Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Incertezas...
Eu já não tenho mais
aquela certeza
que caminhava comigo
e de mãos dadas,
me fazia ir sem medo
retirando os explosivos
que ficavam encobertos
em meu caminho.
Tudo parece camuflado,
as cortinas brancas
e transparentes,
agora são de cor cinza
e de trama fechada.
Os dias,
estão menos ensolarados
e as noites,
trazem lembranças
que pareciam esquecidas.
Minha primavera
parece se distanciar
e o inverno,
insiste em morar aqui
e tenta me fazer acreditar
que não há mais sol
para aquecer meus dias,
mas eu abro as portas
e todas as janelas para que
ele entre
e me envolva em seu calor,
trazendo de volta
aquela vontade de viver
que sempre morou em mim.
by/erotildes vittoria/2013

Não tenho falado com você em uma quantidade inconfortável de tempo. Me distanciar talvez não fosse o certo, mas não pude evitar.

[Em seu diário, sobre sua aversão a troca de favores] Não tenho tido nem tenho validos[...] Dizem que por esse nímio escrúpulo, não poderei criar amigos; melhor, não os terei falsos quando os haja granjeado.

Queria fazer parte da sua vida, mas tenho que me contentar em fazer parte apenas do seu passado...

Eu penso no acerto, eu aceito o acerto, mas tenho receio do erro, então porque não penso no erro como um preparo para o acerto?

Tenho a certeza absoluta que ninguém iria querer colocar os meus sapatos

"As pessoas que refutam a minha fé, o melhor que tenho é me manter afastada. Não tenho nada a perder."

Eu não tenho pena das pessoas porque Deus não criou nenhum lixo.

Use sua força ou procure outra pessoa ter pena de você.

GULA

Tenho fome. Sempre. E me disseram que é pecado sentir gula. Não me considero culpado por ser um esfomeado. Meu apetite é voraz. Ele consome absolutamente tudo, não cessa a digestão. Principalmente dos limites. Devora qualquer aresta ou parede. Talvez seja melhor chamar de corrosão. Sou avesso a passar vontade.

Falaram que eu precisava seguir uma dieta. Evitar gordura, açúcar e farinha branca. Pessoas tóxicas e más línguas. Os receituários se esqueceram da própria maledicência, pelo visto. Quem julga com seu juízo sabe diferenciar o bom e o mau? Recomendaram atividade física três vezes por semana, para me auxiliar a queimar as calorias. Mas nem de frio eu gosto, por qual razão abandonaria minha quentura?

Insistiram em ressaltar meu sobrepeso. Condenaram minhas medidas, alegando que não entrariam no tamanho ideal do manequim. Eu prefiro a nudez, não entendem. A fome, por vezes, também a devora. Nada parece me servir, nem minha pele. Concordo, nesse aspecto. Tudo muito pequeno.

Me empanturrei demais. As relações ficaram apertadas. A carência delas marca minha cintura. Não desejo caber em dois números a menos. Me sufoca. Necessito de vestes folgadas mesmo. Comer seriedades, porque as besteiras são minhas e classifico-as como bem desejar. Considero-as importantíssimas. Gosto de sentir o gosto. Saborear o sabor. Salivar a liberdade. Engolir com ou sem casca.

Mandaram eu temer o que não é embalado. Confiar na indicação nutricional. Mas dispensei há tempos os amores de tabela, ricos em sódio. Meu apetite é orgânico, aderi ao natural. Rompi as fronteiras do industrializado, dispenso alimentos e pessoas pré-fabricadas.

Não é o que entra pela boca que faz mal, mas o que sai, dizem as escrituras. Minha dieta vai bem, obrigado, mastigando qualquer coisa capaz de me alimentar. Estou obeso das minhas decisões, sim. Eu me rendi à minha gula. Estou pesado, confesso, o suficiente para me manter no chão. Na verdade de quem sou. Tenho fome, cada vez mais. Fome de mim.

Bom? Você não é bom. Você só sabe como esconder, como mentir. Eu não tenho esse problema, eu sempre digo a verdade.

Pra onde eu vou? Não tenho certeza.
Só sei que lá é o meu lugar,
E não aqui sofrendo por te amar

Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, ás vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vomito para aliviar a vontade de vomitar.
Um dos meus passeios predilectos, nas manhãs em que temo a banalidade do dia que vai seguir como quem teme a cadeia, é o de seguir lentamente pelas ruas fora, antes da abertura das lojas e dos armazéns, e ouvir os farrapos de frases que os grupos de raparigas, de rapazes, e de uns com outras, deixam cair, como esmolas da ironia, na escola invisível da minha meditação aberta.
E é sempre a mesma sucessão das mesmas frases... «E então ela disse...» e o tom diz da intriga dela. «Se não foi ele, foste tu...» e a voz que responde ergue-se no protesto que já não oiço. «Disseste, sim senhor, disseste...» e a voz da costureira afirma estridentemente «minha mãe diz que não quer...» «Eu?» e o pasmo do rapaz que traz o lanche embrulhado em papel-manteiga não me convence, nem deve convencer a loura suja. «Se calhar era...» e o riso de três das quatro raparigas cerca do meu ouvido a obscenidade que (...) «E então pus-me mesmo dia nte do gajo, e ali mesmo na cara dele — na cara dele, hem, ó Zé...» e o pobre diabo mente, pois o chefe do escritório — sei pela voz que o outro contendor era chefe do escritório que desconheço — não lhe recebeu na arena entre as secretárias o gesto de gladiador de palhinhas [?] «... E então eu fui fumar para a retrete...» ri o pequeno de fundilhos escuros.
Outros, que passam sós ou juntos, não falam, ou falam e eu não oiço, mas as vozes todas são-me claras por uma transparência intuitiva e rota. Não ouso dizer — não ouso dizê-lo a mim mesmo em escrita, ainda que logo o cortasse — o que tenho visto nos olhares casuais, na sua direcção involuntária e baixa, nos seus atravessamentos sujos. Não ouso porque, quando se provoca o vómito, é preciso provocar um.
«O gajo estava tão grosso que nem via a escada.» Ergo a cabeça. Este rapazote, ao menos descreve. E esta gente quando descreve é melhor do que quando sente, porque por descrever esquece-se de si. Passa-me a náusea. Vejo o gajo. Vejo-o fotograficamente. Até o calão inocente me anima. Bendito ar que me dá na fronte — o gajo tão grosso que nem via que era de degraus a escada — talvez a escada onde a humanidade sobe aos tombos, apalpando-se e atropelando-se na falsidade regrada do declive aquém do saguão.
A intriga a maledicência, a prosápia falada do que se não ousou fazer, o contentamento de cada pobre bicho vestido com a consciência inconsciente da própria alma, a sexualidade sem lavagem, as piadas como cócegas de macaco, a horrorosa ignorância da inimportância do que são... Tudo isto me produz a impressão de um animal monstruoso e reles, feito no involuntário dos sonhos, das côdeas húmidas dos desenhos, dos restos trincados das sensações.

