Tempos de Escola
Há tempos que não podem ser apressados, porque carregam em si uma delicadeza própria. O silêncio, o intervalo e a espera são partes essenciais do viver. Quando atravessamos etapas sem respeitar o ritmo, não apenas desorganizamos o caminho, mas também roubamos do outro o direito de sentir plenamente cada instante. O cuidado, nesse sentido, não é apenas presença ou palavra: é também saber se retirar, dar espaço, permitir que o tempo cumpra sua função. Respeitar o tempo do outro é reconhecer sua humanidade, é oferecer um gesto de amor que não se impõe, mas que acolhe.
Se ninguém dá tréguas, por que os tempos difíceis dariam!
Se a vida não é exata, por que a morte se distanciaria?
Se somos imperfeitos, por que teríamos que entender o motivo de tudo?
Hoje não foi diferente também, porque foi mais um dos muitos dias dos tempos difíceis...
é tempo de desacelerar...
De deixar para lá.
Tempos difíceis nos mostram que a vida é mais curta do que imaginamos.
Contudo, mesmo se ela fosse eterna, não valeria a pena gastar tempo com desilusões, dores e rancor.
É hora de aproveitar o que ainda há de melhor.
Viva o agora.
O presente é o único tempo em que podemos de fato, viver. O futuro nada mais é do que uma suposição e projeção do que gostaríamos que acontece.
Mas por que não começar a luta agora mesmo? A vida pode ser melhor.
É hora de dizer não para o que não se quer. De dizer sim para novas experiências. Não faz sentido viver uma vida que não te faça feliz e grato pelo hoje.
Estamos vivendo tempos em que não podemos mais pensar tanto no futuro assim. O presente é a única certeza. As coisas estão mudando rapidamente e nem sempre nossos planos e esforços trazem os resultados esperados. Mais do que nunca, noassa única opção é o agora.
Nos tempos atuais, nota-se a propagação de uma mensagem diferente da relatada no evangelho de Jesus Cristo, o filho de Deus. Tal mensagem, propaga um evangelho sem renúncias, em que não é necessário se abster das inclinações carnais. Porém, é importante lembrarmos o que foi dito por Jesus em Mateus 16, verso 24: "Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me".
Além disso, devemos sempre nos lembrar da nossa natureza errante e indigna, como mencionado em Romanos 3, verso 23: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". No entando, nossa esperança e redenção estão no sacrifíco de Cristo, que oferece perdão a todos os que, com coração sincero e arrependido, clamam pelo Seu Nome!
E estes, ao se entregarem ao agir do Espírito Santo, são transformados para uma vida renovada em Cristo, como é dito em Romanos 8, verso 1: "Portando agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito"
Tempos Modernos. Buscamos cada vez mais construir corpos ideais nas academias e com procedimentos cirúrgicos estéticos, perdendo de vista nossa verdadeira natureza, transformando-nos gradativamente em algo similar a uma linha de montagem de uma fábrica qualquer, que deixa cada um cada vez mais idêntico ao outro fisicamente. Veremos ao longo do tempo, sermos substituídos por algo mais contemporâneo e belo, já que a inteligência artificial está cada vez mais substituindo CÉREBROS!
Caos
Tempos atrás eu tinha medo da paranoia, da sensação de que faziam coisas para me afetar e impressionar, até que descobri que era assim mesmo, tudo só existe para que eu o perceba. O que é realmente o conjunto? Percebemos que são movimentos sincronizados, como a imagem dos objetos, seus sons, o seu calor, a sua vibração. Quando percebemos esses movimentos nos iludimos ao achar que estão em sincronia e que formam um conjunto coeso, quando são apenas agrupados por um esforço da nossa imaginação. O mundo é composto por fragmentos que tentamos soldar para servir à nossa necessidade de sobrevivência. O pensamento procura criar uma história onde tudo começa e termina segundo uma ordem. Nada mais distante disso que o caos e a variedade ilimitada do Universo.
Droga
A minha casa eu conheço há tempos. E ela sempre fica maior. Já sonhei sonhos de álcool, mas ao primeiro gole eu vi que não era nada disso, era algo deprimente até na alegria forçada. Como se eu fosse uma múmia química ganhando a consciência da minha pequenez e do enjoo misturado com a tontura. Parei por aí e deixei as drogas antes de começar a usá-las. A minha droga é a imaginação e a sensibilidade. Os sonhos que me vêm da massa de árvores verdes acinzentadas. Das manchas do teto e daquele facho de luz quando estou na cama e olho para cima e vejo que é Deus.
