Talvez

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Poema Bipolar

Hoje eu reconheço:
nem todo mundo fica,
nem todo mundo quer.

E talvez seja melhor assim.
Nessa dança de idas e silêncios,
eu não corto ninguém com as minhas arestas,ninguém me corta com a lâmina da ausência.

Entre o alívio e a solidão,
eu me divido.
Metade é paz.
Metade é vazio.

E sigo,com esse estranho consolo:
ser livre do que não me escolhe,e prisioneira do que ainda sinto.

A maturidade nos ensina muitas coisas, e talvez a mais sábia seja perceber que esperar não é demora, e sim preparo.

“No fim, restará você… e olhe lá! Talvez nem isso.”

Sei lá, talvez eu eu fique bem!

Insuficiente


Hoje me sinto insuficiente, talvez, quem sabe, se não fosse assim, a gente não daria certo?
Você merece mais.
Eu não consigo me ver somando à vida de ninguém.
Quem sabe em outra vida?
Quem sabe eu não tenha dado certo em outra realidade?


Realidade. Talvez devesse aceitar a minha...
Dentre tantas pessoas no mundo, você me escolheu
Não sou o mais bonito, nem o mais inteligente, menos ainda o mais bem-sucedido
Então por que eu?
Talvez devesse valorizar, agarrar para não soltar mais


Vai que por ventura você não percebe
E continuamos juntos até as chamas transformarem tudo em cinzas
Até lá, vou torcendo para não ter um lapso repentino de lucidez e perceber que não sou nem metade do que vê em mim


Afinal, o amor nos engana...
Quando notar que sou como o apêndice...
Hum... não me atrevo a imaginar esse dia
Mas até lá, vou sustentando sua fanfic.

Uma das maiores dores, talvez, seja cair em si.

Eu não sei se algum dia eu amei alguém de verdade. Talvez tenha sido só ilusão, desejo, ou a necessidade de acreditar que existia algo mais profundo. Lembro de sentimentos que deveriam queimar, mas que só passaram como faíscas apagadas pelo vento. Procuro na memória alguma lembrança intensa, algum olhar que tenha parado o tempo, mas tudo parece vazio, distante, como se eu tivesse participado de uma peça em que não entendia o roteiro. E, no fundo, talvez eu nunca tenha amado alguém… ou talvez eu tenha amado tanto que nem percebi.


Glaucia Araújo

Meus sentimentos de hoje


Aqui é vazio.
E talvez algum dia possa estar cheio.
Cheio de vida e cor.
Minha vida já perdeu o sabor.
Eu ando vagamente pelas minhas dores.
São tantos fatores...
Já estou indo embora, indo buscar meu final feliz como as dos livros infantis.
Não sei quando irá mudar para melhor.
Minha alma parece sombria.
Mas apenas está ferida pelo tempo.
Aqui é apenas um desabafo.
Muito mais que um choro é simplesmente um grito de desespero.
Aqui é frio.
E talvez algum dia esteje quente.
Minha vida perdeu o som bonito.
Agora é só som dos pingos das minhas lágrimas caindo sobre a mesa.
Enfim ando sem rumo por enquanto, tentando achar a rota certa no mapa da vida.

OLHEI

Hoje eu tive medo, talvez porque eu tenha olhado para o mundo, não da mesma forma que olho todos os dias, hoje eu vi mais:

Dor causada pela pandemia, pela violência, pela maldade, pela fome, pela falta de abrigo, pela falta de amor.
Olhei para antes da pandemia e vi sofrimento, vi pranto, desespero.

A pandemia esconde muita coisa pior que ela, esconde o descaso com o próximo, esconde nossa falta de cuidado.

Experimentemos parar por alguns minutos e pensar em nos despirmos de nós, três coisas são gargalos entre nós e Deus:

1º O pecado - Paremos de falar tanto a frase: somos pecadores, isso já sabemos, porém, onde abundou o pecado, superabundou a graça;

2º Nós, sim, nós, somos tão orgulhosos que não abrimos mão de estender o olhar pra o lado, para o nosso “irmão” para ajudar, o mundo seria melhor se pudéssemos nos apoiar;

3º O próximo, aquele que nos fere, que não conseguimos perdoar, apesar de vivermos pedindo perdão a Deus e Ele nos perdoando, não por merecermos, mas, porque Ele é bom, o tempo todo diga-se de passagem. É muito fácil amar a Deus, Ele só nos possibilita coisas boas, faz alianças para nos salvar, entregou seu filho por nós, tem um plano pra viveremos eternamente, difícil é amar o próximo. Só que a conta não fecha, amar a Deus é amar o próximo e um não existe sem o outro, então, como fazemos?

Sua reflexão é a resposta…

O mundo está caótico por nossa causa, brigas, guerras entre vizinhos, irmãos, país, filhos, maridos, esposas, ex casais, funcionários, patrões, e, tudo isso pra nada. Não conseguimos aprender nem mesmo com nossos erros.

