Talvez eu Esteja Precisando de Voce

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Se o arrependimento matasse,
não restaria sopro algum sobre a terra —
nem vento, nem voz,
apenas o silêncio pesado
de tudo o que poderia ter sido diferente.


Carrego comigo essa estranha sina:
a de nunca pisar sem antes duvidar do chão,
a de nunca falar sem antes ensaiar o eco do erro.
Cada gesto meu nasce já cansado,
como se soubesse que será revisto,
revirado,
remoído até perder o nome.


Penso antes, durante, depois —
e, ainda assim, falho na paz.
Há sempre um segundo pensamento
que corrói o primeiro,
um sussurro tardio que diz:
“não era isso”,
“não assim”,
“não deveria ter tentado”.


Minhas palavras saem vestidas de despedida,
como se cada uma carregasse em si
um pequeno morrer —
o morrer daquilo que poderia ter sido dito melhor,
ou calado por inteiro.


E então me recolho,
refaço diálogos que já não existem,
reescrevo frases em um tempo que não volta,
tentando salvar, em atraso,
o que nunca esteve seguro.


Se o arrependimento matasse,
eu já teria partido incontáveis vezes.
Mas permaneço: erguendo versões de mim
sobre os escombros do que pensei ter errado,
pintando o quadro da aquarela de meu engano e soprando o vento do meu amago.


E, ainda assim,
há um sopro teimoso em mim
que insiste em continuar,
mesmo sabendo
que amanhã também haverá dúvida,
e então depois,
e depois.

Sempre volto ao início.
Às séries que já sei de cor,
ao filme onde ainda choro,
às mesmas vozes
que nunca aprendi a calar.


Há algo em mim que não solta —
correntes invisíveis
marcando meus pulsos,
puxando devagar
tudo que tento deixar.


Dou um passo à frente,
mas o chão pesa.
Um “e se?” se aloja no peito
como uma pergunta sem resposta,
ecoando mais alto
que qualquer certeza.


Carrego risadas antigas
como quem guarda relíquias,
mas são elas que me quebram:
memórias rasgam por dentro
e levam pedaços meus
sempre que voltam.


Sinto sua falta
mais do que digo.
Sinto medo
mais do que admito.
E desejo o amor
como quem precisa respirar.


“Sinto muito” —
palavras que nunca chegam,
desculpas que se perdem
no silêncio que ficou.


E eu erro de novo,
volto de novo,
revivo de novo —
um ciclo que se fecha
antes mesmo de terminar.


Confundo passado com presente,
visto lembranças como futuro,
e me perco
no que já não existe.


Diziam que a saudade matava.
Mas não —
ela é mais lenta que isso.


É um veneno fraco,
escorrendo pelas horas,
corroendo por dentro
sem pressa de acabar.


O passado já passou,
o veneno já secou —
mas o gosto amargo
ainda mora em mim.


E, mesmo assim,
eu volto.

Meus dedos deslizaram por minhas têmporas, cada vez mais firmes, tentando arrancar as vísceras de meus medos e dilacerar meus sentimentos. Ouso afagar meus próprios cabelos enquanto minhas unhas abrem feixes avermelhados sob meu crânio, o vomito do amor acalorado que escoa sob minha mente como lava em um vulcão em erupção.

Os magnas do vulcão, como pequenos pensamentos escapulindo por entre meu suspirar me leva a suar novamente, misturando o almiscarado da minha pele em gotas de horror. O calor do contato, antes revigorante e confortável, agora é uma tragedia inevitável e sufocante.

E no entanto, quanto mais afundo em mim, mais percebo que não há núcleo sólido — apenas camadas e camadas de calor e ruído, como se minha própria existência fosse uma erupção contínua, incapaz de cessar. Meus pensamentos não são mais meus; eles borbulham, espirram, queimam, deixando cicatrizes invisíveis que latejam sob a superfície da pele.

