Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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A espiritualidade deve ser ensinada e compartilhada de maneira livre, sem estar restrita a uma raça ou grupo específico. É como uma filosofia que está aberta a todos aqueles que se permitem escutar.

Talvez não exista coisa mais difícil de ser do que ser autêntico.

O ser humano domina todas as criaturas da Terra, não por ser o mais forte ou o mais resistente, e por vezes o mais bem-adaptado, mas pelo fato de ser o melhor estrategista.

A matemática é uma forma de apontar a capacidade do ser humano de lidar com coisas complexas.

Me leve de volta ao passado, porque agora eu sei o que fazer para ser feliz no hoje.

O ser humano costuma forjar-se.
Na perspectiva de se auto afirmarem melhores e merecedores, surge uma forma desigual sobre outros. Então, somos tudo que queremos afirmar?
É ausente a balança mediadora de escolhas e sentimentos tão baixos e estúpidos.
Mas o que é ser estúpido?
É Saber demais das teorias e não exercê-las?
Ou é zombar da nossa condição, limitação e veracidade?
Para que serve o nosso intelecto sem a maçã do limiar que há em existir imperfeito?
Devo aproveitar-me de minha imperfeição para castrar meu estado existencial?
Pra que se vestir de tanta estupidez e arrogância?
Se nada terei no universo sem sombras de dúvidas..
Ninguém deve pertencer ao inferno. Mas instintivamente, perde-se muito da vida criando sementes daninhas e que geram frutos.
Para que serve a vida, se não noiva-la com a gratidão e generosidade?

Dizem: "Deixa-lo ir para que ele seja mais feliz"...

Está atitude pode ser a cortina que se abrirá para novas conquistas no relacionamento. Os vôos libertam e atraem novas paixões. Mas elas podem ser vividas no mesmo relacionamento. Deixar voar na maioria das vezes é conquistar uma paixão ou quem sabe aprofundar um amor imortal... e logo uma nova faísca reacende a fogueira que esteve adormecida pelo tempo.

As vezes fingimos ser quem não somos. E⁠ acabamos perdidos em nós mesmos!!

Se Deus é amor
Se Jesus Cristo é amor
Eu como simples poeta
Também vou ser o amor

Não quero escrever sobre o amor
Eu quero ser o amor
Não quero escrever sobre a verdade
Eu quero ser a verdade

‎O Viver do Sujeito Homo sapiens
‎
‎O viver do Sujeito Homo sapiens não devia ser essencialmente da busca do conforto emocional e material!
‎
‎Mas,
‎
‎O viver do Sujeito Homo sapiens devia ser essencialmente do exercício cotidiano equilibrado dos seus Poderes de Sentir, Perceber, Refletir, Compreender, Movimentar, Imaginar, Criar e Cuidar!
‎

⁠QUEM PODE ELIMINAR O MAL DO SÉCULO XXI OU A ANSIEDADE?
‎
‎A Ansiedade só pode ser eliminada pelo próprio Sujeito substituindo o ato de Pensar pelo ato de Refletir para ter solução boa e sobretudo pelo ato de Atenção para ter Tranquilidade que possibilita ter solução óptima!

O Arquiteto Supremo do Cosmos difere daquilo que imaginas. Ele é o Ser por excelência, tal como nós nos mantemos fiéis ao reflexo da Sua verdade.🕊

Algumas portas se fecham. Outras nem precisam ser abertas.
Porque existe uma diferença entre perder um lugar e finalmente perceber que aquele lugar nunca foi seu.

Se quer ser valorizado se valorize, se quer ser amado se ame, se quer ser respeitado se respeite, se quer se tornar grande ajoelhe se pra Deus, se quer ter coragem abaixe a cabeça pra orar, se quer o perdão admita o erro, se quer seguir o caminho certo saiba que vai encontrar obstáculos, se quiser alcançar não esteja amarrado, se quer ser feliz não desista

ME PROPUS


Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!

A síntese de O Cristo Nu pode ser entendida como uma narrativa poética que aproxima a figura de Cristo da realidade cotidiana e social contemporânea.


Síntese


O poema apresenta Cristo despindo-se da glória divina para caminhar entre os homens, tornando-se humano e próximo dos marginalizados. Ele é visto nos trabalhadores comuns, nos diaristas, catadores, ambulantes e nos que carregam cruzes invisíveis. O texto denuncia as injustiças sociais, comparando o sofrimento moderno às imagens bíblicas da Paixão: boletos como chicotes, preços como lanças, mercado como calvário.


