63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento
Houve um tempo em que eu queria saber tudo.
E, quando não sabia, não me sentia inferior aos outros; me sentia inferior a mim mesma.
Colocava um fardo sobre os ombros, como se só valesse alguma coisa se pudesse provar, a mim mesma, que era capaz.
Capaz de quê?
De tudo, talvez.
De tudo ao mesmo tempo.
Eu me enveredei por caminhos difíceis não por vocação, mas por negligência comigo mesma.
Não parava para respirar.
Não me importava se estava bem.
O importante era vencer... mesmo sem saber exatamente o que ou quem eu estava tentando vencer.
Até que, por força de alguns acontecimentos, me vi de frente com o espelho da verdade, e descobri que não era capaz de tudo.
Na verdade, percebi que não era capaz de quase nada.
E não por fraqueza. Mas porque sou humana.
Teimosa como sempre fui, demorei para enxergar o óbvio.
Mas quando tirei o véu; aquele véu espesso da arrogância disfarçada de autocobrança, fui atravessada por um sentimento impossível de descrever.
Me vi pequena.
Uma formiga diante do universo.
Um grão de mostarda na palma de Deus.
E, paradoxalmente, foi ao me reconhecer tão pequena que comecei, enfim, a existir de verdade.
Vi-me como alguém. Alguém que erra... e continuará errando.
Alguém que sente; e cujos sentimentos influenciam tudo: o ritmo, o foco, o desempenho.
Alguém que não sabe de tudo, e o pouco que sabe, sabe porque Deus, em Sua graça, permitiu.
Quando entendi isso, o peso escorregou dos meus ombros.
Não era mais uma batalha por merecimento.
Era a busca por ser, ser quem sou, com limites, com dúvidas, com perguntas sem resposta.
E foi nesse dia que descobri o que tantos passam a vida tentando encontrar: descobri quem eu sou.
Para encerrar, adapto as palavras de Newton:
O que sabemos é uma molécula de água.
O que achamos que sabemos… é um oceano.
E como disse Sócrates, com toda a sabedoria de quem já mergulhou nesse mar:
"Só sei que nada sei."
"Dói Mais Sem Você"
Ah...
Se um dia pudesse no tempo voltar
Sem mágoas, sem culpas
Sem cheiro de bar
Deixar seu perfume me embriagar
Ao fundo tocando a nossa canção
Nós dois sendo um só
Fusão de paixão
Mas...
A saudade machuca não consigo dormir
Se hospeda em meu peito, só pra me ferir
Eu saio às ruas para não enlouquecer
Mas tudo que olho, me lembra você
Eu, de longe te vejo no canto de um bar
Também suas mágoas querendo afogar
Me olha com dor, desespero e vontade
Vem ao meu encontro com ansiedade
Me jogo em teus braços, te sinto tremer
Se sofro contigo, dói mais sem você
(BIS)
Ahh, ahh, ahh, ahh, ahh!
Me olha com dor, desespero e vontade
Vem ao meu encontro com ansiedade
Me jogo em teus braços, te sinto tremer
Se sofro contigo, dói mais sem você
(Letra e música Denise Fraga Loba)
(Inverno 1997)
Nunca pense que Deus está distante da sua vida, porque Ele está, na verdade, no seu coração o tempo todo, dando forças para você seguir em frente com esperança. Ter Deus em você é carregar a certeza de que, aconteça o que acontecer, todo o seu esforço será recompensado e o dia da sua vitória vai chegar antes do que você imagina. (Código 0206)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
O Peso dos Dias e a Leveza do Tempo
Nunca gostei de comemorar aniversários.
Não me entendam mal — não é um desprezo pela vida, tampouco um capricho melancólico. É, talvez, um desacordo silencioso com o calendário. A data do nascimento me soa arbitrária demais para conter em si todo o mistério e a beleza de estar vivo. Há algo estranho em reduzir a celebração da existência a um dia fixo, como se a vastidão da vida coubesse numa vela, num bolo ou num parabéns apressado.
Eu prefiro envelhecer a fazer aniversário.
Gosto da ideia de envelhecer porque ela carrega marcas. Rugas, histórias, memórias e silêncios. Envelhecer é a confirmação de que estive aqui — que sangrei, sorri, perdi e me encontrei. Cada linha no rosto é uma frase escrita à mão pelo tempo. Cada ano que passa é mais uma página virada com esforço e sentido. Envelhecer é a prova irrefutável de que vivi — ou ao menos tentei viver.
Mas viver, veja bem, é diferente de estar vivo.
Estar vivo é biológico: pulmões funcionando, sangue correndo, agenda cheia. Viver é outra coisa. É quando a alma respira, quando os olhos se demoram num pôr do sol, quando o silêncio não assusta mais. É quando a dor ensina, quando o amor transforma, quando o tempo passa e você sabe que ele passou por você — e não apenas ao seu lado.
E é exatamente por isso que não temo a morte física. Essa virá para todos, no tempo que não escolhemos. O que realmente me assusta — e profundamente — é a morte em vida. Aquele estado em que os olhos seguem abertos, mas o mundo já não causa espanto; em que o coração bate, mas não se comove; em que se respira, mas não se sente mais o perfume da existência.
Essa morte silenciosa, discreta, cotidiana, me aterroriza. Porque ela se instala devagar, sem anunciar-se. De repente, já não se sonha. Já não se espera. Já não se luta. É essa a morte que me recuso a aceitar.
Por isso celebro o cotidiano. Todo dia é um aniversário da minha consciência desperta. Todo gesto de sensibilidade, toda lágrima sentida, toda esperança cultivada é uma prova de que ainda estou vivo — e não apenas biologicamente funcional, mas inteiro.
