Te Amo e Nao quero te Amar
"Não quero ser sempre aplaudida, mas quero ser sempre reconhecida naquilo que fui capaz de fazer de bom para a sociedade"
Por acaso não tenho o direito de fazer o que eu quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque estou sendo generoso?’
Mt 20,15
(parábola)
Não quero o que a cabeça pensa, quero o que a alma deseja, deixa essa mala no chão, tranque a porta e me beija.
Eu não quero casar com você. Não quero véu, grinalda. Não quero casa, apartamento. Eu não quero filhos, nem ficar junto 10, 15, 20 anos. Não quero planos.
Pode ser que no futuro você tenha alguém tão legal quanto eu, assim como no passado você também já teve. Mil pessoas podem me fazer feliz, mil pessoas podem te fazer feliz e cada uma de uma forma diferente.
Quem lê isso e diz que isso é falta de amor, na verdade não entendeu nada.
Esse é o amor mais purinho que eu posso oferecer. É amar sem cobrança. É amar por amar, sem planos, sem amarras.
Só me importa o hoje. E hoje, de todas as coisas imagináveis e inimagináveis, a que eu mais quero é ficar com você....sem medo, sem ter que imaginar “será que hoje vai rolar?”. Poder chegar, e te beijar. Poder estar realmente com você.
Quero deitar num sofá de camisetão e despenteada, e assistir a vídeos e filmes loucos, contigo.
Quero falar de coisa boba. E dar risada, muita risada.
Quero acordar no final de semana com você do lado. Passar a tarde toda sem fazer nada e sentir o escurecer do dia do quarto colada em você. Porque me agrada a temperatura da sua pele, sempre uns graus mais quentes do que a minha.
Quero poder saborear a sensação estranha de conversar com você, sem ter que ficar com aquela ansiedade, e ficar caçando assunto pra te falar....simplesmente, falar com você.
Hoje o que eu mais quero é ficar com você. E ontem também era. E semana passada. Mês passado. E nos últimos anos. Seja um dia feliz, seja um dia triste…
A verdade é que se um dia eu acordar ao seu lado em um apartamento nosso, ou com uma aliança no dedo vou ser igualmente feliz ao que eu sou. E vou pedir a mesma coisa, me dê o hoje.
Porque não importa o plano. Importa sim a vontade. O amanhã, quem sabe?
Vou deixar que você me tenha e em troca quero que você me faça feliz a ponto de não querer te trair.
Confesso que morri. Morri por dentro. Já não tenho mais forças pra lutar e nem sei se quero. Morri, da pior forma e mais dolorosa possível. Fui vendo a vida passar, o mundo girar e fiquei agonizando, morrendo aos poucos. Deveríamos encarar a morte com naturalidade, mas não consigo. Eu tinha uma vida inteira pela frente e poderia ser feliz, mas a dor, o ódio, a raiva e tantas outras coisas me mataram… Morri em alma e em coração, agora o que me resta é morrer em corpo, ou, então, apenas vagar por aí feito um zumbi.”
CONVÍVIO DOS MORTOS
Quero tudo que não me foi,
Tudo talvez o que não mais é
A despedida da antiga e errônea dor
Da pobre esperança sensata
constituída em fé.
Quero abraçar esta noite nebulosa como última,
aquela que não se veem a chegar
A que possui dois córregos de um mesmo rio separados,
Que sem escolha trilharei...
Ao certo, onde será o que se esperam?
Quero junto a ti nesta sossegada paz
Ir além do conhecido, do eterno
Do místico ao surreal,
Do terço à boêmia.
Quero esse sentimento mentiroso e egoísta
Devastador!
Que o que em outrora, de um lado da moeda, consolador!
Quero estar com olhos de enfermos e desfalecidos diante de tuas faces e momento,
Ver-te de baixo
Para que nao o veja,
O olhar negro, abetumado, abioso,
Pois bem sei que o lugar que virgílhas
Em mero relance antigas idas,
Não encontrarás o recinto que cobriu-me
Como o soprar da ultima vela.
Não quero enxergar o que os os lhos inibem
As neblinas que não se dissipam,
Omite ao olhar a certa cegueira
Sob tão cedo catatumbas bem mal cuidadas,
Que não tiveram a verdadeira despedida
Desta face de teus cabelos
E do medo que se prega.
Em suspiros que sussurram, se proliferam
E nao se passam, se propaga
Contaminam este convívio dos mortos,
Inquieto, constante, devaço, tenebroso
Infecta os vivos que temem, não deixam a de temer...
E nestas caminhadas noturnas que rogam
Suplicam ao tempo que não permitira esquecer
O vácuo deste solo sem saída
Que o menor ser procura romper,
Quero encontrar este endereço baldio
Que se fez morada e não flui
Que vaga e não dilui
Neste imenso cemitério que não mórbido
Se tem o que não foi,
O que apenas se constitui.
Willas Fernandes. 17.12.15.
Já desisti de tantas coisa que já nem sei mais o que quero! Mas não saber pode ser um ótimo recomeço pra minha vida.
