Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Ame fortemente alguém, mas com a mesma segurança em que você for nadar em um lago, com cautela, sem mergulhar tão fundo nesse amor, pra não haver perigo de afogar.

Se alguém está sentado à sombra hoje é porque uma outra pessoa plantou uma árvore um dia.

FAZER POESIA
(Fábio André Malko)

Ao compor um poema somos livres
Pra reclamar da vida e do sofrimento
Esconder as angústias mais críveis
Embaixo da máscara do talento

O poeta cria, dá vida às insatisfações
Não se preocupa nem com o perigo
Dá cor as suas musas e emoções
Enfrenta suas dores sem sentido

Pode até mesmo ser outra pessoa
Fingir que sente o que não sente
Apaixonar-se assim, bem à toa
Ascender numa chama reluzente

Sonha muito quem faz poesia
Mas ele cria, jamais mente
Vive em dobro sua nostalgia
E toca o coração da gente

É no sorriso mais belo de uma criança que nasce a esperança de um futuro melhor.

Sempre achei que um dos mais graves problemas dos subdesenvolvidos é a sua incompetência na descoberta dos verdadeiros inimigos. Assim, por exemplo os responsáveis pela nossa pobreza não são o liberalismo, nem o capitalismo, em que somos noviços destreinados, e sim a inflação, a falta de educação básica e um assistencialismo governamental incompetente, que faz com que os assistentes passem melhor que os assistidos. Os inimigos do desenvolvimento não são os entreguistas, que, aliás, só poderiam entregar miséria e subdesenvolvimento, e sim os monopolistas, que cultivam ineficiências e criaram uma nova classe de privilegiados – os burgueses do Estado. Os promotores da inflação não são a ganância dos empresários ou a predação das multinacionais, e sim esse velho safado, que conosco convive desde o albor da República – o déficit do setor público.

Que vale um ramo de alecrim cheiroso, que lhe atira nos braços ao passar, vai espantar o bando bulicoso das borboletas que lá vão pousar.

Castro Alves
ALVES, C., Os Escravos. São Paulo: Martins, 1972

Nota: Trecho do poema "Cruz na Estrada"

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Morremos aqui, e deixamos para os que ficarem encontrar um significado nas nossas vidas!

E aquela mesma menina que um dia era só choro e tristeza, agora tá por aí distribuindo alegrias e deixando saudades por onde passa!

Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer

Italo Calvino
Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia de Bolso, 2009.

O amor verdadeiro nunca força (…). Não é da natureza do amor forçar um relacionamento, mas é da natureza do amor abrir o caminho.

Separação.

Se viver juntos não dá
um acordo supera as crises
sem ninguém se machucar
e nem cometer deslizes
bastam se conciliar
a amizade vai ficar
e os dois seguirão felizes.

Um homem sem família, é uma estrada sem rumo,
é um navio sem comando,
é uma árvore sem raiz.

Mas muitas vezes eu te esperei...
Esperei você me ligar, esperei um SMS seu com um simples "Eu te amo".
Muitas vezes fiquei na janela, pensando no teu sorriso, no teu beijo...

Se um dia olhar pra trás e não me ver , saiba que esperei demais você me notar, mas é tarde demais , a morte foi mais rápida

Deixe ir o que tiver de ir.
Deixe ficar o que tiver que ficar.
Acredite!
Deus sempre dá um jeito de acertar tudo no lugar.

"Nunca verás a beleza interior que há em ti em frente a um espelho."

Um dia, arriscou ir à biblioteca do palácio e ficou satisfeita ao descobrir como os livros podem ser boa companhia.

Aligia-se e irritava-se assim com essas perguntas experimentando também um certo prazer. Aliás, essas perguntas não eram de maneira nenhuma novas, nem repentinas, eram já velhas, dolorosas, antigas. Havia já algum tempo que vinham ferindo-lhe e corroendo-lhe o coração. Muito; havia já muito tempo que se enraizara e crescera nele toda essa tristeza atual; nos últimos tempos se acumularam e reconcentraram, assumindo a forma de uma horrível, bárbara e fantástica interrogação que lhe torturava o coração e a alma, reclamando uma resposta urgente. (...)Era evidente que agora não se tratava de ficar triste, de sofrer passivamente, fazendo apenas apreciações acerca da insolubilidade daqueles problemas, mas de fazer impreterivelmente qualquer coisa, imediatamente, o mais depressa possível. Fosse o que fosse, era preciso tomar uma decisão ou...
"Ou renunciar completamente à vida!", exclamou de repente com raiva. "Aceitar o destino docilmente, tal como é, de uma vez para sempre, e abafar tudo no seu íntimo, renunciando a todo o direito à ação, a viver e a amar!
"Compreende, meu senhor, o senhor compreende o que quer dizer isso de não ter para onde ir?", de repente veio-lhe à memória a pergunta que Marmieládov lhe dirigira na noite anterior. "Porque todo homem precisa de ter algum lugar aonde ir!"

Um homem de verdade, edifica sua companheira, busca compreende-la em suas dificuldades, está atento a suas necessidades. Está ao lado dela, não somente em dias de alegria e frescor, mas também em dias de aflição, angústia e tempestade. Assim como sua mulher deve estar atenta ao seu companheiro, busca caminhar juntos, lado a lado. Sem necessidade de medir força e cultivar intrigas.
Dessa maneira os dois evoluirá como seres no mundo em sua plenitude.
E a felicidade se fará presente em todos os momentos...

Um dia a gente morre, vai pro céu; e Deus dá então pra gente um par de asas pra conhecer o mundo inteiro!

Lygia Fagundes Telles

Nota: Trecho de carta ao também escritor Erico Verissimo, escrita em 9 de setembro de 1941.