SOBRE MIM... 22 DE JANEIRO DE 2026 Olá,... Alinny de Mello

SOBRE MIM... 22 DE JANEIRO DE 2026


Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, ouça até o final.


Eu não sou mais aquela garota de quase duas décadas atrás.


Aquela que ria por qualquer coisa. Aquela que encontrava beleza até no vento balançando as folhas das árvores. A menina que era chamada de garota risoneira porque carregava no rosto uma alegria que parecia inesgotável. Diziam que eu demoraria a envelhecer porque sorria demais. Talvez estivessem certos. O sorriso preserva muito mais do que a pele. Ele preserva a esperança.


Mas a vida ensina.


Eu não sou mais aquela garota ingênua que acreditava que amizades durariam para sempre. Não sou mais aquela menina que pensava que ninguém seria capaz de tomar aquilo que era seu. Não sou mais aquela jovem que acreditava em promessas apenas porque foram ditas com convicção.


A vida me mostrou que palavras são fáceis. Difícil é encontrar quem tenha coragem de sustentá-las.


Eu me abria com todos. Compartilhava sonhos, planos, alegrias, pensamentos. Entregava partes bonitas da minha alma acreditando que seriam acolhidas. Mas muitas vezes aquilo que saía do meu coração voltava como arma apontada para mim.


Foi assim que aprendi uma das lições mais dolorosas da maturidade: nem todo mundo merece acesso ao que existe dentro de nós.


Também não sou mais aquela garota que acreditava que amar uma única vez era suficiente para morrer de saudade para sempre. Hoje entendo que o amor verdadeiro não é uma explosão passageira. É construção. É presença. É permanência. O maior amor da nossa vida é aquele que caminha conosco através dos anos, mesmo quando tudo muda.


Hoje eu observo mais do que falo.


Aprendi a escutar os silêncios, a perceber expressões, a entender olhares. Descobri que muitas verdades não são ditas pela boca, mas reveladas pelos gestos.


E foi no silêncio que encontrei algo precioso: a paz.


Durante muito tempo tive medo da solidão. Hoje compreendo que existe uma diferença enorme entre estar sozinha e sentir-se abandonada. A solidão escolhida pode ser um refúgio. Um lugar onde ninguém invade sua mente, ninguém controla seus passos e ninguém decide quem você deve ser.


Também aprendi a me afastar do que me fazia mal. Pessoas tóxicas, memórias dolorosas e feridas antigas perderam o poder de governar minha vida.


Os traumas da infância já não definem quem eu sou.


Hoje não acordo mais assustada. Não vivo mais presa aos gritos do passado. Eu sobrevivi.


E mais do que sobreviver, eu floresci.


Aprendi que não perdi nada no passado. Ganhei experiência. Ganhei discernimento. Ganhei maturidade.


Não vivo presa ao ontem porque ele não pode voltar. Não vivo ansiosa pelo amanhã porque ele não chegou.


Eu vivo o agora.


Um dia de cada vez.


Com gratidão, com consciência e com a certeza de que Deus continua sustentando meus passos, mesmo quando eu não consigo enxergar o caminho inteiro.


A menina ingênua ficou para trás. Em seu lugar nasceu uma mulher mais forte, mais sábia, mais silenciosa e muito mais consciente do seu valor.


E você, será que ainda está tentando ser quem era no passado, ou já teve coragem de se tornar quem nasceu para ser?