As “trinta moedas de pratas” simbolizam a corrupção e a ganância que ainda vendem destinos e silenciam vidas. Cristo chora junto aos Lázaros de hoje — os pobres, os esquecidos, os que dormem sob marquises e disputam restos. Ao mesmo tempo, o poema afirma que não virá salvador externo: cada pessoa é chamada a ser “seu próprio Cristo”, a assumir compaixão, esperança e resistência.


A ressurreição é apresentada como experiência diária, nos gestos simples e na sobrevivência diante da violência. O legado do Cristo nu é a força da humanidade que, mesmo abatida, renasce todos os dias.


Em resumo, O Cristo Nu é um manifesto poético que une espiritualidade, crítica social e filosofia existencial, mostrando que o divino se revela no humano e que a redenção se dá na luta cotidiana pela dignidade e pela esperança.






⁠O Cristo Nu


I – Abertura e cotidiano
Olhai, olhai os pássaros em seus voos misteriosos,
Olhai as flores em seu desabrochar livre.
Vede os lírios nos verdes campos: se vestem tão belos e trazem os aromas pela manhã, espalhando perfumes pelo ar.
Portanto, eu aqui, ao olhar com clareza, avisto: quão formosos são, assim como a alma dos que labutam suas lutas diárias.
Pois, se a alma brilha sob o peso do fardo,
o homem exala em si a rara fragrância da nobreza — o aroma sagrado de quem constrói o mundo.
E quando o Verbo habitou entre nós, revelou-se: Ele, o filho do carpinteiro,
moldou como artífice a madeira e os pregos que o sistema, um dia, usaria contra Ele.
Assim como o construtor de hoje, que ergue o prédio onde jamais terá morada,
Ele se ajusta agora em meio a rostos cansados, a operários e à multidão das ruas.
São os cristos diários, batendo ponto em fábricas e escritórios, sob as luzes das lanchonetes e o óleo das mecânicas.
Cristos na diarista, nos postos, no catador de lixo, no vendedor de água e nos trens com seus ambulantes.
Almas de mão de obra erguidas para construir presentes e futuros,
nos alojamentos distantes e no suor do asfalto.
Eis o corpo: o vigor entregue às máquinas e aos balcões.
Eis o sangue: o fluido que move a economia do cansaço.
O sagrado se transmuta no suor das batalhas, onde cada gota de lágrima é o vinho de uma nova aliança com a vida.
A simplicidade resiste ao ego insano.
Resta um Cristo nu, de braços abertos,
folheando páginas do tempo e da história.
Moedas ainda compram vidas; esperança ainda se esconde nos cantos da alma.


II – O Cristo que desceu patamares
Um Cristo que desceu patamares:
primeiro, despiu-se de sua glória celestial
e caminhou entre os homens;
depois, desceu da cruz para mostrar o caminho —
não de forma divina, mas humana —
o caminho da compaixão, da esperança,
da expiação que se revela no cotidiano.


III – O Cristo chora
Periférico caminha pelas ruas,
a compartilhar o pão vivo da esperança
com os largados nos corredores de hospitais,
com os espremidos nos ônibus e trens
das manhãs de segunda-feira.


São os Lázaros de agora:
os que dormem sob marquises,
disputam restos com ratos nas ruas,
caminham como almas perdidas,
envoltos em sua dura realidade ambígua,
carregando cruzes sem nome,
à espera de um milagre que não vem.


Seu Getsemani é o travesseiro nas noites traiçoeiras.
O traidor que o vende por trinta moedas
é a cegueira diante do enredo criado.
Sua Via Crucis é feita de congestionamentos,
lotações e filas intermináveis.
Um Cristo que não sorri, não reclama;
guarda uma vaga esperança de dias melhores, mesmo desajeitado na cruz.
Uma cruz herdada, uma cruz que nasceu com ele.
Sem saber, grita ao Pai:
“Perdoe, eles não sabem o que fazem.”


