Termino de um Amor Proibido
Um coração apodrecido pela frustração procura enxergar o mau e, ainda que em tom suave e com palavras brandas, profere sua perversidade.
Se você tem um "amigo" que se aborrece com sua mágoa, não tenta compreender seu ponto de vista e ignora seu sentimento... repense se é realmente amizade....
"Amigo (a)" não deve ser um adjetivo empregado aleatoriamente, mas um título de honra pra quem recebe por consideração, que vem do coração.
"Seu olhar"
Alguns passos: caminhos cruzados,
um cumprimento: mera gentileza,
um fato: olhares trocados,
de fato, uma cortesia ingênua.
Você veio, eu fui,
um breve sorriso nos damos,
com leve aceno de mão reforçamos,
a energia e doçura do olha que se constitui.
Um olhar tão brilhante,
que chamou pra perto, marcante,
talvez inconsciente, mas, importante,
se por um lado era ternura, talvez do outro, insinuante.
O olhar que despertou meu interesse,
prendeu também minha atenção,
ao sorrir, consentiu entrar,
neste estado que não estava a esperar.
Aguardando que se chegue a cada dia,
cedo, tarde ou noite que se ria,
de uma espontaneidade trocada,
da pureza do sentimento alcançada.
Sem qualquer pretensão,
desconhecemos o que temos ou o que carregamos,
nos divertimos de várias maneiras,
sem máscara, maquiagem ou adornos,
usufruindo do que simplesmente somos.
Consigo falar do que foi e o que é,
mas não o que possa ser,
o que preciso mesmo dizer,
enquanto seu olhar para mim se expressar,
é ao teu lado que hei de querer estar.
Poema publicado no e-book "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias"
SEGUNDA-FEIRA COM OZZY – UM RITUAL DE MEMÓRIAS E PRESSÁGIOS
(Por John Rabello de Carvalho)
Ontem era só mais uma segunda-feira comum.
Ou pelo menos, parecia ser…
Mas às 9h da manhã, quando meu irmão Estevão me chamou e me perguntou: e aí cara, você viu a mensagem que te mandei? Respondi que não, então ele me chamou até a sua casa e me mostrou as carnes para um churrasco, com as cervejas e o vinho, algo estranho começou a tomar forma.
Um espírito antigo acordava no som do primeiro riff...
Ozzy Osbourne começava a cantar…
E o tempo parou.
Não sabíamos porquê, mas estávamos ali:
Celebrando sem motivo. Brindando como profetas do nada.
Rindo, lembrando histórias, ouvindo — de “Mr. Crowley” a “Mama I’m Coming Home”, como se fosse o último disco antes do fim do mundo.
Falávamos dele, do Sabbath, da história, da loucura.
Como se estivéssemos preparando uma despedida...
…sem saber.
E o dia passou inteiro assim.
Ouvindo o Príncipe das Trevas.
Mas quando a madrugada caiu…
Veio o silêncio por dentro.
Três e pouca da manhã.
Ozzy ainda tocando em meu celular,
e meu peito apertando como quem pressente o fim.
Um choro travado. Uma tristeza sem nome.
Como se o tempo estivesse me dizendo:
"Isso que você sente é real.
Você está de luto por algo que ainda não aconteceu."
E então eu vi:
Não era só sobre música.
Era sobre tudo o que vivi até aqui.
Era sobre mim mesmo, meu passado, minha juventude, meus medos,
os fantasmas que gritam nos solos de guitarra.
Era sobre a fragilidade do eterno.
Hoje acordei e ainda ouço Ozzy.
Mas não é mais ele cantando para mim.
Sou eu cantando por ele.
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E então veio a notícia. A dor tomou forma.
Infelizmente, nesta terça-feira, 22 de julho de 2025,
meu coração vestiu o luto eterno,
porque John Michael Osbourne, o eterno Príncipe — Ozzy — partiu deste mundo.
E eu não sei como lhe dizer adeus…
Mas creio, sim — creio que suas músicas viverão até o fim do mundo.
Agora, apenas virão os dias, os meses, os anos,
até que chegue a nossa vez…
E quando chegar,
espero ouvir, na travessia do além,
um último acorde ecoando em trevas e abrindo a porta para a luz:
"I’M GOING OFF THE RAILS ON A CRAZY TRAIN..."
Descanse, Príncipe. Viva eternamente em cada alma que queima com tua voz despertando bons sentimentos.
Sozinho, um idiota continua sendo um idiota. Junte dois, seguem sendo dois idiotas. Mas dez mil deles reunidos formam um partido político.
Jean Dutourd
Le Taxis de la Marne
1956
Aguentaria todas as dores e todo aborrecimento, só não aguentaria acordar um dia sem ter alguém pra me chamar de pai.
Felicidade é um estado de contentamento. Somos felizes a partir do momento em que valorizamos o que temos e não o que tivemos ou o que teremos.
"A molinha pulou feliz.
A molinha amou o bis.
A molinha gosta de um par,
A molinha sozinha,
Não quer ficar.
A molinha pula, pulou,
A molinha só quer amar."
Metáfora:
"O homem se afastou da Natureza, quando vestiu um calçado.
Uma borracha que o isolou da Mãe terra?"
“Indo ao trabalho. Indo ao lazer. De bicicleta você transforma, teu deslocamento em um ato de prazer.”
Como um Poema ao luar,
Eu vi o Morro do Lampião,
Onde a superlua vaidosa, sestrosa, dengosa,
Foi se ocultar....
