Termino de um Amor Proibido
O ser humano é a única espécie que tem a capacidade de vive com amor no coração, amor teórico apenas, mais, não apresenta amor na prática vivencial e relacional entre si.
Por amor, pelo amor, com amor...preciso de cada ferida em aberto, cada machucado sangrando. Não quero cicatrizes, não quero marcas...quero corte latejando, machucando...para me sentir viva !
Ah, o amor que não se tem
Ah, o amor que machuca, que judia...
Ah, o amor que resiste, que não insiste...
Ah, o amor que que não me entende !
Ah, o amor...esse amor que não responde.
Sei muito bem que nossa identidade de cristãos é o amor ao próximo, e essa é a nossa semelhança com Deus, que é Amor e faz participar deste amor todo aquele que crê e que é filho de Deus.
Abra a janela e sinta o vento soprando levemente, permita que o amor entre e faça morada no seu coração, regue os sentimentos bons e deixe florir seu jardim interior!
O amor que sinto por você, nem em momentos de brigas é capaz de acabar, pois a sua dureza é como diamante e a sua fortaleza tão gigante, que como cristal posso comparar.
Vou te levar comigo, vou me erguer com teu amor, vou substituir a tristeza por você, vou te amar e te cuidar pra sempre te ter.
"Quero escrever minhas próprias canções. E só ouvir a voz do coração. Transpirar todo Amor que há dentro de mim."
A enormidade do amor que Deus tem por nós é de uma lindeza sem fim! Que sejamos sempre envolvidos pela magia deste amor.
Finalmente, esses dias, admiti para mim mesma que não sou mais uma pessoa tão aberto ao amor quanto era há dez anos.
O mundo, afinal, é um espelho, dizem, e vemos sempre nossa cara.
Se ouvia batidas na porta, eu a abria.
Amor, basta querer. É um potencial.
Pois eu não acredito no amor como uma coisa pronta: ele aparece com uma possibilidade e você a desenvolve, com suas forças, com sua energia, com a pequenina sabedoria que nós humanos temos.
Com seu próprio amor.
O amor entre duas pessoas é desenvolvido através do amor de cada um dos participantes. Do quanto eles querem se entregar a esse desenvolvimento e colocar trabalho amoroso nisso. Como ingredientes que se acrescenta pouco a pouco ao longo dos dias, semanas, meses, anos ou, às vezes, se retira.
O amor entre duas pessoas é uma oportunidade. Um investimento para diferentes e simultâneos prazos.
Você olha para uma semente de mostarda e, mesmo sem conseguir ver a árvore, você rega.
Não penso que os amores que dão mais certo são aqueles em que a coisa é instantânea. Não acredito em amor à primeira vista (embora também não duvide).
Quem acredita em amor à primeira vista está sempre procurando. E sempre encontra. Um atrás do outro.
E, assim, por diversas vezes estendi a mão a outras pessoas. E, quando pensei que nossas mãos iam se tocar, o outro braço se recolhia.
Claro, tive encontros de outra natureza nesse meio tempo. Mas era outra coisa.
Claro, também recolhi o braço para mãos que se estendiam para mim.
Porém, sinto uma exaustão emocional, quase uma incapacidade ou uma falta de vontade de abrir a porta, de construir algo tão grande como já, com outra pessoa, cheguei a construir.
Porque, no fim, tudo desmorona mesmo... é como me sinto agora.
O mundo é um espelho. Talvez eu esteja encontrando também pessoas indispostas a isso. Sinto tudo muito superficial. Sinto as pessoas querendo só a superfície, ainda que eu busque a profundidade.
Mas mesmo havendo as possibilidades, não tenho tido à vontade o ânimo de acalentar.
Não sei nem se estou me tornando amarga. Mas está me faltando vontade de investir, de deixar alguém se aproximar, tudo me parece tão sem sentido, tão vazio, que me falta coragem para recomeçar, se é que tem algo para recomeçar...
Nem sempre eu tô feliz como parece.
Enfim...
Talvez eu já tenha vivido mais coisas do que é comum para a maioria das pessoas nesse quesito e já devia me dar por feliz.
Talvez eu esteja chegando a uma fase da vida em que eu devo aprender outros tipos de amores.
Não os arrebatadores. Nem os construídos cuidadosamente.
Mas os inevitáveis. Os resignados. Os que já vêm prontos e a gente aceita com um sorriso e lágrimas de gratidão.
Quem sabe se aí tem coisa...
