Temporal
Essência Indomável
Ela é raiz que sustenta o vendaval,
Chama que arde em meio ao temporal.
Em cada fibra, a história que a forja,
Com a força de quem se refaz e ressurge.
Não é feita de vidro, mas de rocha e luz,
Carrega o destino e o que lhe conduz.
Sua voz é o eco de quem não se cala,
No livro da vida, é ela quem fala.
Cicatrizes são joias de quem já venceu,
O brilho no olhar é o que nunca morreu.
Mulher que floresce no chão mais deserto,
Fazendo do próprio abraço o seu lugar certo.
Lílian Jacksa Villalba
Temporal de amor
Começou a chover, trovões de sedução estrondam o céu, relâmpagos de paixão clareiam as nuvens cinzentas.
Temporal de amor é o que está a cair lá fora, os anjos desaguam toda a sua ternura em gotículas de carinhos.
Preocupado, eu estou por você ainda não ter chegado, de certo estás em meio a essa chuvarada toda.
Chegarás molhada, seu corpo vai está trêmulo de frio; correndo o risco de pegar um resfriado, você atravessará um temporal pra me encontrar "TE AMO"
Quando você chegar usarei os meus beijos para secar o seu corpo, que colado ao meu corpo, vai receber o calor do meu apaixonado coração.
Enquanto o vento forte se debate com o portão, aqui dentro as luzes se apagam e alucinados de desejos nos entregamos um ao outro, em corpo e alma.
O dia se clareia, as flores desabrocham e cantam os pássaros lá fora, mas aqui dentro, ah! aqui dentro, entre nois dois cai um temporal de amor.
A temporal...
Quando o tempo pula sem te mostrar direção ou norte
e se sentir vivo
é exatamente a única coisa sensata
dentro do caos chamado...
mente.
O Vale Sagrado é o espelho reverso da divisão temporal: ali, a ambição humana cavou as profundezas da terra para que o cosmo pudesse esconder a sua própria eternidade.
Reno Fioraso
Calmaria
Depois do temporal a calmaria.
Surge um céu brindando um novo dia.
Chuva raivosa foi aguar em outro lugar...
Deixou espaço para o Sol brilhante no horizonte raiar.
Brisa suave a manhã vem suavizar.
Pássaros cantam um novo dia a chegar.
Borboletas coloridas... sobre flores perfumadas... no jardim estão a bailar.
Novo dia. Dia novo.
Sol... calor de manhã de verão.
Sopra um vento meigo de novo.
Folhas das árvores a cobrir o chão.
Na maratona da vida.
Eu corro do meu jeito
A chuva caindo disfarça meu próprio temporal.
Me aconselhei com o ponteiro.
Adiantei, corri e andei.
E mesmo seguindo tudo certinho.
Me atrasei.
A vida segue fluindo.
As folhas estão caindo como folhas de árvore no outono.
Alegria é companheira da felicidade.
E na falta delas vem a famosa
Decepção!
Esperando vendedores, eu abracei perdedores.
Comemoramos no pódio.
Aleatoriamente.
Bicho com gente. 🐢🐈⬛🦚
🐈
☾𖤓˚.⋆
"Energia quântica e evolução no contínuo espaço-temporal da experiência do horizonte de eventos massivo.
Os pilares dessa magnífica construção replicam a energia — dividida entre o positivo e o negativo — até que o próprio espaço se curve na gradação espectral que vai do amarelo ao negro, onde a onda dá origem à membrana causal.
A partir desse pensamento, reflito sobre a assinatura das probabilidades na construção do arco infinito. Olhamos para novos horizontes nos âmbitos da cosmologia e, ao mesmo tempo, nos espantamos diante das expectativas de experiências no micromundo. Fora dali, contudo, deparamos-nos com o estado físico e crítico alarmista da filosofia, nas entrelinhas da subversão da política estrutural contemporânea."
por Celso Roberto Nadilo
A natureza modula a assinatura cosmica infinita do tempo e espaço.
Paradoxo temporal.
Pode compreender o espaço e a gravidade ate tudo esteja num lupe temporal.
A distorção seria uma frase de fragmentos das corda do universo...
O vórtice de plasma seria a frequência do conhecimento.
O espelho dos fragmentos seria ponta da conexão das dimensões.
O que seria poderia ser ate o alinhamento das estrelas.
Coexistência temporal
A consciência é parte da existência?
A teoria do vórtice.
