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Aos olhos e ouvidos, sementes.
À terra, o germinar.
E à flor, florescer.
Conexões invisíveis, mas essenciais,
movimentos ignorados, não visíveis,
mas vivos e presentes aos que sentem!
Faça uma viagem, retorne ao começo onde tudo é, onde és só, sozinho mesmo, de malas vazias e nu ...
saiba-te, sinta-te, acolha-te ...
e agora, recomece com tudo aquilo que ali encontrou:
malas vazias, nu e você, tão somente, você.
E se os "por quês" e "não é assim" vos chegar, sinta: estes, estiveram lá com você? Se sim, não haverá perguntas. Se não, não há resposta. Sorria dos moldes, a nudez é para quem viaja por dentro e ver requer esse passaporte.
Permita-se!
É uma interrogação perene
que me faz continuar,
passar como quem passa íngreme
rumo ao sótão desse chão
tão firme, calado, dissolvendo-se
a cada resposta encontrada
... tal é o tesouro que me afortuna!
"Amor em ação"
Rosa em gestos
preenche o olhar
colore a alma,
adorna o sorriso
dos espinhos às pétalas,
tua natureza,
é em nós, violeta ...
... à transmutar!
Adormece a noite ...
... em festa
no céu, bailam ...
... pequenos grãos-cometas
e naquele olhar...
... brilham estrelas!
Semeastes tuas manifestações sobre esse solo, germinastes em faces e concedeu-me os frutos, nessas expressões. Hoje, lhe reconheço, recebo, aceito e sou grata! Em mim ouço-te... nítida voz em comunhão!
sobre os cansaços
pousados entre as narinas
suspirei clareiras e vi
vestidas de cravos
as flores dos teus olhos
soprei levezas
acolhi em pétalas
meu campo conhecido
o teu jardim ...
Oh! ouvido este que se amplia,
infinitos tons em ti acolhes,
quando a Vida em si permites ...
... ouves o Todo, sinfonia!
Saber sentindo a vida e sua dinâmica em movimento, é acolher que nada é igual nesse agora. A continuidade da dança da vida, marca o presente com sua perspicaz coerência de jamais ser a mesma, portanto, tomar a si ou qualquer outra referência pelos passos marcados que os pensamentos traduzem, é querer parar a roda e fixar a fluidez da existência; acreditar na estagnação do "ser" e limita-lo ao tempo e espaço, inexistentes.
O rato que escrevia poesias
Dentro de um buraco moravam vários ratos. Uma família de ratos, ratos amigos, parentes ratos, era um ninho de ratos. Nesse ninho todos se sentiam felizes e confortáveis, alguns estavam ali por não ter outro lugar para ir, outros por conta que no antigo ninho haviam gatos, e alguns porque nasceram lá e nunca pensaram em sair. Mas em um certo dia um pequeno rato começou a pensar em se distanciar dos ratos que moravam com ele, talvez ir embora daquele ninho, decidiu que deveria ir. O conforto era bom, estar com sua família também, com seus parentes e amigos, ele se sentia especial, e gostava da segurança, mas o pequeno rato necessitava de privacidade, queria um ninho somente para ele, mesmo sabendo que poderia correr perigo com possíveis gatos, ou que o faltasse aquele velho queijo parmesão para suprir sua fome, mas a ideia ainda permanecia pairando ao ar.
Ao contar sua ideia aos outros ratos houve uma rebelião no ninho, nenhum dos ratos conviventes naquele ambiente deu total apoio a fuga do pequeno rato. Todos discutiam decepcionados, não entendiam o que podia lhe faltar para existir a necessidade em ir embora, tinha de tudo, segurança, queijo, e ratos que o amavam, não o entendiam, mas o amavam. Pobres! Não compreendiam que o pequeno rato precisava mesmo era de um lugar no qual pudesse comer suas sobras e escrever suas poesias. Um poeta pode ser louco, mas nem todo louco é um poeta, e o pequeno rato tem um pouco dos dois. Mas o bichano sabia muito bem disfarçar sua loucura, sempre soube. Ao completar vinte fugas de ratoeiras sentiu que algo mudou, a necessidade em escrever poesias o dominou, ter um lugar propício a isso se tornou uma necessidade. O pequeno rato falhou em esconder totalmente sua loucura e contou um pouco sobre sua necessidade para os bichanos conviventes com ele.
