Te Amo Menino
Eu amo a religião, mas duma forma invertida: amo refutá-la, pois essa é uma das formas mais eficientes de reduzir a entropia social.
Amo a religião como narrativa mitológica: engraçada, caótica e impactante. Pena que ainda sirva como instrumento de poder e opressão.
Se deus exige amor enquanto mantém o poder de me eliminar a qualquer instante, isso não parece amor, mas submissão. Ninguém ama de verdade alguém que mantém uma arma apontada para sua cabeça.
Te amo e esse amor me faz sofrer.
Te amo e há muito tempo só penso em você;
Te amo e te amar é a única coisa que sei fazer;
Te amo e não sei o que seria se não fosse amar você!
Te amo e pena que não me amas também assim.
23/07/25
— Alexsander Nascimento
Normalmente eu te amo
(1Evaristo)
Normalmente eu diria eu te amo,
Mas em Fera Da Poesia eu digo:
São doces os oceanos
Frente a meiguice de seu sorriso.
Diria eu também que o céu
Brilha menos que seu olhar,
Mas em Fera Da Poesia só posso falar
Que sua presença tira de mim o véu.
Posso dizer até que te amo,
Mas em Fera Da Poesia digo os oceanos
São apenas pequenas gotas
Nas quais não existem prantos
Pois tudo dissolve, oh! Nobre Douta!
Pois meu coração silencia a boca.
feradapoesia.blogspot.com
Anjo por fora, tempestade por dentro.
Me amo exatamente assim: um mistério que
poucos conseguem decifrar. ✨"
— — Anjinha Sensual
Uma coisa que amo é colocar meu fone, aumentar o volume, e deixar a música tomar todo o meu ser. Vibrar intensamente, sentir, deixar o som me dominar. Pensar, imaginar, lembrar. Sentir que meu coração acompanha cada batida.
A música é, para mim, terapia. É o momento onde mergulho em meu próprio abismo interior, sem que ninguém possa interromper. Sem que haja qualquer interferência. Os problemas, a correria, tudo some. Em seu lugar fica a música, em uma estranha união com o silêncio. Tudo toca e silencia ao mesmo tempo. E eu preciso do som e do silêncio.
Vivo entre os extremos, mas a música traz uma espécie de paz, calma, conexão. Há momentos onde necessito silenciar completamente, outros onde preciso ouvir, e também há aqueles onde preciso do som e do silêncio. Quando a música é tudo e nada. Não sei se mais alguém já se sentiu assim, se entendem o que digo. Talvez eu pareça louca falando isso, mas tudo o que sei é que, sem isso, não viveria.
- Marcela Lobato
A distância de quem amo
Sempre me foi letal
A abstinência não diminui
Apenas amplia
Da forma mais dolorosa
O sofrimento.
Não me leve a mal, eu amo ficar sozinha
E não desejo tapa buracos
Muito menos relações falsas
Nunca fui do tipo carente.
Hoje, nem mesmo desejo
Outro corpo para um breve aconchego.
Mas o silêncio e a distância me envenenam
Matam mais do que tiros no peito
Pois quando penso, ela domina meus pensamentos
Pois quando sonho, ela sempre está presente.
Não estar aqui, nunca me impediu de estar com ela
Se, no perigo, a sinto
E até os meus demônios amam ela
Como eu poderia simplesmente esquecê-la?
Já a vi de tantas formas...
Nesta vida e em tantas outras
Onde sempre fomos nossas
Mas ao me levarem encarcerada
A perdi para sempre.
Talvez, em outra vida, a veja
Talvez por isso queira pular o tempo
Mas só o que sei é que, não poder amar
É o que verdadeiramente destrói por dentro.
Antes ama-la do que nunca tê-la.
Antes vê-la quebrar meu coração do que nunca poder toca-la.
Antes morrer para estar ao lado dela
Do que viver as mentiras do mundo moderno.
- Marcela Lobato
Talvez, quem eu amo, já não exista. Seja um fantasma fragmentado. Eu a procuro, mas não a encontro. Nunca a encontro além de dentro da minha mente, onde a sua ausência é sempre notada pela sua inevitável presença.
- Marcela Lobato
