Tenho um ser que Mora dentro de Mim
O Brasil é o Brasil. Temos que estar conscientes que devemos sair da miséria. Não podemos ser um país de pobres montados em riquezas fabulosas.
Amarga Solidão
Fiz tudo que estava ao meu alcance
Sabendo que pudera ser em vão
Afim de viver um romance
Fiz oque pediu meu coração
Embora não fosse importante
Levar a sério tanta paixão
Tentei desse amor abundante
Me livrar da amarga solidão
Um leitor perspicaz, como eu suponho que há de ser o leitor deste livro, dispensa que eu lhe conte os muitos planos que ele teceu, diversos e contraditórios, como é de razão em análogas situações.
Uma nova proposta que leva a pessoa a mudar pode ser vista como um atentado contra sua experiência, seu conhecimento, seu desempenho e, portanto, é uma ameaça à sua identidade. É por isso que sentir-se aceita, valorizada, ouvida com suas experiências, percepções, sucessos e insucessos, faz com que a ameaça seja diminuída, tornando a pessoa mais aberta à nova experiência. (Laurinda Ramalho de Almeida, profª da PUC-SP e das Faculdades Oswaldo Cruz)
Um quase amor é aquilo que você acredita ser amor, tem mesma intencidade, sofre na mesma proporção, só que quando acaba, simplismente acabou
“Um sorriso pela manhã, pode ser a solução daqueles dias onde você tem o pressentimento que ele não vai ser bom.”
Entre minha costela esquerda e o baço,
ele instalou seu ateliê:
um ser que não é meu,
e que, no entanto, me conhece mais do que eu.
Não trouxe flores —
apenas o silêncio que já habitava minha boca
antes mesmo que eu aprendesse a mentir.
Veio como vêm as coisas irremediáveis:
sem alarde,
sem pedir licença,
sem se importar se eu estava pronto.
Chegou sem fazer barulho,
apenas se aninhou,
como se sempre tivesse estado ali.
Como se o corpo fosse seu
antes de ser meu.
Limitou-se a ocupar o espaço
que eu, ingênuo, julgava vazio.
Não paga aluguel,
mas exige tudo: os sonhos que engoli antes de sonhar,
as margens dos meus livros
sujas de hesitações,
a primeira palavra
que travei na garganta.
Não fala.
Não precisa.
É o hiato entre um pensamento e outro,
o instante suspenso antes do tombo,
a sombra que se alonga no meu cansaço.
Ele não dorme.
Fica acordado à noite,
costurando meus pesadelos.
E quando meu corpo — traidor — se entrega ao sono,
ele deita-se ao meu lado
e sonha os meus sonhos
melhor do que eu.
Às vezes, penso que sou ele.
Ou que ele me esculpiu
enquanto eu fingia estar vivo.
Move-se sob a pele,
apaga-me aos poucos no reflexo do espelho, mistura seu medo com meu suor.
Seus argumentos crescem em meus interstícios,
como ervas daninhas entre rachaduras.
Já tentei revoltas.
Ergui fortalezas de papel.
Quis incendiar a casa toda.
Tentei ser dono de mim.
Mas como arrancar da carne
aquilo que já se tornou carne?
Há dias em que temo
que esse vazio
seja a única herança que deixarei.
A certeza de que, um dia,
vou olhar para dentro
e não reconhecer
nem o vazio.
Talvez um dia eu acorde,
e ele terá ido embora.
Ou talvez eu acorde,
e já não reste
ninguém.
O Peso da Pele
Carrego na pele o peso de um tempo,
Onde ser negro é fardo, dor e lamento.
Na sombra do racismo, sigo o meu trilho,
Enquanto os olhos julgam o meu brilho.
Viver em um mundo que me nega o direito,
Como se a cor fosse crime ou defeito,
Eles não entendem, ou fingem não ver,
Que o meu sangue é igual, que eu também sei viver.
Eu não quero migalhas, nem falsa igualdade,
Quero o que é meu, de fato, em verdade.