Sim, Deus vem toda a noite por sobre a minha cama e toma a forma de um triângulo de luz amarela, silencioso e imutável. É um raio de luz, e eu sei que é Deus. Poderia ser qualquer outra coisa, mas quando eu levanto os olhos ele se revela e fico a pensar e admirar a sua imperfeição. As noites de insônia são muito estimulantes. Eu viajo e mantenho contato telepático com a pessoa ao lado. Uma vez eu pensei que dormia ao lado de um demônio, e eu tinha razão. Que saudades do súcubo!
Nos bons e velhos tempos em que muitos Moleques queriam ser Homens, não havia tantos homens fazendo papel de moleques.
Em tempos de tanta (cão)fusão, sob chuva ou sob sol, que a euforia da Meta não confunda Etanol com Metanol.
Amém!
Com tanta gente Machucada no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidados.
Vivemos tempos em que o afeto deixou de ser apenas gesto; virou responsabilidade.
Já não basta estender a mão — é preciso saber onde tocar, como tocar — e até quando tocar.
Porque a pele do outro, tão marcada pelas cicatrizes da jornada, reagiu aprendendo a se proteger antes de se abrir.
E, ainda assim, o mundo continua faminto de ternura.
Talvez por isso os carinhos sejam hoje tão raros e tão preciosos: eles precisam atravessar medos, memórias e desconfianças antes de chegar ao coração que ansiosamente os espera.
E, quando chegam, chegam devagar — quase pedindo licença — porque sabem que qualquer descuido pode reacender dores antigas.
Mas o cuidado não enfraquece o carinho; ele o aperfeiçoa.
É no gesto atento, na palavra que não invade, no silêncio que acolhe, que o afeto encontra seu caminho seguro.
Afinal, quem carrega feridas aprende a reconhecer quem toca para ferir e quem toca para curar.
E talvez seja nisso que a Humanidade ainda tenha Salvação: na coragem de oferecer Carinho mesmo quando ele exige mais cuidado… e na Humildade de recebê-lo mesmo quando ainda Dói.
Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.
Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.
As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.
Erravam com a própria assinatura.
Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.
Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.
E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.
Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.
A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.
Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.
Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.
Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.
Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.
Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.
Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.
Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.
Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.
Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.
Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.
Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.
Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.
Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…
Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.
É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.
E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.
O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.
Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.
Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.
Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.
Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.
Vivemos em tempos de novas idéias, velhos conceitos rígidos e tradicionais deram lugar a relatividade e flexibilidade entre o valor financeiro e interesse de poder. Sendo assim, não existe lugar para o fanatismo religioso e muito menos para o fanatismo politico, aqueles que seguirem estas velhas escolas, serão aniquilados pelo próprio povo, acorrentados e humilhados, pelo pavor e pelo medo.
... em
tempos de crise,
evidencia-se uma perigosa
divisão entre lúcidos e alucinados - e,
se você, seja qual for a razão,
sejulga alguém lúcido,
cuide-se para não ser
pisoteado!
Em tempos de processos, audiências, sentenças e condenações reais, jornalísticas, opinionistas dos blogs e das redes sociais...
Excelentíssimos senhores juízes,
não me interroguem
sobre o nome
da alma cúmplice e mandante
das rebeliões que penso, sinto e escrevo.
Invoco o direito
de não responder
e de guardar silêncio.
Condenem-me então!
Mas que a sentença seja justa:
prisão perpétua
entre canetas, cadernos
e páginas em branco
onde continuarei
a cometer meus versos.
✍©️@MiriamDaCosta
Portas para o Infinito
Uma passagem e um caminho sem volta.
Momentos reflexivos e tempos de mudança.
São tantas portas!
Não sabemos em qual bater.
Dúvidas, pontos de interrogações, indecisões
E ansiedades no limite.
Cada porta um mistério
E um caminho diferente a seguir
São as portas para o infinito mundo
Das incógnitas e dos ocultos
Que só vamos descobrir entrando
E se arriscando a seguir sem medo.
Rita Padoin
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