Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Se o tempo esquecesse meu nome, eu continuaria anônima, fumando um cigarro de hortelã dentro de uma caverna onde constelações respiram entre morcegos e uma estrela cadente cai lentamente sem fazer barulho, lembrando que o belo é breve como a vida das borboletas que vivem apenas o suficiente para ensinar o amarelo ao girassol e o azul ao céu.
No meio do mar existe uma porta aberta, e eu entro nela como Alice atrás do coelho, atravessando algas coloridas e peixes alienígenas que guardam civilizações antigas, onde talvez eu me afogue e minha alma se dissolva na fórmula da água cintilante que colore o invisível e abriga um pássaro que nunca nasceu.
A estrela que caiu antes de nascer germina como um vaga-lume verde piscando na galáxia com altivez silenciosa, porque dois elefantes não fazem uma girafa e dois e dois são quatro apenas quando a vida vale a pena e o humor permite respirar dentro do absurdo; então guardo essa estrela no frasco do perfume da minha alma sinuosa.
Se uma palavra pudesse sangrar, eu protegeria a palavra vida para que as sementes continuassem sonhando em brotar entre arranha-céus de vidro impecável nas cidades cinzentas onde as línguas mastigam fel e o silêncio dos poetas transfunde sangue nas bocas numerosas que esqueceram como se conter diante do abismo.
Antes de eu nascer, um espelho já lembrava a avidez fatal do óvulo e do espermatozoide que decidiram minha existência no deserto concorrido dos poetas, onde a escravidão mata a racionalidade enquanto o azul permanece celeste e os pássaros planam com a tranquilidade de um homem que se debate entre o amor e a embriaguez.
E assim continuo atravessando portas abertas no oceano invisível, carregando estrelas em frascos de perfume, protegendo palavras feridas, enquanto um pássaro que nunca nasceu aprende lentamente a respirar dentro da água que lembra meu nome antes do tempo existir.

Todo fim carrega dentro de si a semente de um começo que ainda não conseguimos ver.

"por dentro, uma alma vazia, por fora, um corpo barulhento."

Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.

Rau era pequeno, mas tinha uma energia tão grande que parecia caber um sol dentro dele.
No Berçário 2, todo mundo conhecia seu jeito sapeca: quando ficava animado demais, ele dava umas “mordidinhas de brincadeira” — e saía correndo todo risonho, com os cachinhos pulando atrás dele.


As professoras diziam:
— Lá vai o Vampirinho do Coração Doce!


Mas no fundo, Rau não queria morder…
Ele só queria mostrar carinho de um jeito todo dele.
E com o tempo, aprendeu que abraços apertados e sorrisos sinceros mordem muito mais — só que por dentro.

Nossos planos para a vida e os planos da vida para nós contêm um ao outro dentro de si. Mesmo que não seja o que esperamos.

A dor é um idioma secreto, falado apenas dentro de nós. Não há tradução perfeita, não há ponte que permita ao outro atravessar e sentir exatamente o que sentimos. Ela é chama e sombra, é ferida e revelação. Surge como um sussurro no corpo, mas logo se torna grito na alma.
A ciência nos diz que a dor é um sinal, um circuito elétrico que percorre nervos e chega ao cérebro. Mas o que ela não explica é o silêncio que se instala depois, o vazio que se abre quando o sofrimento nos obriga a olhar para dentro. A dor não é apenas descarga neural: é memória, é emoção, é história.
E a filosofia nos lembra que a dor é inevitável, que ela nos acompanha como sombra fiel. Schopenhauer a via como essência da vida, Nietzsche como força que nos molda, Frankl como oportunidade de sentido. A dor é o peso que nos curva, mas também a pedra que afia nossa resistência.
No íntimo, a dor é paradoxal: ela nos isola, porque ninguém pode senti-la por nós, mas também nos aproxima, porque todos, em algum momento, conhecem sua presença. É universal e singular ao mesmo tempo.
E talvez seja justamente aí que reside sua intensidade: na impossibilidade de ser medida, comparada ou negada. A dor é verdade absoluta, uma chama que arde em cada ser humano de forma única. E, ao atravessá-la, descobrimos que não somos apenas frágeis — somos também capazes de transformar sofrimento em força, ausência em busca, ferida em poesia.


Tatianne Ernesto S. Passaes

A imagem foi registrada dentro de um ônibus da linha 600, que segue em direção à zona leste. Em meio ao deslocamento cotidiano, entre o ruído do trajeto e a pressa das pessoas, um pequeno inseto parado na parede chamou a atenção. À primeira vista, algo irrelevante. Mas, ao observar com mais cuidado, surgiu uma inquietação que ultrapassa o instante:
o que é a vida?