Direitos de andar, de sonhar, de existir,
Sem que a cor me impeça de simplesmente sorrir.
Ser negro é lutar todo dia, em cada olhar,
Em cada esquina, onde tentam me calar.
Mas minha voz ecoa, firme e altiva,
Porque sou história, sou força, sou vida.
E um dia, quem sabe, hão de entender,
Que o direito é de todos, basta querer.
Não sou menos, não sou mais, sou parte inteira,
Sou filho da Terra, a luta é verdadeira.
A justiça aplicada sem prudência se torna um mero formalismo, enquanto a decisão virtuosa deve ser um reflexo da moral compartilhada pela pólis.
A nossa história parece trágica.
Adoraria não ser atropelada por um caminhão quando você passa
"Estar embaixo é melhor", eu acho
Eu espero ele sair, o semáforo se abrir
O quê são minutos parecem horas,
a única coisa que resta é o meu batimento acelerado e meu rosto corado
Parece uma tortura estar aqui, mas quem está, sabe que não quer sair
Não posso rir, nem chorar
Muito menos gritar
A única coisa que resta é esperar
Fechar os olhos, enquanto imploro: "venha aqui embaixo me encontrar".
Marginal
Às margens profundas do meu ser, vagueio como um rio agitado sem leito. As palavras, como pesadas pedras, afundam no abissal silêncio impenetrável.
As pobres almas que toquei, como folhas secas outonais, desprendem-se e voam para longe. Desaparecem na bruma do cruel tempo.
Ó rio, sem rumo, sem destino, és espelho da minha própria existência.
Rio sou. E fluí.
Leva-me para além.
Que eu seja a folha seca que flutua em tuas correntezas, que se despede, e que o tempo, implacável, me leve para a outra margem.
Ser um campeão não é vencer todas as batalhas, mas é aprender que, na vida, nem sempre se ganha. A maior derrota é parar de tentar, em ir buscar seus sonhos e objetivos. O verdadeiro campeão nunca desanima em meio a uma derrota; apenas puxa fôlego para tentar novamente. Você só se torna um derrotado quando para de tentar.
Um campeão vencedor e feito de derrotas e tentativas!!!!!!!
Ser um vencedor não é vencer todas as batalhas, mas e aprender que, na vida, nem sempre se ganha e que você só se torna um derrotado quando abandona seus sonhos e objetivos. O verdadeiro vencedor é feito de derrotas e tentativas.
"Artefato"
De fato um artefato
não é capacitado de ser encontrado.
Ah.. um artefato
amado por um lado
negado sem ao menos ser encostado
incapaz de ser chamado de artefato.
Divulgado por medo e no segredo do momento
do furto, não fodo pois me seguro.
Não julgo
nem culpo.
Só procuro o artefato
não nulo
nem puro.
Somente percebo o erro
de chamá-lo
Artefato.
"Aquele sagaz"
te incentivo e intenciono
a ser do seu estilo
um perigo
para momentos tão intensos
pouco propensos
charmosos até pomposos
notórios
deveras sólidos
as vezes notórios
só o desgosto
de um sentimento fosco
com um coração de ouro
envolvido com o desgosto
no pranto de ser manhoso
a medo de ser grosso e ter mal gosto
porém sei que sente
a mente desprende da corrente
que o prendia a ser ciente
agora tende a ser envolvente
em linha entre acordar
e relaxar
só os segundos
a passar
a voar
pensar e lembrar
deixar para trás
és capaz?
sagaz com um cartaz
na promoção sagaz
atrás
do que nunca serás
a esconder
o que nunca irás tentar
nem pelo medo de errar
nem pelo fato de chegar
algo entre perder e recorrer
vencer sem se vender
não envolver
pois nunca vai o ter
muito menos entender
Ler te ajuda a ser compreendido;
Te torna um ser mais decidido;
E muda fácil seu destino;
Liberta a consciência.
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