Quer mudar o mundo? Comece em você, comece libertando-se de si, tenha coragem de se importar com quem precisa, não é a pandemia que assusta, é o nosso livre arbítrio.

Se ele soubesse o que meu olhar diz, talvez parasse de subestimar o silêncio que carrego. Meu olhar não mente; ele revela o que palavras tentam esconder. Ele fala de noites em claro, de decepções, de força contida e de uma calma que parece frágil, mas é fogo por dentro. Meu olhar não suplica, não implora, não se curva: ele observa, pesa, entende e julga. Se ele soubesse o que meu olhar diz, talvez finalmente percebesse que há mais em mim do que ele jamais tentou enxergar.
Glaucia Araújo

Efemeridade
"Queria que o amanhã chegasse,
Talvez, mais depressa do que ele chega. Queria que o mês passasse,
Talvez, mais depressa do que ele passa. Queria que o ano acabasse,
Talvez, mais depressa do que ele acaba. Queria...
Ah, quem me dera pudesse pensar em algo mais...
Algo que não fosse o amanhã!
Queria que a existência fosse efêmera,
Talvez, mais do que ela já é.

Se tudo acabasse mais depressa,
Não daria tempo de sofrer,
De ver os prédios desmoronar,
De ver o abismo da vida solitária,
De ter a esperança que em meu velório Encheria de amigos e pessoas queridas... Gostaria que a existência fosse uma efemeridade...
Uma efemeridade mais efêmera."

Entre o Tempo e o Silêncio


Ninguém percebeu quando começou. Talvez tenha sido no instante em que o relógio parou, ou quando o último som se dissolveu no ar como névoa. A cidade, antes pulsante, agora parecia suspensa, como se aguardasse algo que ninguém ousava nomear.


As ruas estavam intactas, mas havia uma ausência que doía. Não era medo. Era expectativa. Como se o mundo tivesse prendido a respiração.


E então, veio o sussurro.


Não pelas bocas, mas pelas paredes. Pelos espelhos. Pelos sonhos. Uma mensagem codificada em memórias esquecidas, em gestos repetidos, em olhares desviados. Algo estava voltando. Ou talvez nunca tivesse ido embora.


A pergunta não era "o que é isso?", mas "por que agora?"


Evans Araújo.

Talvez a vida seja um sonho que Deus sonha acordado.
Cada alma, um fragmento lúcido desse sonho que se experimenta a si mesmo.
A realidade é o espelho da consciência muda quando você desperta.
Por isso, sonhar é viver e viver é recordar-se de que se sonha.
O despertar não é abrir os olhos, é abrir a percepção.
Porque quando a mente desperta, o sonho se torna criação.
É LEI!”

