Tempo Devagar
Déjà Vu
"Vem doce, meu bem
Vem doce que o tempo é nosso".
Seu colo, nêga, me coube.
Dos seus braços, recebi dengo.
Descansei debaixo de tuas sombras, baobá.
Degustei dos teus frutos.
Oh, bá!
Me enrolei na tua juba, leãozinho.
Fui me esconder na barra de tua saia,
Fiquei preso entre tuas pernas.
Se eu tivesse o dom da vida,
Te daria a eternidade de sempre
no mesmo corpo ressuscitar.
Sou cético ao espiritismo,
Mas parece que já te peguei
em outro lugar.
Melhor, vários lugares! (Que ritmo!)
A poesia pra nós, passa pano.
Seria um déjà vu?
An!? Já visto!
É como noutro plano
ouvir Djavan=Caetano.
Mar é tu,
provoco tua ressaca (pompoarismo)
E te aguardo na beira da praia de manhã.
Nas profundezas da tua carne negra, nêga,
Eu me joguei de corpo e alma.
Lábios de jabuticaba,
Não há caba que resista-os.
Provca meu nervo vago.
É o id freudiano.
Você não pode ter cabimento,
Porque derrama pelos lados.
Na maré masna,
atraquei meu barco em ti, Mar.
Minha vela foi guiada pelo teu vento.
Quem vem lá sou eu
À cancela bateu,
Madrugada rompeu
Marinheiro sou eu!
Vem desaguar em mim porque sei mergulhar,
Sou profundo.
"E esqueço que amar é quase uma dor"
A posteriori, tu:
..."é o som,
é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta".
Maria (Aguenta!)
A vida lhe fez assim:
Doce ou atroz
Mansa ou feroz
Eu, caçador de ti,
Mata Doce (Matar-doce).
Em tu não há curvas,
(mas tem linhas de poesia)
Me escondo na moita.
Cheirosa, Mata Doce, Maria.
Em vossa pessoa tem encanto.
Compõe o cenário, o texto que és:
Minha voz eu-lírica, alegria.
Nós temos um vocabulário próprio,
Um acontecimento veio descrever:
Só cabe a nós conjugar, viver o lexema
Num olhar, no argumentar com os lábios, num abraço, num poema.
Sob a poética de Milton Nascimento:
"Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer".
Se tu me permitir:
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido mar mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti.
"Quando acordei estava só
Sem ter ninguém do meu lado,
Era muito mais melhor
Que eu não tivesse sonhado.
Quem já vai no fim da estrada
Levando a carga pesada
De sofrimento sem fim,
Doente, cansado e fraco
Vem um sonho enchendo o saco
Piorar quem já está ruim".
Considero a saudade como uma faca de dois gumes, já que ao mesmo tempo que nos traz aquele sentimento nostálgico de um momento feliz, pode nos trazer a tristeza por não podermos mais vivenciá-lo, entretanto, melhor focarmos nas boas lembranças e seguirmos.
A minha vontade agora é de sair caminhando em uma estrada sem
Saber onde vou chegar, sem tempo pra retornar, sem que ninguém esteja a me esperar.
A minha vontade mesmo era sumir do mapa ate mesmo dos pensamentos das pessoas dos sentimentos, da vida, como se pudesse ser desfeita toda minha história na terra, que eu pudesse voltar de onde eu vim.
A minha vontade no momento era ir pra um lugar que eu nunca fui mais eu sei que eu vim de la, eu nao sei oq tem la mais com certeza é melhor do que o que tem aqui, é um paradoxo sem fim, parece embaraçoso, mais eu sinto saudade do que eu nunca apalpei, como ser ja tivesse vivido intensamente.
A minha vontade mesmo era sair voando pelo espaço vendo coisas novas sem preocupar com o tempo, pq o tempo ja ficou pra traz e nao me governa mais, estarei a cima do jugo do tempo que tanto me aflinge.
