Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Quem se isola parece ter um medo crônico de ser rejeitado. Evitando traumas, buscando proteção, mas o resultado é o mesmo, o vazio é comum. Na escuridão, a rejeição, implacável, não faz distinção, deixa corações solitários, na mesma condição. O isolado, o rejeitado, ambos caminham sós.
A pessoa escolhe não se expor, a fim de evitar ser traumatizada por rejeições. Pare e pense, o resultado não é o mesmo? Quem é rejeitado por todos fica sozinho e isolado, a pessoa que voluntariamente se isola? O mesmo, não há distinção de resultados em relação àquele que foi rejeitado, estão na mesma situação. O seu maior medo está te deixando tão paralisado que você está se tornando exatamente aquilo que tem medo de se tornar. O receio maior paralisa, tornando real o que se teme, mas e se ousar sair do casulo incerto? A coragem pode te levar além do que supõe.
Você não tem nada a perder, e ninguém deve nada a você. Apenas um bom dia na rua, a alguém oferecer; cara a tapa, a gentileza que pode te surpreender.
Num mundo apressado, o essencial transformou-se em virtude. A gentileza, outrora apenas o básico, se tornou raro legado. Ser educado, qual teatro, fingimento aparente, para alguns, uma fachada, escada de vantagem social emergente.
Não culpe o mundo pelas suas deficiências, a gentileza ecoa em outras existências. Algum estranho, em algum lugar do mundo, ainda se lembra de você, porque você foi gentil.
Sempre em declínio, sempre em queda, assim me sinto nesta vida errante, um ser em decadência, sem saída, com um peso sobre os ombros constante. Não há alívio para o peso da existência, somente o peso da própria consciência, que nos leva a pensar e a refletir, sobre o destino incerto que está por vir.
Não querer ter nascido é um fardo pesado, mas já que estou aqui, não quero ficar parado.
Não vou lamentar minha existência, pois há tanto para viver, com toda a essência.
A vida me pregou uma peça, mas não vou me deixar abater. Vou buscar a minha própria prece, e encontrar motivos para viver. Às vezes, sinto-me sem poder, como se fosse um mero acidente ao nascer.
Não queria ter nascido, em um mundo tão cruel, onde tudo é tão difícil, e a vida é um carrossel.
A vida às vezes parece uma maldição, mas não quero me entregar a essa tristeza, nem deixar que o sofrimento me defina. Não importa o que a vida me trouxe, nem as feridas que me fez sofrer, conheço o meu coração eu vou encontrar a minha voz.
A dor pode ter me moldado, mas eu decido como vou agir, não vou deixar o passado me prender. Continuo a lutar, a buscar alguma forma de me libertar, do peso da vida e da dor da existência, encontrando a luz em meio à escuridão da decadência.
Não pedi para nascer, mas agora eu escolho viver. Farei da alegria minha vingança, eu quero me vingar da vida sendo feliz. Não me curvarei diante do sofrimento, pois quero mais do que apenas sobreviver, eu quero rir, amar e ser feliz, e a vida não me impedirá de viver. E fazer da minha existência um eterno renascer. Pode até ser uma luta diária pela sobrevivência, mas não vou me entregar à desesperança, vou me vingar da vida com minha existência.
Vou me vingar da vida, sim. Com cada riso e cada sim. Com cada abraço e cada amor. Com cada sonho que eu conquistar.
A vida pode ter me dado um início difícil, mas eu escolho como será meu final. Vou encontrar a felicidade, com um sorriso mesmo na dor, e mostrar para a vida quem é que está no controle afinal.
Vou me vingar da vida sim, com a alegria do meu amor.
A vida deve ser vivida a partir de um sábio equilíbrio entre a razão e o coração. Excesso de emotividade nos deixa suscetíveis aos dissabores e desavenças, enquanto o excesso de racionalismo nos deixa frios e insensíveis. A verdadeira inteligência emocional consiste no justo equilíbrio desses dois componentes em nossas vidas!
