Talvez eu Esteja Precisando de Voce
Encontre tempo para as coisas que te fazem lembrar o quanto é bom estar vivo.
Eu estou aprendendo isso.
A desacelerar.
A agradecer mais.
A valorizar o simples.
Porque no fim… são esses pequenos momentos que salvam o dia...
ENCONTRO MARCADO
Eu havia estragado tudo naquele dia. Roubei um pão. Era tão pequeno… Sentia fome, mas havia outras maneiras: oferecer-me para trabalhar, pedir ajuda, qualquer coisa menos aquilo. Roubei aos oito anos de idade — e nunca mais parei.
Sabia que não era certo. Sentia-me mal todas as vezes que roubava. Era pesada aquela palavra: roubo. Não sei por que me incomodava tanto, mas incomodava. Quando fui deixado na rua por meu pai — algo que eu não entendia — encontrei um grupo de crianças que roubava. Quem não roubasse, não comia. Roubávamos bolsas, relógios, pulseiras e carteiras.
Aos doze anos, depois de quatro vivendo assim, aquilo já me parecia normal. Mas não deixava de me incomodar. Eu sempre me perguntava por que não tinha casa, pais, família ou escola.
Os carros passavam, e eu me encantava. As casas maravilhosas eram a visão dos meus sonhos. No entanto, eu não tinha nada, a não ser a larga liberdade: todas as ruas eram minhas, aquela vastidão de céu me pertencia. Eu não tinha ninguém, e ninguém tinha a mim. Mas eu queria outra vida. Sempre pensava: por que é assim? O que posso fazer?
Não sabia quem poderia me ajudar. Uma voz me disse: “Deus.” E onde procurar Deus? Na igreja, não — de lá eu já tinha sido expulso por estar muito sujo. “Procure no seu coração”, a voz insistia. “Talvez no centro da dona Dalva. Ela, além de dar comida, sorri e chama você de filho.”
Cheguei lá naquele dia sem saber exatamente por quê, com o coração acelerado. Dona Dalva montava um lindo vaso de flores amarelas. Eu disse:
— Bom dia.
Ela sorriu:
— Bom dia, meu filho.
— Posso falar com a senhora?
— Claro, meu filho.
Então perguntei:
— O que é Deus?
Ela respondeu com calma:
— A pergunta é outra: quem é Deus? É o Pai de todos nós, o mais generoso que existe. Aquele que mais nos ama.
Perguntei:
— Então por que Ele me abandonou tão pequeno? Não sei trabalhar, as pessoas me expulsam e têm medo de mim. E quando roubo, a polícia vem atrás. A senhora acha que Deus ama todos iguais?
Ela respondeu:
— Tenho certeza. O que Ele espera é que Seu filho retorne a Ele, em qualquer situação.
Depois ficou em silêncio por um instante e disse algo que me atravessou:
— Olhando de fora, parece que você é apenas vítima. Mas a vida é mais longa do que um único dia. Já foste alguém que teve pais carinhosos, conforto e oportunidade. Jogaste fora o que tinhas, foste mesquinho quando podias ter ajudado. A aprendizagem não retrocede. A vida continua.
— Mas como vou fazer isso? Sou apenas um menino. Amanhã acho que faço doze anos.
Ela sorriu:
— Não subestime a sabedoria do Pai. Você voltou para casa. Estou há anos à sua espera. Cuidarei de você como um filho muito amado, e você cuidará de mim como uma mãe muito amada. Na verdade, você não tem doze anos. Tem uma eternidade de experiências.
Foi ali que comecei a viver de verdade.
Encontrei uma mãe carinhosa e bondosa, um lar confortável, estudo de qualidade. Trabalhei muito e me tornei um adulto bem-sucedido, como ela dissera tempos atrás.
Abri um abrigo para crianças. Por muitos anos tirei meninos das ruas. Amei-os e cuidei deles como um pai.
E quando, já velho, parti e cheguei ao outro lado, encontrei Dalva — minha mãe — que me disse:
— Compreendeu? A vida continua, e Deus não abandona Seus filhos. Ele é seu Pai.
Bom dia!
Senhor, peço humildemente que me guies em cada decisão que eu precisar tomar. Capacita-me com sabedoria e discernimento para escolher sempre o melhor caminho, alinhado com os teus propósitos para a minha vida. Que a tua vontade se manifeste em cada área do meu ser, e que eu possa ser um instrumento do teu amor e paz neste mundo tão necessitado...
Tu és o meu amparo em momentos de fraqueza, a minha força quando sinto que não posso mais prosseguir. Entrego a ti todas as minhas fraquezas, confiando que, em ti, encontrarei a renovação e a paz para enfrentar cada momento desse dia...
