Tem me Feito Tao bem
Bandeirante
Doçura do Meio Oeste
que tem como símbolo
o Ipê que une o país inteiro,
És um rincão precioso
do meu Brasil Brasileiro.
O teu povo alemão e italiano
fez deste solo a Pátria infinita
lutando na lavoura e fixando
bandeiras onde buscou viver
unidos com os irmãos gaúchos.
Semeando Tradições
vai mostrando nas danças
que o teu sangue e o peito
seguem nos ritmos do tempo.
Bem próxima da Argentina,
filha dos tempos doces
e de conversa macia,
Eu amo a tua gente guerreira
e me orgulho de ser brasileira.
Cada letra poética minha
tem sido Inconfidente,
onde ninguém aprendeu
a lição e se valoriza
o pior para a nossa Nação.
Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso dos poderosos
sempre é colocado
no lombo da população
e nos tornamos sem reação.
Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso da injustiça
sempre é a vida mais
humilde que aqui se sacrifica.
Ninguém aprendeu a lição,
conspira-se, julga-se,
prende-se e se faz justiça
com as próprias mãos
criando sempre novos Tiradentes.
Ninguém aprendeu a lição,
por ingenuidade, comodismo
ou até mesmo ambição:
não sei o quê será desta Nação.
Ninguém aprendeu a lição,
viramos Tiradentes perpétuos
por omissão de quem teria
o dever de fazer e outros
são Tiradentes até sem perceber.
Ninguém aprendeu a lição:
Tiradentes perdeu a vida
por não querer mais a colonização,
e foi feito patrono civico da Nação.
Pelo amor que o céu
tem pela nossa união,
Pelo azul turquesa do mar
mais paradisíaco,
Jamais deixarei o orgulho
que sinto do nosso amor bonito.
Do oficial
que serviu
lado a lado
todo o dia
o Cmte.Supremo,
se tem notícia
que ele está
torturado
no Inferno
de cinco letras,
O deputado
segue isolado
do mundo,
E para
as amadas
até agora
nenhuma
mão estendida.
Este mundo
tem se nutrido
de valores
invertidos,
Dizem que
tem guerrilheiro
se convertendo
em justiceiro
das fronteiras;
Não se pode
ter um
olhar ingênuo
sobre isso,
É preciso proteger
melhor o povo,
No cair profundo
da penumbra,
Transferiram
o General mais
idoso para
Fuerte Tiuna.
Do General preso
injustamente
que tanto insisto
em pedir
a liberdade,
É por essa e
tantas outras
percebo que há
muitos malfeitos
a serem corrigidos,
Não dá para engolir
silenciosamente
tanto radicalismo.
Somos latino-americanos,
e devemos estar acima disso
tudo para que este pesadelo
nunca mais se repita!
A bandeira é
visivelmente
monocromática,
Das crianças
o bloqueio
não tem tido
misericórdia,
E por elas
o poder não
tem dado conta
da prevenção,
Parece ironia:
três oficiais
leais a revolução
torturados
pela revolução,
Prova que não
há nenhum
visível diálogo,
e sim monólogo.
Não se sabe
mais notícias
das amadas
do inocente
General
e do Tenente
Coronel,
Só se sabe
que elas foram
aprisionadas.
Sei que é facil
criticar daqui,
O sol nascente
do Esequibo,
A Mãe anciã
impedida de
ver o filho,
E tem sido
só agonia:
As pessoas
se rendem
por covardia,
discutindo
o inútil entre
si ao invés
de se unirem.
O azul tem
sido o sinal
nos rostos
e braços
a oposição
por quem
fala em
cessar
a usurpação.
Com essa
gente dá
para ver que
o General
não tem
nenhuma
ligação,
ele não é
partidário
da traição,
foi preso
em uma
pacífica
reunião
e nunca
mais obteve
a libertação.
Da Aporrea
já consegui
perceber
que não
há mais
silenciação,
Há mais
de seis
dezenas
de jornais
em igual
situação.
Um vereador
foi morto
sem direito
a comoção
do exterior,
Dirigentes
oprimidos,
Parlamentares
perseguidos,
Há mais
de mil
presos
políticos
E nada disso
tem feito
nenhum
sentido
na Pátria
do libertador.
Do estado
físico
do General
na prisão
não ouço
e não vejo
ninguém
falar
nenhum pio;
Recrudesceu
a tortura
contra
o Capitão
de Navio.
Cada um oferece somente
aquilo que tem para dar,
Creio que me fere
- duramente -
porque não tens coragem
De me escutar.
Não há quem permaneça
sem chance de dialogar,
Creio que me evita
- friamente -
porque não tens audácia
De me resgatar.
Mas a vida é assim:
desmistificando nas ausências
as tuas inconsequências;
Creio que me mostra
porque não há outra maneira;
De entender a tuas dolências.
Cada um seleciona o quê quer
aquilo que quer falar e escutar,
Creio que me provoca
porque não tem firmeza
De deixar no coração o amor entrar.
Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem sentido!
Porque quem deseja algo
- concreto -
Faz do diálogo um jeito
De fazer o tempo aberto
Para nadar em mar calmo.
Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem razão!
Porque quem deseja amor
- verdadeiro -
É sobretudo, objetivo!
Não dá para adivinhar,
Se você não falar comigo.
Não dá para varrer
- os teus receios -
Se não abrir o caminho.
Você não está comigo,
Daí o desespero!
Porque amar é muito,
Ser amada é importante,
Para me fortalecer,
E me fazer invencível:
Quero tê-lo embevecido!
No meio das brumas irrompeu-se
a mais bela luz que se tem notícia,
No teu sorriso encontrei a primeira
- folia -
E a mais bela e estonteante primícia
feita de rosa, cores e toda a poesia.
No teu olhar feito de verde oceano,
eu encontrei o amor sem engano:
verdadeiro, indivisível e primeiro
És a minha alvorada e o meu poente
- perfeito -
Nas texturas, misturas e virtudes,
- incomparáveis
Feita de Sol, Lua e todo o Universo
o amor primeiro, dileto e correto,
Cheio de emoção e todos os sabores;
És Mãe, o maior de todos os amores.
No seio das ternuras iluminou-me
a mais linda de todas as paciências,
Ainda lhe devo todas as obediências
- reconhecidas -
E uma obstinação de fazer da vida
um arauto de todas as reverências
- Merecidas! -
O teu sorriso aceso tem a luz
Das estrelas acesas do céu,
O meu destino escreveu
Nos canteiros mais coloridos,
O meu coração nunca esqueceu
Das luzes da ribalta avistadas da barca;
Ah, essa primavera que não passa!
O teu nome é sinal de pura censura
No mundo das pessoas perfeitas,
O meu peito arde de tanta loucura
No arder das plenas reminiscências.
O teu perfume ao vento paira
Com a força de um vero jasmineiro,
O verso que arranquei para ti
Foi do mais lírico [canteiro...,
O manancial deste substantivo
Tão abstrato e dolorido
Que bate no peito como concreto;
E para alguns é como canto secreto.
O teu nome é sinônimo de ausência de luz
No mundo ninguém sabe como surgiu,
O meu caminho para ti me conduz
No passo do tamanho do céu de anil.
Desta culpa sou ré confessa:
- Por ti morro de saudades
Sei que vou acabar enlouquecendo;
Com o peito que vive a bater forte,
Ele está sempre por ti doendo...
Deste Sol que não se apaga:
- Por ti escrevo versos de saudades
Sei que vou acabar sozinha,
Com o peito estrelado em versos,
Que para este mundo está se descrevendo.
A vida tem subterrâneos,
Nem sempre um convite
É uma boa proposta;
Não fale com estranhos.
A vida não tem preço,
Não se seduza pelo desafio,
E nem se leve pelo desespero.
O mundo por si só já é um perigo
Para tudo existe um recomeço,
Não se entregue, se preserve
Corra para longe do desatino.
A vida tem surpresas,
Não tenha pressa,
Tenha os pés na tua terra,
Não se venda para sorriso largos,
Nem sempre eles são verdadeiros;
O sol nasce para todos, confie,
É só se afastar de convites sorrateiros,
A boa fortuna um dia vem,
O destino escreveu nos seus passos:
Você não nasceu para ser mais uma presa
Do Tráfico Internacional de Pessoas.
- O mundo não nasceu para ter escravos! -
O teu coração tem asas
Batendo ao vento,
O teu amor não passa
Seguindo em círculos,
Levitando o teu corpo
Que é ferro e brasa.
A tua oração denuncia
Coração estremecido:
- Orgulho de joelhos
Moro nos teus segredos
Voltados para o sul,
Sou o teu melhor dos medos.
Estou na tua mão,
Se me tocas, sou cítara,
Jardim recurvado,
No profundo dos desejos,
Arco em busca da flecha,
Descrita pelo Zodíaco,
Lida nos arcanos,
Composta pelos poetas,
Prevista pelos profetas,
Sou o maior amor da tua vida.
A liberdade tem os seus próprios [sinais,
Ela é ousada, e sempre quer muito mais.
A liberdade precisa das nossas [marcas,
Ela é audaciosa, é rainha de muitas espadas.
A liberdade tem tudo dos doces haicais,
Ela é o quê é em mil toques [sensuais.
A liberdade precisa de todos os [jeitos,
Ela precisa de todos, e que venham inteiros.
A liberdade tem a sua poesia própria,
Ela é escrita por poetas que fazem [história.
Olhe para alguma parte
Do meu corpo
Sinais que mostram
Um convite
Para ser aventurado
E que fique entre nós
Bem acordado:
Ele não é para ser
- revelado
É o nosso canteiro
- embriagado
Repleto de pimenteiras
Por nossas mãos arteiras.