Disseram que se caso saísse do ninho nunca mais teria alguma ajuda se quer, teria que tomar conta de si, e proibiram de realizar essa vontade a pena de ser deserdado por todos. Ao pensar nas consequências passou a frequentar buracos em paredes sujas, com bebidas e bitucas, por algumas mesas escreveu suas melhores poesias em alguns pedaços de guardanapos. Aprendeu a falar sobre tudo que sua vida sempre se baseou, paixões, bebidas e loucura. Mas por falta de coragem em se distanciar do conforto e segurança de seu ninho decidiu continuar se virando por lá. Talvez pudesse melhorar e driblar um pouco sua falta de inspiração naquele lugar, talvez pudesse aprender a amar mais os outros ratos, talvez pudesse continuar a sobreviver.
Alguns meses se passaram e eu soube que o pequeno rato continua escrevendo poesias, bebendo e escondendo sua loucura daqueles que o rodeia. O pequeno rato fracassou mais uma vez.
E a luz se fez no coração dos homens
transbordando o que "é", calando os lábios,
sustentando os passos e orientando os gestos!
Sou o que teu sopro traduz
no silêncio que me cobre
E na segurança do que só eu sei
em mim sou o inalcansável
aos teus dedos tão longe de ti!
No crepúsculo de um sorriso
o brilho de um olhar se faz presente
quando presente está a segurança
confiança dos passos em Verdade
vestida além das letras
afinal, são estas apenas reflexos
das noites acolhidas pelas manhãs
orvalhadas sintetizam a fluidez
sentimentos que são poesias
contornadas pelas sombras de um poema!
Em meio ao nada
do lado macio de quem olha
um sorriso entre lábios
confirma em confiança...
O que se sabe
a verdade se estabelece!
Joias guardadas perdem o valor...
compartilhadas, embelezam a vida e revelam o tesouro que todos possuem!
Lá vem deslizante
Não sei se vem ou se vai
Não sei se lava
Ou se retrai
Lá vai água boa
Que lava meu sorriso
Ou em beleza magma
Se torna lágrima
Vertente sem pegada
Como nada engraçada é perigo
Um sem abrigo
Sorriso ou dor não sei
Lá vem água boa
Meu sorriso assim define
Pois passeia em meu corpo
E torto no horto sou oco
Lá vai água boa
Que lava
Enxágua
E me banha
Me assanha
Me alegra
E em nenhum momento
É tormento
Porque água tudo lava
Água tudo leva
Água banha
Assanha
Acalma
Água lava a alma
Quando a tristeza bate
Quando não nos queremos
Quando de nós nos perdemos
Lá vai água boa
Não sei se vai ou se vem
Não sei se é magma
Não sei se é lágrima
- Deus nos fala profundamente, como Ele quer e quando quer, seja através de uma palavra ou de um louvor. Felizes são os que possuem um coração sensível ao toque do Espírito Santo! Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. (Salmos 37:4).
- Louvar, exaltar e engrandecer somente o nome do Senhor. Presenciei um momento de oração em que um jovem, a cada dez palavras mencionadas, nove destacavam sucessivamente o nome do inimigo. O nosso Deus é tremendo, faz tantas maravilhas, por que não falar mais dEle? O momento do culto é precioso e a oportunidade vem de Deus. É preciso pedir a direção do Espírito Santo para fazer bom uso da palavra e contagiar os demais com a graça do Pai, porque o lugar do diabo é no inferno e não na boca de um servo do Senhor!
- Não deixe que a temperatura atual atinja o seu coração. A frieza é a raíz de muitos males. Esbanje somente os sentimentos bons que há em você, as pessoas boas merecem eles e as ruins precisam deles.
- Atualmente os que têm ido ouvir a palavra de Deus nas igrejas precisam ter mais discernimento do que ao que vai para anunciar, pois é preciso muito entendimento do Espírito Santo para saber quando o dirigente fala pelo Espírito e quando fala pela própria carne, expõe sua visão e não a que Jesus ordenou. Para anunciar o evangelho é preciso manter-se em humildade. O que mais se vê nos dias de hoje são pessoas que pregam como se já estivessem com um "pé no céu", usando da autoridade para apontar os demais. Ei, estar à frente do púlpito ou altar não significa que você está salvo, mas sim que, como qualquer um em meio aos fiéis, você está buscando a santidade e, consequentemente, a salvação. A palavra do Senhor é clara neste aspecto quando diz: Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus de conhecimento, e por ele são as obras pesadas na balança. (1 Samuel 2:3). Se em qualquer palavra dita pelo cristão deve haver sabedoria, imagine nas mencionadas em favor das almas para o reino de Deus!
