Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Idiota


Eu acho que sou idiota
Eu sou idiota
Tao idiota que tenho medo de chegar em voce!
Desculpe por te querer e deseja perto de mim.
Sou assim tao idiota que tenho medo de ouvir seu nao.
Idiota o bastante para nao te fazer sorrir.
Sonho com voce
Sonho com vc acordado
Sonho com voce toda hora
Penso toda hora no seu sorriso.
Penso no seus olhos
Tento desvendar o que passa por dentro de voce.
Meu coraçao te quer comigo.
Nao vejo a hora para estar do seu lado.
Para sentir sua pele.
Para sentir seu cheiro.
Para ouvir sua voz.
Desculpe por ser tao idiota para nao contar tudo isso para voce.
Eu gostei de voce do jeito que é.
Gosteu de voce por ser tao especial.
Adorei voce por ter esse estilo.
Desculpe por nao te fazer sorrir.
As pessoas em nossa volta e nada quando vejo .
As pessoas a nossa volta sobe para as nuvens quando falo de voce.
As pessoas desaparecem para eu estar do seu lado.
Penso que nao faço voce sorrir
Eu sou um Idiota.
Idiota por nao saber falar com voce..
Falar que voce e o meu grande Amor ♥...

Eu não tenho a menor pretensão de saber exatamente tudo, mas tudo que sei, ainda é muito pouco e insuficiente ao meu próprio saber.

Tenho fé, sono, sede e fome, nessa mesma ordem.

Como ficamos impressionado com tantas postagens de indiretas. A estas pessoas tenho uma coisa a dizer. - Sejam mais diretos do que usar sinais ou dicas. Fale logo o que você sente para depois não ficar dizendo que a pessoa não presta ou por que deixou, ignorou ou trocou por outro (a). Aprenda que muito mais fácil jogar as cartas e assim poderá viver em paz! Pois com a tecnologia se acabou o diálogo e veio a moda das indiretas.

"Tua vaidade contextualizada, história oposta a minha, tenho estoque de lutas que valem por nós dois. Nossa união equilibra o cosmos..."

⁠Sentir medo é uma coisa natural... Eu só tenho medo de duas coisas:
A primeira; do castigo de Deus.
A segunda; de ter medo.

BALÕES NO CÉU

Dizem por aí que amigo deve-se guardar a sete chaves e realmente hoje tenho a certeza de que quem inventou essa frase não tinha dúvidas do que dizia.
Vou contar-lhes uma história, um pedaço da minha vida itinerante.
Janeiro de 1994, período de clima instável, ora chove, ora sol, ora nenhum dos dois. Até poderia chama-lo de bipolar.
Conheci uma menina de olhos grandes e negros, como uma jabuticaba. Uma morena de cabelos jogados nos ombros, levemente queimados pelo sol e bagunçados pelo vento.
Uma pessoa de alma lavada, espírito livre. Dizia-se dona do próprio nariz.
Me encantei pelo seu sorriso tímido e ao mesmo tempo avassalador.
Me intrometi e me apresentei como o Viajante.
Ela empolgada como se houvesse ganhado na loteria, disse que havia ganhado um amigo para a vida toda.
Não entendi aquela empolgação, mas fiquei feliz pelo desfecho daquela apresentação.
Triste, ao mesmo tempo, por saber que logo partiria à minha vida de nômade e deixaria aquele encanto para trás.
Ao decorrer do dia, andando pela cidade amontoada de gente e carros, coisa que um viajante como eu está acostumado a ver, a moça dos cabelos esvoaçante puxou-me pelo braço apressadamente me levando em direção a um lugar cheio de árvores, quase pouco visitado por pessoas, porque por animais era habitado.
Perguntei-lhe o porque estava me levando tão apressadamente para aquele local, ela ofegante me disse para ter paciência por que ela queria me mostrar algo diferente.
Curioso e com um sorriso no canto da boca, segui, sendo praticamente arrastado rua adentro.
Sentamos na grama ela tirou de sua bolsa algumas unidades de sacos de balões coloridos, tipo bexigas. Dei uma gargalhada sem graça e lhe perguntei o porque daquilo. Ela empolgada com a situação começou a enchê-los e na pausa de uma respiração me disse que ela iria me ensinar a colorir o céu.
Não querendo deixa-la chateada pela minha maneira de ver aquilo como algo tão bobo, a ajudei a encher os balões, amarrando- os a minha mochila para não voar.
Depois de todos cheios, ela pegou em minhas mãos, olhando firmes em meus olhos, me disse que para onde eu fosse, todos os dias ao entardecer, olhasse para o céu e lembrasse que momentos inesperados poderiam colorir meu céu.
Continuei sem entender aquele espírito livre. E fiquei imaginando o que ela queria me dizer com aquelas palavras.
Desamarramos os balões e soltamos um a um, junto ao vento gelado, gradativamente colorindo o céu.
Por fim, juntei as minhas coisas, dei-lhe um abraço apertado e fui embora, rumo às novas caminhadas que ainda meus pés não haviam alcançados.
Mesmo ao passar dos dias, me lembrava daquela pessoa diferente de alma lavada, tentando entender o porque daquele momento que ela tanto insistiu para alguém como eu, desconhecido, vivenciar.
Em um dia desses, quando finalmente tive a oportunidade de poder lavar minhas roupas sujas e desgastadas pelo uso, passando a mão nos bolsos da minha calça achei um papel com um nome e um número de telefone, e adivinhem... Era da moça dos olhos negros!
Apressadamente, corri ao comércio a beira da estrada e pedi uma ficha telefônica. Fui ao orelhão e liguei para aquele número incansavelmente até a ligação cair na caixa de mensagens. Chateado, voltei a lavar minhas roupas imaginando que ela havia me passado o número errado.
Coisa de 40 minutos, o dono do recinto apareceu ao meu lado com respiração afoita dizendo-me que havia alguém na linha retornando a minha ligação.
Fui correndo atender, achando ouvir a doce voz da menina de espírito livre e para o meu espanto era um homem. Achei estranho e achei que era engano, mas o mesmo se apresentou como pai da moça.
Perguntei dela e ele me contou, que a menina sofria de uma doença grave, não tinha amigos, nem animais. Deprimida, se rendeu a doença
e havia morrido no mesmo mês em que parti.
Naquele momento eu entendi, o porque da tal empolgação que a moça havia tido quando me apresentei.
Aprendi que para se ter um amigo não importava como, nem quando, muito menos onde. Mas sim os momentos registrados por ele.