Seria a elipse do próprio apogeu?
Tantas perguntas...
No máximo achismo...
Um novo começo?
No espaço translúcido ha uma perfeição?
Entre o deslumbre do próprio caos
Pode se predomina a existência de dois seres no mesmo espaço?
Vemos a virtude julgada?
Seria o fluxo interessante...
Mosaico do Tempo e a Ilusão da Causa
O erro do paradoxo temporal pode não ser um erro de fato, mas um caminho não intrusivo. Afinal, a coexistência simultânea parece impossível até mesmo no microcosmo — a menos que consideremos a possibilidade da entropia existir dentro da própria visão. O que significa existir em um universo etéreo, onde a luz replica a si mesma? Na coexistência entre a sombra e o "eu", há uma aparente igualdade que logo se desfaz, pois é a luz que coordena e dita essa existência. O ser existe porque o caleidoscópio é parte intrínseca da visão cubista.
Compreender os mistérios exige olhar para dentro deles, e não apenas especular. Buscamos a solução de tudo na equação e no equilíbrio do todo para o todo; mas, quando nos deparamos com o caos e com aquilo que não conseguimos explicar, criamos fantasias e medos, transformando a dúvida em crônicas de mito e misticismo. O tempo necessário para a compreensão ainda faz parte da Caverna de Platão: um olhar moldado pelo medo e pela desconfiança. No entanto, ao olharmos para os céus como grandes edificações, o tempo passa e aquilo que tanto nos intrigava torna-se irrelevante. O jogo terminou.
Diante da fusão do pensamento, a realidade torna-se um mosaico temporal, um passado congelado pela força da emoção. O estado analógico fez o pássaro voar dentro de uma condição assimilada pela teoria do espelho: a existência do mundo macro depende do observador, e a mutabilidade da causalidade temporal transforma-se na bebida dos deuses. A existência emerge pelo simples e puro fato de existir.
Contudo, quando os adereços da causalidade são reunidos no estopim de um evento, a causa se torna o ponto mais fascinante: todos os desfechos convergem para ela, independentemente do que façamos. Mas o que acontece quando essa interação ganha novas sombras e novos observadores? Terá a história o mesmo final? Guardará ela a mesma propriedade na profundidade das probabilidades?
A construção de uma nova realidade é ambígua. Na arquitetura de um megacubo espacial — um cubo desdobrado no espaço-tempo —, o som finalmente seria compreendido através da distorção da gravidade. Haveria uma defasagem da história no próprio ato de sua escrita, uma nova proposta de criação vinda de um mundo de sombras.
O som viaja pelo espaço, mesmo quando este se mostra vazio e translúcido. É quando a gravidade o toca que invocamos novos acordes ou o silêncio absoluto; a atração o torna inerte, transformando-o na imagem de um passado guardado em nossas lembranças. O cubismo fragmenta essa imagem. O som pode ser distorcido, e o próprio movimento da gravidade pode ser modificado pela força do simples querer, pela pura manifestação da vontade. É quando a lei da relatividade, enfim, transcende a própria causalidade.
Por Celso Roberto Nadilo
Pensamentos
Temporal
Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
— Por Celso Roberto Nadilo
A Transmutação da Consciência no Horizonte de Eventos
Envoltos na dilatação temporal exata da existência no amanhã, rumo ao horizonte de eventos, estaríamos na solidão do espaço. Enquanto isso, olhos atentos observariam nossas almas pairar sobre a Terra de outras horas. Chegamos num instante e avançamos para um estado inerte, olhando para a imensidão do presente e compreendendo, finalmente, o horizonte de eventos.
Uma luz cálida inflama-se na compreensão do exato momento em que a finitude se revela: seja ela a obra de um quebra-cabeça ou uma pirâmide visual. Afinal, a energia focalizada é um estado momentâneo para o qual caminhamos nesta realidade tridimensional. É quando a expansão da consciência se transmuta, elevada pelo conhecimento e pela visão absoluta da existência.
— Por Celso Roberto Nadilo
A Equação P.i no Espaço Contínuo e o Efeito Borboleta
Como na dilatação temporal, o foco da diferença revela que nenhuma fase da equação limite torna-se orgânica. No exato padrão de comunicação de P.i para a velocidade magnética, cruzamos o espaço e o tempo, alcançando o ponto cardeal no horizonte de eventos. A partir do início desse ponto paralelo, o espaço ganha formas tridimensionais, permitindo que a resposta multiversal viaje pela entropia da evolução existencial humana.
