Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Preparei um lugar lindo
para você aqui dentro de mim.
Foi uma Pena você ter optado
por ficar do lado de fora.
ALMA EM CHAMAS
Carrego dentro de mim um território secreto,
um labirinto que não nasceu do acaso,
mas foi esculpido nas guerras da existência.
Cada curva guarda cicatrizes,
cada sombra revela batalhas.
Quem tenta me decifrar sem profundidade
se perde no eco da própria confusão.
Mas eu não me perco!
Há uma chama que não se apaga,
um amor que pulsa como bússola invisível
e me aponta a direção mesmo na noite mais escura.
Não é fogo comum.
É erupção, é clarão,
é calor que não queima, mas transforma.
Corre em minhas veias como lava viva,
fazendo meu coração bater
num ritmo que o mundo não entende.
Enquanto tantos vagam frios,
perdidos no vazio da própria indiferença,
eu ardo.
Num tempo que rejeita ternura,
numa realidade que tenta me moldar,
eu resisto.
Podem ferir, humilhar, aprisionar,
mas jamais apagarão o incêndio que me move.
Essa chama é imortal.
É farol que rasga a tempestade,
força que me ergue,
alegria que me sustenta.
Eu sigo.
Entre sombras e quedas,
meu passo é firme, minha fé é chama.
Avanço sem recuar.
Porque já compreendi:
a vida só encontra sentido verdadeiro
quando se escolhe amar.
“Eu continuo andando, mas carrego dentro de mim um lugar onde o tempo não passa… e é lá que moram todas as coisas que eu nunca consegui deixar para trás.”
— Anderson Del Duque
Quando há uma dúvida dentro de mim, afasto-me, observo e só volto quando a dúvida se tornar um caminho.
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
Às vezes dentro de mim
De um lado pra outro ando
E vai vê que é assim
Que encontro meu comando.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026
Essa solidão é um eco que ressoa no vazio dentro de mim. O medo, uma sombra a dançar nas paredes da minha mente demente. A tristeza, uma chuva fina a molhar minha alma sem aviso. O desânimo, um peso a amarrar meus pés ao chão. Juntos, tudo forma uma tempestade silenciosa... cada gota carrega o sabor amargo da ausência de tudo. Mas e que bom que sempre há um 'mas'...
mesmo na noite mais escura, estrelas teimam em brilhar. Respiro fundo e lembrar que toda nuvem é passageira, mais ou menos ligeira...
e a luz, por mais tênue, nunca desaparece de verdade. Mantenho sempre um pouco de sanidade.
Levei um bom tempo para compreender de que o mundo ao qual pertenço encontra-se dentro de mim ,embora tivesse procurado do lado de fora,mas insistentemente ainda busco conviver com o meu exterior.
Silêncio
Há um silêncio dentro de mim,
depois de você...
Um silêncio traduzido em inquietação...
Minha vida não pode ser dividida,
quero de volta a parte
que você pra bem longe levou...
Música sem melodia
é assim o meu dia
sem alegria.
É impossível bater pela metade o coração...
Silêncio dentro de mim,
onda suave que me acalma,
eco sereno na alma faz,
refúgio eterno, enfim, quero-lhe, amor meu, volta para ter novamente paz.
Palavras se desfazem no ar,
sussurros mudos a dançar,
no peito, uma paz sem fim,
o silêncio reside em mim...
Traz isso de volta pra mim!
Como brisa leve a tocar,
segredos prontos a revelar,
na quietude, encontro a luz,
silêncio que me conduz.
Você de novo aqui do meu lado... a tristeza que se desfaz...
Volta... eu sei que o caminho você sabe... eu sei que você é capaz!
Sou sempre dentro de mim, um pequeno Eu acertando pouco, aprendendo muito e em constante formação. Com sorte, transformação.
Mesmo quando você não está, você existe dentro de mim,
como um sussurro leve que o silêncio não apaga,
como um abraço guardado na memória da pele.