Certas situações nos remetem a um passado longínquo, do qual não fizemos parte, mas que aparenta ser peculiarmente familiar.
A verdade pode ser percebida como um acalento ou um forte impacto, sendo incontestavelmente a melhor alternativa a ser proferida.
Quando a vida conjugal é um teatro, o espetáculo pode ser encerrado subitamente. E ter um fim lamentável.
Orgulho,
Parando pra pensar bem,
Pode ser comparado à um canser,
Pois existe canser maligno e benigno.
Sentir orgulho de outra pessoa,
Isso é benigno,
Mais o orgulhoso,
Nem imagina que desenvolveu um canser para sua própria alma.
Podemos ser muitas coisas,
Um bom exemplo disso sou eu mesmo.
Já fui esperança,pra quem precisou.
Alegria, pra quem me conheceu.
Frustração, pra quem decepcionei.
Fui prazer, pra quem me teve.
Saudad, pra quem não me vê mais e ainda queria estar perto.
Alívio, pra quem não quis me ver mais e está longe.
Amigo, pra quem buscou um.
Amor, pra quem quis e para quem não quis,
Porque eu escolho amar a todos
Amante, pra quem buscou apenas momentos.
Honesto, na grande parte da minha vida.
Desonesto, quando não pensei nas consequências.
Herói e vilão, Pra ver os dois lados da moeda.
Mais sempre fui EU, e espero que isso venha ser bom no fim da minha vida
Porque jamais quis ser alguém que não sou pra agradar quem quer que seja.
Seu Tac tic
Como um relógio que permite ser servidor do tempo, mas não tem dominio de suas vontades, o tempo passou, e deixou para sempre, em cada tic tac um tac tic seu em mim, que não passa nunca.
A pior coisa do mundo
A pior coisa do mundo
É amar sem ser amado
A pior coisa do mundo
É ser um homem apaixonado.
O peito dói e alma pia
E a mulher que ele ama
Não está nem aí
Prasua agonia.
O galo 🐓 canta
E o dia amanhece
O tempo passa e cara envelhece
E a mulher que ele ama
Não volta pra ele
Nem com suas preces.
"Não pense que ter um amigo é ter a certeza de um abrigo, pode ser que tenhas ao lado, um verdadeiro perigo!!!"
Sou um ser pensante, sou um ser errante, sou tão hesitante quanto meu semblante, sou quem vês e pensa sou a paciência, sou benevolência, sou a existência.
POEMA PARA UM IRMÃO QUE NUNCA TIVE
Nasci só para ser só!
Tão só
Que quando nasci
E a luz vi
Disse a minha mãe:
Vê se me trazes um irmão,
Para podermos jogar ao pião...
E os partos dolorosos
Sulfurosos
De minha mãe, continuaram...
Nove anos, após o primeiro passaram
Depois do pedido feito
A minha mãe,
Agora no Além
Mas sem efeito
A súplica minha,
Talvez mesquinha.
E então, cá fiquei até agora
Sem aurora
Neste inverno da vida
Que nunca foi vida, não,
Sem ti, meu imaginado irmão!
Que triste é morrer
Sem ter
A costela de um irmão
Encostada à minha que vive
À espera desse irmão
Que nunca tive.
(Carlos De Castro, in Poesia de Mim Só, em 26-07-2022)
MULHER SEM SER
Chorava.
Era mulher
Sofrida
Sem cor
Ou amor
Pela vida.
Ofereci-lhe um flor.
Do monte,
Rebelde como a liberdade
Da sua idade
Proibida,
Insentida,
Naquele corpo franzino,
Sem fulgor,
Nem horizonte,
Que mora mesmo defronte
À fronteira da dor
Por demais consentida.
Ela, aceitou a minha flor.
Por ser do monte
E do monte só
Porque tinha a frescura
Que tem a água da fonte
E lhe matava a sede dura.
E para me não meter mais dó,
Ou compaixão no olhar,
Pediu-me que a deixasse só,
Para que não a visse chorar.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 10-03-2023)
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