Tenho um ser que Mora dentro de Mim
O mundo se dobra sobre nós como papel velho, e cada escolha é uma dobra que jamais poderá ser desfeita. Entre o que sentimos e o que mostramos, há um abismo silencioso, e todo gesto que acreditamos simples é, na verdade, uma inscrição daquilo que jamais ousamos dizer.
O ser humano moderno arde na ânsia de ser extraordinário, como se o comum fosse uma falha e não a própria teia do mundo. Esquece-se de que a vida não opera por hierarquias nem medalhas; ela apenas pulsa, indiferente aos delírios de grandeza. E é justamente aí que se revela o paradoxo: ser comum já é uma forma secreta de singularidade, pois nada mais raro do que existir sem precisar provar brilho algum.
Há pessoas que confundem intensidade com profundidade e barulho com presença. O ser atento aprende cedo que o essencial não grita: sustenta. Tudo o que é verdadeiro dispensa alarde, porque sabe que o que tem raiz não precisa convencer — apenas existir.
Há quem passe a vida inteira tentando ser entendido e, por isso mesmo, nunca se compreende. O silêncio que nasce da lucidez não é fuga: é seleção. Quando a consciência amadurece, escolhe menos palavras não por pobreza interior, mas porque já sabe onde a fala não alcança.
Há forças que só se revelam quando o chão cede. Enquanto tudo sustenta, o ser dorme; quando falta apoio, desperta. Não é a estabilidade que forma caráter, mas a queda que obriga a escolher entre endurecer por medo ou aprofundar-se por coragem.
Há uma dignidade silenciosa em não reagir a tudo. O ser que amadurece percebe que responder a cada provocação é ainda estar preso ao jogo do outro. A verdadeira força não se manifesta no confronto constante, mas na capacidade de escolher onde a energia deve permanecer — e onde o silêncio já é resposta suficiente.
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
O ser humano moderno proclama força, mas organiza a existência sobre alicerces frágeis: depende de dispositivos, oscila no íntimo, mendiga validação e evita a própria solidão. Teme a morte a ponto de esvaziar a vida — protege-se tanto que já não vive. Recusa o frio da realidade, tratando a lucidez como ameaça. E, assim, prefere a fantasia da invulnerabilidade — confortável, negociável — à verdade incontornável: a fragilidade não é falha, é condição. Negá-la não fortalece; apenas afasta do que se é.
"A ciência não contradiz a fé Divina.
A Bíblia já era ciência antes mesmo da ciência ser Ciência."
(Levy Cosmo Silva)
Fênix
(Verso 1)
Intensa demais pra ser amada pela metade
Não aceito sobras, nem falsidade
Em cada passo, me entrego de alma, inteira
Não sei viver de mentira, minha bandeira
(Pré refrão)
hoje sofro por amor
Depois, menos. E depois, nada
Mas não morro de dor
Depois, menos. E depois, nada
(Refrão)
Das cinzas, renasço! sou Fênix
Mais forte, eu volto!
Das cinzas, renasço! Sou Fênix
Deixo a dor pra trás!
(Verso 2)
A ferida tá aberta, sei bem onde dói
Mas não morro de dor, não me deixo abater
Amanhã será menos, vai desaparecer
È ,depois, nada
(Pré refrão)
hoje sofro por amor
Depois, menos. E depois, nada
Mas não morro de dor
Depois, menos. E depois, nada
(Refrão)
Das cinzas, renasço!
Mais forte, eu volto!
Das cinzas, renasço!
Deixo a dor pra trás!
Alguns precisam ser lembrados constantemente de que são humanos; já outros têm plena consciência de que estão humanos!
amo a morte tanto quanto amo a vida
pois por mais encantadora e linda que a vida possa ser
a morte é o alívio, a paz e o fim
e tudo que eu preciso é um ponto final
novos começos já não me deixam tão animada, uma outra perspectiva já não me deixa otimista
um novo sonho não me faz transbordar de emoção
um novo amor não me tras mais tanto encanto
queria que o amor pela vida voltasse a transbordar dentro de mim, mas hoje sou apenas o que restou de minhas experiências, emoções e decepções.
Será que a sua infelicidade não vem justamente do seu desespero em tentar ser feliz? Ou em tentar mostrar para os outros o quando a sua vida é perfeita e você fez boas escolhas?
Talvez, se você apenas deixar a vida ser mais leve e aceitar que nem sempre tudo o que acontece do jeito que a gente quer, poderia tirar um peso enorme dos seus ombros.
Você fez tudo que falaram para fazer. Seguiu o caminho correto e mais seguro. Consegue até mesmo, dar bons conselhos aos outros.
Mas a verdade sempre aparece e ela não está tão escondida. Ela vem naquele domingo chuvoso, antes de dormir, quando os sentimentos estão mais intensos. E nessas horas, você não consegue sentiu o vazio que sente, apesar de ter feito tudo certo.
Bom, você sempre aparece com a solução perfeita para os outros, como se a vida fosse uma única estrada. Mas deixa que dessa vez, eu vou te dar um conselho: você é uma boa pessoa. Com certeza coisas incríveis vão acontecer na sua vida novamente. Mas elas não vão curar todos os seus problemas e dores. Pelo menos, não enquanto você não aceitar que apesar de todos os nossos esforços e renúncias, nem sempre as recompensas nos trazem a alegria desejada. E está tudo bem, desde que você entenda isso e se livre da preocupação de tentar ser feliz 24 horas por dia.
A vida pode ser mais leve e tranquila.
“Ser cristão não é andar sem tempestades, é aprender a dançar na chuva com a confiança de que Deus segura o céu.” ☁️✨
“Na beleza que vejo em você e nas semelhanças dos nossos pensamentos, é no seu ser que o meu se reconhece”
Como Lykaios, espírito ancestral dos lobos, não temo ser visto como predador — pois quem conhece sua própria natureza não se esconde do olhar dos outros, apenas caminha firme entre a sombra e a luz.
A Ilusão da Força.
Muitas vezes, o ser humano se deixa cegar pelo orgulho e comete a injustiça de humilhar ou magoar aqueles que cruzam o seu caminho em uma posição de aparente fragilidade. Sentir-se superior por conseguir subjugar alguém que não pode reagir é, na verdade, a maior demonstração de fraqueza que uma alma pode dar a si mesma. A espiritualidade nos ensina, em silêncio, que toda ação gera um eco na nossa própria jornada e que a verdadeira força reside na mansidão e na justiça. Tratar o outro com desdém apenas porque ele parece indefeso é plantar sementes de amargura no próprio solo, esquecendo-se de que a colheita do que fazemos é sempre certa e individual.
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