Num desses dias, o Cristo calou-se e começou a chorar,
não pelo amigo Lázaro, mas pelo leite azedo que puseram à mesa.
Ali, não teve o bom vinho; fizeram do leite, coalhada.
A esponja de vinagre veio em forma de luz cortada pelo dinheiro que faltou.
Houve quem, como o centurião,
agarrando-se ao seu manto escarlate, surtou;
mas aqui, o manto é a pele no sol a sol,
e o escarlate é o suor e o sangue deixado.
Houve um certo Cirineu que se juntou para arrastar o madeiro,
simpatizando com seu choro e sua dor.


IV – As moedas de pratas
Trinta moedas de pratas
ainda vendem destinos,
ainda compram silêncios,
ainda pesam na balança da injustiça.


São vendidas por um sistema caótico,
num banquete de ganância, prepotência e luxúrias,
onde vidas se tornam mercadorias
e esperanças se desfazem em pó.


V – O Cristo político-social
Eu vi meu Cristo sorrir quando chegaram
com pão e leite frescos, e no mesmo instante soou algo estranho na TV:
falavam dos dois ladrões — o capitalismo à direita, o socialismo à esquerda.
E surgia o terceiro, chamado Barrabás:
um mecanismo chamado governo,
eloquente e audaz, prometendo o céu
já que o paraíso não tinha dado certo.
O pão nosso é a labuta do cotidiano,
o templo se ergue no seio da família,
e o sagrado é a força motriz de quem tece dias melhores.
Meu Cristo Nu habita em cada alma que expia sua existência em dias tempestivos;
pois o sagrado não ocupa palácios majestosos, nem habita catedrais de pedra,
vindo Ele de uma manjedoura para brilhar na resiliência de quem não se dobra ao fardo
e na resistência de quem sustenta o mundo com as próprias mãos.
O cálice deste Cristo é o sistema corrompido, entre ternos, carros de luxo e vida boa.
O chicote que o açoita são os boletos diários e impostos extravagantes.
As carnes continuam rasgadas, sem esforço,
pelo braço forte da indiferença.


VI – O Cristo interior
A lança transpassada
é o anúncio na alta dos preços,
e o mercado é o calvário.


Não virá salvador algum
para fazer o que só você pode fazer.


Tu és o teu próprio Cristo.


O Divino já disse:
“Vós sois deuses.”


E, por isso, como pequenos cristos,
somos levados — dia após dia — cativos,
como ovelhas ao matadouro,
como cordeiros mudos ao abate.


VII – Paixão e ressurreição cotidiana
A Paixão de Cristo são os regalos dos passeios;
o piquenique no parque da esquina,
o vão das coisas ditas nos olhares cheios de ternura,
nos momentos simples.
A ressurreição é o mote diário,
equilíbrio entre estar vivo ou morto nas trevas da violência.
Num domingo qualquer verei o Cristo descansar.
O dia é dele.
E sagrou-se senhor do seu dia.
Um dia tranquilo, movido a cheiro de mirra e aloés:
a fragrância final de quem, enfim, cumpriu sua jornada.
Todos os dias nascem novos cristos.
E quando eu me for, matarão esses novos cristos que vieram à terra.
Só não matarão o legado do Cristo nu.
Nossa ressurreição é diária dentro deste ciclo.


Autor: Israel Soler

PROPUS-ME


Propus-me a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida
sem olhar o mundo ao redor.
Esse mundo balbucia perto de mim
e transforma cada passo
num fardo que não carregarei.


Não me atiro a esmo
num mundo que já cambaleia
na sua própria estrada.
Estou confinado no agora.
O futuro não me diz respeito.
Faço em mim morada
e sigo a estrada onde fui colocado.


Ando sem receio, sem bagagem.
Do hoje, levo só o que restou.
Talvez no meio do caminho
haja um novo despertar.
Observo o que vem
e me vejo espectador
das escolhas que fiz.


A vida anuncia início, meio e fim.
Ficar à espera do fim
só traz pressa inútil.
Então vou sem pressa.
Pressa para quê,
se morremos no presente
e quem nasce ainda sonha com o futuro?


Um ciclo que não acaba.
Um agora que poucos vivem.


Eu me acomodo no sofá
e me proponho a sonhar.
Deixo tudo como está.
Sou o contraponto
da vida, do mundo
e do eu que vive aqui.

A sutil diferença entre ser uma pessoa verdadeiramente útil ou moldar-se para ser apenas uma imagem na retina é que o valor real permanece e edifica a vida, enquanto a mera pose o vento logo desfaz e termina.

⁠Vencer sem honra é ser perdedor.
Perder com honra é ser vencedor.