Amém!
- Edna Andrade
Eu já errei… e não foi pouco não
por imaturidade… falta de coração
briguei na escola pra provar que eu era forte
sem saber que força mesmo era mudar minha própria sorte
empurrei quem só queria brincar comigo
fiz do orgulho escudo, fiz da raiva abrigo
menti por medo, calei por vergonha
carreguei silêncio que ainda me acompanha
feri com palavras que eu nem lembrava mais
quem ouviu guardou… cicatriz não volta atrás
quis ser adulto sem saber ser homem
confundi aplauso com valor do meu nome
andei com quem brilhava… mas por fora
e deixei de ouvir quem me alertava por hora
amei errado, por carência, por impulso
jurei futuro com sentimento avulso
casei sem amor achando que era destino
de novo rsrs, e era medo de ficar sozinho
erros que arrependemos profundamente
erros de ser jovem demais, inconsequentemente
erros de amar sem saber o que é amar
de falar demais, de não saber calar
mas se hoje eu penso diferente
é porque ontem eu fui imprudente
cada falha virou aprendizado
cada tombo me deixou mais preparado
fingi que tava bem quando tava quebrado
sorri na foto mas por dentro devastado
não pedi ajuda, quis ser invencível
mas todo herói também é falível
pedi desculpa tarde demais
perdi pessoas que não voltam jamais
e entendi que o tempo não negocia
ele ensina… ou cobra um dia
no meio dos meus erros encontrei direção
meus filhos viraram norte, mais opção
uma me traz luz, outro me traz chão
o caçula me ensina força na decisão
três motivos vivos pra eu ser melhor
três espelhos dizendo pra eu ser maior
e no amor eu parei de correr
hoje é amor, e não é preencher
ela é paz quando o mundo faz guerra
é firme quando desmorona a terra
se ontem eu errava tentando provar
hoje eu acerto só por saber amar...
Minha versão atual, nem é tão sofisticada assim, mas já não cabe em muitos lugares, que antes, eu fazia questão de entrar...
"O 'não' de Deus salva mais do que o 'sim' que eu implorava."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
"Deus não é uma força unidimensional. Ele é o 'Eu Sou', o Ser autoexistente e eterno."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
" Eu vivi grandiosidades em momentos únicos. Acredito que não foram os melhores, ainda espero os que fiquem para sempre e façam todos os outros parecerem apenas eternidades...
Se eu conseguisse ao menos mostrar-te a forma como a minha mente te vê por meio dos meus olhos, talvez eu não precisasse de fazer recurso desnecessário ao mar de palavras que busco a todo o momento para que percebas o que sinto por ti.
Este eu mortal nunca viu a face de Deus, mas Eu o senti muitas e muitas vezes. Há um acontecimento singular em minha existência e acredito sempre ser a Sua presença em ação. Isso ocorre quando uma borboleta me sobrevoa ou simplesmente toca-me. Sempre parece fui livrado de um mau, um mal, ou simplesmente sinto-me sendo agraciado por um bem, um Bem. Obrigado por existir e obrigado por me permitir existir, me livrando do mal, agraciando com o bem e sendo em eu e para eu um constante presente.
“O amor não tem rosto”, eu ouvi.
Peguei todas minhas palavras e guardei.
Depois peguei meus pensamentos,
Aqueles dispersos pensamentos e juntei um por um como
retalhos de uma emoção.
O amor não tem rosto.
Talvez por isso tenha a melhor visão,
O melhor cheiro,
O melhor jeito,
O mais terno e ousado sentir.
— Mas como o amor não tem rosto?
Fecha a boca e fecha os olhos.
O amor não tem rosto.
E eu continuei a ver você na minha visão.
Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas
O ofício do sofrimento
Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.
Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.
Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.
Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.
O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.
Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.
À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.
E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:
quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.
Algumas coisas podem ser para sempre sim. Uma delas eu chamo de "lembrança". Essa nem sentimento é, ela é motivo para sentir. A lembrança é assim, até mesmo uma forma de amar.
Gotas de lágrimas
Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.
Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.
Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.
Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.
Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.
E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.
Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.
E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.
Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.
"Como eu poderia ser a mesma depois tudo que eu passei?
Seria um insulto à minha dignidade e à mulher fantástica que resgatei."
Eu me recuso a ser diferente de mim mesmo, sou como sou e amo ser eu mesmo e sempre serei eu mesmo, ninguém além de mim.
Levei anos para me aceitar como sou, mas agora, amo tudo isso.
Se os outros não gostarem, que assim seja.
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