É nessa tridimensionalidade que vivemos: doze horas trabalhando, quatro horas voltando para casa, quatro horas dedicadas ao descanso e à higiene mental e física, e mais oito horas para dormir e recuperar as forças. Essa finitude existencial seria obra do acaso, ou o fruto de uma alienação corporativa?
O tempo não é o mesmo para cada indivíduo, pois a luz é capturada e absorvida de formas distintas por cada corpo. As viagens entre dimensões infinitas apenas nos provam que o tempo é uma ilusão da existência — seja o espaço uma linha reta ou um emaranhado quântico que liga absolutamente tudo para o todo. Compreender isso é ver a complexidade contida no ato de a velocidade da luz ser apenas um instante na imensa distância do universo.
O universo olhou primeiro para o cosmos conhecido e, depois, voltou-se para o desconhecido. As condições e os estados físicos passam, então, a ser uma constante. Uma constante que se estende e continua diante do evento da gravidade, nas profundezas da órbita elíptica, presa nos laços dimensionais do próprio tempo.
— Por Celso Roberto Nadilo
"O estado não analógico do fluxo temporal, apenas envolto no voo da pipa no céu, relembra os olhos abertos nas nuvens carregadas ou em céus sem nuvens de ar seco. Em uma flor estática, a luz compila o ar de uma atmosfera desgastada; nas fronteiras de cada camada, revela-se o arco do frio rarefeito.
O vento ganha desenho e paira sobre as camadas da atmosfera. Através do ar e do passar das horas, sofremos a alienação dos estados do tempo, que flui pelas heranças de um dia inflamado."
— Celso Roberto Nadilo
O ser eu composto do eu poético, e eu crítico...
O eu também temporal, espacial, transdimensional.
Eu o ser eu também é vários paradoxos para tais o elemento que constitui ser pragmático, Mesmo na ilusão de ser eu na profundidade do ser ate os osso sou eu.
Fluxo temporal no fluxo de dados lógicos num determinado momento. Ser viajem temporal pois combinado com radiação de taquions sera viajem determinado pela ideia do colisor de átomos, a viagem quântica sera luz para a luz tendo um farol quantico.
Para equilíbrio de seis pontos ancorados e um destino específico.
Pois horizonte de eventos será uma estrela supernova.
O Paradoxo do Eterno e o Resgate no Nexus
Preso no vazio do Nexus Temporal, Samuel sentia sua mente fraquejar enquanto mastigava os restos secos de um amanhã que nunca existiu. Mas o universo não aceita o vácuo, e muito menos o apagamento de uma linhagem que já reescreveu a história.
De repente, o tecido cromático da cela quântica rasgou. No meio do nada, surgiu Cecília.
Ela era a bisneta de Samuel, uma variação temporal viva nascida diretamente do paradoxo cronológico. Cecília não deveria estar ali, mas, pela lei fundamental do Colisor de Pensamentos, aquele que existiu sempre vai existir. O tempo pode ser dobrado, sabotado e trancado, mas a existência de uma consciência é indelével.
Como a física do espaço-tempo proíbe terminantemente a presença de dois "Eus" idênticos no mesmo ato do loop, o universo resolveu a equação da forma mais caótica possível: em vez de trazer o velho Samuel ou o filho dele, a própria linha do tempo materializou Cecília no Nexus como uma força de compensação. Ela era a resposta matemática à prisão de seu ancestral.
Cecília olhou para Samuel, o bisavô debilitado pelas migalhas quânticas, e estendeu a mão. Em seu pulso, um dispositivo feito com a carcaça modificada da velha Voyager 1 brilhava com a energia dourada dos cofres roubados do passado.
— Eles acharam que podiam trancar a nossa história em uma cela, bisavô — disse Cecília, com a voz ecoando em várias frequências temporais ao mesmo tempo. — Mas eles esqueceram a regra básica: nós quebramos o tempo antes mesmo de eles inventarem as facções.
O Nexus começou a tremer. As paredes invisíveis da prisão das facções racharam quando a presença de Cecília forçou o loop a se expandir. O confinamento havia acabado. A linhagem de Samuel não era uma prisioneira do tempo; eles eram os donos dele.
— Vamos embora — Cecília sorriu, ativando o motor tridimensional. — Temos uma bomba atômica no Brasil para proteger e umas facções temporais para apagar da história.
