Te Amei
1788
"Sempre Amei Minhas Professoras... Todas as Minhas Professoras. As Anteriores, as Atuais e até as Futuras!"
Anjo
Eu amei um anjo
eu dormi com um anjo
eu vivi com um anjo
e nesses dias eu fui feliz
nesses dias eu morri
morri e renasci
metamorfose ambulante
agora me sinto como Zeus
mas meu anjo foi pro céu
viver junto do verdadeiro Deus
Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.
Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.
Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.
Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.
Estações
Te amei no verão dos teus risos soltos, quando o sol morava nos teus olhos e cada toque era incêndio manso que não pedia pressa, só presença.
No outono, te amei em silêncio,
entre folhas caindo dentro de mim.
Aprendi que o amor também amadurece, fica mais denso, mais verdade, mesmo quando o
vento leva o que sobra.
No inverno, confesso, doeu.
Teu nome virou neblina,
teu abraço, lembrança fria.
Mas foi ali que entendi
que amor não morre
— resiste.
E quando a primavera voltou,
voltaste diferente, ou talvez eu.
Flores nasceram onde antes era ausência, e percebi:
amar você é aceitar as estações,
porque até a saudade
faz parte do ciclo do coração.
Nunca te iludi, sempre te amei
Nunca te iludi
— meu silêncio nunca foi vazio.
Carregava teu nome com cuidado,
como quem guarda água em mãos abertas, sabendo que amar também é não prometer o que não se pode cumprir.
Sempre te amei nos detalhes pequenos:
no jeito que o dia ficava mais leve quando você chegava,
na paciência que aprendi sem perceber, no respeito de te querer livre, mesmo quando te queria perto.
Não te confundi
com passagem nem distração.
Te escolhi sem alarde,
com o coração firme e os pés no chão, porque amor de verdade não precisa enganar pra ficar.
Se um dia duvidar,
olha pra trás com calma:
meu afeto nunca mudou de forma,
nunca vestiu máscaras —
nunca te iludi, sempre te amei.
Porque amar nunca foi sobre equilíbrio, foi sobre entrega —
e eu sempre te amei
com tudo que o mundo nunca viu.
Não perdi porque amei pouco,
perdi porque amar não garante lugar.
O coração não premia quem insiste,
ele só decide quem vai ficar.
“Amar em Silêncio”
Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.
O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.
Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.
Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.
Dei bobeira
Te amei com os olhos,
Mas te deixei exprimir do coração,
Te quis sem medo do caos
Mas a paciência não é um hábito mental dessa geração,
Fui criança ao brincar com os limites daquilo que era encanto,
As emoções não sobrevivem muito tempo sem estruturas, pois se perdem no soprar das imaginações,
Ver sem enxergar o que realmente importa e viver de impulsos sem interpretar o que toca, trazem consequências nos caminhos abertos mas sem significados para a felicidade.
E lá se foram quase 30 anos desde que cheguei aqui.
Conheci lugares, pessoas.
Amei e fui amado rsrs.
Mas às vezes temos de tomar decisões difíceis. Nem sempre é fácil reconhecer e ter coragem de percorrer a estrada a que estamos destinados. Eu sei que não vai ser fácil, mas chegou a hora da nossa despedida.
Levo em meu coração todos aqueles que, por todos estes anos, fizeram parte da minha vida.
Adquiri experiência que levarei para toda a vida.
Recomeçar nem sempre é fácil, mas às vezes é preciso.
Curitiba, que tanto amo
Talvez não seja um adeus, mas quem sabe um até logo 🥹🥺☹️😩
' TE AMEI COMO NINGUÉM '
Meu grande sonho é te amar,
Numa eternidade sem fim,
Quero um dia te encontrar,
Entre as flores do meu jardim,
Fostes meu grande sonho de amor,
Eterno enquanto durou,
Mas trilhou um outro caminho
e na solidão me deixou.
Te amei como ninguém,
não imaginas o tanto, do quanto te quero bem !
É um amor que arde em silêncio,
Na vontade não confessada,
Como uma luz apagada,
E na verdade é uma luz florescente,
Parecendo um mar agitado,
Mas no fundo, é calmo e ardente.
Meus momentos mais felizes
Foram vividos ao teu lado,
No cheiro da flor -de-lis
No calor dos teus abraços !
Chamo de solidão
“Nunca amei alguém, nunca me apaixonei por ninguém, e eu acho que ninguém se apaixonou por mim também.”
Amei de um jeito tão intenso
que pensei reconhecer você em qualquer forma. E mesmo que tenha sido só um instante, foi um momento puro demais pra não ser real.
DeBrunoParaCarla
Eu amei — e afirmo sem hesitação — amei com a inteireza de quem compreende que certos fenômenos da experiência humana não se submetem à trivial aritmética do tempo.
Dizem: acabou.
Permitam-me a devida vênia lógica — não acabou.
O que eventualmente se extingue é a configuração circunstancial do vínculo, jamais o fenômeno afetivo em sua inscrição psíquica profunda.
O amor, quando autêntico, não é evento episódico; é estrutura.
Não é mera contingência emocional; é ocorrência real, empiricamente verificável na consciência.
Pode cessar a convivência.
Pode dissolver-se a proximidade física.
Pode, inclusive, o silêncio ocupar o espaço outrora preenchido pela presença.
Mas o amor — o amor verdadeiro — não se submete à categoria vulgar do ‘foi’.
Porque aquilo que verdadeiramente é não se converte em nada por simples decurso temporal.
O que muitos chamam de fim é, na verdade, limitação perceptiva.
É incapacidade metodológica de distinguir entre a cessação do fenômeno relacional e a permanência da marca afetiva.
E aqui reside o ponto nevrálgico:
O amor constitui fenômeno real cuja projeção na consciência não apresenta, em si mesma, termo final intrínseco necessário.
Negá-lo é confundir transformação com inexistência.
É tomar a mutação da forma pela aniquilação da essência.
E isso — permitam-me a franqueza — não é rigor lógico.
É apenas imprecisão interpretativa.
