Tem me Feito Tao bem

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“Tem noites que falam baixo… Mas dizem tudo.”

“Falo vários idiomas, mas tem sentimentos que ainda não traduzo.”

Não insista


Tem lugar
que te aceita…
desde que você se diminua.
E eu tentei.


Tentei caber,
tentei calar,
tentei ficar.


Mas ficar, às vezes,
é só uma forma lenta
de ir se perdendo.
Então eu fui.
Não por falta de amor,
mas por falta de espaço
pra ser quem eu sou.

Tem gente que não foi feita pra ficar,
foi feita pra ensinar
o quanto a gente aceita menos do que merece.

"Frio que Sente"


Tem um frio
que não vem do mundo,
vem de dentro.
É quando você ainda sente tudo,
mas já não consegue demonstrar nada.
O coração não para de bater…
só aprende a se proteger.
E, às vezes,
se proteger
é esfriar.

Tem gente que chama caos de amor
porque nunca aprendeu a oferecer paz.
E quem tenta salvar tempestades humanas
quase sempre termina afundando junto.

Tem gente que não merece nem o teu olhar,
mas vive implorando migalhas da tua atenção
como quem bate na porta de um castelo
trazendo lama nos pés e ego nas mãos.
Nem toda presença merece acesso.
Tem gente que entra na tua vida
só pra testar o quanto consegue destruir
antes de chamar isso de amor.
Teu silêncio já é luxo demais pra certas almas.
E teu desprezo?
Quase uma obra de caridade.
Porque tem gente que não merece nem o teu olhar…
imagina o teu coração.
Autor: Lucci Santz

Justa Causa da Vida

Tem gente que perde dinheiro e aprende.
Tem gente que perde amor e amadurece.
Mas perder o réu primário por justa causa da vida…
isso aí é quando o mundo te empurra pro abismo
e ainda pergunta por que tu caiu.

A verdade é que ninguém nasce querendo guerra.
A maioria só queria paz, um café quente,
uma conta paga
e alguém que não destruísse a própria sanidade.

Mas o sistema adora fabricar monstros
e depois vender moralidade em prestação de culpa.

Perder o réu primário às vezes não começa no crime.
Começa no abandono.
Na fome.
Na humilhação diária.
Na porta fechada.
No “volta amanhã”.
No olhar torto de quem nunca precisou sobreviver.

E quando a vida te encosta na parede,
até o silêncio aprende a carregar faca.

No fim, a sociedade aponta o dedo,
mas esquece que foi ela mesma
quem ensinou tanta gente
a sangrar sem fazer barulho.

Tem gente que vai embora da nossa vida
sem bater a porta.
E talvez seja isso que machuque tanto.
O silêncio nunca pede desculpas.

Há algumas portas que não abrem, trancadas como quem não tem volta,
E no meu peito,
Ah no meu peito… um cadeado e uma saudade escondida.

Tem coisa que era pra passar e vira residência fixa.
Uma ausência.
Uma frase atravessada.
Uma culpa antiga.
Um “e se” repetido tantas vezes que começa a parecer verdade.

“Tem dias que a alma fala baixo,
mas o coração grita o suficiente pra gente continuar.”

Tem horas em que a verdade não chega gritando.
Ela chega cansada, senta na tua frente através de alguém improvável e desmonta meses de narrativa em poucos minutos. Coisa irritante, inclusive. Humanos passam semanas construindo versões dramáticas enquanto a realidade entra pela porta de chinelo e sinceridade.

Tem gente que não destrói só relacionamentos.
Destrói memórias.

Pega tudo que você fez com amor, esforço, entrega e cuidado… e começa a reescrever como se tivesse vindo de outra pessoa. Como se tua presença fosse substituível. Como se tua mão nunca tivesse segurado, ajudado, pago, acolhido ou permanecido.

E talvez essa seja uma das dores mais silenciosas que existem:
não ser esquecida…
mas ser apagada aos poucos.

É estranho descobrir verdades através de alguém que te ensinaram a odiar.
Mais estranho ainda é perceber humanidade em quem foi descrito como monstro.
Porque às vezes o “vilão” só era alguém cansado de carregar culpas que não eram dele.
E às vezes quem mais aponta defeitos nos outros, faz isso para esconder os próprios.

Eu ouvi coisas.
Coisas que ficaram rodando na minha cabeça como música triste tocando baixo num bar quase vazio.
E quanto mais eu pensava, mais eu percebia:
a verdade raramente faz espetáculo.
Ela não precisa.