Acredito, sim.
Mas acredito também que ainda há tempo.
Tempo de resgatar o que nos foi roubado pela pressa, pela competição inútil, pela máscara que sufoca a essência.
Nos perdemos na vaidade, mas podemos nos reencontrar na humildade.
O orgulho nos afastou, mas a verdade pode nos unir.
Não precisamos de aplausos para existir.
Não precisamos de palco para sorrir.
A vida é feita de chão, de poeira, de mãos dadas sem contrato, de olhares que não cobram nada.
A grandeza está no simples, e o simples é o que nos salva.
Que tenhamos coragem de despir a arrogância,
de abandonar o peso das aparências,
e de voltar a rir como crianças — livres, sem medo de ser o que somos.
Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.
No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.
Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:
— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?
Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:
— Não, senhora… faltam três questões.
Ela assentiu, ainda da porta:
— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.
Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.
Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.
— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.
Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.
Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.
Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:
— O vovô Jorge faleceu.
Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.
Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.
Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.
Parece que o tempo nos afastou, como se as horas tivessem o poder de apagar aquilo que um dia foi tão vivo entre nós. Mas, ainda que o silêncio nos envolva, você continua habitando dentro do meu peito — não como lembrança distante, mas como presença que arde e me consome.
Há uma dor infame que me provoca, como se fosse o eco dos seus passos fugindo de mim. E, mesmo assim, eu não consigo deixar de te buscar nas frestas da memória, nos instantes em que fecho os olhos e sinto o calor da sua voz.
Se o amor parece ter se perdido, eu insisto em acreditar que ele apenas se escondeu, esperando que a coragem nos devolva ao caminho. Porque, apesar da distância, ainda existe em mim a esperança de que nossos corações se reconheçam e se abracem novamente.
Volte, nem que seja em pensamento, para que eu possa descansar dessa saudade que me dilacera. Volte, porque mesmo na dor, eu ainda escolho você.
Carregue só o que for bom
em seu coração, só o que vale a pena...
O resto é perda de tempo, é desalento,
é perda de vida.
Feliz dia para todos aqueles
que doam seu tempo, a sua vida
a ensinar, ajudar, orientar e educar
com muita dedicação, muito carinho,
respeito e com muito
amor a profissão.
Quando o amor transcende...
Ao tempo, ao risco do destino
A eternidade se faz presente
nada muda este rabisco.
Melhor idade
Há muito tempo se atribui a melhor idade à velhice, pois eu discordo.
Depois dos 60 anos o ser humano já adquiriu a sabedoria necessária para fazê-lo refletir sobre o sentido da vida, mas por que devo concordar que essa é a melhor idade, se o corpo fica mais vulnerável às doenças?
Pois bem, criei minha própria teoria, mas antes preciso apresentar meus argumentos...
A melhor idade seria aos 5 anos? Não! Nesta etapa a criança tem muita energia, mas só sabe brincar e por vezes chora gratuitamente. Porém, há um detalhe relevante, ela não tem noção do que está acontecendo e não lembrará de grande parte dos fatos. Portanto, 5 anos não é a melhor idade!
A melhor idade seria aos 18 anos? Não! É claro que é um período lindo, com muita vitalidade, beleza física em evidência, início da maioridade e sonhos a serem realizados. Certamente a memória será lembrada, contudo, o cérebro ainda não está totalmente desenvolvido e a chance de se tomar decisões erradas é muito grande. Conclusão, 18 anos não é a melhor idade!
A melhor idade seria aos 35 anos? Não! Apesar do cérebro maduro, decisões mais assertivas, memória permanente, possível estabilidade financeira e relação afetiva sólida, o corpo já começa a dar o seu recado e a energia física não é a mesma. Obviamente, 35 anos não é a melhor idade!