Em autorretratos não tenho semelhanças.
E não é mera coincidência.
Ávida...
Sou única.

⁠Tenho aprendido que nem sempre as coisas são do jeito que a gente quer, mas tudo acontece para nossa evolução.

⁠vontade e motivos eu tenho.
Mas, não posso sair por aí
fechando portas.

⁠Eu orei tanto para ter a vida que eu tenho hoje, que eu faço sorrindo todos os deveres que isso me exige!

⁠Meu caro Marte,

Eu não sei como começar essa carta, pois eu tenho tantas coisas para te dizer, mas não sei se você vai querer me ouvir. Sei que eu não fui honesto com você.

Eu me arrependo de tudo o que eu fiz, de tudo o que eu disse, de tudo o que eu não fiz. Eu me arrependo de ter te abandonado, de ter te esquecido, de ter te perdido.

Mas eu também me sinto confuso. Eu me sinto dividido entre dois mundos, entre dois sentimentos. Eu não sei se eu amo você, ou se eu odeio você.

Talvez você esteja com raiva de mim, com nojo de mim, odiando por mim. Eu sei que você deve estar pensando em me esquecer, em me perdoar, em me matar.

Eu não sei o que você vai fazer. Eu não sei o que você vai decidir, o que você vai escolher, o que você vai sentir. Eu só sei que eu preciso de você, que eu sinto falta de você.

Por favor, me dê uma chance, me dê uma resposta, me dê uma esperança. Por favor, me diga o que você quer, o que você precisa, o que você sente. Por favor, me ame, me odeie, me mate.

Com amor e confusão,

Saturno

⁠Tenho uma confissão: noventa por cento do que
escrevo é invenção; só dez por cento que é mentira.

Manoel de Barros
Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.

Nota: Trecho do poema Autorretrato.

...Mais

⁠Eu tenho muito medo de ficar velho. Não idoso. Idoso eu sou.

Carlos Alberto de Nóbrega

Nota: Fala dita durante o podcast PodC, com Celso Portioli, em junho de 2023.

⁠


Tem horas que eu não
tenho paciência nem comigo
mesmo, equando isso me
acontece, eu mal me suporto.

Sempre estive a tua espera, e agora sei que tu existe
tenho a esperança que nossas vidas se entrelacem
⁠Quanto mais te vejo, mais quero a ti
será que um dia tu verás a mim?

Não posso destruir os mares dos meus medos, mas tenho acreditado que posso atravessa-los.

Silêncios saem da boca
mansos
estava desenhando
palavras
perdi o jeito de amanhecer...
tenho tantos pedaços
que sou quase infinita.

Tenho sido morto! E são tantas as formas que têm escolhido para me matar. Os olhos continuam abertos, o coração continua a bater. Incompetência de quem me mata? Não. Crueldade! Me matam em alma, em espírito, e deixam bem o corpo.

Hoje tenho uma conduta determinada pelas experiências de vida adquiridas durante o desenvolvimento da infância até a idade adulta.