Minhas mãos tremulas e conflitantes, observam o terror sangrento de minha própria epiderme escorrendo sob meu ser, meu interior se misturando com o exterior de maneira selvagem e descontrolada. O carmesim tinta meu anelar e me lembra do compromisso autodestrutivo que possuo comigo mesma. Condenada a se autodestruir em busca de algum alivio, caçando motivos para agir contra mim, em busca de algo único para definir meu ser; mas, procurando definição, somente encontrei a destruição.

Não tão querido, diário....

Cocei meus olhos com mais força que o esperado, me machuquei no meu afago e bocejei lentamente ao começo do dia, mordi a língua ao enrolar mais e, ao decorrer, vivi assim: bebericando café com o gosto mais amargo que o normal, tropicando nos degraus da vida e com dor na lombar de carregar o peso do meu ferimento.

Na metade do dia, senti uma angustia profunda e um embrulhar no estomago, vi a imagem perfeita do meu outro eu imbuído em magoas e perdas, sofrendo mais pelos cheiros do que os acontecimentos, doendo mais no peito do que o local do ferimento. Minha metáfora falha e a piada e caçoada, meus sentimentos afogados e meus fios desgrenhados afagados por mãos falsas.

No fim do dia, no anoitecer melancólico e quase libertador, no feixe de uma dor sem rancor, no sonhar de um horror e o perfume de minha essência, são onde escondo minha dor.
Demorei mais tempo que o normal no banheiro e me banhei ao custo do meu sofrer, sufocando em lágrimas mal derramadas e no amargar do café, que desde o começo dia, esquecido ao lado estragou ao se deixar ser abandonado.

Aquele mesmo corte feito no amanhecer, fraco e pequeno mas que dói mais que o esperado. Aquele que me traí ao arder durante meu sorriso, aquele que fisga quando digo que não tenho medo, o que machuca quando estou tão perto de mim e me afasta ao mesmo tempo.

O que me lembra que as piores infecções não surgem dos cortes mais profundas, mas das suturas mal feitas.

Tenho um caderninho de desejos e pensamentos, daqueles bobos que fazemos como as crianças que sempre somos; nele, encontrei meu próprio nome escrito em diferentes linhas. Uma, procurando significado; outra, querendo beleza; mais uma, repetindo sabedoria; e outra, mais profunda, rasurada várias vezes, com marcas úmidas denunciando o choro, almejando liberdade.


Pisquei algumas vezes e senti o almiscarado de minha pele se tornar sujo, como se o mero desejo de ser livre fosse indigno para alguém como eu. Outra gota pinga no papel; não é preciso da data para perceber que meus sonhos são atemporais e carregam minha essência perdida consigo. Uma risada em descrença sai embargada de minha garganta, e os nós de meus dedos ficam brancos, rasgando repetidamente não o papel, mas sim minha prisão interna.


A presidiária olha de um lado para o outro, seus olhos baixos percorrendo as grades intimidadoras que a cercam. Ao seu lado, uma garotinha de cerca de seis anos a observa de cima a baixo, demorando-se nas algemas que começavam a enferrujar em torno de seus pulsos. A presidiária ri em escárnio e lança um olhar particularmente rude em resposta. A menina, por outro lado, parece se divertir e balança os pequenos pés no ar antes de gargalhar.


A criminosa franze as sobrancelhas e se aproxima lentamente, como um predador à espreita, com os braços cruzados e uma curiosidade crescente. O olhar daquela garota era familiar, e seus dedos pequenos batucavam na parede mais próxima; o barulho, misturado às respirações descompassadas, era o único som do local.


A jovem ousa conversar com a mulher, balbuciando coisas banais e fúteis, como seus gostos favoritos, aquela série específica que, por um acaso, era a favorita da malfeitora, e até sobre o time de futebol para o qual ela torcia. O papo, no começo hostil e desconfortável, torna-se aos poucos acolhedor; e, assim que a mais nova ri pela milésima vez de sua própria piada sem graça, as algemas da mais velha caem em um baque único contra o chão. A liberdade, silenciosa e subjetiva nos pensamentos diferentes — mas tão iguais — das duas, finalmente chega.


