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Reciprocidade
Reciprocidade... Algo que eu nunca vou poder experimentar. Ando me doando tanto por um "nós" que nunca existiu... Quer dizer, pelo menos para você, não. Cresci carregando fardos alheios, me culpando por coisas que não eram minha culpa, pedindo desculpas por coisas que eu não deveria pedir e, por fim, sendo deixada. Até que você chegou na minha vida, com tantas falsas promessas, dizendo que nunca iria me deixar, fazendo com que eu me sentisse suficiente, especial e genuinamente amada.
Eu sou tão burra! Como pude pensar que eu seria, pela primeira vez, suficiente pra alguém? Isso nunca vai acontecer, mesmo que eu dê o meu máximo. Afinal, olha pra mim. Eu não sou o tipo de pessoa que as pessoas querem ter por perto, mesmo que eu me esforçasse ao máximo (como eu fazia por você). Agora que você já tem tudo o que queria e que está confortável... vai me deixar mais uma vez. Me sinto enganada, burra, inútil... Uma vez pensei que as coisas negativas que eram ditas sobre mim não eram verdade... Mas acho que são e sempre foram, e eu não queria aceitar.
Assim que você chegou na minha vida, eu soube que seria a melhor coisa ou a minha maior dor. E adivinha?
Eu...
Eu me odeio por te amar,
Me odeio por não conseguir tirar você dos meus pensamentos e sentir sua falta a todos tempo.
Eu me odeio, não só por ter você dentro do meu coração, mas por não ter forças de tirar você de lá.
Por não conseguir me amar como mereço e por dedicar cada momento meu a você, sim eu me odeio.
Eu me odeio por ser tão dependente e carente da aprovação alheia, mas principalmente por depender tanto de você para estar bem.
Eu me odeio por me importar tanto com você, por te colocar em primeiro lugar em tudo, mesmo sabendo que você não faz o mesmo por mim.
Eu me odeio por te idealizar, por criar expectativas em cima de você, por esperar algo que você nunca vai me dar.
Eu me odeio por me iludir com suas palavras, com seus gestos, com seus sorrisos, que me fazem acreditar que você me ama, mas que no fundo são apenas ilusões.
Eu me odeio por ser tão fraco, por não conseguir te esquecer, por não conseguir seguir em frente, por continuar te amando mesmo com toda essa dor.
Eu me odeio por ser tão tolo, por acreditar em contos de fadas, por esperar um final feliz ao seu lado, mesmo sabendo que a realidade é bem diferente.
Eu me odeio por ser tão eu, por ser essa pessoa que te ama incondicionalmente, que te perdoa em todos erros, que te aceita como você é.
Eu me odeio por ser tão seu, por te entregar meu coração de bandeja, por te dar todo o meu amor, sem esperar nada em troca.
Eu me odeio por ser tão apaixonado, por te amar com todas as minhas forças, por te querer ao meu lado para sempre, mesmo sabendo que você nunca será minha.
Eu me odeio por ser tão sonhador, por acreditar em milagres, por ter esperança de que um dia você vai me amar de volta, mesmo sabendo que é apenas um sonho.
Eu me odeio por ser tão eu, por ser essa pessoa que te ama, que te odeia, que te quer, que te esquece, que te perdoa, que te idealiza, que te espera, que te sonha, que te ama.
Ignorando a rudeza do caminho, fixei meus olhos na beleza que me circundava e na promessa da chegada.
Nunca se esqueça que a tristeza não cabe dentro de você. Ela é muito insistente e por esta razão é preciso estar firme para não permitir que ela se instale em seu coração.
As cores da vida, nós as escolhemos. Se você pintar sua vida com tristezas, decepções e frustações, isto definirá sua vida. Se, por outro lado, a pintar com alegrias, aprendizados, possibilidades, aperfeiçoamentos e sonhos, terá uma vida mais colorida, ainda que com todos os pesos e dores que ela nos impõe.
Marta Almeida: 14/02/2025
"Aquele que fala sem ponderar é como uma ferida exposta ao vento, atraindo não a cura, mas o enxame da imprudência."
Quando eramos crianças ficavamos tristes por desenhos animados não existirem quando crescemos ficamos tristes por existir
mas temos medo de morrer
Não posso acreditar que o universo inescrutável gira em torno de um eixo de sofrimento; certamente a estranha beleza do mundo deve repousar em algum lugar na alegria pura.
Dizem que não existe nada melhor do que um dia após o outro para curar qualquer dor, o famoso "tempo cura tudo", não acho verdade. Outros dizem que o melhor remédio pra tudo é boas amizades, amores reais... Também discordo. Acredito eu, na minha insignificância, que na verdade somos nós, é aquilo que acreditamos, é aquilo que depositamos nossa fé. Não terceirize a sua cura, se erga e saia você mesmo desse poço.
