Tag série
Esse tempo todo fiquei me perguntando por que eu? Por que aconteceu comigo? Até que me dei conta de que a pergunta não era por quê. Mas sim quem e como.
Não se vê a maldade. Não se ouve a maldade. Não se fala da maldade. Mas a maldade existe, não é mesmo? Bem diante dos seus olhos fechados, seus ouvidos tapados e da sua língua muda. E, caso não seja cuidadoso, tal cegueira voluntária pode fazer com que fortunas indignas e imorais sejam obtidas.
Eu me lembro de ter 14 anos, de estar nesse corpo me sentindo sem controle sobre o que estava acontecendo.
Estou cansada! Estou cansada de me mudar. Para ir onde você quiser na hora que quiser. Estou cansada de não ter uma casa. Eu só… eu quero mais do que apenas uma parede.
Poderíamos acusar alguém, mas a culpa é inútil. Culpar os outros, culpar a si mesma… Isso elimina o foco, e o foco é o que precisamos para podermos nos recuperar antes dos regionais.
Ouça bem, doutor. Faço muita coisa por você. Lavo suas roupas, limpo a casa, cozinho e agora isto. É triste!
Histeria, mal definida e complexa como é, não é uma doença do cérebro. E, certamente, não é para chamar atenção. É uma emanação do que eu chamo de inconsciente.
Você precisa saber. Não sou como as outras garotas. Quer dizer, eu sou... normal. Mas sou diferente das outras garotas.
Chegará um dia em que ninguém poderá falar uma palavra sobre quantos corpos joguei nesse lago. É pra isso que serve o poder.
Vocês moram juntos. Têm ótimos filhos. Vocês se casam. Saem de férias, juntos. Mudam de casa. Vocês discutem. Fazem as pazes. E então… Então, o desgraçado vai embora. Tudo acaba. Então, você se pergunta: “Nós éramos felizes? Essa era a melhor vida que poderíamos ter tido?” E a resposta é: eu não sei.
Eu adoro a sua imaginação. E todo mundo nesta casa tem muita sorte por você usar sua imaginação para nos manter seguros. Mas me prometa que, enquanto nos mantém seguros, você se mantém em segurança primeiro.
