abraço,
A cada instante,
A cada suspiro teu,
Como nunca quis
De outro alguém.
Eu não sei
Os segredos da vida,
As artimanhas
Dos sentimentos,
Os ofícios do amar.
Mas eu sei,
Que de você
Levo um sorriso,
Um abraço apertado
E um olhar.
Saibas que você
Foi importante para mim
E que sempre será.
E com certeza,
Os dias sem você
Vão custar a passar..."

Eu nunca me senti tão fora de mim quanto agora. Queria saber pra onde foi aquele espírito jovem, alegre, espontâneo. Juro que já tentei encontrar, porém acho que deve está nos escombros daquilo que já fui um dia.

Os olhos marejam, almejam, pelejam, esbravejam por algo que um dia pulsou radiantemente como um lindo nascer do sol.

Hoje, olho para trás e tento perceber quais caminhos percorri para chegar ao marco que me encontro. Não obtenho respostas, a não ser lutar e relutar com os monstros que pairam sobre uma mente coberta por um oásis criado por mim e para mim.

Enquanto durmo fora da caixinha, tento encontrar o espelho para eu me despir daquilo que ainda consigo, tento encontrar a porta que me levará a outra direção.

Percebo que a porta está fechada, e não conseguirei abri-la sozinho, a chave está comigo, mas preciso de um feitor para acabá-la para mim, para poder funcionar.

Enquanto durmo fora da caixinha, tento encontrar-me; está difícil, sei que está difícil, mas consigo.

Enquanto durmo fora da caixinha, tento descobrir que fase da minha vida estou a jogar, espero encontrar um coringa no meio deste jogo.

Enquanto durmo fora da caixinha, eu perco-me para me encontrar; eu encontro-me para poder me perder; eu acho-me para poder saber que reflexo de mim estou a olhar no espelho; eu sinto-me sem o prazer do toque.

Enquanto eu durmo fora da caixinha, eu me encontro, me renovo, me fortaleço, me entrego, me acho.

Queria devir, devir eu, devir a mim!

"Amar é perder a bússola e encontrar o Norte."

Levei tanto tempo pra entender
Só dá pra se perder em alguém quando se sabe exatamente onde está.
Tive que aprender a me amar
Tive que aceitar que primeiro sou eu, sem antes ser seu

Posso ser meu e de mais alguém
Posso amar a mim e amar alguém

Cai dentro de mim, me esborrachei
Mas por fim encontrei o que faltava

Faltava um olhar
Faltava eu me admirar
A dor era por não me conhecer
Aceitar ser o que eu achava que tinha que ser

Não adianta rimar, tem que praticar
Tem que respeitar o de dentro, pra querer amar o de fora.

⁠Buscando conhece-Lo, sim, mas com a certeza de que bem mais do que entender quero senti-Lo...

⁠Procure abrigo naqueles que te darão moradia.

⁠Possibilidade Em Ações

De toda previsão
As inconstantes
És tu.

Que me arrebata?
Que me toca?
Que, me tens e suga...

Perdendo-me em constante
Fins de sua boca
Suma de mim, o desejo que dói

Sumos que se desvaem
Dando espaço de estrelas se chocando
Em seu suco, com sons brutos de amor?

Desejo de findar?
O fim, é o começo
De trêmulas belas peles

E no começo, desejo mais
Embaraçado pensamento em si
De ser.

O valor, de validar
O momento
O toque

Intrépida palavra
Que por detrás da nuca
És blasfemado
Se toque, em vozes, em harmonia
Hã, com si, de fins firmados
Em massas, em toques
De rubra rosada
De vapores, de suor

Se tudo isso pudesse permanecer
Em eras,
Só milésimos
De se's
Puro amanhecer
Já faria
O dia valer

O Poeta

Att. Aurora N. Serra de Mendonça

⁠" Eu não deixei de amar, apenas deixei de acreditar em amores."

⁠Para que dizer o que é óbvio ? Contra a força do coração não há argumentos.

⁠*Lembranças*

Eu te vejo completamente.
Me vejo entregando-me inteiramente a ti.
Sinto o cheiro dos seus cabelos molhados
em minhas mais profundas lembranças.
Notas marcantes de seu perfume,
e os traços do seu rosto.

Te toco em minha imaginação
e te ouço sussurrar tantas coisas
das quais jamais desejaria esquecer.

Caminho no ritmo de seu coração.
De acordo com as notas que despertam de seus lábios.
Escrevo sobre nós.
Escrevo nossa história sobre o papel em branco.
Iremos começar do zero,
E recomeçar
com meus braços intercalados aos seus.

Não consigo ver outra coisa,
quando imagino meu futuro
a não ser minha mera existência,
em sua companhia.
Mirando o mar,
sentindo o sereno em nossos rostos,
desejo nunca me esquecer dessa cena.

Eu te olho através da tempestade do meu coração,
Com minhas mãos geladas,
tocando seu corpo.
Por uma fração de segundos,
quero desvendar-te, quero conhecer cada parte do seu ser,
cada pedaço dos seus lábios,
cada uma de suas entrelinhas,
e cada canto do seu coração.

Quero poder tocar seu rosto
enquanto congelo meu olhar ao seu.
Sentir o arrepio do toque de nossos corpos.
Te trazer em cada suspiro.

E enfim, quero amar-te.