A Tristeza Silenciosa da Existência
A vida nos molda como se fôssemos pedaços de algo que nunca se completou. Nascemos com promessas, com cores vibrantes e a ilusão de que podemos voar, mas, como os pássaros que veem seu voo interrompido, nossa liberdade é logo cortada. Somos arrastados pelas mãos do tempo, transformados em caricaturas de nós mesmos para servir ao olhar curioso de uma sociedade que só enxerga o que deseja. E, no final, a vida, que deveria ser grandiosa, se torna apenas uma coleção de momentos sem sentido, como uma festa que nunca termina, mas que já não tem alegria.
Vivemos para ser vistos, para ser consumidos, para nos tornarmos parte de algo que não entendemos. A solidão se faz presente em cada esquina, cada passo. Não estamos mais na floresta, mas em um mundo que nos devora com sua indiferença. Nossos sonhos, antes vivos e vibrantes, são esmagados pela rotina de um sistema que nunca se importa. Somos forçados a seguir, como se nossa dor fosse apenas parte do processo.
E no meio disso tudo, nos perguntamos: para que viemos? Será que existimos apenas para ocupar espaço? Para morrer lentamente na indiferença dos outros? Estamos todos, em certo sentido, esperando algo que nunca chega – a verdade, a paz, ou ao menos um pouco de compreensão.
A vida não faz sentido, e isso é a maior verdade que podemos encarar. Estamos todos aqui, buscando respostas, mas o mais doloroso é perceber que talvez a única verdade seja a nossa solidão. O vazio é o que nos resta, a vida é o que temos para preencher esse espaço. A dor não é só uma consequência, mas uma constante. E enquanto tentamos entender a razão de nossa existência, continuamos a andar, como se nada fosse realmente importante, mas no fundo, tudo fosse.
E se a única resposta fosse a aceitação de que estamos aqui, simplesmente, para viver, para sofrer, para aprender a ser quem somos, mesmo que ninguém nos veja, mesmo que ninguém entenda? Talvez a única verdade seja o vazio que carregamos e a liberdade que buscamos, mesmo sabendo que nunca a alcançaremos.
#David_Marinho.
Quando a tristeza ou a aflição bater na porta do seu coração, deixe-a entrar! Sim, deixe-a entrar e dê a ela um lindo sorriso! Todo o negativo trazido será dissipado.
Estamos no apogeu da medicina e da psiquiatria, mas nunca estivemos tão doentes. (...)
Estamos no apogeu da indústria do lazer, mas nunca houve uma geração tão triste e depressiva como a nossa. Estamos na era do conhecimento, da democratização da informação, mas nunca produzimos tantos repetidores de informações em vez de pensadores.
E os paradoxos não param por aí. Por não termos investigado o fenômeno fundamental que nos torna seres pensantes, vivemos ainda hoje erros grosseiros e gravíssimos na sustentabilidade das relações humanas, inclusive na inserção social. Qual a diferença entre uma pessoa em surto psicótico e o intelectual? (...)
Quando estudamos o processo de construção de pensamentos, somos iluminados para entender que a loucura e a racionalidade são mais próximas uma da outra do que imaginamos. Por isso, uma pessoa inteligente jamais discrimina ou diminui os outros.
Do meu lado
Eu tinha alguém do meu lado, do meu lado e não ao meu lado. Estava tão só, que se eu gritasse, ninguém me escutaria.
De: Eu
Para: Mim
Que você se cure dessas dores que você engoliu, silenciou, jogou pra dentro. Desejo que você se cure de todas as vezes que disse que estava tudo bem quando na verdade não estava nada bem, das vezes que engoliu o choro, a raiva, a tristeza, a decepção e sorriu para que o mundo não visse a sua dor ou então para que o seu sorriso pudesse fazer alguém feliz. Eu desejo que você se cure dos sacrifícios que já teve que fazer, das indiferenças que recebeu, dos julgamentos alheios e dos pesos que suportou bravamente até hoje.
teu espaço
Usam-te como corpo,
descartam-te como osso.
Tocam-lhe a pele, mas sujam tua alma.
Perguntas a Deus de onde vem a tristeza,
mas não enxergas a solidão da vida vazia que levas.
Podem brincar contigo porque permites?
Quão pouco é o teu valor para não valer nada?
Quão vão é o teu próprio amor para que tua pele não queime,
e que somente o ardor sintas por quem te usa?
Cartografia do vazio
Vontade de me rasgar,
abrir a pele, as costuras,
tentar desesperadamente me encontrar
aqui dentro—
sem mapas, sem sinais, sem vento.
Vontade de me encontrar,
quem sabe, na esquina onde me perdi.
Mas que rua foi?
Que curva errada me trouxe aqui?
Quando foi que fiquei assim?
Vontade de me rasgar.