A vida é um conjunto de fatores que influenciam o dia a dia. Depende de cada um perceber se esse agrupamento de situações é positivo ou negativo. Mas, para além disso, há vários tipos de vida.

O animal em questão pode ser irrisório para nós; entretanto, existe toda uma cadeia que determina se ele está no topo ou não do seu “círculo social”. Há quem ache que o Homo sapiens sapiens é a única espécie que controla tudo e todos.

Na minha humilde opinião, nós somos como um vírus. E o papel de um vírus é se apropriar da vida onde reside, e é isso que fazemos com a fauna e a flora. Como dito em The Matrix, pelo Agent Smith, os seres humanos são uma doença, um câncer deste planeta, um vírus.

Para concluir, podemos ou não estar no topo da cadeia alimentar. Tudo depende do ponto de vista, ou da capacidade de destruir em massa o ambiente em que vivemos.

Às vezes, a analogia de um texto diz muita coisa, mas poucas pessoas conseguem compreender. É como a música “O Homem na Estrada”, dos Racionais MC’s, uma verdadeira aula de filosofia. Podemos chamar isso de Filosofia Pop.

Muitos acreditam que se trata apenas de uma música de criminoso, seja por cognição limitada ou por não conseguirem compreender o que está evidente na letra. Isso pode, sim, estar no mesmo patamar de grandes filósofos antigos e modernos. Basta observar as construções e reflexões presentes nas letras rimadas do autor.

Estava eu ouvindo Belchior, na música Apenas um Rapaz Latino-Americano, e percebi que se trata de uma reflexão do dia a dia de qualquer cidadão. Mas também lembrei de Raul Seixas, em Ouro de Tolo, onde vi um pouco da minha própria realidade. Fome não passei, apenas no Exército Brasileiro, quando fui soldado, nos 40 dias de adaptação.

O que isso tem a ver com essas músicas? É a reflexão da Filosofia Pop, em que os cantores fazem uma análise de suas próprias vidas para mostrar que suas dores são individuais e que, mesmo ao cantá-las, nem todos irão compreender.

E faço dos meus escritos formas de expressar as dores que sinto. História triste todo mundo tem, e cada um escolhe guardar ou revelar aquilo que dói.

Na poesia psicodélica, resolvi expor por meio da junção de vogais e consoantes, construindo palavras que, muitas vezes, nem chegam a formar uma oração completa.




Se em determinado instante
De um mero dia qualquer
Dentro da velocidade discreta
Da minha breve vida inquieta
Eu aprender,
Tornar-me-ei poeta.

Dentro de cada um de nós existe uma força extrema para ferir; a complexidade humana está em saber que essa mesma força também pode curar.

"Todo mundo tem um pouco de gaiola e pássaro dentro de si..."


- Aléxia Palhano

Observo que,
nas guerras pelo mundo afora,
existe dentro e no entorno delas
um mundo de mentiras
guerreando
contra as verdades.


Dentro e em volta de cada batalha
existe outra guerra,
mais silenciosa,
mais suja.


Um mundo de mentiras
marchando em fileiras
contra as verdades
que tentam sobreviver
entre os escombros.


Há sempre uma guerra escondida,
quase invisível,
onde mentiras vestem armaduras
e avançam ruidosas,


enquanto as verdades,
feridas e quase nuas,
tentam permanecer de pé
no meio da poeira da história.
✍©️@MiriamDaCosta

Os corpos do covid-19 foram descartados plantados direto no chão, dentro de apenas um caixão, alguns também enrolados em plásticos.

Nestes terrenos, em menos de 3 anos, o chão vai afundar bem em cima dos caixões parecendo que a terra sentou, porém, foi o momento dos caixões apodrecidos desabarem.

Com as chuvas, as águas passarão pelos corpos gerando (chorumes), onde o lençol freático se encarregará inocentemente de espalhar toxinas por debaixo da terra, a todo tempo, além de resíduos hospitalares, levando facilmente contaminações até as vegetações, aos rios e a todas populações de animais e humanos, antes disto, minhocas e outras espécies que vivem sob a terra, se alimentarão destes corpos e gerarão húmus sem projeções científicas, somando em espalhar fortemente ainda mais.

Se a irresponsabilidade sem conhecimentos, ciências e boas vontades, soubessem de algo sobre estas ações ou tivessem sensibilidades, já não descartariam os corpos desta maneira, ficando a cargo das universidades através de seus cursos do campo das saúdes.

O ser humano é fantástico quando se interessa por algo e já pode até voar e inventa coisas incríveis, mas os corpos do covid foram plantados direto no chão da Natureza.

