Te Amei
Eu não te amei por te achar incomum; eu te amei por considerar-te um amigo confiável, um amante incomparável e um ser humano apaixonante. Sou sincera: você continua sendo meu ser amado.
A saudade muito me maltrata
Daquela mulher q' tanto amei
Não sei por que aquela ingrata
Me deixou se só amor eu lhe dei.
Hoje, eu abro mão daquilo que mais amei. Não por falta de querer, mas por não ter mais onde buscar forças para lutar nesta batalha de um homem só. Eu te entrego ao destino com a alma em pedaços, mas com o peito limpo de quem sangrou cada gota de esperança tentando resgatar o que restava do nosso amor.
Dói — e como dói — admitir que o meu amor, por mais vasto que fosse, não foi o suficiente para nos manter de pé. Saiba que, em cada batida frenética do meu coração, houve um grito pelo seu nome. Você foi o meu sol e a minha tempestade, o meu cais e o meu naufrágio. Te deixar ir é o sacrifício mais lancinante que já fiz por mim — e, acima de tudo, por você.
Obrigado por ter sido o meu capítulo mais intenso; por ter me mostrado a beleza do céu e a agonia do abismo. Eu te amei com uma força que as palavras são incapazes de alcançar, e é justamente por esse amor devoto que eu, finalmente, aceito o nosso fim. Que a vida te conceda a paz que eu não soube dar, e que o tempo cure em você as feridas que eu não pude consertar.
Adeus, meu grande e eterno amor. Sigo só, mas sigo inteiro... por um dia ter sido, inteiramente, seu.
Hoje eu entendo muitas coisas que antes eu me recusava a enxergar. Eu te amei de verdade, com um coração limpo e uma sinceridade que não se encontra em qualquer esquina. Para mim, o que vivemos nunca foi algo passageiro, nunca foi uma brincadeira ou um passatempo.
Enquanto eu depositava sentimento, cuidado e verdade em cada detalhe, você parecia estar apenas deixando o tempo passar. Fui íntegro em cada palavra, em cada atitude e em cada momento que escolhi permanecer ao seu lado. Nunca escondi o que sentia, nem hesitei em mergulhar no que acreditava que tínhamos. Eu confiava nas nossas conversas e em tudo o que, para mim, exalava realidade.
Mas o tempo é mestre em tirar as vendas dos nossos olhos. Comecei a perceber o que o meu coração, antes ocupado demais amando, não me deixava ver. Dói encarar o fato de que, enquanto eu me entregava por inteiro, talvez eu fosse apenas um intervalo na sua vida — alguém para ocupar um espaço vazio por um tempo determinado.
O que mais machuca não é a distância física ou o fim do ciclo em si. O que realmente fere a alma é perceber que eu vivi uma verdade sozinho. É notar que o brilho que eu via nos nossos olhos era apenas o reflexo da minha própria dedicação, enquanto você mantinha os pés no raso, pronta para partir a qualquer momento.
Te amei com a calma de quem entrega a alma sem medo,
mas teu silêncio foi virando
inverno dentro do peito.
Cada promessa tua ficou
perdida no tempo,
e o que era carinho virou
lembrança machucando por dentro.
Ainda lembro do brilho
dos teus olhos nos meus,
do jeito que tua voz fazia
o mundo parar.
Mas hoje existe um gosto
amargo entre os “nós” e os “adeus”,
como se o amor tivesse cansado
de tentar ficar.
Carrego ressentimento
nas partes que ainda te amam,
porque esquecer você nunca
foi tão simples assim.
Te culpo pelas noites em que
minhas lágrimas me chamam,
mas no fundo também me culpo
por querer você perto de mim.
E mesmo ferido, meu coração
ainda pronuncia teu nome baixinho,
como quem procura abrigo na própria tempestade.
Porque o ressentimento é só um amor perdido no caminho,
tentando sobreviver no meio da saudade.
Meus filhos.
Amei vocês no segundo em que lhes senti, vibrei a cada batida de seus coraçõezinhos.
Me apaixonei no minuto em que vocês nasceram, e quando olhei para os seus rostinhos...senti o maior amor do mundo, só tinham um minuto de vida e eu já morreria pelos dois. E hoje ainda é assim.
Quando resolvi ter vocês, tomei a decisão consciente de permitir que o meu coração caminhasse fora do meu corpo...e essa foi a melhor decisão da minha vida!
Amo vocês...sempre!
