Templo
Os cristãos mais profundos em conhecimento bíblico e espiritual não são aqueles que simplesmente decoraram inúmeros versículos, nomes e histórias, mas sim aqueles que memorizaram milhares de lições e conselhos da Palavra, guardando-os no coração e vivendo-os na prática.
Há, de fato, o mundo espiritual e o mundo natural e material, porém, não há um grande distanciamento entre eles, pois um exerce influência sobre o outro.
Algumas pessoas tendem a espiritualizar tudo, enquanto outras tendem a naturalizar tudo. O certo é que o inimigo está ao nosso derredor e é muito oportunista! Nunca o subestime!
Muitas pessoas afirmam não saber onde encontrar a verdade, devido à diversidade de igrejas existentes. No entanto, a Bíblia mostra que aqueles que buscam e desejam sinceramente a verdade a encontram. Deus mesmo os encaminha.
É possível, porém desafiador, encontrar um cristão intelectual e altamente inteligente que viva e compreenda o Evangelho em sua plenitude. Indivíduos muito inteligentes tendem a questionar e buscar explicações lógicas para tudo, o que pode levá-los a entender conceitos espirituais e sobrenaturais de maneira racional e superficial. Isso resulta em uma experiência do Evangelho que frequentemente carece de profundidade e vitalidade espiritual, pois é abordado como uma ciência humana, sem a vivência da revelação do Espírito Santo.
Muitos cristãos intelectuais abordam e estudam o Evangelho como se fosse uma ciência humana, sendo considerados sábios principalmente por suas interpretações inteligentes da Bíblia e discursos bem elaborados. No entanto, suas afirmações carecem de validação divina, e eles desconhecem a verdadeira essência do Evangelho, nunca tendo experimentado a revelação do Espírito Santo.
Sabe onde muitos cristãos erram? Quando pensam que obstáculos normais, imprevistos e acontecimentos comuns da vida não podem ser utilizados de maneira estratégica pelo diabo para impedir que realizem algo para Deus.
"Ser um homem de Deus" é diferente de "parecer um homem de Deus". Alguns cristãos se preocupam mais em parecer do que em ser.
Às vezes, nossa perspectiva muda completamente ao enxergarmos as coisas através das lentes de Deus...
"Eu não consigo" é o sussurro do inimigo, a muralha que ele ergue para nos aprisionar, a melodia da derrota que ele nos tenta ensinar a cantar.
É triste observar que muitas pessoas estão desorientadas e perdidas em diferentes aspectos de suas vidas. Isso ocorre porque não encontraram ou não quiseram seguir a Jesus, que é o único Caminho.
Muitos cristãos enfrentam situações difíceis que poderiam ser evitadas se se humilhassem verdadeiramente e seguissem os conselhos de Deus.
Igreja?
- Não, obrigado.
Hoje é dia 28.10.18 e só consigo ver estampada a hipocrisia do que o “cristianismo” se tornou. À memória, em compasso binário, dobram-se os joelhos na Marcha da Família com Deus (1964).
Houve, na atualidade, uma barganha do respeito, pelo amor ao ódio. Da liberdade, pela opressão. Da justiça que atinge a todos, pelo vulto da seletiva justificação e santidade para com a segunda pessoa do singular. Senso vago de justiça que prefere iludir-se, enganar-se, perder-se no desconhecido óbvio, afastado-se da realidade. Como a amante que não se importa em ver seus valores banidos, mas apaixona-se perdidamente, cega, pela figura mitológica criada só na falsa intelectualidade da sua irracionalidade.
Do cristianismo que liberta, passam para o apresso a ideologia que exclui, para o culto à idolatria do pensamento escravocrata doutrinário, longe do realismo do próprio Deus. A Verdade (pelo menos a visão humana construída sobre ela) não liberta mais, mas oprime, reprime, persegue, acusa. O dogma, há tempos, vale muito mais que a graça. A aparência, bem mais que o conteúdo. A intenção limita-se ao ideologismo, tendo bem maior valor e importância do que a real verdade (falha, manchada, suja mas passiva de modificações). A máscara vale bem mais que a realidade.
Caiados sepulcros rachados já não cheiram bem. Por isso causam repulsa social, ao invés de atração. O ‘atrativismo’ contemporâneo embasa-se no deus da troca (venha para receber) pois perdeu-se a essência do Deus da existência (venha para ser), dando reinado ao deus da penitencia. Nesse “cristianismo”, que da tradição só restou a indulgência do pensamento culpado, Cristo já deixou de ser o centro há tempos.
Já fazem algumas estações que o vento tem gritado: “Eu já não estou na igreja”; “Nunca preferi a sinagoga”. O grande problema é que a repulsa cria ânsia e ânsia fortes dores estomacais. Se é pra perder a fé? Óbvio que não! É pra amplia-la, já que o som das paredes da sinagoga, há algum tempo, falam mais alto a respeito do auto égo do que da realidade que transforma, individualmente, o ser, este que a ele ainda é audível a pergunta: “você quer vir após mim?”.
Por isso, hoje, se o ofertório questionador é:
Igreja (templo material)?
A resposta possível é: - não obrigado!
“A certeza é a única verdade que existe, pois a dúvida é propícia ao erro e ao engano, eis o VERBO DE DEUS, a palavra de firmeza, exatidão e grandeza que fortifica o ser, exalta o Espírito dos Santos e eleva o homem à sua pureza.”
“As palavras da profecia não devem ser seladas, porque o tempo está próximo. Como também os selos, as trombetas, as vozes, a ceifa, os flagelos, o Armagedom e o júbilo dos Céus. Assim falou um anjo.”
"No paraíso não havia templos. Deus andava pelo jardim, extasiado, dizendo: 'Como é belo! Como é belo!'. A beleza é a face visível de Deus". (Em Se eu pudesse viver minha vida de novo)
Mas devemos procurar Deus e suplicar-lhe no mais íntimo recesso da alma racional, que se denomina o homem interior; quis Ele que fosse este o seu templo.
O grande erro de muitos que frequentam uma igreja é achar que são melhores do que aqueles que não frequentam. Esquecem que Deus é Espírito e que sua habitação está nos corações daqueles que de fato "são igrejas", que o adoram em espírito e em verdade, que vivem o verdadeiro evangelho, amando as pessoas e fazendo a diferença na vida de todos ao seu redor.
