Te Amo Mesmo você não me Amando
Talvez a maior prova de amor seja mesmo a alforria... E dê - a também a quem te aprisiona, se for o caso!
Talvez eu seja mesmo criminosa. Eu faço tudo o que eu quero, e isso me é punível com penas altíssimas.
Mas eu sinto muito, eu continuarei na reincidência!
Talvez a maior prova de amor seja mesmo a alforria... E dê - a também a quem te aprisiona, se for o caso!
No fundo, a vida tinha mesmo certa preferência em me destinar estórias e histórias pouco comuns. Mas, mais no fundo ainda, eu sabia que eu sempre teria motivos para agradecer esse jeito tão sutil de ser tratada por ela.
A vida é como um GPS.
Mesmo que você desobedeça suas ordens, ela sempre recalcula a rota para te recolocar no caminho certo.
Se eu quiser saber como você está, mas não tiver coragem de perguntar, você me responde mesmo assim, telepaticamente?
É mesmo muito fácil se conquistar votos nesse País. Arroz, e às vezes, feijão, para se garantir as eleições, e caviar, para se garantir as votações na Câmara e no Senado. No fundo, ambos os "mortos de fome" são todos iguais: só pensam no próprio "estômago", de avestruz.
Está com medo de mim, não é mesmo?
Eu também estaria.
Eu também não saberia lidar com a possibilidade de ter, no futuro, os meus melhores e piores dias assim, tão no presente.
Pensando bem, acho que era mesmo engraçado me ver a fazer-te café da manhã, tão desastrada quanto o que eu sentia por ti!
O que sempre compensou foram os cheiros...
O cheiro do café.
O cheiro da pele...
Algumas vezes o meu próximo passo é recuar, simplesmente porque você continuou no mesmo lugar, sem dar nenhum passo à frente.
Desistir das pessoas é um esporte no qual, na maioria das vezes, mesmo quem conseguiu o pódio, perde.
Eu tenho tanta gente que me abençoa, que acho que deve até mesmo sobrar algumas bênçãos, indiretamente, à você, que porventura tenta me fazer o contrário. Fique à vontade para recebê-las, afinal, nem tudo na vida que nos chega é mesmo por merecimento.
Éramos duas pérolas, e tínhamos consciência disso, mesmo cada um em sua respectiva concha. De vez em quando a abríamos para ver se o outro ainda continuava ali, pertinho, porque também tínhamos consciência disso.
Parecia confortável, seguro, embora o trato de se permanecer ali nunca tivesse precisado da anuência das ondas. Estávamos ali, e pronto.
Daí você se fechou, e como já era previsível, se abriu novamente algum tempo depois.
Claro, encontrou a minha concha vazia.
Agora pode abrir a sua quantas vezes quiser.
Jamais saberá se eu atravessei o oceano, ou se encontrei alguém disposto a ficar bem mais próximo à mim, mais do que os seus olhares por entre as coxas, ou melhor, entre conchas.
Sim, saudade eu sinto mesmo logo depois, rápido. E falo logo porque ela também passa mais rápido ainda, se não satisfeita!
- Então, você quer mesmo a Li para sempre?
Promete que vai entender, aceitar e não interferir na paixão que ela realmente sente por Portugal, e que só aumenta a cada reencontro?
- Não?
- Ok, Li. Eu te declaro livre!
