Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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"O medo deve ser um conselheiro que nos alerta, não um carcereiro que nos aprisiona."


—By Coelhinha

"Seja uma Mulher Versátil. Se é pra ser poderosa; nunca permitir que use como um corrimão e se for pra ser virtuosa; muito menos ser um tapete!"

—By Coelhinha​

Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: ​1. O Tempo e o Movimento
​O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
​2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
​O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
​3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
​O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
​Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
​Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
​4. O Palco e o Reconhecimento
​O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
​5. A Metamorfose Final
​O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
​Síntese
​Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.

A onipresença, na verdade, seria um castigo, já que qualquer ser com essa característica estaria presente no lixão, no esgoto, no cemitério e no inferno, simultaneamente.

"O Silêncio de Não Ser Pai"


Não sou pai. E há nisso um espaço — não de vazio, mas de eco. Um campo onde o tempo passou, e deixou intacta uma terra que poderia ter sido semeada.


Não ser pai não é ausência de amor.
Talvez, seja amor que não precisou de nome, que não se debruçou sobre berços, mas se espalhou em gestos, em presenças sutis, em silêncios partilhados.


O mundo, com sua pressa de moldar destinos, parece esperar que todos sigam a mesma trilha: encontrar, gerar, ensinar, repetir. Mas e aqueles cujos passos desenham outro mapa? E aqueles que escutam a vida por outros ângulos, sem o riso de um filho chamando pelo corredor?


Às vezes penso: teria sido bonito... Ser chamado de pai com a voz trêmula de uma criança, encontrar meu rosto espelhado em outro pequeno rosto. Talvez um dia. Talvez nunca. E tudo bem.


Há paternidades que não vestem título.
Há frutos que não brotam do sangue, mas do cuidado que deixamos pelo caminho. Já fui abrigo, já fui raiz, mesmo sem ter dado nome a ninguém.


Não ser pai é, por vezes, um caminho mais silencioso.
Mas há sabedoria no silêncio, há paz em aceitar que a vida se desenha também nas entrelinhas. E que o que não foi, ainda assim, pertence ao que somos.

Português é complicado

Apesar de não poder comer doce por ser diabético, era um doce de pessoa.

Saudades de um ser chamado... qual é o seu nome? Não importa o nome, mas importa a saudade entre nós dois...

É muito fácil ser um cientista ou um religioso do que ser um filósofo ou um espiritual!

Então não sabes que o desejo de um autor é ser lido e referido?

Alba Atróz

"Uma boa música é um "recurso" para a tristeza do ser humano!"






Otávio ABernardes






Goiânia, 6 de abril de 2026.

"O amor não é um problema a ser resolvido. É um mistério a ser vivido. E mistério, a gente não decifra. A gente contempla."

A passividade diante do caos também pode ser um ato antidemocrático

A verdade sempre vai ser um tapa na cara mais e melhor que uma mentira feito uma facada nas costas

Sou um micélio experienciando ser humano, mas já fui borboleta, baleia, raia jamanta e até uma ameixa. Infinitas são minhas possibilidades!

Uma vela não é suficientemente capaz de iluminar um campo, mas através de uma única chama de luz será possível acender novas velas e aos poucos, tornar-se-á um mundo todo iluminado.

A única forma de se sentir sozinho em um universo repleto de seres vivos é quando o próprio ser abandona a si mesmo.

Às vezes, "profissionalismo" é só um pretexto para ser desumano.

A diferença de você para uma pessoa ruim é apenas o motivo.


A pessoa teve um motivo para ser ruim; você ainda não.

Cada palavra, um sentido;
Cada sentido, uma ação a ser feita.

Metaforicamente falando, o ser humano é um equilíbrio constante entre o bem e o mal...
Ele constrói, destrói;


Ama, odeia;
Diz a verdade, diz a mentira;
Ajuda, age com indiferença;
Cria espaço, cria barreira;
Vive de coração, atua apenas pela razão;
Busca a paz, deseja guerra;
Oferece, rouba;
Elogia, xinga;
É alegre, é triste;
É saudável, é doente;
Nasce e morre.