Te Guarde na Palma das tuas Maos
"Alguns dizem ser religiosos e tementes a Deus, mas mantêm as mãos tão fechadas no fundo dos bolsos que não deixam escapar nem o vento para ajudar o próximo. Isso é fé, ou apenas maquiagem?"
Com camélias brancas
nas minhas duas mãos,
Levo a fiel convicção
além Médio Vale do Itajaí,
para te dizer que não
existe para a Nação
uma rota de liberação
que não inclua para nós
Zumbi em cada ação,
Porque ainda não foi
cumprida a abolição.
(Nós somos a chama
perpétua de rebelião).
Com as mãos seguras
no Camboim testemunha
carregado de frutas,
Estremecidos por teu ser
íncubo a gente se festeja,
Enquanto os frutos brindam
a espádua perolada,
Palores lascivos alcançam
e resistem porque da cena
acordados estamos a permanecer,
Porque o livre encantamento
selvagem chegou para envolver:
(Viramos habitantes do querer).
Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.
A senha serpenteando faz arrepio
entre os meus montes ao alcance
das afáveis mãos e do altíssimo
lance e da tua intrépida escalada,
Para que no espaço de um assobio
venha com os apelos sedentos,
rumo para desinibir os trejeitos
por intenção desavergonhada.
O prazer é comando compartilhado
entrego-te o cetro, o corpo e o poder,
Sou tu'alma nenhum pouco recatada,
terra ocupada e paraíso consagrado;
o encaixe eleito feito para o amado.
Onde a liberdade é a régua por regra,
em tempo de colheita de umbus,
com a maior consagração e entrega:
o amor em nós sempre se celebra.
Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.
Das minhas mãos jamais
sairão letras que provoquem
ou defendam caleidoscópios,
por conquistas de territórios
com base no emprego da força.
Os tempos não são mais
os mesmos porque onde
há a liberdade dos outros,
Não cabem guerras de aniquilação
e outros tipos de sufocos.
O Cedro do Líbano partido
por mim nunca foi defendido,
e jamais o será - custe o que custar;
Calar nunca será uma opção,
e tampouco o destino,
porque se o que é devido.
Seja pelo tempo, repetição
para causar normalização,
ou qualquer tipo de imposição,
Não haverá nenhum espaço
para tosco convencimento.
Tudo, do poema ao meu silêncio,
têm vida própria e aclamatória,
Não há quem de mim saia ileso,
porque entre pausas há comunicação;
que nem milhares de exércitos tombarão.
<< Do início, meio e ao final,
somente a paz estabelecerá reino,
quer queiram ou quer não. >>
Quando eu te vi pela primeira vez, minhas mãos ficaram suadas, eu não conseguia para de te olhar, foi como se você estivesse me hipnotizado...logo depois descobri como e amar alguém verdadeiramente.
Existem lembranças que pesam como ferros, mas moldam como mãos de artesão. Cada dor que carreguei me empurrou para dentro, e lá encontrei partes de mim que nunca ousaram nascer. A vida às vezes arranca, às vezes entrega. Mas sempre ensina, mesmo que a lição seja dura demais para a idadeque tínhamos.
A esperança é um mapa rabiscado com lágrimas e mãos calejadas, apontando caminhos que poucos ousaram pisar.
Há palavras que surgem como fósforos acesos em mãos trêmulas. Acendem-se, queimam rápido, deixam cheiro de algo que foi e não volta. Guardo-as em potes de vidro para que não se apaguem por completo, e quando preciso, abro um pote e relembro o calor que um dia tive.
Às vezes o perdão é uma mesa posta para ninguém. A comida está lá, mas faltam mãos para compartilhar. Fico olhando o prato vazio e aprendo sobre abandono. Algumas refeições só alimentam a memória. E ainda assim a mesa insiste em ser hospital de esperanças.
Um menino de costas carrega nas mãos vazias
tudo o que não pôde salvar. O piano calado chora por dentro, o violão perdeu as cordas como quem perdeu a fé. Anjos sujos ajoelham na lama, pedindo perdão por não terem chegado a tempo. As máquinas, cansadas de pensar, aprenderam o silêncio. E mesmo assim, ao longe, a água insiste em cair, porque o mundo acaba muitas vezes, mas a vida sempre encontra um jeito de continuar descendo.
O amor que me cura não exige perfeição. Ele pede apenas coragem para chegar com as mãos vazias. Acolhe os termos e as condições sem contrato. E na simplicidade do gesto, tudo se transforma. Porque amor que exige pouco é o que mais dá.
O perdão que me proponho é lento, como cerâmica. Modela-se com mãos que não esmorecem. Algumas peças racham no forno e perdem a forma. Outras saem perfeitas, surpreendendo até o artesão. E percebo que imperfeição também é beleza.
A ternura que procuro é de origem doméstica. Não vem de placas nem diplomas, mas de mãos simples. Ela aparece em gestos que não pedem retorno. Quando recebo tal ternura, sou restaurado. E volto a acreditar em recomeços honestos.
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