O covid recebeu trilhões de reais de doações e no que foi gasto salvou alguns, outros não, entre eles os sobreviventes, onde foi gasto zero “0” reais e umas escavadeiras para fazer buracos e descartar os corpos.

Os corpos vítimas de covid, deveriam ser enterrados através do sistema de compostagem, em um grande tanque de concreto com terra, cascas de frutas e legumes, junto de minhocas (sem retornarem para a Natureza), até passar por exames, onde tudo pode se tornar adubo, porém, ainda sem saber se poderá ser utilizado, mas a princípio, sem mais riscos de espalhar contaminações.

Para fazer um grande tanque de concreto, basta apenas uma empreiteira e ainda com o dinheirinho que se tem sobrando, estes tanques gigantes ficariam prontos em 3 dias, (os mesmos das barragen$, mas nem tão grandes).

Construir prédios de concreto para pessoas vivas, para eles é rápido, por mais que sejam muito mais complexos do que prédios para pessoas mortas, pois não teriam vontades de inserir repartições entre os corpos, por mais que necessárias também, pois cada caso é um caso, que pouco ainda se sabe.

De acordo com os ensinamentos da Natureza, é preciso apenas de manejos.

Esta maneira prática feita, para parecer estar livre, dará muito trabalho gerando limitações em geral, podendo trazer ainda mais doenças.

Uma teoria prática fora da caixa, sobre corpos vítimas de corona vírus, que talvez a escola matrix desse nota zero 0, mas não as ciências, tanto medicinais e permaculturais, por mais que seja a primeira vez a ver vibrar este assunto que oferece tal forma. Escola por favor, me prove que estou mentindo depois de tantas vezes que precisei te provar que sabia "verdades" que de nada adiantaram, pois nunca as utilizamos.

Precisamos replantar estes corpos o quanto antes, independentemente de custos financeiros, que sempre serão baixos perante as saúdes, para podermos iniciar corretamente os devidos trâmites para sanar a “crise sanitária”.

Salve.

Não deixa esse sentimento morrer dentro de você, um sábado perfeito para nós curtimos juntos, deixa essa timidez e essa insegurança de lado e vamos curtir?👫📌⁠

Amor é o nome que se dá a um conjunto de sentimentos bonitos que nasce dentro da gente e se reverbera dentro do outro. Que mesmo descrito nos melhores dicionários, nenhuma palavra o define exatamente, pois o amor é de tamanha grandeza que não cabe num papel.

⁠não importa o inverno, quando há um verão invencível dentro de si.

Ainda é de manhã


Ainda é de manhã,
um céu azul por dentro,
mesmo com o dia nublado,
o tempo respira devagar pela janela aberta, e o sol, tímido,
ensaia tocar meu rosto
como se soubesse que penso
em você antes do mundo acordar.


O café esfria enquanto
teu nome aquece o silêncio,
há promessas escondidas
no canto da luz,
e mesmo com o passado
pesando nos ombros,
meu peito insiste em florescer quando imagina teu sorriso.


Ainda é de manhã,
e isso basta para acreditar:


O dia pode errar,
tropeçar,se perder —
mas enquanto houver esse começo claro, meu amor por você sempre saberá recomeçar.

Um silêncio



Carrego um silêncio que pesa mais que o barulho do mundo.
Dentro dele, as palavras se empurram, se confundem, se escondem.
É um caos quieto, um incêndio sem fumaça,
onde pensar demais vira cansaço
e sentir demais vira solidão.


Às vezes escrevo não para ser entendido,
mas para não explodir por dentro.
Guardo frases que nunca disse,
confissões que nunca tiveram coragem de sair.
Não é medo de falar —
é o receio de ser lido pela metade.


Talvez um dia alguém leia além das letras, escute o que não foi dito,
entenda o silêncio como idioma.
E fique.
Não para me consertar,
mas para permanecer enquanto eu aprendo a existir em voz alta.

Há um lugar



Carrego uma terra inteira dentro do peito, não feita de mapas,
mas de lembranças que
insistem em voltar.
Há um lugar onde tudo soa mais vivo, onde o vento sabe meu nome
e o silêncio não pesa.


Aqui, as coisas existem,
mas não me reconhecem.
O céu é o mesmo, dizem,
mas não brilha igual ao
que mora em mim.
Sinto falta até do que nunca toquei,
porque a ausência também aprende a criar raízes.


Que eu não me perca antes de voltar,
nem desaprenda o caminho daquilo que me forma.
Que eu ainda veja,
nem que seja por dentro,
o lugar onde meu coração repousa.
Porque há saudades que não pedem distância —
pedem reencontro.

És o tesouro que ninguém sabia buscar, Um “Easter egg” guardado dentro do coração.
Cada batida tua me faz levitar,
Descobrindo em ti minha mais doce razão.