⁠Eis que surge uma flor de botão no jardim da vida. O caminho que a espera é bem longo, mal sabe ela o que a encontrará nas estações.

As estações se passavam e lá estava o botão de flor, passando pelas chuvas e ventanias do inverno. Logo me surgiu a ideia de que esse botão de flor tinha medo de desabrochar para conhecer a primavera.

Se ela soubesse como a estação das flores desabrochadas é uma das mais lindas do ano... é uma dádiva da vida, do tempo.

Penso que o medo estaria consigo de qualquer forma, mesmo que em botão de flor ou florida. As pragas podem a sufocar, as ervas daninhas podem ser os parasitas que sugam as suas energias, os pulgões podem roubar o seu brilho... tudo isso pode acontecer, vivendo a estação da primavera ou não.

O medo iminente do florescer a impedia de conhecer a primavera. Mal sabe ela que os seus pólens estão em polvorosa para fecundar outras flores, para fazer florir mais ainda o seu próprio jardim.

Vão-se as pétalas, as sépalas... mas fica o desejo insano de florir em meio à primavera que a tanto espera. O botão de flor, florescerá quando menos esperar! É um convite para viver a estação mais bela: a doce e linda primavera que a espera.

⁠A sociedade “evoluiu” para o descarte de tudo, inclusive das pessoas. A partir do momento em que não existe mais nada de bom ou de novo à oferecer, os defeitos ficam mais volumosos e a solução escolhida é o descarte. Não importa se a pessoa está passando por um tempo difícil, se existem dores por traz, se precisa ainda mais do outro. Atualmente, faz-se muito o discurso sobre empatia, mas beira a hipocrisia. Não existe mais aquela reflexão dos antigos, de olhar para o que aquela pessoa tem de bom e tentar ajudar, curar as dores, resgatar... é mais fácil usar o apontamento dos erros como uma lástima pessoais e abandonar. Dentro da tentativa de compreender o outro lado penso que a cultura do descarte vem desse novo coletivo, dos discursos radicais de tolerância reduzida, dos exemplos próximos... . Não importa se a troca traz algo muito pior, segue a moda. O aspecto negativo desta tendência está nas consequências, pois essa cultura deixa cicatrizes que resultam em superficialidade, individualismo, desapego e outros. Entre a anulação e a dedicação existe o meio termo.

Eu te amo! Sem porquês, sem medida, de todo jeito, com todas minhas forças, sem explicação, sem definição, ou talvez muito mais que isso. Eu sinto nosso amor, e vivo junto com você todo esse sentimento. É tão grande que chega a transbordar.

Grato pela vida 🙏

É tão bom
Acordar e agradecer.
Amar a vida
E a querer.
É apaixonante viver,
Sentir na pele
O frescor de cada manhã
E de cada anoitecer.
Surpreendentemente,
Eu me surpreendo
Sempre
Que não me rendo
E deixo tudo
Acontecer.
Piso neste chão do mundo
Pensando em explorar,
Abro os braços em busca
De amor,
Estendo as mãos
Pra ajudar,
Vejo o sol nascer e sinto
Meu coração
Mais uma vez sorrir.
Ouço o vento passar,
O calor arder,
O frio que faz tremer,
Grito pro mundo que
Eu ganhei o melhor presente do universo,
A vida que em mim pulsa,
A energia que vem de dentro.
É tão simples e tão bom.
Não me canso nunca,
Agradeço sempre
Por essa vida.
Vida que Deus me deu.

⁠No passo que vem e que vai,
No passo que se enche de energia pela vontade.
Que passos são estes?
Que passos, que passaram, ficaram marcados na areia?
São os passos daqueles que caminharam procurando o sentido da vida,
Caminham como se não caminhassem, mas os passos ficaram retidos na areia.
As marcas que vão e que vem, mostram a história não contada, os segredos não revelados;
São como um mapa de destino, são o conto contido nas entrelinhas de um livro,
Memórias que ficaram presas em um momento, mas que voltam a reviver neste tempo;
O tempo não apagará nossa história, pelo caminho encontramos nestas pegadas o nosso próprio destino.

Deus é pensamento. Pensamento é pensar. Pensar é acreditar. Acreditar é não saber se existe.

Inserida por MichelSoares

Não acredito em deus. Não sou ateu. Eu acredito em mim!

Inserida por MichelSoares

Nibiru é igual a deus. É apenas história.

Inserida por MichelSoares

Oh melodia, não só quero te ouvir, como também não só quero te sentir. Seria pedir demais decifrar as tuas notas, conhecer a tua pauta musical? Quero perder-me em cada nota, do dó ao si. Quero bailar nas tuas nuances, nos enlaces. Ouve-me... a percussão que emito. És tu a desejada, a endeusada. És tu o sopro. És tu o bálsamo. És tu o timbre desejado. Tu és o Jasmim sonoro mais suave deste floral. Sim. Tu és. Ouve-me... consegues me escutar? Consegues decifrar as minhas notas? Estou aqui, bradando feito um violino. Suave. Pausa. Audição. Um momento. Agora, inaudível. Aos poucos, vem surgindo sorrateiramente a doce melodia que me cativara. Eu me deixo cativar, pois não tenho dono. Eu sou o maestro da minha orquestra. Eu comando. Porém... estou aperfeiçoando o meu instrumento. Estou afinando as cordas, o tom, o som. Consegues me ouvir?

Inserida por Robkenede