O tempo tem a fúria louca,
Ele passa, e não perdoa...
Giram os ponteiros dele,
De saudades estou corroída,
Estou de tanta falta quase
(desfalecida),
Não é de momento,
É sentimento profundo
(fecundado),
Giram os ponteiros do tempo,
Chegou a hora de acertar
(os nossos ponteiros):
de ti não abrirei mão, e já
provei que sou a Beatriz
que por Dante foi ao Inferno
em busca do seu coração.
Não existe tempo para amar,
Todo o tempo sempre será
Tempo para amar, amar, amar...
Não existe amor diferenciado,
Todo amor sempre será amor,
Ele é o espetáculo em esplendor.
Não existe jeito de amar,
Amar sempre encontrará
O seu próprio jeito de amar...
Não existe amor perdido,
O que existe é amor
Que não foi concretizado.
Não existe receita para amar,
Amar sempre se reinventa
A forma com a qual se eternizará.
Você ainda
não percebeu,
Não tem problema!
Eu dou
conta de nós...,
Tenho uma doce
certeza,
- e nenhuma dúvida
De que o nosso
sentimento,
- nos leva para cima
Bem perto do nosso
recanto íntimo.
Certa do nosso
caminho:
Que é uma obra
de arte do destino.
Talvez ainda
desprevenido,
Mandaste-me
um beijo,
- com calor -
Eu não resisti,
e estou aqui
A sonhar
em versos,
Tentando um
soneto de amor,
Para chamar
a tua atenção,
Por pura
contemplação de alma
- afim -
Da tua adoração...!
O mar tem a cor do pacífico,
De um jeito magnífico,
Sob o comando do céu,
Ora calmo, e ora bravio,
Beleza igual ninguém viu.
A Praia de Salinas,
É casa de artistas,
Abrigo das sereias,
Berço das poetisas.
Tão elegantes dunas,
Inspiram tantas doçuras,
O mar sempre abraça,
- não economiza -
Com quem aqui visita.
Fascinado fica,
Não se redime,
Por essa beleza brotada,
Primavera marinha contundente,
Por essa filha de Santa Catarina
- valente
De águas tão leves e suaves,
- atlânticas
Que marejam e inspiram
Poesias tão românticas...
A vida tem caminhos de porcelana
É preciso ter confiança
Iluminados pela esperança
A vida tem caminhos de pedras
Às vezes escorregadias
E também tem mil quimeras
A vida tem caminhos de areias
Que recebem marcas
Talvez de nem tantas belezas
Mas inundadas por grandezas
A vida e os seus caminhos
Que estão repletos de tramas
Que tecem mil famas
E outros enredos de mil dramas
Não se engane pelo poder
Não se intimide por ela
A vida é roda viva
Quando um se vai
O outro é que fica
Não te perturbe pelo poder
Não se ocupe por ele
Poder um dia a gente tem
No outro dia a gente perde
A vida existe para quem sabe viver.
A liberdade tem asas,
- ela pode voar
Ela tem asas de ouro,
À prova de desdouro.
Liberdade é um canto,
Que não há como calar,
Ela pertence ao ser humano,
Isso ninguém pode negar.
A liberdade ignora amarras,
- ela é constelação solar
Ela segue para todos os cantos
É livre para vivenciar – flutuar.
A liberdade é um mistério,
À prova de bala,
E de bomba a-tô-mica;
É beleza de gente indignada,
Que subverte a moral catatônica.
Existem pessoas que lutam
Pela liberdade,
E que depois passam a se identificar
com os seus algozes;
Assim, desse jeito, segue o triste
curso da História da [Humanidade.
A saudade não passou,
O presente ainda machuca,
O futuro é um convite,
O poeta tem razão.
É de exuberância monumental,
- a minha vista é do quintal,
À espera da tua presença espiritual.
Lá em Isla Negra perdura
A saudade que você deixou,
O amor que ainda persiste
No rimário de encanto e sedução.
É uma espera sem igual,
- dizem que isso não é normal
Essa espera valerá a paz sem igual.
A saudade não vai passar
O presente irá te trazer,
O futuro irá nos pertencer
- E o poeta há de nos escrever! -
O Nordeste tem um feitiço
Que mexe com o meu juízo
Não penso em outra coisa
Eu vou para João Pessoa
Você não apareceu à toa
Vou te amar de um jeito
Gonzaguianamente especial
Porque com ele eu aprendi
Que posso ir além do xote
E do xeiro no cangote
Posso te furtar um beijo
E aumentar o teu desejo
Só quero, só penso, não nego
Que quero o teu beijo roubar
Sonho com os olhos abertos
Rezo com os olhos fechados
Estou querendo te namorar
Vou te amar arretadamente
Que só a sanfona dá conta
Do nosso forró especialmente
Que vai além da mente
Sacodindo o corpo e o coração
Capaz de fazer chover no Sertão
E inundar o mundo inteiro com paixão
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