Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Na morte, desejo me desprender de mim — partir, enfim, para reencontrar minha mãe

Independentemente do que pensem ou falem de mim, continuo sendo a prova de quem sou.
Aldemi E.de Matos

[19/3 14:38] Alinny de Mello: Ela ligava pra mim, chorando
[19/3 14:39] Alinny de Mello: Ela queria ser a esposa dele.


Se não tem aliança, nem um pedido de compromisso, não é casamento.

Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.

Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.

Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.

É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.

Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.

Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.

Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.

No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.

Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.


ALINNY DE MELLO



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Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.

SOBRE MIM... 22 DE JANEIRO DE 2026


Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, ouça até o final.


Eu não sou mais aquela garota de quase duas décadas atrás.


Aquela que ria por qualquer coisa. Aquela que encontrava beleza até no vento balançando as folhas das árvores. A menina que era chamada de garota risoneira porque carregava no rosto uma alegria que parecia inesgotável. Diziam que eu demoraria a envelhecer porque sorria demais. Talvez estivessem certos. O sorriso preserva muito mais do que a pele. Ele preserva a esperança.


Mas a vida ensina.


Eu não sou mais aquela garota ingênua que acreditava que amizades durariam para sempre. Não sou mais aquela menina que pensava que ninguém seria capaz de tomar aquilo que era seu. Não sou mais aquela jovem que acreditava em promessas apenas porque foram ditas com convicção.


A vida me mostrou que palavras são fáceis. Difícil é encontrar quem tenha coragem de sustentá-las.


Eu me abria com todos. Compartilhava sonhos, planos, alegrias, pensamentos. Entregava partes bonitas da minha alma acreditando que seriam acolhidas. Mas muitas vezes aquilo que saía do meu coração voltava como arma apontada para mim.


Foi assim que aprendi uma das lições mais dolorosas da maturidade: nem todo mundo merece acesso ao que existe dentro de nós.


Também não sou mais aquela garota que acreditava que amar uma única vez era suficiente para morrer de saudade para sempre. Hoje entendo que o amor verdadeiro não é uma explosão passageira. É construção. É presença. É permanência. O maior amor da nossa vida é aquele que caminha conosco através dos anos, mesmo quando tudo muda.


Hoje eu observo mais do que falo.


Aprendi a escutar os silêncios, a perceber expressões, a entender olhares. Descobri que muitas verdades não são ditas pela boca, mas reveladas pelos gestos.


E foi no silêncio que encontrei algo precioso: a paz.


Durante muito tempo tive medo da solidão. Hoje compreendo que existe uma diferença enorme entre estar sozinha e sentir-se abandonada. A solidão escolhida pode ser um refúgio. Um lugar onde ninguém invade sua mente, ninguém controla seus passos e ninguém decide quem você deve ser.


Também aprendi a me afastar do que me fazia mal. Pessoas tóxicas, memórias dolorosas e feridas antigas perderam o poder de governar minha vida.


Os traumas da infância já não definem quem eu sou.


Hoje não acordo mais assustada. Não vivo mais presa aos gritos do passado. Eu sobrevivi.


E mais do que sobreviver, eu floresci.


Aprendi que não perdi nada no passado. Ganhei experiência. Ganhei discernimento. Ganhei maturidade.


Não vivo presa ao ontem porque ele não pode voltar. Não vivo ansiosa pelo amanhã porque ele não chegou.


Eu vivo o agora.


Um dia de cada vez.


Com gratidão, com consciência e com a certeza de que Deus continua sustentando meus passos, mesmo quando eu não consigo enxergar o caminho inteiro.


A menina ingênua ficou para trás. Em seu lugar nasceu uma mulher mais forte, mais sábia, mais silenciosa e muito mais consciente do seu valor.


E você, será que ainda está tentando ser quem era no passado, ou já teve coragem de se tornar quem nasceu para ser?

Eu vou voltar a cuidar de mim.

Eu posso aprender a confiar novamente, começando por mim mesma.

Hoje eu escolho olhar para mim com carinho.
Hoje eu escolho acreditar em mim.
Hoje eu escolho continuar.
E, aconteça o que acontecer, eu nunca mais vou me abandonar.

SEXTA FEIRA - 14 DE AGOSTO DE 2026


"O que em mim está terminando, o que está nascendo e quem eu estou me tornando depois de tudo o que sobrevivi?"

Existe uma diferença gigantesca entre dizer:
“Para mim, frequentar a igreja é fundamental para minha relação com Deus.”
e dizer:
“Quem não frequenta igreja não tem Deus.”

De repente sumi de tudo... Até de mim mesma!!

reclamação

eu não reclamo
por não gostar de mim.

isso eu já aprendi a carregar,
já fiz as pazes com a falta.

eu reclamo
é por gostar tanto de você assim.

por esse excesso que me transborda,
que me deixa sem sobra pra mim.

se eu me gostasse um pouco mais,
ou te gostasse um pouco menos,
talvez doesse menos.

Mas eu fico aqui:
inteiro pra você, e
metade pra mim.
(Saul Beleza)

Eu não digo "o amor chegou".
Eu digo:
o MEU amor chegou.
Estou aqui,
olha pra mim,
meu amor.
Não é qualquer amor,
é o meu,
feito do seu jeito,
com seu nome,
com seu cheiro.
Chegou e ficou aqui,
na porta do seu coração,
esperando você abrir.

(*Saul Beleza*)

Hoje tomei posse de mim.
Sem festa, sem juiz, sem plateia.
Só eu e a cadeira
que já me viu pequeno.
Resolvi me escolher.
Não por orgulho,
por cansaço de me encolher.
Eu semeava nos outros
e me deixava em pousio.
Queria colheita
com o terreno vazio.
Hoje não.
Hoje eu fico comigo.
Me rego.
Me espero.
Me tenho.
E se for pra ser talvez,
que seja talvez meu,
inteiro,
eterno.

(Saul Beleza)

Não procure em mim
o que você não quer encontrar aqui.
Se quem você procura
tá por aí, nos mesmo lugar de sempre,
não me faça de ponte
pros teus pensamento longinco.
Aqui num tem aventura,
aqui é só ternura.
E essa ternura, eu sei,
é justo o que não te agrada, sou esse sentimento que você busca longe.
(Saul Beleza)

Amor da minha vida
Uma frase tão resumida
Mas para mim tão significativa
Quando deito em teus braços
De olhos fechados
Sinto o toque do teu olhar abrindo os meus
Fico quietinha, contida
Esperando você dizer
Amor da minha vida.

Inserida por Waldetes

Amor verdadeiro II
Ao me procurar
Encontrei você
Pedaço de mim
Que me fez crescer

Ganhei auto estima
Sou prestigiada
E minhas qualidades
Foram afloradas

Zela meu sono
Me acorda sorrindo
Chora comigo
Me enche de mimo

Se estou triste
Me ouve calada
Acende minha chama
E me sinto velada

Toca meu corpo
Envolve minha alma
Se dou um tropeço
Me vira do avesso
E tras minha calma

Meu amor fraternal
Incondicional
Amor companheiro
AMOR VERDADEIRO

Inserida por Waldetes

Não importa oque digam de mim o importante é oque sou.

Inserida por marcellinha81

Pensar para falar assim nao faz parte de mim. sai como sair ouve quem quiser ouvir ,lê quem quiser saber mais sobre mim ah vida levo assim olhar para mim.

Inserida por SOLEQUEDIEGO