Tem me Feito Tao bem
O PORÃO ONDE FLORESCEM AS SOMBRAS.
O porão de Camille Monfort não tinha janelas. Era feito de lembranças úmidas e de passos que o tempo abafara. Lá, as sombras não apenas se escondiam — elas germinavam. Cada móvel esquecido parecia guardar a respiração de um sonho que nunca se realizou.
Camille não temia o escuro; temia o que o escuro dizia. Havia aprendido cedo que a dor, quando não encontra ouvido, cava abrigo nas profundezas da alma. E o seu porão era esse abrigo: um lugar onde as dores antigas faziam morada, conversando entre si como velhas conhecidas.
Dizia-se que ela tinha o dom de ouvir o que o silêncio confessa. Talvez fosse apenas sensibilidade demais, ou talvez, como acreditavam os que a conheciam de perto, Camille visse o que os outros apenas pressentiam — as linhas tênues que ligam a dor ao destino.
Certa vez, ao descer com uma lamparina trêmula, viu que algo nas sombras respirava. Não era medo, era reconhecimento. As sombras sabiam seu nome. Ali, no fundo mais fundo, Camille compreendeu que cada lembrança ferida é uma semente: floresce, sim, mas sob a terra escura.
E o porão, esse lugar de exílios interiores, tornou-se também o seu jardim. Um jardim de sombras floridas onde o sofrimento, ao ser aceito, se transfigura em perfume.
Camille Monfort entendeu que não se foge das sombras: conversa-se com elas. E, quando enfim o fez, ouviu de dentro de si mesma uma voz que dizia:
“A luz não nasce do alto, Camille. Ela brota de onde o escuro cansou de ser silêncio.”
O porão onde Camille Monfort habitava suas lembranças não ficava sob a casa ficava sob ela mesma. Era o subterrâneo da alma, o espaço onde os passos ecoam mesmo quando o corpo já não se move.
Ali, as sombras não eram ausência de luz, mas presenças antigas, sobreviventes do que fora esquecido. Tinham cheiro de infância úmida, de solidão e de papéis que nunca foram escritos. Cada objeto abandonado contava um trecho de sua história: a boneca sem olhos, o retrato sem moldura, o espelho que refletia apenas o que a alma ousava encarar.
Camille descia sempre que o silêncio se tornava insuportável. Levava nas mãos uma vela, como se conduzisse a si mesma a uma cerimônia de reconciliação. Ao descer, sabia que cada degrau era também uma descida interior e que as sombras esperavam não para assustar, mas para serem vistas.
Um dia, ao tocar o chão frio, sentiu que algo se movia entre as paredes. Era o murmúrio das memórias que ainda pediam voz. Então ela compreendeu: nada que é reprimido morre apenas muda de morada. E, naquele instante, o porão deixou de ser cárcere para tornar-se útero.
Camille descobriu, enfim, que as sombras florescem quando são compreendidas. Que o perdão é a luz que germina sob o peso da terra. Que a alma, quando aceita o próprio abismo, encontra a passagem secreta para a paz.
E foi assim que ela, a mulher das sombras, subiu novamente as escadas sem lamparina, sem medo trazendo nos olhos um brilho novo. A luz que antes buscava fora, agora nascia nela.
“O porão não era o fim, era o começo. Toda flor primeiro é sombra.”
De hoje em diante vou te chamar de amor,
É, vou te chamar de amor...
O Amor não foi feito pra sofrer, nem prá machucar.
É verdade que a saudade arranha às vezes,
É verdade que, as vezes, você não cabe em meu peito,
É verdade sim, que te admiro, que te adoro, que te Amo.
Esse é o Amor que eu sinto por você,
Não é um amor inseguro, nem o proibido,
Porque eu posso gritar seu nome onde eu estiver,
a hora que eu quiser.
Eu posso subir no telhado e cantar sua música,
Posso abrir meus braços na direção do horizonte e te chamar,
calmamente ou desesperadamente, mas posso te chamar...
quantas vezes eu desejar...
Uns vão me chamar de louco, o que importa?
O que importa é apenas que eu posso me declarar,
sem medo ou sem juízo, não importa.
Não importa que você não me veja ou não me ouça,
porque eu preciso apenas gritar seu nome,
preciso gritar que te amo,
porque sei que você me sente,
onde quer que você esteja, sei que você me sente...
Somos feito de barro nos olhos de Deus.
A mão do altíssimo molda o barro em vaso da forma como ele quer! Depende da sua escolha e estilo de vida que você for levar para sua vida, com Ele, Cristo Jesus. Somos o agricultor que plantamos o que semeamos, e Deus e o oleiro que irá te moldar pela fé. Aquele que acredita sem ver, terá a graça divina de Deus!
Mas somente o Amor ao próximo te sustentará.
Muitas vezes pensamos no que poderíamos ter feito, no entanto quando temos a oportunidade de fazer não fazemos. Faça acontecer enquanto podes, porquê nosso tempo é curto demais para perdermos oportunidades e para se viver apenas em lamentações e arrependimentos. LGBS
Para alguns o caminho é feito de flores, outros de espinhos e pedras, o meu construo em linhas e paginas.
Em formato circular e feito em ouro o mais valioso metal; serve para tornar visível aquilo que existe dentro do coração.
Hoje acordei me arrependendo e pensando em coisas que eu deveria ter dito e feito... Hoje vejo a verdadeira importância das palavras e principalmente das atitudes... Cansada e confusa, acho que são as palavras perfeitas para descrever como me sinto no momento... Sem mais... Por: SC*
Esse pó da terra é precioso porque somos feito dele... E devemos com dignidade respirar esse fôlego da vida e caminhar com coragem, rumo a felicidade para as gerações futuras🙏🙌👍
"Sabemos que o mundo é feito de Ctrl+C e Ctrl+V, mas isso não dá o direito a ninguém de se apropriar de uma ideia livre ou projeto inacabado, e propagar como sendo o autor da obra. Isso além de crime, é patético!"
“No silêncio, ele gritou com o coração, porque às vezes, o mais alto gesto de amor é feito sem uma palavra.”
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