Quando pisco novamente, outra gota molhada cai sobre o caderno, embaçando minha visão e me trazendo de volta à dura realidade, que, anormalmente, estava mais quieta que antes — perigosamente próxima da paz. Meus dedos esguios e trêmulos viram a página completamente encharcada e, mesmo com as palavras tortas e a grafia errática, sorrio de canto ao compreender: não sobrevivi, mas, enfim, vivi.

Amo-te não tenho explicação
Estarás sempre no meu coração

Mas para quem sofre de amor

Pensei dizer-te
Que te amava para sempre
Eras o infinito
Mas não passou de um mito
A vida é assim
Isto chegou ao fim

Inserida por Pinga-amor

Um olhar, um sorriso, um gesto !!! Mas a verdade é bem evidente sempre nos apaixonamos por quem não gosta da gente..!!!

Inserida por hernaneindiao

Ter alguem é uma escolha, permanecer juntos é atitude, a idade chepa para todos a pele vai enrrugar maquiagem sai, cabelos vai ficar brancos, nosso corpo cai deixa de ser sarado mas o gostoso é a coragem de enfrentar tudo, todos pelo amor ambos ficar velhos juntos e no final rir de tudo !!! Te Amo!!!!

Inserida por hernaneindiao

Meu corpo não reage, minha mente pira, tudo não faz mais sentidos sem vc, porque ??? Simples um dia vc me fez acreditar em seu amor, que vc é um anjo pronto a me iluminar, minha alma já não alimenta! esta fraca, sem energia com vc longe! MAs o que me conforta é estar acreditando que vc nunca amou, que vc jamais foi anjo Simples !!! talvez tive apenas um sonho.....

Inserida por hernaneindiao

Sinto um vazio não sei ao certo oo que é isso será uma doençã Tomara que um dia descubra!

Inserida por Eu-e-pensamentos

Na Realidade, Todos Nós Temos Um Secredo, Um Deles e Vc, Na Verdade Meu secredo !

Inserida por Analyne

eu seria o descartes,entao beleza

Inserida por priscila_pereira_2

ta ligado mano,eu vou mandar na real,minha rima é braba e eu vou manda até o final

Inserida por joao_alberto_2

Tem dias que acordamos sem forças, preferindo não ter acordado. O céu está sem vida, o azul não está ali.

Inserida por bruno_nascimento_2

Sabe, as vezes eu penso o porquê... O porquê das pessoas nos abandonarem, o porquê delas entrarem em nossas vidas, nos fazerem felizes e em questão de segundos se afastarem ou mudarem a forma como te tratam, assim derrepente sem explicação sem nem motivos, só acontece e mesmo que isso magoe temos que aceitar o fato de que isso é apenas uma "rotina" da nossa vida, as pessoas vem e vão, independente dos momentos, alegrias ou até mesmo momentos não tão alegres, que lembramos só de ter a pessoa que um dia chegamos a considerar muito, mas que hoje em dia nem se quer falamos sabe é como se não nos conhecêssemos mais.... Não sei é tudo tão estranho e diferente!

