Tempo Devagar
A Máquina do Tempo
Se existisse uma máquina do tempo, muita gente a usaria para voltar.
Voltar ao dia em que não falou.
Ao dia em que falou demais.
Ao dia em que ficou.
Ou ao dia em que foi embora cedo demais.
Mas a verdade é que ninguém quer mudar o passado por curiosidade histórica.
Quer mudar por dor.
A gente não sente falta do tempo.
Sente falta de quem éramos quando ainda acreditávamos mais, quando doía menos, quando não sabíamos tanto porque saber demais também pesa.
O passado costuma parecer mais bonito porque já passou.
Ele não discute mais com a gente.
Não exige decisões.
Não cobra coragem.
E o futuro… o futuro assusta.
Porque ainda não tem forma.
Ele pede escolha.
Pede risco.
Pede responsabilidade.
Talvez por isso tanta gente viva tentando apertar um botão invisível de “voltar”, enquanto a vida insiste em seguir para frente.
Mas e se eu te disser que a máquina do tempo existe?
Ela não tem alavanca.
Não faz barulho.
Não atravessa décadas em segundos.
Ela funciona em silêncio.
Toda vez que você aprende com um erro, você voltou ao passado sem precisar revivê-lo.
Toda vez que perdoa, você altera uma linha da sua história.
Toda vez que escolhe diferente, você reescreve o que parecia destino.
O nome disso não é viagem no tempo.
É consciência.
O ontem não pode ser mudado.
Mas pode ser compreendido.
E quando o passado perde o poder de doer, ele deixa de mandar no presente.
O amanhã também não está garantido.
Mas pode ser construído um gesto de cada vez, uma escolha de cada vez, um passo honesto de cada vez.
No fim das contas, a máquina do tempo mais poderosa que existe é esta:
o agora.
É nele que você decide quem não será mais.
É nele que você escolhe quem está disposto a se tornar.
O resto…
é só lembrança tentando ensinar
ou futuro pedindo coragem.
A máquina do tempo
Ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Daquelas que fazem tudo voltar exatamente ao ponto antes da escolha errada.
Antes daquele caminho que você já sabia que daria errado, mas mesmo assim seguiu.
Não por ingenuidade.
Mas porque, às vezes, a gente precisa errar para encerrar.
A vida é cheia de bifurcações silenciosas.
Algumas oportunidades passam rápido demais.
Outras nos encaram de frente, exigindo decisão imediata.
Como aquela prova do concurso tão sonhado.
Horas de estudo, planos guardados, expectativas contidas.
E então surge ela: a questão que divide o destino em duas alternativas.
Você lê.
Relê.
Duvida.
Marca.
Dias depois, o gabarito revela o erro.
E junto com ele vem o pensamento cruel:
“Se eu pudesse voltar atrás…”
Mas não dá.
Diversas oportunidades surgem durante a nossa estada na vida.
Muitas deixamos passar. Outras até aproveitamos.
Mas é preciso atenção: a oportunidade de ouro quase sempre aparece uma única vez.
E o arrependimento de não tê-la agarrado não a trará de volta.
O tempo não devolve. Ele apenas substitui.
E alguém pode ter segurado o que soltamos.
É aí que mora o peso.
Não no erro em si,
mas na certeza de que estivemos perto.
Só que a máquina do tempo não existe.
E talvez isso seja um favor.
Porque se ela existisse, viveríamos presos corrigindo o passado
e nunca aprenderíamos a sustentar o presente.
O erro não veio para te punir.
Veio para te ensinar.
Talvez aquele caminho não fosse o seu.
Talvez aquela porta fechada estivesse apenas te protegendo de um lugar onde você não permaneceria inteiro.
A vida não se resume a uma prova, a uma escolha, a um único momento.
Ela se constrói na sequência.
Na insistência.
Na capacidade de aprender e seguir.
Nem tudo que deu errado foi perda.
Algumas coisas foram livramento.
Outras, preparação.
E o conforto, por mais estranho que pareça, está nisso:
o tempo não volta, mas também não para.
Enquanto houver movimento, há possibilidade.
A máquina do tempo não existe.