A mentira costuma vir cheia de detalhes, emoção exagerada, personagens bem definidos, tentativas desesperadas de convencer.
A verdade normalmente chega simples.
Quase sem defesa.
E justamente por isso pesa tanto.

Dói perceber que talvez eu tenha amado alguém que precisava diminuir minha importância para conseguir seguir vivendo sem culpa.
Dói entender que enquanto eu carregava lembranças reais, existia alguém transformando tudo em versões convenientes.

Os presentes não importam.
O dinheiro não importa.
O que dói é a tentativa de apagar intenção.
Porque ninguém dá tempo de vida de volta.
Ninguém devolve noites acordadas.
Ninguém devolve preocupação sincera.
Ninguém devolve o coração investido em alguém.

E no fim, sobra aquela pergunta amarga:
como alguém consegue receber tanto amor… e ainda assim escolher distorcer quem ofereceu?

Talvez porque admitir a verdade exigiria encarar o estrago.
E muita gente prefere inventar narrativas do que admitir que perdeu alguém raro.

Mas existe uma coisa que não pode ser alterada:
quem viveu, sabe.

Quem esteve presente sabe.
Quem viu teu esforço sabe.
E principalmente…
você sabe.

Talvez seja isso que incomode tanto certas pessoas.
Porque por mais que tentem mudar a história, existe algo impossível de apagar:
a marca que alguém deixa quando amou de verdade.

E amor verdadeiro não desaparece da memória.
Só vira silêncio em lugares onde já foi casa.

“Tem gente que a vida tira do caminho… mas o coração continua procurando em qualquer rota.”

“Tem gente que entra na nossa vida como tempestade…
e fica como bússola.”

Tem ausências que não chegam,
elas apenas permanecem.


Você chama.
O silêncio responde.


E aos poucos aprende
que quem deseja estar perto
não encontra desculpas,
encontra caminhos.
Algumas verdades chegam sem fazer barulho. Quando viram versos, deixam de ser feridas e passam a ser aprendizado."




Lucci Santz 🖋️🌹

Muitas pessoas desejam os frutos,
mas quase ninguém aceitaria as raízes,
as tempestades
e o tempo que foi necessário para florescer.

Os Três Corações


Os polvos têm três corações. Dois trabalham para mantê-los vivos. O terceiro sustenta o resto do corpo. Mas existe um detalhe curioso: quando eles nadam, seu coração principal para temporariamente.


Pensando bem, algumas pessoas são assim.


Carregam um coração para os sonhos, outro para as responsabilidades e um terceiro para quem amam. Quando a vida aperta, continuam seguindo em frente, mesmo que uma parte delas precise silenciar por um tempo.


Muitas vezes, a força não está em não sentir dor. Está em aprender a distribuir o peso entre os vários corações invisíveis que existem dentro de nós.


Um guarda as cicatrizes.
Outro protege a esperança.
E um terceiro continua acreditando no amor.


Talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tão fortes.


Não porque nunca se cansam, mas porque aprenderam a continuar nadando enquanto esperam o coração voltar a pulsar em paz.

Eu Queria Não Ter Te Conhecido

Existe uma frase que quase ninguém tem coragem de dizer em voz alta:

"Eu queria nunca ter te conhecido."

Não porque todos os momentos foram ruins.
Pelo contrário.
Porque alguns foram tão bons que fizeram a despedida doer muito mais.

Ninguém entra em uma história imaginando que um dia desejará apagar o primeiro encontro, a primeira conversa ou o primeiro sorriso.

Mas há dores que nos fazem querer voltar no tempo.
Não para mudar quem somos.
Apenas para evitar a cicatriz.

O curioso é que o coração não esquece na mesma velocidade em que descobre a verdade.

Às vezes, a razão já foi embora há muito tempo.
Já entendeu tudo.
Já aceitou os fatos.

Mas o coração continua sentado no mesmo lugar, esperando alguém que nunca mais voltará do jeito que um dia existiu.

E então nasce o conflito mais silencioso de todos:
amar alguém que já não faz bem.

Não é fraqueza.
Não é loucura.
É apenas o tempo que os sentimentos levam para alcançar aquilo que a mente já compreendeu.

Talvez um dia a gente deixe de desejar não ter conhecido certas pessoas.

Talvez a gente apenas aprenda que algumas histórias não vieram para durar.

Vieram para ensinar.

E, por mais dolorosa que tenha sido a lição, nenhuma ferida merece nos convencer de que deixamos de ser dignos de um amor tranquilo, verdadeiro e recíproco.

Tem coisa que não precisa “ajuste”. Precisa só existir.