Não preciso de presentes nem de aplausos. Preciso apenas do milagre cotidiano de seguir. Porque todo dia que me é dado é, por si só, um aniversário da minha resistência. Um lembrete de que estou aqui — apesar de tudo, apesar de mim.
E assim, envelhecendo sem pressa, vivo celebrando o que realmente importa: a arte rara de continuar sendo.
É inevitável que o tempo passe como uma ventania. Deixe-o passar e viva intensamente o presente, não deixe nada pra depois ou para um outro dia, porque esse outro dia pode nem chegar.
Capaz de te tirar tudo, até mesmo o fôlego, ao mesmo tempo uma sensação de liberdade, posse e desejo é como se define um beijo.
Aprendemos quando deixamos de ser como poeira no tempo, como uma febre que passa, ou como águas de um rio que corre. Crescemos quando permitimos tocar nossa alma em lugares impossíveis que possam sentir, não no que estamos, mas no que somos.
Você é a sua melhor opção. A leveza que vem de dentro é o tempo necessário para florescer, quando tudo for pedra.
Como um jardim é a nossa alma: só cresce o que você rega com sua gentileza. O tempo de florescer vai depender do quanto a sua alma enraizou.
Em um tempo em que o diálogo é fonte que alimenta as divergências, o silêncio faz o papel de abrir as cortinas e mostrar nas entrelinhas um horizonte bem mais amplo do que imaginávamos.
O sorriso está dentro de cada ser na sua forma mais pura, simplesmente transcende o tempo e o espaço. Sua grandeza esconde seus segredos em um raro momento onde encontramos a paz sublime.
O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.
O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.
Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.
Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.
Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.
Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.
A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.
Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.
Para ser trigo tem que nascer trigo, diferente do Joio, que a todo tempo finge ser trigo. Devido à aparência de trigo às vezes as decisões mais tristes são as mais importantes na nossa vida.
Tempos difíceis são passageiros, logo passa. Pessoas difíceis levam um pouco mais de tempo. As vezes chega ser eterno.
Meu Amigo
Para amigos não existe tempo
É estrada sem direção
Eu ando do seu lado
Você só lado do meu coração
A distância e o tempo podem passar
De você viu sempre lembrar
Um churrasco na tua casa
Longas conversas, boas risadas
Diz que és meu amigo
Mas é caso sem solução
E se foi Deus quem me deu
Vou te levar como irmão
As emoções não são apenas uma resposta; elas são uma vibração criativa moldando a biologia em tempo real. Reconhecê-las, ressoá-las e refiná-las é um caminho profundo de cura vibracional.
“O Adulto que a Infância Esperava”
Num campo aberto, entre as linhas invisíveis do tempo e da ausência, pisava um homem — ainda jovem no corpo, mas já antigo na alma.. Ele não era mais uma criança, mas carregava dentro de si todas as feridas de quando foi.. E naquele dia, entre rejeições e corridas solitárias, o destino o conduziu ao verdadeiro jogo da vida..
Enquanto os garotos negavam-lhe a felicidade, sem saber que estavam recusando muito mais — estavam negando a sabedoria disfarçada de humildade — ele seguiu, correndo com ela, não por pontuação, mas por disciplina.. Porque correr era como fugir de um passado, mas também como correr ao encontro de um propósito..
E o propósito veio.. Veio com nome, voz e pureza.. Veio com Yasmin, e depois com outros pequenos.. Veio em forma de infância ainda crua, ainda salva, pedindo direção — e encontrou nele o que os livros não ensinam, o que o mundo não oferece com facilidade: presença, afeto, amor e verdade..
Ele não era pai, mas foi mais que isso.. Foi o adulto que ouviu, que ensinou, que protegeu sem dominar, que aconselhou sem medo de parecer sensível.. E enquanto os outros adultos da cidade se afogavam no álcool e se escondiam na fumaça, ele se sentou com crianças para acender as luzes da consciência..
Quando disse: “Cuidado com quem fuma ou bebe, eles podem fazer mal ao corpo de vocês, até sexualmente”, não foi só um aviso.. Foi um escudo.. Foi um amor em estado puro, que nasce não da obrigação, mas da empatia.. Porque ele sabia — com a dor marcada no próprio peito — que a maldade muitas vezes começa pelo silêncio dos bons..
E quando Yasmin o chamou para falar, como se ele fosse um professor, era o universo respondendo: sim, você é.. Professor de presença, de respeito, de cuidado..
Ele falou do que amava: correr, treinar, alimentar-se bem, viver com caráter.. E ao fazer isso, ele semeava esperança..
Esse homem não apenas liderou naquele instante.. Ele reescreveu o papel masculino que o mundo tantas vezes distorce.. Mostrou que é possível ser firme sem ser bruto, ensinar sem humilhar,
proteger sem controlar.. Ele foi o que ele não teve.. Foi pai sem ter gerado.. Foi amor sem ter exigido..
Talvez nunca saiba o impacto das palavras que disse. Talvez aquelas crianças o esqueçam disso..
Mas dentro de cada uma, algo mudou: uma semente de consciência, de que o mundo pode ser mais seguro, de que existem adultos que amam sem segundas intenções, que cuidam porque sabem o valor da infância — e porque não querem que ninguém sinta a dor que um dia os silenciou..
Esse homem é prova de que não é preciso título, nem sangue, para ser farol..
É preciso apenas ter alma e amor..
Quanto tempo... não escuto o amor de minha vida? Tem 25 anos? Era prioridade desse amor. Mas... um dia se calou. E eu guardei essa frase em minha memória. Na gaveta do meu subconsciente. E... joguei fora o passado. Até quê! Surge agora no presente. Me dei conta de que, pela primeira vez, sou prioridade novamente e que ouvir essa frase... me faz sentir de volta ao lar.
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