☆Haredita Angel
Nunca vi amores sós.Mas já amei sozinha Sem ser correspondidada.
Somente comentava com a vizinha.
De longe olhava os olhos do ser amado.
Sem nunca termos nos falado.
O, vida sem graça quando passa sem amores reais e amizades reais.
Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.
Amei você a partir do momento em que a sua Felicidade passou a ser a minha, e a partir do momento em que o seu Sorriso se tornou o meu!
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
Observo como muda o meu humor, se ontem te amei, hoje sinto pouco e o pouco foi o demais que ouso. Acordo sonolenta e as palavras me dão ressaca se me desnudo na sala de minha casa calada. Pois que me desculpem os versos em vão, se tantas vezes caminho sem direção. Se digo que escrevo a você vislumbro o possível fim e muito mais escrevo a mim. Na pintura de minha face se derramam todas as minhas fases e como um camaleão mudo de cor e me misturo à paisagem. Eis que o sol raiou e é densa sua claridade, no azul do sábado que atravessa a cidade. E se eu amo tanto, também me esqueço verbalmente ao escrever um poema que não mente. O poema tira minhas vestes e encancara o peito que se faz mar celeste ou solo árido do agreste. Eis que é o mesmo sumo e me assusto ao ouvir minhas palavras e por um instante não sinto nada. Fecho as cortinas da sala, pois a ninguém interessa minha madrugada e o ímpeto de desmachá-la e já não sei quando minto ou falo a verdade, se tudo brota no caminho das ambiguidades. No sol ardente encaro a realidade, que muito mais se faz palpável se escrevo e me calo quando se escancara o sábado do passado que se busca na escuta alheia de algo que se assemelha. Busco através das palavras uma expressão que muda conforme minha face, que não ri, nem chora, pois que outrora tudo era mais intensidade, mas o dia concreto busca uma nova necessidade. O amor implacável enfraquece se no calor já mudou o meu humor. E me faça o favor de não acreditar em minhas frases, pois que contrasta o ser que sou e a pessoa que serei. Disso eu bem sei, se palavras passadas me deixam ruborizada e mais busco pássaros em revoada no céu que desconhece estrada. Hoje é dia de viver o hoje e me pergunto como pôde a noite escura se transformar em rima se hoje sigo nova trilha na paisagem que se descortina. Me visto com o meu rosto para evitar qualquer desgosto, se tanto me tenho exposto. Mais eis que são apenas palavras, que pouco dizem do meu ser, se sei fazer escurecer ou amanhecer. A roseira na janela nada espera se a maré se faz em cores amarelas e me pinto de aquarela em cada traço na tela. A poesia se faz como uma necessidade a conter minha intensidade, me abstenho da cidade e minha sala é um ecossistema que se retroalimenta. E minha doçura arde como pimenta na mão que acalenta e me faz e me sustenta. Sou mais que aparência. Eis minha essência.
Quando te conheci já te amei.
Já te amei porque não tenho se não motivos para não te amar.
Tu me conheceu como eu era dantes, e agora te conheço como é após.
Será mesmo que tu me conhece ou eu te conheço?
Te conheço quando penso em seus lindos lisos louros e castos cabelos.
E vós em que me conhece?
Não tenho nada a te oferecer do que meu próprio conhecer.
O vento levou o que eu não falei
Mas trouxe de volta tudo que amei
E mesmo sem ter você por perto
Meu peito ainda chama por algo certo.
Helaine Machado
O viver não vivido
Amei-te sem conhecer-te
Querendo eu conhecer-te
O universo de mim escondia-te
Achegava-me e tu afastavas-te
Morria eu e tu vinhas, e ressuscitavas-me,
Amor não amado
Paixão consumada e não vivida
A dor era a dor da amada
Apaixonada, de volta não foi amada
O coração teve que congelar de amar.
Já amei errado, já investi onde não havia nada, já me entreguei onde não havia retorno, mas aprendi, o amor certo nunca exige sacrifício da alma.
Já amei quem nunca me viu, já dei demais a quem não merecia, mas aprendi, o amor certo reconhece, e permanece.
As lembranças que mais doem são também as que mais amei. Elas têm perfume e corte ao mesmo tempo. Passei a tratá-las como se fossem frascos delicados. Abrir um a cada dia é exercício de coragem. E as lágrimas que saem servem para
regar memórias.
Fui ferido por quem amei, mas curado por quem ficou. Curar-se também é um ato de coragem, quem ficou se tornou ponte onde a confiança pode voltar a andar.