Mas a chance de recomeçar…
essa aparece todo dia, disfarçada de hoje.
A mizade é amor,
Um laço que une corações sem fronteiras,
Um sentimento que transcende o tempo,
E faz da vida uma jornada mais bela,
E no coração, um amor que nunca se apaga.
Eu vi o tempo mudar,
e com sua inevitabilidade
passar.
Tudo se enfrenta,
se contorna
e se contenta,
mas o tempo
é amigo ou inimigo
pro silêncio
de quem não se atenta.
Eu vi meu passado
destruir toda minha imagem
perante o mundo,
não o mundo visto pelos outros,
mas aquilo
que é mais profundo.
Destruiu a mim
por minha incapacidade
de perceber
que o tempo passará
e eu continuarei
a sofrer.
Entendi, por fim,
que o tempo levaria
tudo que eu tinha
apego e amor:
minha família,
minha juventude,
e aquilo
que dava valor.
Gostaria de parecer
uma boa pessoa
e dizer
que minhas prioridades
eram as acima citadas,
mas entre as vielas do tempo
dei valor
apenas
em coisas erradas.
E com o tempo
não se negocia:
se aprende.
Ou mudo,
ou continuarei errando
no meu presente.
E tal regalo
não pode mais
ser desperdiçado,
porque afinal de contas
já perdi meu amor
e as chances
de ser amado.
O futuro eu olho
com fé,
apenas pelo aprendizado,
por ser uma pessoa
que errou muito
em seu passado.
Mas o tempo
também tem
suas peculiaridades:
entre idas e vindas
traz
novas oportunidades.
Aprendi
que o que tem valor
sempre esteve em mim,
embora procurei saciar
com o externo,
porém o tempo
me ensinou
a voltar
ao seio materno.
Hoje eu engatinho,
amanhã começo a andar,
logo, logo
nessa estrada da vida
começo
a aprender
a caminhar.
Antes tarde
do que nunca
é o que muitos dizem,
e com razão
eu concordo.
Com a minha vida
eu quase paguei
por esse acordo.
Hoje, acordado,
me vejo
infinitamente pleno,
porque passei
pelo vale do inferno
e hoje acordei
sereno.
Pronto
pra mais um dia presente
que Deus nos deu,
para que no futuro
não olhe pro passado
como hoje,
com dor,
como alguém
que sofreu.
Raphael Bragagnolle
E nada será igual ao que foi antes
Sempre uma nova história surge
O tempo é fera afina a garganta e urge
Agiganta os sonhos com não e sim
Escrevendo o momento bom ou ruim
Vai guardando as memórias
Para um novo princípio sem fim...
Se você ouvir a voz do vento chamar pelo teu nome, corre enquanto é tempo, é tempestade que se aproxima
Ao alcançar as estrelas teremos a plena certeza da nossa pequenez e ao mesmo tempo da nossa grandiosidade diante daquilo que somos
Como são tolos os pássaros que refazem seus ninhos, diante do tempo nebuloso que circunvizinha a cidade.
Como perdemos tempo a ensinar virtudes, quando na realidade todo o banquete do conhecimento não passa de uma anedota recitada pelos deuses.
Tudo passa.
A dor educa, a dificuldade fortalece e o tempo, guiado por Deus, cura silenciosamente aquilo que hoje parece impossível de suportar. Cada lágrima é recolhida, cada esforço é visto, e nenhuma batalha é em vão.
Mesmo quando o coração cansa, o espírito segue aprendendo, crescendo e se preparando para dias mais leves.
Confie: o que hoje pesa, amanhã será testemunho de superação.
A vida nunca erra — ela ensina.
Com carinho,
Quanto tempo já estávamos distantes? bem mais que 2 mts...
Quantas máscaras já usávamos antes? Uns, até coleção tinham...
De qual abraço estamos falando? se muitos, nem a mão estendiam...
Enquanto procuramos causas, motivos, culpados, nunca entenderemos a razão...
A morte não foi negada; foi vencida no espaço e no tempo. O cristianismo não venera uma sepultura, mas proclama uma ausência: "Ele não está aqui".
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