Talvez eu Esteja Precisando de Voce

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Ser diferente é a chave do sucesso que coloca em destaque o anonimato

Auto-Retrato Falado

Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas.
Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.
Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,
aves, pessoas humildes, árvores e rios.
Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar
entre pedras e lagartos.
Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto
meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou
abençoado a garças.
Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo.
Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.
Os bois me recriam.
Agora eu sou tão ocaso!
Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço
coisas inúteis.
No meu morrer tem uma dor de árvore.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Já vivi imensuráveis tristezas, nas quais sentia uma enorme insuficiência, uma fraqueza espiritual que afetava primeiramente meu psicológico e posteriormente meu corpo físico, era profunda a nostalgia e incomparável, na verdade uma mera doença. Hoje, já não sou mais enfermo, escolhi mudar, agora vivo feliz e estou curado.

Aprendo a cada dia que ser contraditório ou inconstante nos faz um ser melhor. É o mesmo que adaptável, maleável, flexível... Na verdade, conscientes de que "tudo" muda a todo tempo, não para, e o grande mistério está em entendermos que não somos os Donos da razão ou Senhores do Saber e nunca seremos, as coisas tendem a mudar.

"Com a força da minha mente, com todo o meu amor, o Deus que ha em mim saúda o Deus que há em ti."

Tudo na vida tem um ciclo, princípio, meio e fim. A vida está em constante movimento, a mudança é a lei da vida.

O verdadeiro testemunho cristão vai além de uma transformação aparente e momentânea, mas numa mudança profunda e duradoura em Deus.

“Saiba que o espírito não se enfeita e não faz plástica. Ele é o que é !” (NEIMAR DE BARROS)

É muito mais sensato instigar uma série de questionamentos filosóficos do que se considerar repleto de "verdades absolutas".

"Nasce uma alma nova a cada vez que um ator incorpora um personagem. Cada alma com sua cor, seu jeito, e seu brilho...
Feliz do artista que tem a alma constantemente renovada pela sensibilidade da arte".

Sombras...
Não há sombras matizadas
de alegria e sofrimento.
Todas elas são pardas,
todas vestem de cinzento.

As sombras são como o vento:
só sabem bem na estiagem.
De resto, varia o lamento,
dependendo da aragem.

Quer sombras, quer sobras – dizia
a minha avó – não quero à frente.
As sobras fazem-me azia
e as sombras constrangimento.

Seria muita prepotência imaginarmos vida somente no nosso planeta, inserido num Universo observável que pode conter centenas de bilhões de planetas habitáveis. E mesmo se deixarmos de lado as possibilidades cosmológicas e astrofísicas, ainda assim a probabilidade estatística nos faria crer que, diante da inimaginável vastidão do Cosmos, a vida não é uma exclusividade do planeta Terra.

"Procure sempre perdoar. O perdão é o alimento do convívio."

"Não se deixe levar pelas aparências, elas enganam. Uma ilusão pode comprometer seriamente a nossa vida."

À quem amou demais
À quem chorou demais
E quanto tempo não dão atenção
Ao seu pobre coração?

"Somos o que repetidamente fazemos. O ser humano deve manter-se em constante manutenção, vigiando pensamentos, emoções e ações. A lapidação pessoal está no exercício diário."

Acreditar sem hesitar, eis a suprema escolha humana e a raiz geradora de todas as vitórias.

Não existe significado para a palavra amor. A gente só sabe o significado quando amamos, cada um tem o seu conceito de amor.

À Inteligência, leva à lugares inestimáveis... , porém, à força de vontade (esperança) é surpreendente

Medo de Amar

Petrópolis
O céu está parado, não conta nenhum segredo
A estrada está parada, não leva a nenhum lugar
A areia do tempo escorre de entre meus dedos
Ai que medo de amar!

O sol põe em relevo todas as coisas que não pensam
Entre elas e eu, que imenso abismo secular...
As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio
Ai que medo de amar!

Uma mulher me olha, em seu olhar há tanto enlevo
Tanta promessa de amor, tanto carinho para dar
Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco
Ai que medo de amar!

Dão-me uma rosa, aspiro fundo em seu recesso
E parto a cantar canções, sou um patético jogral
Mas viver me dói tanto! e eu hesito, estremeço...
Ai que medo de amar!

E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço
Sou como a última sombra se estendendo sobre o mar
Ah, amor, meu tormento!... como por ti padeço...
Ai que medo de amar!