“A convicção pode te dar conforto, mas só a verdade liberta.”
Essa talvez seja uma das lições mais difíceis da vida.
A gente cresce acreditando que estar certo é sinal de força — mas às vezes, é só teimosia disfarçada de convicção.
Porque quando o coração se fecha, nem Deus força a entrada.
E quando ele se abre, até uma simples palavra pode transformar uma vida inteira.
Por isso, desconfie das certezas que te deixam soberbo. Questione as convicções que te afastam de pessoas. Reexamine as ideias que te tornam incapaz de ouvir. Às vezes, a verdade está falando com você há muito tempo — mas a voz dela é suave, e o barulho das suas certezas não deixa escutar.
Todo mundo tem opiniões fortes sobre alguma coisa.
A gente defende o que acredita, argumenta, tenta provar o próprio ponto de vista. E nem sempre percebe que, às vezes, o problema não está nas mentiras que ouvimos… mas nas certezas que carregamos.
Muita gente passa a vida tentando fugir das mentiras dos outros, mas nunca percebe a mais perigosa delas: a que mora dentro das próprias convicções.
A convicção é uma força bonita quando nasce da busca sincera pela verdade. Mas quando se transforma em orgulho, ela deixa de proteger — e começa a aprisionar.
Porque quando alguém acredita demais em alguma coisa, deixa de procurar entender. E passa a apenas confirmar o que já pensa.
Há pessoas que nunca mentem, mas vivem enganadas. E não porque foram iludidas pelos outros — e sim porque acreditaram demais no que aprenderam sem nunca questionar, mesmo quando algo parecia fora do lugar.
A verdade é que a convicção pode ser mais perigosa do que a mentira. A mentira, quando descoberta, se desfaz. A convicção, quando se enraíza, se defende, se fortalece e às vezes se transforma em muralha contra qualquer nova luz.
É curioso: quando alguém mente, ainda há esperança de que um dia reconheça o erro. Mas quando alguém tem certeza absoluta, é mais difícil que ouça qualquer voz diferente. Porque o ego se mistura à crença, e a fé passa a ser usada como escudo. É como se admitir um engano fosse uma traição à própria identidade.
Quantas vezes, na história, pessoas sinceras cometeram injustiças em nome do que acreditavam ser certo? Saulo de Tarso, antes de se tornar o apóstolo Paulo, é um exemplo forte disso. Ele não era um homem mau; era convicto. Achava que estava servindo a Deus ao perseguir cristãos. A convicção dele era tão intensa que o impedia de enxergar o que estava bem diante dos olhos. Até que, no caminho para Damasco, a luz que ele combatia o envolveu. E ali ele descobriu que não basta crer — é preciso saber em quem e no que se crê.
As convicções, quando não são examinadas, se tornam grilhões invisíveis. Aprendemos algo, guardamos aquilo como verdade, e passamos a defender sem nunca mais questionar. O problema é que o tempo muda, as informações crescem, o entendimento se amplia — mas a convicção, se não for revista, envelhece e endurece. Ela congela o pensamento e impede o coração de aprender de novo.
Às vezes, a pessoa já sente que algo não encaixa, mas o orgulho impede de admitir. Porque mudar de ideia exige coragem. Exige humildade. Exige dizer: “eu estava errado”. E para muita gente, essa é a frase mais difícil do mundo.
Já parou ora pensar que Jesus elogiou quem tinha fé, mas nunca quem tinha orgulho de estar certo?
Ele dizia que o Reino era para os humildes, os que “têm consciência da sua necessidade espiritual” (Mateus 5:3). Ou seja, os que sabem que não sabem tudo. Porque só quem reconhece que precisa aprender continua crescendo.
A verdade, na maioria das vezes, não se impõe — ela se revela. E para enxergá-la, é preciso ter o coração aberto. A convicção cega, por outro lado, fecha todas as portas. Ela faz a pessoa olhar um texto, uma ideia, um fato, e enxergar apenas o que já acredita. É como se tudo passasse por um filtro invisível que confirma o que ela já pensa. O nome disso, hoje, é “viés de confirmação” — e é uma das formas mais sutis de cegueira intelectual e espiritual.
É fácil apontar isso nos outros. Difícil é enxergar em nós. Quando alguém pensa diferente, nossa primeira reação é achar que está errado. Quando alguém apresenta uma prova que contraria nossa visão, procuramos uma brecha para desqualificar. É raro dizer: “Deixe-me considerar o que você disse”. Mas talvez seja justamente aí que começa o caminho da sabedoria.
Em Provérbios 18:13 está escrito: “Quem responde antes de ouvir mostra tolice e passa vergonha.” Esse versículo é uma lição sobre convicção. Fala do perigo de julgar antes de entender, de decidir antes de analisar. Quantos conflitos, divisões e desavenças nascem de opiniões defendidas como se fossem fatos imutáveis?
A verdade não tem medo de ser questionada. Só a mentira precisa de muros. A fé verdadeira não teme perguntas. Só o fanatismo teme o diálogo. E a sabedoria não está em ter todas as respostas, mas em saber ouvir — inclusive o que contraria.
Há quem passe a vida tentando provar que está certo, enquanto a vida inteira Deus tenta mostrar que a verdade é maior do que qualquer doutrina humana. A verdade não é uma cerca — é um horizonte. E o horizonte sempre se afasta quando a gente avança, porque há sempre mais para descobrir.
T
alvez o maior erro de quem busca a verdade seja acreditar que já a encontrou por completo. Porque o dia em que você achar que não precisa mais aprender, esse será o dia em que começou a se afastar da verdade.
Gilson Castilho Reflexões
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Sobreviver é pesadelo
Talvez melhor sonhar

talvez você nunca leia isso. talvez, se ler, não saiba nem que é pra você. ou talvez saiba - no fundo, sempre soube. eu guardei tantas frases pra mim. algumas porque não tinham espaço. outras porque achei que não iam ser bem recebidas… eu fui colecionando pequenas dores como quem guarda figurinhas raras. e você, talvez sem saber, foi sendo o motivo delas.

Talvez você nem exista no futuro que tanto te preocupa.

Talvez um dia eles entendam quem eu fui de verdade, mas até lá sigo sendo silêncio para quem nunca quis me ouvir.

Quão sofredor é um espírito elevado, talvez por isso ele seja elevado. Cada batalha, cada embate, cada guerra deixam cicatrizes e são elas que nos fazem lembrar pelo que passamos.

A autopiedade é talvez a manifestação mais sutil e perversa da vaidade. É a crença velada da propria superioridade que, mesmo admitindo a própria incapacidade diante da criação do belo ou do significativo, ainda assim se reivindica do todo aquilo que não se soube gerar em si mesmo. É a ilusão de que o mérito alheio nos pertence apenas por existir, e de que a dádiva da vida nos deve algo que nunca lhe oferecemos em troca.