63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento

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O tempo é o arauto gélido que apenas anuncia o inevitável fim dos ciclos, mas o bisturi da mudança está em suas mãos.
A decisão de cortar o passado é sua
e só sua.

A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.

A espera é o lugar de treino onde a paciência cresce e se aprimora. Não é tempo perdido e parado, mas um momento especial onde Deus trabalha em coisas que não podemos ver. Se quisermos colher antes da hora, teremos frutos amargos, é essencial respeitar o tempo da semente, honrando o silêncio da terra onde a promessa ganha força.

O tempo não cura tudo, apenas muda o lugar onde a dor se acomoda. Às vezes ela se torna menor, às vezes muda de forma, às vezes se transforma em sabedoria. E em raros momentos, vira força. Mas nunca desaparece totalmente.

Esperar não é inércia, é plantar coragem todos os dias no terreno instável do tempo.

Há feridas que o tempo não cicatriza, ele apenas ensina a pintar por cima. Cores novas, técnicas de ocultar, a vida vira tela retocada. Passo o pincel, sorrio ao espelho e finjo que a obra está completa, mas sei que por baixo do verniz a dor ainda pulsa, insistente.

Aprendi que o tempo não é cura, apenas mateiro. Ele disfarça as dores com cascas novas e leves. Mas quando anoitece, a lembrança volta com precisão de relógio. Há melodias que não tocam mais no rádio, mas habitam meus ossos. E eu aprendo novamente a escutar essa partitura antiga.

A saudade canta com uma voz que ninguém ensina, vem das feridas do tempo, e transforma ausência em uma música que dói.

As lembranças que mais doem são também as que mais amei. Elas têm perfume e corte ao mesmo tempo. Passei a tratá-las como se fossem frascos delicados. Abrir um a cada dia é exercício de coragem. E as lágrimas que saem servem para
regar memórias.

O tempo não espera. Gastamos nossa vida economizando tempo, mas o que realmente desperdiçamos é o único momento que possuímos, o agora.

Junto do vento que vem do sul, para bem além de onde o sol se põe, depois do oeste, onde o tempo se curva, flui a fonte da inspiração pura e indomável, a melodia que o mundo ainda não ouviu, gravada nas estrelas ancestrais.

O maior luxo da vida é ter tempo para o silêncio e para o afeto, o resto é apenas ruído e superficialidade.

Pouco deu certo desde que resolveram me
colocar neste tempo. Não sou hipócrita, conquistei e realizei, mas a sensação de pertencimento é nula. Tudo me parece incompleto, como se eu estivesse vivendo uma vida que, fundamentalmente, não
me pertence.

Não permita que a pressa alheia determine o ritmo do seu crescimento, o tempo da lagarta é diferente do tempo da borboleta.

A fé me ensinou a esperar, mesmo quando tudo parece tardio, o tempo de Deus não falha, e quando chega, chega perfeito.

O tempo aparentava ter-se partido em silêncio, e eu parecia caminhar nos seus intervalos, passo a passo, pedra a pedra.

Espero que seu tempo não voe sem que possas entender a inconsequência do destino.
Uns se perdem e outros se encontram.

⁠Na roda da vida que chamamos de tempo, o passado é sempre criado no presente a cada momento futuro.

Aquela cor que não era sol nem lua, mas a terceira luz, a que só acendia onde o tempo se esquecia de passar.

A ÉPOCA DA RAZÃO PROVOCADA
A FÉ RACIOCINADA DIANTE DO NOSSO TEMPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Fé raciocinada somente é aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” Esta afirmação, situada no coração da filosofia kardequiana, exige que perguntemos a nós mesmos: em que época estamos? Que espécie de tempo histórico interpela o pensamento e convoca a fé a este exame rigoroso?


Estamos em uma época marcada pela abundância de informações e pela escassez de reflexão profunda. Jamais houve tantos textos, tantos documentos, tantas vozes, tantas análises. No entanto, raras vezes a humanidade se mostrou tão dispersa, tão imediatista e tão inclinada a formar julgamentos sem o devido estudo. Por isso, a frase de Kardec não é apenas uma advertência, mas um critério de maturidade espiritual.


Em que época estamos?
Estamos na época em que o pensamento crítico tornou se uma necessidade vital. A razão é diariamente pressionada por conclusões rápidas, interpretações impulsivas e opiniões que substituem investigações. A fé raciocinada, para existir neste cenário, precisa demonstrar coragem intelectual e serenidade moral. Ela deve erguer se acima da agitação mental, examinando cada ideia com calma e lucidez.


Em que época estamos?
Estamos na época em que muitos confundem tradição com estagnação. Mas Kardec, ao afirmar que a fé deve encarar a razão em todas as épocas, reconhece que cada período histórico traz novas questões, novos desafios e novas exigências. O século vinte e um não é exceção. Pelo contrário, é talvez o século em que esta frase ressoa com mais força, porque a razão foi convertida em arena de pressões constantes.


Em que época estamos?
Estamos na época em que a responsabilidade intelectual se tornou prova de caráter. Avaliar, estudar, fundamentar, compreender antes de opinar tornou se ato de resistência moral. A fé raciocinada não floresce na pressa, mas na ponderação. Não vive do eco das massas, mas da coerência íntima entre razão e sentimento.


Por isso, enfatizar a frase kardequiana neste contexto significa reconhecer que a fé raciocinada permanece como exigência permanente. Ela não é conceito do passado, mas compromisso do presente. Encarar a razão face a face significa encarar nosso próprio tempo, suas fragilidades, seus excessos e suas urgências.