Sabe,
para algumas pessoas eu sou uma amiga virtual. Para outras que conheço e tenho contato, uma amiga que as vezes está online e que batemos papo vez em quando.
Mas eu não sou um ser virtual.
Sou uma pessoa por trás da tela.
Me comunico com quem me adiciona, curto e quando tenho oportunidade, as vezes comento.
Agradeço quando sou carinhosamente citada e sempre que posso também respondo com todo o respeito e agradecimento.
Não bajulo ninguém, só gosto de fazer amizades que acredito que também podem ser feitas online como tantas que tenho há vários anos.
Sei que tem pessoas que já tentei me aproximar e não fui aceita. Não quis a minha amizade. Não tenho nenhum problema com isso. Acho até que de repente eu não me encaixo no perfil de amigos dessas pessoas. Mas não me sinto menos que elas.
E outras que me aceitaram, mas nunca curtiram nada e nem nunca responderam a um comentário meu.
Portanto, meus queridos, não curto quantidades, e sim, qualidades.
Se não fosse para interagir, eu estaria aqui sozinha escrevendo só para mim, e não, compartilhando os meus escritos com todos vocês que me curtem.
Agradeço de todo o coração quem está comigo, e os que não estão, continuo respeitando a todos eles, só que também deixei de interagir.
Fico na minha. Simples assim!

Tenho sentimentos guardados no coração que só a sensibilidade pode enxergar

Eu tenho o poder de fugir de situações ruins. Sentir medo é uma grande parte disso.

Odeio as notícias e o tempo
Tenho dezenove anos e estou ardendo
Mas quando estamos dançando, eu estou bem

Deus, Hoje eu só quero agradecer...
Sei que tenho falhas e sei que o Senhor, meu Pai, sabe disso também!!!
Mas sei que queres o meu bem e vê as minhas virtudes, lutas e batalhas...
Por isso, Hoje só quero agradecer por mais essa conquista, e sei que tenho muitas ainda por trilhar, tão e mais importantes que essa, e que serão difíceis, mas não impossíveis, e eu sei que tenho você ao meu lado!!!
Obrigada por me achar merecedora, é que na verdade o meu sentimento é bom para mim e para todos, e eu sei que tudo isso acaba voltando!!!

As mulheres preferem a mentira;
tenho a certeza disso , porque
se falo a verdade ,elas querem
me estropiar .

Sabe que eu até gosto de certas pessoas serem calculistas e impiedosas? Assim não tenho o menor remorso e pudor em ser justo com elas.

As vezes me perguntam se eu tenho medo da morte, eu respondo de imediato que não tenho medo de morrer, pois vou vivendo a vida do jeito que tem que ser, sentimentalmente não tenho mais sentido, eu vivo em função de cada dia que passa, vivo em função de cada hora eu vivo que em função das pessoas as meu redor, sempre servindo a quem precisa, mais não quero que me sirvam não quero luxo, pois eu sou um lixo comparado com todos as meu redor, já chamado de falso,porco,idiota,trouxa,desatento,palavras não apropriadas para esse texto, alguns dizem que é para mexer com meu orgulho, não mexe com meu orgulho​ mais cresce com minha tristeza, e faço esse apelidos que sou chamado de realidade fazendo com que minha existência seja insignificante até mesmo comparado com o bandido que tira a vida de uma família, não culpo essas tais pessoas por me chamarem assim, estou assim para servi-las eternamente e tenho que dar todo meu tempo, não importa vida não importa meu tempo, sempre manter uma linha concreta das coisas e ser sempre o mesmo cinza e preto e serio, não ri não canta, não fala o que acha, nem se quer mesmo dialoga com essas pessoas apenas obedecer sempre suas respectivas ordem sem ao menos retruca-las, pois isso seria fatal, e ainda me perguntam se ainda tenho medo de morrer não, não tenho, vivo nesse meio tempo de sentimentos em declínio, e quando falam de amor, pra mim amor não existe mais, ninguém se interessa pela minha existência e também eu não me interesso pela a minha finalidade de vida que tenho aqui nesse mundo, mais sempre mantendo a alegria que é tipo uma capa para esconder a minha tristeza, seguro minhas lágrimas até quando não posso, mais sou fraco demais e aí como piscina meus olhos transbordam, e como chuva minhas lágrimas caem, e volto a ser quem sou de você apenas um ser inexistente entre 7 bilhões de pessoas que se encontra no mundo !!!