Há em mim um pedaço seu que o tempo não desfaz,
um eco doce que insiste em ficar,
mesmo na ausência, mesmo na distância.
E é assim que o amor acontece…
não depende da presença, nem do toque,
ele simplesmente permanece — vivo, inteiro, eterno.
Dentro de mim moram dois sussurros:
um busca a luz, outro abraça a sombra.
Entre a razão e a loucura,
caminho sendo o próprio conflito que me habita.
Passei boa parte de minha vida buscando um lugar bom para morar ,até que o encontrei dentro de mim,lá tem tudo que preciso não me falta nada,é completo e sagrado,e ao adentrar esse meu Eu percebi que um andarilio não é um perdido,más trata-se de alguém que se encontrou,pois ele sabe que nada nos pertence tudo é passagem e que a verdadeira realidade esta dentro de cada ser e o que torna a vida bela é o toque do invisível de um ao outro.
Meu filho, foi gerado no meu coração, ele está dentro e fora de mim, eu não sabia se um dia, eu iria escutar alguém me chamando de mãe, obrigada meu filho, você é o meu coração andando por aí.
Não é pra ela. É pra mim, pra fechar um assunto que ainda tava em aberto dentro de mim, mesmo que só dentro.
Existe um lago dentro de mim onde as vozes se banham. Nenhuma delas sabe nadar direito, mas insistem. Quando me aproximo, o lago mostra minha face em pedaços. A água aceita o que chega, sem julgar. E eu aprendo que aceitar é também forma de oração.
Há um livro dentro de mim que não cabe em prateleiras. Ele tem páginas em branco e algumas escritas em lágrima. Às vezes releio a parte que traz consolo. Outras, treino as palavras que ainda não sei dizer. Escrever é aprender a traduzir a própria pele.
Carrego dentro de mim um cemitério inteiro de versões que precisei enterrar para continuar, e mesmo assim, insisto em florescer como quem desafia a lógica da própria destruição.
Dentro de mim ainda vive aquele menino ferido, o mesmo que um dia caiu de uma cachoeira, lançado contra a água gélida como se o mundo tivesse decidido testá-lo cedo demais. Eu ainda posso senti-lo atravessando o ar por um instante eterno, o silêncio antes do impacto, e depois… o choque brutal contra o frio, contra a pedra, contra a realidade dura do pedregal que não teve piedade. Durante muito tempo, tentei esquecer essa queda. Tentei agir como se levantar fosse suficiente, como se seguir em frente apagasse o que ficou cravado na pele e na alma. Mas a verdade é que ele nunca saiu de lá completamente… uma parte dele ficou presa naquele instante, molhada, tremendo, assustada, esperando que alguém voltasse. Hoje, eu volto. Hoje, eu desço até aquele lugar dentro de mim onde a água ainda é fria e o eco da queda ainda ressoa. E eu o abraço. Abraço com o calor que faltou naquele momento congelado, com a firmeza que o mundo não ofereceu quando ele se chocou contra a dureza da vida. Seguro aquele menino como quem resgata algo sagrado das profundezas, não para apagar a dor, mas para finalmente dizer: eu estou aqui agora… você não está mais sozinho. E então eu entendo. Ele nunca foi fraqueza. Ele foi o impacto que não destruiu, foi o corpo pequeno que resistiu à correnteza, foi o coração que, mesmo assustado, continuou batendo contra o frio, contra a pedra, contra tudo. Ele foi sobrevivência. E agora, ao invés de fugir daquela queda, eu a transformo em reencontro.
Permaneço com ele, no meio da água gelada, sobre as pedras irregulares da memória, até que o frio já não machuque como antes, até que o tremor se torne apenas lembrança, não mais prisão. Porque aprendi, da forma mais crua e mais verdadeira, que ninguém merece mais o meu amor do que aquele menino que caiu… e mesmo assim, não se perdeu de mim.
- Tiago Scheimann
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