Tempo Devagar

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⁠⁠Sabe por que as pessoas boas não ficam por muito tempo na terra? Porque elas são anjos verdadeiros. E anjos verdadeiros logo voltam para o céu.


EduardoSantiago

“Diante de um caixão, percebemos que o tempo não é dono de nada — somos nós que esquecemos de viver enquanto ainda podemos.”

"No pulso do tempo, o relógio guarda um segredo: cada segundo que ele entrega é um pedaço de nós que não volta mais."

“Meu guarda-roupa não guarda roupas, guarda identidades que ficaram penduradas no tempo; hoje eu visto roupas novas, mas só as que não me puxam de volta para a dor que um dia me ensinou a sobreviver.”

“Os falsos profetas deste tempo não negam Deus — eles O usam. Fariseus do tempo moderno, vestem santidade como figurino, citam a Palavra para se blindar e chamam de fé aquilo que na verdade é controle. Não conduzem almas, administram plateias; não servem ao Reino, servem ao próprio ego. O nome de Deus está na boca, mas o coração já escolheu o lucro.”

“O agasalho esquecido ainda guarda a forma… aquecendo um tempo que não existe mais.”

"A nostalgia percorre o tempo como vento silencioso, trazendo à tona ausências que o coração insiste em lembrar.”

“O sorvete derrete no sol — lembrando que até as coisas mais doces têm seu tempo contado.”

“A ansiedade acelera o tempo por dentro — enquanto a depressão o desacelera até que tudo pareça distante demais para sentir.”

“Algumas conexões não são rasas por falta de tempo — são rasas porque nunca tiveram profundidade para existir.”

​"O Palmeiras não habita o campo, ele ocupa o tempo; é a prova viva de que a glória não é um destino, mas uma obsessão que transforma o suor em ouro e o grito da arquibancada na batida do coração de uma nação que aprendeu que ser grande é ser eterno."

​"O Fluminense não é uma medida de tempo, é uma resistência contra o impossível; é o lugar onde o destino tenta escrever o fim, mas a alma tricolor arranca a página e reescreve a glória, provando que um coração que pulsa em três cores não conhece o limite do abismo, pois aprendeu a caminhar sobre ele."

Inteiramente Inteira

​Essa sou eu:
uma confusão o tempo todo
dentro de mim mesma!
Certezas? Quase nenhuma.
Às vezes sã,
às vezes insana.
​Essa sou eu: menina, mulher!
Aquela que cala,
aquela que canta,
aquela que grita,
mas que ninguém ouve.
Aquela que escuta, de vez em quando,
a voz do próprio coração,
e que encanta quase todo mundo,
ou não.
​Essa sou eu:
meio século de histórias contadas e contidas,
de sonhos regados a vinho,
poesias, música,
arte de rua e de amores.
​Fui podada, eu bem sei!
Impedida também fui,
mas hoje eu sou livre, livre, livre
feito galho saindo pelos lados da árvore
fincada no chão,
cujas raízes entraram no inferno adentro
só para poder alcançar o meu céu.
​Essa sou eu,
razão batendo o tempo todo na minha cara
e palpitando um coração que ama sem medo.
​Essa sou eu,
um baú de mil segredos,
com milhares de histórias para contar.
Histórias que nem lembro.
Vou escrevendo, escrevendo, escrevendo e,
de vez em quando,
eu canto, eu canto.
​Essa sou eu:
uma mulher inteiramente inteira
e despida.
​Nildinha Freitas

O tempo não pode apagar e nem curar cicatrizes que estão enraizadas no mais profundo da alma.

Não Sonhe

Não sonhe, não lute por sonhos
Sonhos são devaneios que roubam seu tempo
E quando você não os conquista, se frustra,
Quando conquista, não tem mais nada para sonhar
Apenas viva, um dia após o outro, aproveitando as pequenas coisas da vida.

Deixe-se libertar pelo amor original que transcende no tempo, navega nos ventos, se firma nas rochas, flutuas nas nuvens, mergulha no mar, deita no leito dos rios, viaja nos trovões e raios, e descansa no coração cansado...
Eu sou o amor...

Se me fosse concedida a rara faculdade de retroceder pelos corredores do tempo, não a empregaria para corrigir erros que estes, por teimosos, sempre encontram novas formas de nascer, mas para reviver aquelas primeiras sensações, tão vivas, tão ardentes, que inauguram os afetos humanos. Há nos começos um frescor quase ingênuo, uma doçura que não se repete, como se a alma, ainda virgem de decepções, saboreasse o mundo com apetite novo
Depois, tudo se acomoda. O entusiasmo, outrora vibrante, cede lugar a uma morna familiaridade, e aquilo que foi chama reduz-se a brasa discreta. É o destino de muitas coisas e dos sentimentos, sobretudo assemelharem-se ao café que, servido quente, encanta o paladar, mas, uma vez esquecido à mesa, perde o vigor e já não seduz como antes
E assim seguimos, não por falta de intensidade, mas por excesso de costume.

Não há livro mais intrigante, e ao mesmo tempo elucidador. Não se pode julgar pelas aparências, jamais. Entretanto a arte de observar e "ler" o que está na natureza - ao nosso redor, bem a nossa frente - é a inteligência maior. Tudo é texto. Nós mesmos, e tudo que podemos ver e perceber, é texto.

As doenças psíquicas tornaram-se quase ordinárias no nosso tempo porque o sujeito foi lançado num campo que exige resposta contínua: produzir, aparecer, interpretar, escolher, otimizar — sempre mais, sempre agora. Nesse ritmo, foi-lhe negado o intervalo onde a experiência se decanta e ganha forma. Sem pausa, não há assimilação; sem assimilação, não há consistência. E o que não se sustenta por dentro acaba por ruir em silêncio — ainda que, por fora, permaneça funcional.

Tudo que vai, volta — e a vida cobra no tempo certo.