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Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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O pensamento da morte engana-nos, pois faz-nos esquecer de viver.

O que ganhamos em autoridade, perdemos em liberdade.

Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.

Os empregos que por intrigas e facções se alcançam, por facções e intrigas se perdem.

Uma boa recordação talvez seja cá na Terra mais autêntica do que a felicidade.

Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado.

Se não estás disposto a matar aquele a quem pretendes odiar, não digas que o odeias; estás a prostituir tal palavra.

O luxo, como o fogo, devora tudo e perece de faminto.

Não emprestes, não disputes, não maldigas, e não terás de te arrepender.

Para não corar diante da sua vítima, o homem, que começou por feri-la, mata-a.

As nossas únicas verdades, homem, são as nossas dores.

Para os doentes, o mundo começa na cabeceira e acaba no pé da sua cama.

Os oradores dão-nos em comprimento aquilo que lhes falta em profundidade.

Face aos grandes perigos, só a grandeza nos pode salvar.

Ao bater com a cabeça contra as paredes, apenas conseguiu «galos».

É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.

A ignorância dócil é desculpável, a presumida e refratária é desprezível e intolerável.

O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.

A dor é sempre menos forte do que a lamentação.