Inserida por Caxtrorc

Eu tenho 16 anos, namoro a quase 2 anos, amo sair, principalmente à noite. Se divertir é a melhor coisa para mim. Eu entendo, juro que entendo, nossas mães são muito preocupadas, qualquer coisinha pode ser motivo de briga, porque você quer sair e ela não querer deixar. Não é? Pois bem, eu não chego a brigar com minha mãe porque ela não me deixa sair, a gente discute, pois se eu não arrumar meu quarto, eu não saio.
Um dia eu estava no carro com meu pai, e eu toquei no assunto de ser feliz, e de eu querer me divertir até não poder mais. Ele rapidamente falou “não é bem assim, você tem pais que te impõem regras e não deixam você passar do limites. Pois olhe bem, disse ele. Já pensou se uma pessoa fosse extremamente feliz? Ela não saberia o que é ser triste e iria querer parar de ser um pouco feliz para passar pela experiência de ser sentir mal”. Eu fiquei “QUEEE?” gente pelo amor de Deus, eu vou passar dos limites até não poder mais, a vida é uma só, e ela é muito curta, quando morrermos, nada, simplesmente NADA vai com nós. Ser feliz é uma questão de querer, então assim, não perca tempo chorando por ter terminado o namoro, por alguém que não te quis, por belezas, ou por padrão que a sociedade impõe, simplesmente deixe tudo para pro passado, ser feliz não se passa por escadas, ser feliz é uma questão de escolha, e eu posso provar. Faz 2 anos que reprovei no 7 ano, quando recebi a notícia, meu mundo caiu, fiquei sem chão, chorei de passar mal. E foi no 7 ano que eu conheci pessoas que mudaram minha vida, que me ajudaram a se tornar uma menina que ri de tudo, que começou a saber amar, e respeitar os outros. Pois bem, foi nesse ano que comecei a namorar…tudo por fases, conhecemos famílias a tudo mais, estou com ele irá fazer 1 ano e 9 meses, minha vó não pode nem saber que eu sei como é o quarto dele, ela não deixa eu ir na casa dele, sempre tenho que ficar pedindo a minha mãe, ela deixa, e eu quase sempre vou lá. Eu não gosto de convidar ele pra ir em minha casa, pois como moro com meus avos, eles não deixariam a gente ter uma pequena privacidade. Eu acho isso tão desnecessário.
Outra pequena questão é de não poder tomar bebidas, esses dias meu vô jogou meu copo com coca e tequila no chão, brigou comigo na frente de todo mundo. Eu fiquei brava demais, não conversei com ele por 3 dias. Ele fez errado, e ele me pediu desculpas, eu aceitei. Só que assim, eu não quis nascer pra ter o futuro que ELES sempre quiseram, que é, ser médico, não tomar bebidas fortes, não escutar músicas desnecessárias, e não fumar. Galera haha, eu quero ter o MEU futuro. Eu não vou deixar de estudar, até porque quero seguir a profissão bombeiro militar. Mas eu não quero ficar a minha vida inteira estudando, sem poder sair de casa ou ir na festinha que tem, porque tem tarefa de escola.
Eu gosto muito de sair, e com meus amigos nem se fala, gosto mais de sair com menino do que com menina, os garotos são mais engraçados, barriga chega a doer de rir. Meninos são sinceros e não gostam de mostras que tem um corpo mais bonito para rebaixar o amigo, nem todos são assim, mas enfim, meninos não mudam o jeito de ser na frente de ninguém. Minha avó também não gosta que eu saia com eles, ela sempre fala que menina tem mais cuidado. Aaaaa foda-se, eu gostos de meter o loco com eles kkkk.
Só digo uma coisa, aproveite a vida, ela curta demais pra querer ficar em frente a livros, computares e celulares. Saia. Eu adoro meu celular e sou muito viciada, mas quando eu estou com que eu gosto, eu esqueço ele por horas!!! Viaje, ria, torça, grite, passe vergonha, corra, abrace, se divirta, beba, coma, engorde, emagreça, mude seu cabelo, mude sua personalidade, ame e acima de tudo, se ame. Não deixe ninguém dizer o que você deve fazer, mas também ajude, e não deixe ninguém de lado. Passar dos limites em coisas boas não te torna uma pessoa ruim. Apenas seja feliz.

Inserida por rodrigues321

Vivo da minha melancolia para não morrer de tédio.

Inserida por eulirico

Até mesmo a empatia carrega sua parcela de interesse.

Inserida por eulirico

Elogios falsos são mais prejudiciais do que ofensas verdadeiras.

Inserida por eulirico

A felicidade é um sentimento momentâneo, assim como a tristeza.

Inserida por eulirico