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Nós condenamos a violência o tempo todo neste país, mas olhe para a nossa história. Nascemos em uma revolução violenta e estamos em guerras desde então. Não somos um povo pacífico.
Eu quero que você entenda algo. A guerra torna alguns perpetradores, outros criminosos e todos vítimas. Só porque um soldado está na batalha, não significa que ele acredita na guerra.
O mundo estava cheio de pessoas quebradas, e todos os hospitais, instituições e prisões jamais poderiam consertar seus corações partidos, mentes feridas e espíritos pisoteados.
Minha mãe tinha um ditado: "Kamala, você pode ser a primeira a fazer muitas coisas, mas certifique-se de não ser a última".
A sociedade dos filtros
O grande pensador Zygmunt Bauman já nos dizia, há alguns anos, que vivemos em uma sociedade líquida, onde nada é feito para durar: nem os produtos, nem as relações. Partindo de todas as valiosas reflexões propiciadas por Bauman e observando a dinâmica do Instagram, em uma noite qualquer concluí: vivemos em uma “sociedade dos filtros”.
Filtros nas fotos, que escondem nossas ditas “imperfeições” físicas, as olheiras das noites mal dormidas, as cicatrizes das feridas que curamos, as marcas do tempo que vivemos. Os filtros escondem a realidade e recriam um “mundo paralelo”, onde tudo é perfeito. Filtros não apenas nas fotos, mas também em nossas relações. Os relacionamentos de aparência, marcados por traições e brigas. A falsa felicidade que esconde a depressão, a ansiedade e as inseguranças. A solidão disfarçada com o filtro de uma vida repleta de festas, viagens, bebidas e poses sensuais.
As sociedade dos filtros nas fotos, nas relações e na vida 100% feliz. Cada vez mais difícil enxergar nosso “eu” verdadeiro e respeitar o “eu” imperfeito do outro. Exigimos a perfeição dos filtros fora da tela, ao menor sinal de imperfeição, o descarte. Buscamos incessantemente os tratamentos estéticos cada vez mais invasivos, a maquiagem definitiva, o corpo escultural mergulhado em esteróides anabolizantes.
Julgamos a aparência alheia no Instagram e na vida real. Comparamos-nos com a blogueira famosa e o YouTuber milionário. O filtro dos negócios milionários disfarçam as desigualdades sociais, nos levando a crer que basta querer para conseguir o primeiro milhão. Os milhões de empreendimentos que não deram certo são apagados pelo filtro do negócio milionário.
A sociedade dos filtros, que editou tudo e nos levou a acreditar que para sermos aceitos, precisamos de uma edição. Esconda os defeitos, mostre a todos o quanto você é bem sucedido, sociável e bonito.
Qual o próximo filtros você irá usar?
Juliene Vilela
'A falsa generosidade é uma prática humana, onde o único objetivo é a autopromoção diante da sociedade."
A ideia que mais me preocupa é que, quanto mais nossa sociedade deixar de usar dinheiro em espécie, mais nossa bússola moral pode falhar.
Há muita dor em todos os lugares, e nós apenas fechamos os olhos para ela. A verdade é que todos estamos com medo. Estamos aterrorizados uns com os outros.
O importante é não perder o estilo, e, se possível, não perder o dinheiro também. Porque o estilo sem dinheiro é uma infiltração do mau gosto.
Toda a maldade, mesquinhez e malícia eram silenciosamente deixadas fermentar debaixo de uma superfície que devia parecer sempre imaculadamente limpa e pura.
Existem três tipos de pessoas: pessoas que inspiram, pessoas que são inspiradas e pessoas que falam mal das duas acima.
Trabalhe em uma livraria e aprenda que a maioria das pessoas neste mundo se sente culpada por ser quem é.
[Sociedade sem Ideologias] Um povo que pratica Democracia Direta de forma consciente em Autogestão Social, onde todos podem participar e decidir sobre tudo, com mecanismos de proteção e defesa das minorias e que portanto não é imposto o "ideal" de nenhum grupo ou pessoa, isso é uma sociedade sem ideologias.
A felicidade da maioria das pessoas que conhecemos não é arruinada por grandes catástrofes ou erros fatais, mas pela repetição de pequenas coisas que destroem lentamente.
Privilégios são os benefícios que você recebe devido ao quão próximo você está da cultura dominante.
Quando você olhar para todas as partes de uma pessoa e perceber onde elas são oprimidas, você compreenderá melhor como a discriminação avança profundamente.