A melhor idade seria entre 45 e 59 anos? Não! Nesta etapa o ser humano está ensaiando momentos de sabedoria, sente-se bem resolvido em ter mais experiência de vida, eventualmente descobre-se como alguém necessário no trabalho e na família, soma-se realização profissional, independência financeira e bom relacionamento conjugal, mas o recado do corpo é mais alto e os estresses com os cuidados à saúde triplicam. Absolutamente, essa fase não é a melhor idade!
Portanto, minha humilde opinião traz como a melhor idade o período entre 25 e 27 anos, eu diria, a era do ouro do ser humano, com vigor, pele macia, cérebro desenvolvido, chance de estabilidade financeira e emocional. O organismo pode até estar começando a envelhecer, mas ainda não é perceptível e a memória será para sempre.
Um parêntese: Essa melhor idade pode ser subjetiva, pois cada fase da vida tem a sua essência e quem vai torná-la interessante somos nós, a partir de nossas escolhas e ações.
Descubra qual é a sua melhor idade!!!
"No começo assim surgiu,
uma amizade sincera que seguiu.
O tempo passou,e o sentimento só aumentou.
Quem disse que uma
amizade não pode tornar-se amor?
Dois amigos apaixonados,compartilhando afinidades,
a distância não importa,quando o amor já
bateu à porta.
Entrou,fez morada,e daqui se Deus quiser,esse
amor jamais se vai,é verdadeiro,divino...
É amor eterno!
Felicidade em minha vida entrou,
pois tenho só para mim
o meu amigo amor."
21:07 hrs 12.08.2014 Tati Oliveira-
ele vem sem avisar
e muda tudo de lugar
tudo muda
tudo tem que mudar
o tempo de amanhã
vem me encontrar.
É primavera!
Tempo de florescer.
Tempo de abraçar,
deixar o amor se achegar e se permitir aos sonhos viver.
É primavera!
Tempo de dar as mãos e deixar sorrir o coração.
Tudo é breve, amar não é em vão.
O amor é felicidade que nos aquece feito sol de verão…
Mas é primavera, a estação que faz florir o nosso existir.
É primavera!
Por entre flores e cores contigo amor, eu vou seguir.
É primavera!
Tempo de amar, de cuidar de quem fez morada em mim.
A vida é breve, o tempo é frio, implacável e cruel, se tiver que fazer algo bom, faça enquanto há tempo, porque chegará um tempo, que não haverá mais tempo.
Aqueles que me prejudicaram, desejo apenas o tempo; porque de todos os males que me causaram não precisei retribuir, como um telespectador, o vi chegar como. Também não espero desfrutar desse ocorrido com satisfação, mas sim demonstrar solidariedade. A maior maldição não virá de uma vingança própria, mas da consciência do individuo mesquinho. Assim elevo-me frente aos meus inimigos.
A infância, a adolescência e a juventude nos dão a falsa impressão de que temos todo o tempo do mundo. Mas, com o passar dos anos, a gente percebe que faltou tempo. E foi justamente nesse tempo que faltou que deixamos de fazer algo. Quando percebemos isso, já não temos mais tempo.
Um momento
Um tempo
Um lugar
Uma vida
Conclusões
Construções
Chegadas,
partidas
Idas e vindas..
Respirar
Continuar viva.
Carrego perguntas que o tempo não responde,
e cicatrizes que o mundo não enxergou.
Mas sigo…
porque há algo em mim que nunca desiste,
um brilho discreto, mas inteiro,
que insiste em nascer dentro do meu cansaço.
E é esse brilho que me guia,
mesmo quando eu me sinto perdida.
A dualidade do hoje
O hoje é Absoluto e ao mesmo tempo é relativo.
Absoluto pq é hj, é agora.
Relativo pq o hj é o amanhã de ontem.
E também pode ser o ontem de amanhã.
Aproveite agora.
Quando o vento
não estiver
a seu favor.
Dê um tempo
e espere um
bom momento.
Não é hora de se arriscar,
e sim, de esperar.
Pra tudo tem seu
tempo.
Até o vento tem sua hora
de parar.
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